Bancários

Sindicato de Maringá e Região

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21/03/2011

Nossa história

O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região comemorou, no dia 21 de novembro de 2009, 52 anos de sua fundação, marcada por uma história de lutas constantes na defesa dos bancários. Após os trâmites legais, a primeira diretoria tomou posse no dia 21/11/1957, dando início à estruturação do nosso Sindicato, que foi se alicerçando, ano a ano, sempre com a atuação vibrante das diretorias, transformando-se em uma instituição de reconhecido valor em nível local e nacional, por sua defesa intransigente dos interesses da categoria bancária. Ainda muito jovem, o nosso Sindicato enfrentou as turbulências do Golpe Militar de 1964, que, a todo custo e na base da repressão, desarticulava o movimento sindical. Sem nunca desistir, em 1968 a diretoria do nosso Sindicato mobilizou a categoria para uma greve, que não prosperou devido a forte repressão militar, com ameaças de enquadramento dos grevistas na lei de segurança nacional. Ocorreram muitas demissões, redução de bancários filiados ao Sindicato e o esfacelamento da diretoria.

Quando tudo parecida perdido, eis que em 1970 um novo grupo de aguerridos companheiros bancários retomou o sindicato e deu início a um trabalho hercúleo de muita paciência e, de tijolo em tijolo, foi reconstruindo o nosso Sindicato, ainda sob a austeridade do regime militar.

Sem se curvar, e através de boletins e pequenas reuniões, foram fortalecendo o Sindicato, cada vez mais, com maior participação dos bancários. No início da década de 1980, com a abertura política, os trabalhadores ficaram mais à vontade para protestar.

Em 1983, as assembleias já eram representativas e vislumbravam uma grande disposição de lutas na defesa dos nossos interesses. Em agosto de 1984, os bancários de Maringá e Região lotaram o auditório D. Guilhermina e estavam preparados para a greve, o que não se concretizou devido a pequena mobilização em outros sindicatos, principalmente nas capitais.

Em 1985, foi deflagrada a primeira grande greve dos bancários a nível nacional após o golpe militar de 1964, que durou três dias.Nos anos seguintes, até os dias de hoje, muitas lutas se sucederam e os bancários de Maringá e região sempre estiveram na linha de frente, na busca constante de melhores condições de trabalho e de salários.

Neste documentário histórico, fizemos uma breve retrospectiva das lutas do nosso Sindicato, exclusivamente em homenagem à classe bancária de Maringá e região.

Parabéns a todos.


30/11/-0001

História das greves dos bancários no Brasil

1932 - A história de greve dos bancári-os começou em 1932, mas não ganhou dimensão nacional. Em 18 de abril, os funcionários do Banespa de Santos ini-ciaram o movimento em protesto contra quatro decisões dos banqueiros: o fim da gratificação semestral, o fim do abono de 5% depois de cinco anos de serviço, as demissões e o valor das horas-extras noturnas. Os bancários de Santos ganharam o apoio dos colegas da matriz do banco em São Paulo e um dia depois os banqueiros aceitaram todas as reivindicações.

1934 - O movimento de 1932 foi um aquecimento para a primeira greve nacional, que ocorreria dois anos depois. Nos dias 5, 6 e 7 de julho de 1934, bancários de norte a sul do país cruzaram os braços em favor da aposentadoria com 30 anos de serviço e 50 de idade, estabilidade no emprego e pela criação de uma caixa única de aposentadorias e pensão para a categoria. O movimento conquistou a adesão de oito dos dez sindicatos de bancários e a greve foi vitoriosa, com todas as reivindicações atendidas.

1946 - Depois de um período de 12 anos os bancários voltaram com tudo, para fazer o que seria a maior greve nacional da categoria até aqui. Em 1946, após a eleição de Eurico Gaspar Dutra (PSD) para a presidência da República, pipocou uma série de manifestações por todo o país. Só nos dois primeiros meses estouram sessenta paralisações, que culminaram com a fundação de uniões sindicais municipais, sob a liderança dos bancários.

A principal reivindicação da categoria era o salário mínimo profissional, já concedido pelo governo a outros setores. No dia 23 de janeiro, o Rio de Janeiro entra em assembleia permanente para aguardar uma resposta do governo. O ministro do Trabalho, Roberto Carneiro Mendonça, ameaça então retirar a proposta se os bancários entrarem em greve. No dia seguinte a categoria parou na capital carioca e o movimento se espalhou por todo o país. A segunda greve nacional parou mais de 40 mil bancários por dezenove dias. Em 11 de fevereiro, os banqueiros oferecem uma trégua: garantiram que os grevistas não seriam punidos e que receberiam pelos dias parados. Já o governo disse que continuaria analisando o projeto. A categoria volta ao trabalho no dia seguinte.

1961 - Quinze anos depois os bancários partiam para sua 3ª greve nacional. No dia 21 de outubro de 1961, a Campanha Salarial entrava num impasse: os bancários reivindicavam 60% de reajuste e os banqueiros negavam. A greve começou pelos bancos públicos, já que os privados ainda negociavam no TRT. O primeiro-ministro, Tancredo Neves, e o ministro do Trabalho, Franco Montoro, intermediaram as negociações e conseguiram arrancar do governo federal um reajuste de 40%. A greve termina em uma semana, com o pagamento dos dias parados, mas a Campanha continuava nos bancos privados. Em 7 de novembro os funcionários repetem o feito dos colegas do setor público e param contra o reajuste escalonado de 30 a 50%. Dois dias depois, o TRT oferece 60% de aumento e a greve acaba.

1963 - Em 1963, apesar do governo democrático e popular do presidente João Goulart, o país continuava passando por graves problemas, como a inflação. Entre várias greves, os bancários paulistas pararam em 21 de janeiro para reivindicar o pagamento das gratificações de balanço, o 13º sem compensação e o fim dos 30 minutos a mais na jornada para compensar o sábado. Os banqueiros endurecem e os bancários decidem esperar a Campanha Salarial, avaliando que o movimento não tinha força. A Campanha começou, mas a situação não mudou. Sem avanços, os bancários decidem parar por 24 no dia 17 de setembro. A greve se prolonga por sete dias em todo país e termina com os banqueiros pagando acordos superiores aos determinados pela Justiça do Trabalho.

1933 Seis horas - A pressão dos bancários, que começavam a se organizar em todo país, conquistou a jornada de 6 horas, uma vitória inédita para o movimento dos trabalhadores bancários até então. Foi um grande salto para os trabalhadores, mas, como as conquistas se alcançam passo a passo, os bancários ainda eram obrigados a trabalhar aos sábados.

1934 IAPB - A categoria conquista o Instituito de Aposentadoria e Pensão dos Bancários. Na época não havia uma instituição de aposentadoria para todos os trabalhadores, como funciona hoje o INSS, e cada categoria possuía seu próprio instituto de aposentadoria. Era uma época perigosa para os trabalhadores, porque, ao entrar em greve, o governo poderia decretar uma intervenção no Sindicato e praticamente acabar com a mobilização dos empregados. Ainda assim, em 6 de julho de 1934 os bancários entram em greve e somente três dias depois, através de um decreto, o governo criou o IAPB, com administração e controle dos sindicatos de bancários.

1961 - Gratificação de caixa

1982 - Ajuda transporte e ajuda alimentação

1986 - Adicional noturno

1986 - Auxílio-creche por 60 meses

1988 - Auxílio para filhos excepcionais ou portadores de deficiência

1992 - Primeira Convenção Coletiva Nacional -Pela primeira vez na história sindical do Brasil, uma categoria conquista um acordo único para todo país, que fortaleceu a nossa luta e permitiu a unificação do piso salarial. A conquista ainda é uma exclusividade dos bancários, única categoria a ter um acordo desse tipo.

1992 - Auxílio Creche/Babá - O benefício, conquistado em 1986, foi ampliado em 1992 para todos os bancários e bancárias com filhos até 6 anos e 11 meses.

1994 - Cesta-alimentação - Mais de dois meses de mobilização foram necessários para a conquista desse direito, que passou a integrar todas as convenções coletivas a partir de então.

1995 - PLR Os bancários também foram os primeiros trabalhadores a conquistarem o direito à PLR, que é aperfeiçoada a cada ano.

1997 - Complemento para afastados - Na campanha salarial de 1997 os bancários conquistaram a complementação salarial para afastados por doença ou acidentes por um período de 24 meses. Até então era de 18 meses. Também conquistamos a estabilidade de um ano após o afastamento para lesionados.

2004 - Aumento Real e retomada das grandes mobilizações - Após anos de reajustes abaixo da inflação (que os banqueiros tentavam compensar com o abono), os bancários retomam fortemente as mobilizações nacionais e, através da maior greve da categoria, conquistam um aumento acima da inflação. Ainda é muito aquém das possibilidades dos bancos e da reposição das perdas de anos anteriores, mas é um começo para a reconquista do poder aquisitivo da categoria.



01/12/2009

Retrospectiva e tributo aos bancários de Maringá e Região

Antônio Domingos Bossolan - Funcionário do Mercapaulo, foi presidente de 1970 a 82

52 anos de lutas - décadas de 70/80...

Nossa maior preocupação na épo-ca foi resgatar a credibilidade e o prestígio junto a categoria e a comunidade, com sindicalização em massa e reuniões sema-nais - mini assembleias onde se discutiam condições de trabalho, reajustes salariais, formação sindical etc. O Sindicato foi inicialmente criado como uma associação, em 1957, e depois transformado em sindicato. Neste período, houve uma série de problemas. Não tínhamos comunicação como existe hoje, com telefone, Internet. Praticamente vivíamos isolados, tanto que nas principais greves que surgiram no país, como São Paulo e Rio de Janeiro, não tivemos participação.  

Na época havia uma pressão violenta e uma espécie de ojeriza a qualquer tipo de reivindicação. A entidade que reivindicava direitos já era taxada de comunista. Não se tinha muito o que fazer, apenas voltar o trabalho para a mobilização, para a educação, informação do trabalhador bancário. Quando assumi o Sindicato o mundo vivia um momento complicado, em pleno regime militar.

 Ainda assim, no período de ditadura, não ficamos inerte, houve nosso trabalho normal, mas sem qualquer vinculação com o Ministério do Trabalho, coisa que acontecia com outros sindicatos. Eles até reclamavam que nós bancários mantínhamos uma certa distância. Apesar de pouco dinheiro e arrecadação, reestruturamos todo o Sindicato. Formamos um quadro de associados, sempre visando a abertura política, e não deixando de lado a formação, a conscientização dos nossos direitos, participando de encontros nacionais e estaduais, os quais foram muitos, para elaboração e discussão de pautas de reivindicações salariais e outras questões de interesse da categoria.

  É importante deixar claro que o sindicato não existe só em momentos de greve. A entidade tem todo um trabalho de reivindicação junto aos nossos representantes, deputados estaduais e federais, senadores. Enfim, o Sindicato é uma instituição de alto nível, dentre as nacionais e classe política. Nesta época, houve melhorias na sede administrativa, com a aquisição de três salas no Edifício Herman Lundgren e dinheiro em caixa para aquisição do terreno de 35.000 m2 onde se situa a sede  campestre, orgulho de todos os bancários, não só pela sua beleza e funcionalidade, mas pelo seu alto valor de mercado."

28 de agosto simboliza a história de luta da categoria  

Os bancários marcaram presença na história das lutas sociais no Brasil desde o início do Século 20, mais precisamente na década de 1910. Foram pioneiros na mobilização, na organização de entidades sindicais e nas greves.

28 de agosto foi marcado como Dia do Bancário para lembrar a histórica greve de 1951, em São Paulo, que durou 69 dias apesar da forte repressão.

Em 1951, os bancários decidiram inovar na luta por reivindicações salariais e por melhores condições de trabalho. A mobilização da categoria seria unificada nacionalmente. As principais reivindicações pediam reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. As sucessivas tentativas de negociação fracassaram.

Os bancários recusaram o dissídio coletivo e, em São Paulo, realizaram paralisações simbólicas de minutos, dos dias 12 de julho a 2 de agosto. Os banqueiros acenaram com um reajuste em torno de 20%, mas os bancários de São Paulo mantiveram sua reivindicação.

No dia 28/08 de 1951, a categoria  decidiu ir à greve para conseguir seus direitos. A greve foi deflagrada e logo duramente reprimida. O Dops prendia e espancava os grevistas. Em todo o Brasil a manipulação da imprensa levou os bancários de volta ao trabalho. Em poucos lugares houve resistência, pois a violência aumentava.  

 


28/04/2011

52 anos de lutas - décadas de 70/80...

Aldi Cesar Mertz - Funcionário do HSBC, foi presidente de 1982 a 91

Fui presidente  em três gestões de 1982 a 1991. Foi um período de muitas mobilizações e greves da categoria. Havia os acordos coletivos separados para o Banestado, Banespa e bancos privados. Em 1983 assinamos o primeiro acordo coletivo com o Banco do Brasil. Em 1986, após muitas lutas, a Caixa Econômica Federal passou a integrar a categoria bancária e a principal conquista foi a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas.

A movimentação era intensa, pois havia as mobilizações e greves no conjunto da categoria e as isoladas em cada segmento para questões específicas.

O Sindicato dos Bancários de Maringá, desde sua fundação, em 1957, sempre foi muito atuante.

Para se ter uma ideia, na minha gestão já em 1984 tínhamos uma mobilização e organização para a greve, porém o mesmo não ocorria em outros centros, especialmente nas capitais. Neste ano, quase 2 mil bancários atenderam a convocação do sindicato e lotaram o auditório D. Guilhermina na avenida Tiradentes e a palavra de ordem era uma só “Greve”. Porém, sabíamos que não havia mobilização a nível nacional. Não podíamos levar a categoria a aventura de uma greve isolada.

Propusemos então uma grande passeata pela avenida Getúlio Vargas que culminou na praça Raposo Tavares com um grande foguetório de comemoração. Foi a primeira passeata de bancários após o golpe de 1964. Esta mobilização teve repercussão nacional. Em razão disso, o nosso Sindicato foi eleito pelos demais sindicatos no Brasil para compor a Comissão de Negociação com os banqueiros, posição ocupada até hoje.

Em 1985, aconteceu a primeira greve nacional dos bancários que durou três dias.

Já em 86, com o Plano Cruzado, a categoria passou por momentos de angústia com a demissão em massa de bancários. O Sindicato teve grande atuação com manifestações e a operação “Fecha Bancos por Demissão”.

Nos anos seguintes, até o final da minha gestão em 1991, a tônica sempre foi a mesma. Muita mobilização e greves unitárias e isoladas por cada segmento bancário.


30/11/-0001

52 anos de lutas - décadas de 90/00...

Antônio Luiz de Jesus - Funcionário do Itaú, foi presidente de 1991 a 94

Avalio que foi uma gestão muito profícua. Quando assumimos, havia em torno de 1.700, 1.800 filiados ao sindicato. Fi-zemos toda uma mobilização da diretoria e campanhas. Ao final da gestão, estavam sindicalizados 3.400 bancários, um índice histórico de 97% de sindicalização.

Enfrentamos um período difícil, de arrocho econômico, após a turbulenta era Collor. Mas não nos omitimos. Fomos à luta, mobilizamos a categoria, em busca de direitos. E o nosso Sindicato foi vanguarda em muita coisa.

Concluímos e inauguramos obras dos campos de futebol, vestiário e alambrado. A inauguração ocorreu em maio de 2002. Inauguramos o campo com um torneio de suíço, reunindo 32 times na nossa sede campestre. Neste período, também construímos e inauguramos o salão social da sede.

O sindicato, como sempre fez o seu papel, esteve ao lado do bancário. Um exemplo foi a reintegração de vários bancários demitidos injustamente do Banestado em 1993. Depois de muita pressão, de negociação, conseguimos recolocar no banco estes companheiros demitidos.

Para levar mais informações à categoria, era editado um boletim. Nós criamos o jornal Informação Bancária, que circula até hoje e se caracteriza como um importante instrumento a serviço do bancário.

Foi uma gestão de bastante trabalho, de resultados. Contamos também com o apoio de todos os nossos diretores, que realmente vestiram a camisa e encamparam todas as lutas, às quais saímos vitoriosos.


28/04/2011

52 anos de lutas - décadas de 90/00...

José Marco Barbizan - Funcionário do Banestado, foi presidente de 1997 a 2004

ANO DIFÍCIL: "Assumi o Sindicato dos Bancários numa época muito difícil. Era início do Plano Cruzado, e a transição econômica causava instabilidades. Mudou a forma dos bancos trabalharem e negociarem, principalmente os bancos públicos, que passaram a atuar como comerciais. Uma mudança drástica também atingiu o funcionalismo, neste caso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Ainda nesta época, vieram as privatizações do Banestado e Banespa.

As greves na época eram paralisações pontuais, como atraso na abertura de agências. Greve geral no Brasil não teve neste período, eram os próprios diretores que paralisavam as agências e faziam assembleias em frente aos bancos. No último ano de minha gestão houve estabilidade do Plano Real e aí começamos reivindicações e paralisações. A agência do Banco do Brasil em Maringá foi a primeira a parar suas atividades na época. No primeiro ano do Governo Lula, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), propôs ao Sindicato aceitar a proposta durante as negociações. Optamos então por resistir, porque tínhamos certeza que poderíamos avançar. As opiniões ficaram divididas e onde não aceitaram a proposta aderiram à greve no dia seguinte, dando força ao movimento. Se não fosse o sindicato, teria ficado por aquilo mesmo. Na época, a paralisação começou na segunda-feira em Maringá, a única cidade do país a iniciar greve."  

CONQUISTAS: "A maior conquista durante a gestão foi a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que antigamente não existia. Hoje, os funcionários ganham praticamente mais dois salários por ano em PLR. Quanto a melhoria de infraestrutura, houve naquela época a construção do quiosque, jardinagem e construção de arquibancadas na sede campestre. Já na sede administrativa foram poucas as reformas. Um marco também foi a criação da página na Internet, registrando o endereço www.bancarios.org.br.”



28/04/2011

52 anos de lutas - décadas de 00/09...

Luiz Carlos Pereira - Funcionário do CEF, foi presidente de 2005 a 2009

Enfrentamos muitos desafios neste período. Foram anos de lutas e greves para conseguirmos avanços em benefício dos bancários. Um avanço que considero importante foi a implementação da cesta-alimentação na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil e 13ª cesta para todos os bancários.

Impetramos também várias ações tendo o sindicato como substituto processual, ações coletivas para garantir direitos dos nossos sindicalizados.

Conseguimos mobilizar os bancários, que participaram ativamente das reivindicações em favor de toda a categoria nestes anos em que fui presidente.  

Realizamos também reformas das salas da sede administrativa, informatizamos, modernizamos o nosso site na internet. E na sede campestre construímos o muro. Reunimos ainda centenas de bancários na festa do jubileu de ouro da nossa entidade, uma festa inesquecível realizada na nossa sede campestre. Neste evento, realizamos uma bonita homenagem aos ex-presidentes, pessoas que deram a sua importante contribuição para que o nosso Sindicato se tornasse o que é hoje, uma entidade de respeito, de luta, de credibilidade, não somente entre os bancários, mas na sociedade. E todos os bancários, todos os diretores, contribuíram para isso.



28/04/2011

52 anos de lutas - décadas de 90/00...

Claudecir de Oliveira Souza - Funcionário do Unibanco, assumiu a presidência em 2009

O nosso sindicato sempre foi mui-to dinâmico, sempre foi referên-cia, esteve na vanguarda. Ao as-sumirmos esta missão, na con-dição de presidente, focamos neste referencial construído com muita luta por companheiros que nos antecederam. 

Logo que assumimos, demos início à campanha salarial de 2009. Foram meses de reuniões com a  base e com a nossa federação e confederação. Por fim, chegamos a uma pauta que atendia aos anseios da categoria e fomos à luta. Depois de 14 dias de greve nos bancos privados e 28 na Caixa, conseguimos arrancar um reajuste de 6%, mais melhoria na PLR, entre inúmeros outros benefícios. 

Também implementações diversas outras ações. Entre elas, vale destacar o trabalho contra as filas nos bancos. Os nossos bancários estavam sobrecarregados, pressionados por gerentes e pelos clientes. Então realizamos esta ação juntamente ao Procon, sempre no intuito de melhorar as condições de trabalho do bancário. 

Quando a sociedade estava preocupada com a gripe A, os bancos ignoravam o assunto, colocando os trabalhadores em risco. Diante deste quadro, não medimos esforços e fomos até o Ministério Público do Trabalho, denunciamos e chamamos os bancos para assinaram um Termo de Ajustamento de Conduto, a fim de implentarem diversas ações para proteger os bancários. Muitos bancos foram acionados inclusive judicialmente para atender ao TAC. 

Foi muita positiva também a ação contra o assédio moral. Sentimos que era o momento de tratarmos desta questão, que atingia a tantos trabalhadores. Promovemos então uma palestra, proferida pelo procurador do Ministério Público do Trabalho, dr. Fábio Alcure, que trouxe muitos esclarecimentos a respeito do tema. E elegemos a luta contra o assédio como uma ação contínua. 

Enfim, acredito que, com a ajuda de todos os nossos diretores, apoio e compreensão dos nossos bancários, conseguimos muitos avanços, e vamos continuar trabalhando neste ritmo e com este entusiasmo pelos trabalhadores bancários.









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