Bancários

Sindicato de Maringá e Região

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12/12/2017

Reunião com o Banco Santander nesta terça, 12


Foi agendado uma reunião para o dia 12/12/2017, às 14 horas, sobre temas de interesse da empresa e também do funcionalismo como um todo.

A reunião será realizada às 14 horas, na Rua Líbero Badaró, 425 – 18º andar, Escritório Alencar Rossi. Pedimos que estejam no local às 13 horas, para os encaminhamentos de praxe.

Como todos sabem, o Banco Santander está anunciando que vai alterar a data de pagamento para o dia 30 de cada mês, a partir de março 2018. Mas, o pagamento no dia 20 já é praticado desde o século passado e não há fundamento para a sobredita mudança de data, que é prejudicial ao bancário (a).

O Santander já está impondo aos funcionários novas regras descritas na reforma trabalhista promovida pelo governo Temer.

Sem qualquer negociação com o movimento sindical, o banco apenas comunicou que fará mudanças no acordo de horas extras e no fracionamento das férias. A nova lei permite a negociação direta entre empresa e trabalhador nesses dois temas.

Pedimos aos companheiros que relacionem os principais problemas que estão ocorrendo em cada agência do Santander e região, para serem colocados na mesa da reunião.

Estará participando desta reunião e representando esta Federação e seus Sindicatos filiados, o diretor do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região, Israel Lodo Coêlho (foto). (Fonte: com Contec)



11/12/2017

Reunião da Mesa de Negociação Permanente entre Caixa e Contec


Na última terça-feira (05/12), ocorreu reunião da Mesa Permanente de Negociação CONTEC/CAIXA, no Hotel Imperial em Brasília. Participaram integrantes da comissão nacional de negociação composta pelas Feebs e Seebs e, a convite da CONTEC, também participaram estiveram presentes representantes da ADVOCEF, ANEAC, AUDICAIXA e FENAG.

A Coordenação da Comissão de Negociação da Caixa, Tereza Cristina Teixeira de Freitas abriu a reunião colocando várias ponderações por parte da CAIXA com relação a redução de despesas.

A comissão Contec foi coordenada pela diretora de Finanças, Rumiko Tanaka. Como pauta da reunião ficou acordada a apresentação pelos representantes da ANEAC e Fenag. Ambos falaram sobre problemas enfrentados, assim como apresentaram sugestões de alterações e apontamento de soluções. Além das apresentações pelas entidades também ficou acordado que a CAIXA Econômica Federal faria uma apresentação na área de segurança, atualizando a questões voltadas à área tecnológica com relação à proteção das estruturas de agências bem como de seus empregados.

Apresentação da ANEAC 
Os representantes da Aneac apontaram vários problemas com relação a jornada de trabalho e também propondo a jornada de 6 horas. Fizeram uma exposição sobre o Teletrabalho e, também uma avaliação do comprimento da Resolução nº430, do CONFEA, que trata das regras para ocupação de cargos de ordem técnica de engenharia e arquitetura na administração direta e indireta das estatais.

Solicitaram que fosse concedidos incentivos para quem fizer curso de graduação, pós-graduações, especializações, mestrados e doutorados e cursos relacionados com área de engenharia e arquitetura. Também foi relatado os riscos enfrentados nos locais de trabalho, nas comunidades (favelas) e sugeriu a contratação de seguro de vida.

Apresentação pelos representantes da FENAG 
Na apresentação, foi sugerido melhorias e possibilidades de alterar regras para uma maior participação da categoria na definição das regras dos ciclos de avaliação do GDP.

Processo de verticalização, sugeriu que as regras mais claras com relação ao impacto nas funções.

A FENAG ainda sugeriu a distribuição de atividades de forma mais eficiente da prática com a reedistribuição de várias atividades.

Durante a apresentação, sugeriram a manutenção dos pontos de Graduação e Pós Graduação, realizados a qualquer tempo pelo empregado, na análise curricular de PSI (com alteração na versão atual do MN, existe um prazo de validade desses cursos, para fim de pontuação) e também um estudo para elaboração de uma proposta de adequação de LAP, para reposição de vagas, num prazo máximo de 90, após o prazo final dos desligamentos.

Outra proposta da FENAG foi a inclusão de checkup no Programa de Qualidade de Vida do empregado, como medida de saúde preventiva.

Segurança Bancária 
Foi apresentada pelos representantes da Caixa, a atualização da parte técnica em relação a proteção da estrutura predial e proteção aos empregados da Caixa.

Saúde Caixa 
Neste ponto da pauta, a CONTEC fez um resumo histórico da campanha de vacinação contra a gripe do Grupo de trabalho de da Caixa. Neste ano, comemora-se 20 anos da Campanha de Vacinação contra Gripe dos Bancários em todo o Brasil.

Na retrospectiva, os trabalhadores lembraram que a iniciativa veio em 1997, de uma reivindicação, apresentada pela representação dos trabalhadores. A representação da CONTEC lembrou que hoje não só os trabalhadores do sistema financeiro comemoram a vacinação, como também os bancos, já que os números de afastamentos por gripe caíram drasticamente desde o início das vacinações.

As comissões e os convidados comemoraram no encerramento da reunião os 20 anos de vacinação aos empregados Caixa Econômica Federal. Foi destacado também as formas de proliferação do vírus da gripe, os métodos de prevenção, a evolução das novas vacinas anti-gripe e, a importância da vacinação para conter a doença em toda a sociedade. Também foi registrado que a convenção da vacinação dos bancários está sendo usada como modelo para outras categorias, tal a sua importância social.

A comissão da CONTEC, por meio de seu presidente Loureço do Prado, agradeceu pela manutenção desta campanha de prevenção e que teve como resultado a redução das licenças por acometimento de gripe. (Fonte: Contec)



08/12/2017

Sindicato nas ruas contra Reforma da Previdência


O Sindicato realizou nesta sexta-feira, dia 8, um grande ato em frente ao Terminal Urbano de Maringá, contra tentativa de aprovação da Reforma da Previdência, com faixas, cartazes e charges chamando a atenção da sociedade para as consequências deste Projeto de Emenda Constitucional.

“A que ponto chegamos. Um Governo envolvido em denúncias de corrupção, sem qualquer aprovação popular, sem qualquer moral ou caráter, com ministros investigados ou citados em delações premiadas, está tentando reunir votos para aprovar uma “pseudo reforma” da previdência pública. Com conluios, conchavos, troca de favores, cargo para um, emprego para apadrinhado de outro, tenta de todas as formas cooptar um Congresso Nacional que há muito deixou de representar os anseios da população”, desabafa o presidente Claudecir de Souza.

E emenda: “Estão tentando novamente surrupiar mais um direito sagrado dos trabalhadores, o seu direito a uma aposentadoria após décadas de trabalho e de contribuição à previdência pública. Tentam esfolar ainda mais o trabalhador para manter os altos e escandalosos privilégios em Brasília. Para manter em funcionamento uma máquina pública inchada, pesada, que se move à base de corrupção, do toma-lá-dá-cá”.

“Esse mesmo Governo, atolado em um lamaçal de corrupção, de podridão, acredita que o trabalhador é otário, é trouxa, é ignorante a ponto de não perceber que este discurso falacioso de rombo na previdência é mentira. Não há rombo, o que há é muita mamata à custa dos trabalhadores”, acrescenta.

Por isso, nosso Sindicato está na luta. Estamos pressionando os nossos “representantes”, esses mesmos deputados que aparecem com sorriso no rosto a cada quatro anos, depois seguem para Brasília para fechar seus conchavos contra os seus próprios eleitores. Estamos também nas ruas, realizando um grande protesto, um chamamento a toda a sociedade para que dê o seu grito contra esta sacanagem.

“A previdência é pública, é nossa, é mantida por nós, é fruto do nosso trabalho. Não podemos permitir que esta corja se aproprie disso e, sob pretexto de rombo, de déficit nas contas públicas, empurre o trabalhador para os planos privados, que estão de boca aberta esperando mais esta benesse”, acrescenta o diretor Luiz Pereira.

“Vamos reagir. Este é o momento, esta é a hora. Não a esta ‘reforma’ que tornará, no futuro, praticamente impossível se aposentar”, finaliza. 

 



07/12/2017

Câmara aprova projeto de socorro à Caixa com recursos do FGTS


Com isso, recursos do fundo vão viabilizar empréstimos para habitação, saneamento e infraestrutura. Texto vai ao Senado (Fernanda Calgaro) 
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) um projeto de lei que autoriza a capitalização da Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por meio de autorização do Conselho Curador do fundo. O texto vai ao Senado.

A proposta tem como objetivo liberar operações para adequar o banco às novas regras de controle estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional em relação ao índice de liquidez dos bancos.

Na prática, os bancos precisarão se capitalizar mais para manterem o mesmo patamar de empréstimos ou passar a emprestar menos para ficar dentro dos limites regulatórios.

A partir de 2019, a Caixa precisará manter seu Índice de Capital Nível 1 em, no mínimo, 9,5% (hoje está em 8,97%) sob pena de o Banco Central determinar a interrupção das atividades que estejam elevando o risco de liquidez.

Para atender às exigências, a Caixa tem estudado diversas medidas, entre elas a integralização da capital do FGTS, na forma de títulos de dívida com caráter de perpetuidade (sem prazo para pagamento), ao seu patrimônio.

O projeto de lei tem o objetivo de deixar expresso que a operação poderá ser autorizada pelo Conselho Curador do FGTS.

Segundo a justificativa do autor do projeto, deputado Fernando Monteiro (PP-PE), a medida viabilizará que a Caixa possa continuar ampliando seus empréstimos para habitação, saneamento e infraestrutura.

O FGTS é uma espécie de poupança do trabalhador. Todo mês os empregadores depositam o equivalente a 8% do salário do funcionário, que pode sacar o dinheiro quando for demitido sem justa causa, se aposentar, contrair doença grave ou comprar um imóvel.

Socorro à Caixa 
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler informou nesta quarta-feira (6) que o Ministério do Trabalho e a Caixa Econômica aguardarão o aval da Corte para concretizar o empréstimo de R$ 10 bilhões do FGTS para a Caixa. Segundo Zymler, o tribunal ainda avaliará a legalidade da operação. O ministro afirma que o empréstimo "envolveria elevados riscos para o FGTS".

A Caixa confirma que processo ficará parado até que receba aval do TCU. O banco conta com esses recursos para manter o volume de empréstimos concedidos e atender às regras prudenciais do sistema financeiro.

O Ministério do Trabalho informou que o ministro Ronaldo Nogueira, como presidente do conselho curador do FGTS, decidiu retirar a operação da pauta da próxima reunião do conselho. (Fonte: G1)



07/12/2017

Juíza decide que fim da contribuição sindical é inconstitucional


A Reforma Trabalhista foi feita por meio de lei ordinária, que, segundo a Constituição, não tem poder para alterar regras tributárias. E a contribuição sindical, extinta compulsoriamente com a mudança, tem natureza de imposto.

Por isso, só poderia ser mexida por lei complementar. Com esse entendimento, a juíza Patrícia Pereira de Santanna, da 1ª Vara do Trabalho de Lages (SC), acolheu pedido de um sindicato e anulou o fim da contribuição sindical obrigatória que é destinada à entidade.

Segundo a juíza, a natureza de tributo da contribuição sindical vem do fato de que 10% dela vai para os cofres da União, para a Conta Especial Emprego e Salário. Assim, para ela, qualquer alteração que fosse feita na contribuição sindical deveria ter sido por meio de lei complementar, e não pela Lei 13.467/17, que é ordinária.

Além disso, a julgadora ressalta que a Reforma Trabalhista não poderia ter tornado o instituto da contribuição sindical facultativo, porque infringe o disposto no artigo 3º do Código Tributário Nacional, que estabelece que o tributo “é toda prestação pecuniária compulsória”.

O Código Tributário Nacional é lei complementar, que não pode ser alterada por lei ordinária, o que infringiria o sistema de hierarquia das normas do Estado Democrático de Direito.

“É importante registrar o Juízo que não se trata de ser a favor ou contra a contribuição sindical ou à representação sindical dos empregados, ou, ainda, de estar de acordo ou não com o sistema sindical brasileiro tal como existe atualmente. Trata-se, sim, de questão de inconstitucionalidade, de ilegalidade da lei e de segurança jurídica”, disse Patrícia para finalizar sua decisão.

O fim da contribuição sindical obrigatória é questionado em 5 das 8 ações no Supremo Tribunal Federal contra a Reforma Trabalhista. (Fonte: Diap)



07/12/2017

‘Caixa continuará sendo patrimônio de todos os brasileiros’, destaca presidente do Sindicato


 

A Caixa Econômica Federal continuará 100% pública, decidiu o Conselho de Administração da instituição, em reunião nesta quinta-feira, 7, após a forte pressão do movimento sindical e de diversas instituições que se uniram nesta luta contra a tentativa de privatização do banco.

“Mais uma importante e história vitória do movimento sindical em favor da categoria bancária. A Caixa continuará 100% pública, continuará sendo patrimônio de todos os brasileiros”, afirma o presidente do Sindicato, Claudecir de Souza.

Em Maringá, desde o início do ano o Sindicato vem atuando contra a tentativa de abertura do capital da instituição. A ação mais recente aconteceu no mês passado, quando diretores do Sindicato e funcionários do banco realizaram um grande ato público denunciando a tentativa de privatização.

“Nossa ação não se limitou somente aos atos públicos, mas também trabalhamos intensamente na busca de apoios nesta luta para reverter a situação. Portanto, valeu a luta, parabéns a todo o movimento sindical, a todos os funcionário deste importante banco público, a todas as instituições que se uniram nesta empreitada”, finaliza Claudecir de Souza. 



06/12/2017

Reforma da Previdência transforma aposentadorias em mercadoria


Especialistas contestam mais uma vez o alegado déficit da Previdência, e dizem que proposta do governo Temer atende apenas aos interesses do sistema financeiro

O coordenador de comunicação e educação do Dieese, Fausto Augusto Júnior, afirma que as contas do sistema de Seguridade Social do país – que incluem gastos com saúde, assistência social e aposentadorias – estão "no azul", não registram déficit, e que a proposta de reforma da Previdência defendida pelo governo Temer atende apenas aos interesses dos bancos, que veem no enfraquecimento do sistema público de aposentadorias a possibilidade de expansão dos seus negócios com a venda de planos de previdência privada.

"A gente já viu isso acontecer. A saúde pública é o melhor exemplo. Quanto pior, mais os planos de saúde lucram. O que a gente está assistindo é novamente transformar um direito em uma mercadoria, que vai ser vendida no mercado", afirmou Fausto à repórter Vanessa Nakasato, para o Seu Jornal, da TVT.

"Quando você pega esse conjunto de dados da arrecadação e contrapõe o que se gasta nas áreas de saúde, assistência social e Previdência, o que nós temos é um orçamento equilibrado. A Previdência nunca foi pensada para ser financiada só com as contribuições de trabalhadores e empresas. Também foi pensada para ser financiada com contribuições gerais, ou seja, com impostos do conjunto da sociedade", acrescentou.

Dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) mostram que, em 2015, por exemplo, as contas do sistema de Seguridade Social registraram superávit de R$ 11 bilhões. O problema é que o governo retira parte desses recursos e aplica em outras áreas, por meio da chamada Desvinculação das Receitas da União (DRU), como explica o professor de Direito Previdenciário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Miguel Horvath Júnior:

"Muitas vezes, a União precisa de recursos para cumprir outras finalidades, e faltam recursos. A forma que historicamente se enxergou para suprir de certa maneira essa insuficiência foi a centralização das receitas da União. Pegar 20% desses orçamentos federais e utilizar para o cumprimento de atividades próprias do Estado, mas não para aquelas que tinham sido destinadas originalmente."

Eles destacam ainda que mais urgente do que rever os critérios de acesso às aposentadorias seria uma proposta de reforma tributária, que reduzisse a carga de impostos sobre o consumo – que acaba por recair mais fortemente sobre os mais pobres – e aumentasse a tributação sobre patrimônios e rendimentos, afetando que pode pagar mais. (Fonte: Rede Brasil)



29/11/2017

Reforma Trabalhista: empregado intermitente pode ter de pagar para trabalhar


Com a mudança, o próprio funcionário deverá ser o responsável pela diferença entre a contribuição e o mínimo exigido pela Previdência Social 
A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira, as regras para o recolhimento da contribuição previdenciária dos trabalhadores intermitentes cujo rendimento mensal ficar abaixo do salário mínimo. Esta é uma situação inédita no País que pode ocorrer com aplicação das normas previstas na reforma trabalhista.

O próprio empregado poderá pagar a diferença entre a contribuição incidente sobre o contracheque e o mínimo exigido pela Previdência Social. A regra fará com que, no limite, alguns trabalhadores precisem pagar para trabalhar, caso optem pela contribuição previdenciária.

Nos últimos dois anos, 430 mil trabalhadores perderam empregos com carteira assinada no estado do Rio Divulgação Como no contrato intermitente o empregado atua apenas quando é convocado, o salário varia conforme o número de horas ou dias trabalhados.

Pela lei, deve-se receber, pelo menos, valor proporcional ao mínimo pela hora, R$ 4,26 , ou pelo dia trabalhado, R$ 31,23. Como o valor do contracheque é base de cálculo para os encargos sociais, os trabalhadores com salário inferior ao mínimo terão recolhimento abaixo do aceitopelo INSS para a contabilidade da aposentadoria.

Diante dessa situação inédita, a legislação prevê que trabalhadores "poderão recolher a diferença" entre a contribuição calculada sobre o contracheque e o mínimo exigido pelo INSS. Quem não recolher esse valor adicional por conta própria não terá acesso à aposentadoria nem a benefícios como a licença médica.

Nesta segunda-feira, a Receita explicou que esse recolhimento extra deverá ser feito pelo próprio trabalhador com base na alíquota de 8% sobre a diferença entre o que recebe e o salário mínimo até o dia 20 do mês seguinte ao salário.

A Receita confirmou a situação que tem gerado reações no mundo sindical e político porque, no limite, é possível que o empregado tenha de tirar dinheiro do próprio bolso para trabalhar. Como exemplo de situação extrema, pode ser citada uma das vagas anunciadas recentemente: operador de caixa intermitente de uma rede de supermercados em Fortaleza, no Ceará

Para quatro horas por dia, seis vezes por mês, a empresa oferece salário de R$ 4,81 por hora. Com essa carga horária, o salário mensal chegaria a R$ 115,44. Com este valor no contracheque, a contribuição à Previdência paga diretamente pela empresa à Receita seria de R$ 23,09. A contribuição mínima exigida pelo INSS, porém, é de R$ 187,40. Para se adequar à regra da Receita, portanto, o empregado precisaria desembolsar R$ 164,31. Ou seja, mais que o próprio salário, de R$ 115,44. Nesse caso, o trabalhador terminaria o mês devendo R$ 65,03.

Essa possibilidade aberta pela reforma trabalhista gera reações em vários setores. Entre as quase mil emendas ao ajuste da reforma, que ainda será votado pelo Congresso Nacional, algumas tentam mudar radicalmente o funcionamento da Previdência dos intermitentes.

O senador José Serra (PSDB-SP), por exemplo, propõe que empregados que receberem menos que mínimo "terão recolhidas pelo empregador a diferença entre a remuneração recebida e o valor do salário mínimo" para o INSS.

Na documentação entregue ao Congresso, o senador explica que a regra prejudicará exatamente trabalhadores de baixa renda. "É demasiado duro para um trabalhador pobre, que recebe abaixo do salário mínimo, contribuir para a Previdência de maneira desproporcional, com alíquotas efetivas maiores que a de trabalhadores mais ricos", diz Serra.

"Avaliamos que o trabalho intermitente não pode ser uma mera formalização do bico, da precarização, com papel passado. Temos de fornecer proteção efetiva para esses trabalhadores", completa. (Fonte: O Dia)



29/11/2017

Sindicalizados ganham mais e têm mais direitos, comprova estudo


Economista enumera desafios para o movimento sindical ampliar sua representatividade e preparar trabalhadores contra retrocessos da nova legislação trabalhista

Os acordos e Convenções Coletivas de Trabalho valem para toda uma determinada categoria, então tanto faz ser sindicalizado ou não. Não é bem assim. Existe sim diferença, e é melhor para quem é sindicalizado, revela estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Por meio de uma simples comparação das médias das remunerações diretas (referentes a setembro de 2015), é possível encontrar uma diferença entre trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados. De acordo com o estudo, essa diferença equivale a R$ 562,28, em termos absolutos, em favor dos sindicalizados, ou 33,5%, em termos relativos.

De acordo com o estudo, em setembro de 2015 os trabalhadores sindicalizados ganhavam em média entre R$ 2.157,17 e R$ 2.318,55. Em comparação, os não sindicalizados recebiam a média de R$ 1.642,48 a R$ 1.708,87.

Quanto às remunerações indiretas (como vale-alimentação, vale-transporte e auxílio-saúde), a situação é similar. Entre os sindicalizados, 36% dos trabalhadores se beneficiam dos convênios médicos, contra 20,3% dos não sindicalizados; 63,9% dos trabalhadores sindicalizados têm acesso ao vale-alimentação, contra 49,3% dos não sindicalizados; e54,4% dos sindicalizados contam com vale-transporte, contra 49,1% dos não sindicalizados.

“O que comprova que as negociações e acordos coletivos elevam sim o padrão de condições de trabalho e remuneração dos trabalhadores”, sustenta Patrícia Pelatieri, pesquisadora e economista do Departamento Intersindical de Estudos Sócio Economicos (Dieese).

Durante o II Seminário Internacional Reforma Trabalhista – Crise, Desmonte e Resistência, organizado pelo Instituto Lavoro na sexta-feira 24, Pelatieri se baseou no estudo do Ipea divulgado em setembro para reforçar a importância de sindicalizar os trabalhadores a fim de resistir aos retrocessos causados pela nova legislação trabalhista aprovada em 11 de novembro.

A economista Patrícia Pelatieri A economista ressaltou que a taxa de sindicalização no Brasil aumentou nos últimos anos (19,5% em 2015), mas ainda se encontra abaixo da média mundial (25%). A motivação principal para a sindicalização é a convicção de que o sindicato defende os direitos dos trabalhadores (51,2%). E em 2015, mais de 3 milhões de trabalhadores participaram de alguma atividade do sindicato, como assembleias, palestras e cursos e manifestações. Os números são do IBGE.

Pelatieri enumerou três desafios para o movimento sindical ampliar sua representatividade e angariar mais filiações: 
1. Ampliar a consciência dos trabalhadores sindicalizados sobre o significado da luta sindical na conquista de direitos e melhores condições de trabalho; 
2. Intensificar as campanhas de sindicalização, ampliando a abrangência da representação para todos os segmentos do mercado de trabalho, inclusive dos desempregados; 
3. Criar novas estratégias de negociação coletiva.

“Os sindicatos devem trabalhar com quem está nas bases. Conscientizar aqueles que se sindicalizaram de que a luta de classes está no centro do desenvolvimento socioeconômico. Se nós não tivermos entidades sindicais muito fortes, e muito fortes significa ter uma alta taxa de sindicalização com consciência, dificilmente nós enfrentaremos a atual conjuntura que está colocada”, afirmou Pelatieri.

“Temos de fazer a disputa ideológica. É a conscientização de que sozinho a gente só se ferra, seja no trabalho assalariado com carteira, seja trabalho intermitente, seja terceirizado. Não importa. Quando estamos falando da elevação da qualidade dos postos de trabalho, estamos falando que isso só é possível com um coletivo consciente e estrutura sindical forte”, finalizou a economista. (Fonte: Seeb SP)



27/11/2017

Grande festa marca comemorações dos 60 anos do Sindicato


 

O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região realizou, neste final de semana, a  festa em comemoração aos 60 anos de fundação. O evento foi realizado no sábado e no domingo. Em ambos os dias os bancários lotaram o salão da Sede Campestre do Sindicato.


“Esta é uma data ímpar, que merecia uma comemoração estendida para os dois dias. Assim, conseguimos reunir a maioria dos bancários e seus familiares, lotando nosso salão no sábado e no domingo. Realmente foi uma festa maravilhosa. Os nossos bancários merecem esta grande comemoração”, comentou o presidente Claudecir de Souza.


A grande festa foi prestigiada por autoridades, entre elas a diretora da Confederação Nacional dos Empregados em Empresas de Crédito (Contec), Rumiko Tanaka, o presidente do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa, Gilberto Leite, representando a Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR), o presidente da União Geral dos Trabalhadores no Paraná (UGT-PR), Paulo Rossi, presidentes de sindicatos, ex-presidentes do Sindicato, entre outros.


“Este Sindicato foi referência para o movimento sindical bancário, exercendo uma grande liderança, demonstrando força, determinação, coragem, estando presente em todas as mesas de negociação. Os bancários de Maringá estão muito bem representados e devem estar muito orgulhosos do seu Sindicato, que comemora 60 anos de muita luta em favor de toda a categoria”, enfatizou Rumiko Tanaka.


O presidente Claudecir de Souza destacou a trajetória vitoriosa da entidade, seus grandes embates e a grande representativa que possui na categoria. “Se hoje temos um índice de mais de 90% de filiação, é porque o trabalhador bancário reconhece o empenho, a luta, a determinação do nosso Sindicato, que está sempre pronto a defendê-lo. E nossa história mostra isso”, apontou o presidente. 



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