Bancários

Sindicato de Maringá e Região

CONTEC
13° MIN 25° MÁX MARINGÁ
Seu Banco:


23/06/2017

Sindicato convoca bancários para assembleia nesta segunda, 26

Categoria bancária de Maringá e região está sendo convocada para assembleia a ser realizada nesta segunda-feira, 26, para decidir sobre paralisação das atividades na próxima sexta-feira, dia 30, em adesão a mobilização nacional contra as reformas e perda de direitos dos trabalhadores.


22/06/2017

Setor bancário reduziu 9.621 postos em 2017 ​


Nos cinco primeiros meses de 2017, foram fechados 9.621 postos de emprego bancário no país, um aumento de 60,4% na comparação com o mesmo período de 2016


Os bancos fecharam 9.621 postos de trabalho no país entre janeiro e maio de 2017, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O último mês com saldo positivo de empregos foi janeiro de 2016, quando houve mais contratações do que demissões. Desde então, foram registrados apenas saldos negativos, como pode ser observado no Gráfico 1.

GRÁFICO 1 Saldo do Emprego Bancário Brasil – janeiro/2016 a maio/2017 

Nenhum estado apresentou saldo positivo de emprego bancário, ou seja, todos tiveram fechamento de postos de trabalho. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados por esse enxugamento do quadro, com fechamento de 2.804 (29,1%), 1.322 (13,7%) e 1.049 (10,9%) postos bancários, respectivamente, conforme demonstra o Gráfico 2.

GRÁFICO 2 Saldo do Emprego Bancário por UF Brasil - janeiro e maio de 2017 

Na segmentação por Setor de Atividade Econômica a análise do Dieese revela que os “bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, entre outros bancos menores, foi responsável pela maioria dos postos fechados (-4.960 postos ou 51,6% do total). A Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 4.368 postos (45,4% do total de postos fechados). Esses dados revelam o impacto do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE), anunciado pela Caixa Econômica Federal em 7 de janeiro de 2017.

Motivos dos Desligamentos 
Do total de desligamentos nos bancos, 52% (9.573) foram sem justa causa. A participação dos desligamentos a pedido foi expressiva, 41% do total (7.505), devido à concentração dos desligamentos na Caixa Econômica Federal por meio do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) que impactou principalmente o mês de março de 2017.

GRÁFICO 3 Desligados, segundo o tipo de desligamento Brasil – janeiro e maio de 2017 

Faixa Etária 
Os bancários admitidos concentraram-se na faixa etária até 24 anos de idade, com saldo positivo em 2.457 postos. Como demonstra a Tabela 2, os desligamentos concentraram-se nas faixas etárias superiores a 25 anos e, especialmente, entre 50 a 64 anos, com fechamento de 6.597 postos de trabalho.

Tempo no Emprego 
Entre os 18.324 desligados, 46,6% estavam no emprego há 10 anos ou mais e 18,4% permaneceram entre 5 e 10 anos no emprego.

Desigualdade entre Homens e Mulheres 
As 4.409 mulheres admitidas nos bancos nos cinco primeiros meses de 2017 receberam, em média, R$ 3.530,69. Esse valor corresponde a 67,3% da remuneração média auferida pelos 4.294 homens contratados no mesmo período.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As 9.306 mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e maio de 2017 recebiam, em média, R$ 6.397,68, o que representou 79,0% da remuneração média dos 9.018 homens que foram desligados dos bancos no período. (Fonte: Dieese)



20/06/2017

Financiários terão reajuste salarial de 4,38%


Aumento corresponde aos 3,35% de reposição da inflação acumulada de junho de 2016 a maio de 2017 mais 1% de aumento real conquistado em 2016; financeiras poderão pagar PLR até 30 de setembro

Com data-base em 1º de junho, os financiários começam a receber os salários com o reajuste conquistado na Campanha 2016. O acordo foi fechado com validade para dois anos e os trabalhadores garantiram a reposição da inflação mais aumento real de 1%.

Assim, os salários e demais verbas serão reajustados em 4,38%, o que corresponde aos 3,35% de reposição da inflação acumulada de junho de 2016 a maio de 2017, mais o 1% de aumento real conquistado em 2016 (veja valores na tabela abaixo).

“Bancários e financiários saíram da Campanha 2016 com aumento real de 1% já garantido para este ano. Uma conquista importante da luta dos trabalhadores ao lado dos seus sindicatos e mais uma prova de que só a luta garante direitos e avanços", afirma Marta Soares, diretora executiva do Sindicato de SP que participa das negociações com a federação das financeiras (Fenacrefi).

PLR
Foi necessária uma retificação no parágrafo único da cláusula IV da Convenção Coletiva de Trabalho Aditiva – 2016/2018 dos financiários. A regra trata das financeiras que possuem programas próprios de participação nos lucros e resultados (PLR) e pagam a antecipação desses programas juntamente com o adiantamento estabelecido na CCT Aditiva PLR. A mudança teve de ser feita para adequar a data de 30 de junho para 30 de setembro, pois o pagamento está condicionado à divulgação do seu balanço semestral.

Assim, o texto corrigido passa a ter a seguinte redação: “Parágrafo Único: Até o dia 30/09/2017, as empresas representadas pelo Sindicat de Empregadores efetuarão um pagamento de R$ 1.490,57 (hum mil, quatrocentos e noventa reais e cinquenta e sete centavos), reajustado em 01/06/2017 pelo INPC/IBGE acumulado de junho de 2016 a maio de 2017, acrescido de aumento real de 1% (um por cento), referente ao adiantamento do valor fixo constante no caput desta cláusula”.

"No mais, permanecem inalteradas as demais cláusulas dos instrumentos coletivos supramencionados”, finaliza Marta.

Pauta
Entre os dias 2 e 3 de junho, foi realizada a 2ª Conferência Nacional dos Financiários, em São Paulo. Durante o encontro foram definidas reivindicações prioritárias que devem ser mantidas na pauta de negociação a ser discutida com as financeiras. Entre elas, a de auxílio educacional para os trabalhadores; o parcelamento do gozo de férias em até duas vezes e garantia de qualificação e requalificação profissional.

No caso de demissão, os participantes defenderam o envio de uma carta pelo empregador à entidade sindical com a justificativa do desligamento do trabalhador. (Fonte: Seeb SP)



20/06/2017

Reforma trabalhista será votada nesta terça-feira 20 na CAS


A batalha do governo pela aprovação da reforma trabalhista terá um novo capítulo nesta terça-feira (20) quando o relatório será votado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).

Mesmo que o parecer seja rejeitado pelos parlamentares, o texto segue em tramitação e vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da apreciação final no plenário, esperada para acontecer na próxima semana.

O governo descarta a hipótese de acelerar o processo, mas, caso necessário, um acordo de líderes pode encurtar o calendário e levar o assunto diretamente ao plenário.

Após um acordo entre senadores governistas e da oposição há algumas semanas, ficou acertado que a votação do parecer produzido pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB­ES) ocorrerá nesta terça após debate de no máximo 90 minutos.

A presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB­SP), promete ser rígida com o tempo que será "marcado no relógio". Por isso, sugeriu na semana passada que parlamentares ­­especialmente da oposição, que tem marcado posição contra o projeto­­ "se organizem" para que todos consigam falar no prazo determinado.

Para aprovar o texto, é preciso maioria simples da Comissão composta por 21 parlamentares. Aprovado ou não, o projeto irá à CCJ no dia seguinte, quarta-feira (21). Lá, será apresentado o parecer do relator do tema nessa comissão, Romero Jucá (PMDB­RR), e deverá ser concedida vista coletiva.

O líder do governo no Senado tem forte atuação sobre o tema e acompanha todas as sessões que avaliam e debatem a reforma trabalhista na Casa. Com o objetivo de tentar anular qualquer estratégia da oposição para atrasar a tramitação, Jucá tem agido imediatamente após cada movimento dos opositores.

O líder do governo diz que o calendário combinado com a oposição será seguido à risca com votação da CCJ na manhã da quarta-feira seguinte (28). Após a votação, o texto pode ir ao plenário para a última etapa antes da sanção presidencial.

Vetos e MP 
O relatório que será votado nesta terça pede aprovação integral do projeto vindo da Câmara dos Deputados com a sugestão de alguns vetos. Essa foi a mesma recomendação dada pelo tucano Ferraço na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o texto foi aprovado.

Entre as alterações sugeridas, Ferraço pede veto à regra que prevê o contrato intermitente e sugere edição de uma medida provisória com salvaguardas ao trabalhador e regulamentação de setores que poderão usar esse tipo de contrato.

O senador solicita também rejeição à nova regra para o trabalho insalubre para gestantes e lactantes e afirma ser contra a revogação dos 15 minutos de intervalo para mulheres antes da hora extra.

Para evitar precarização das condições de trabalho, o relatório pede ainda veto e futura regulamentação sobre a redução do horário de almoço para 30 minutos. (Fonte: UOL)



19/06/2017

Reforma trabalhista: 13 pontos que vão mudar o modo como você trabalha hoje


Saiba como as propostas de mudança da CLT que constam no texto em tramitação no Senado e já aprovado pela Câmara vão impactar a sua vida (Fernanda Trisotto)

13 pontos da reforma trabalhista que vão mudar a sua vida
A reforma trabalhista propões mudanças na lógica da relação trabalhista e algumas delas vão impactar diretamente a sua vida. Fatiamento de férias, horas extras e novos tipos de jornada de trabalho são algumas dessas propostas, mas tem muita coisa nova na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Veja 13 pontos da reforma que poderão mudar a sua vida:

AUTONOMIA E FLEXIBILIDADE

Fim do acerto informal 
Todo mundo conhece alguém que “pediu” para ser mandado embora, fazendo um acordo informal com o empregador. Esse jeitinho, que geralmente envolve a devolução da multa sobre o saldo do FGTS por parte do funcionário, está com os dias contados.

O novo texto da CLT permite que patrão e empregado, de comum acordo, possam extinguir o contrato de trabalho. O funcionário terá direito a movimentar 80% do saldo do FGTS, mas não receberá o seguro-desemprego. A empresa, por sua vez, precisa pagar metade do aviso prévio e metade da multa sobre o depositado no fundo, ou seja 20%.

Novos tipos de jornadas... 
O brasileiro poderá ter dois novos tipos de jornada de trabalho regulamentadas: o teletrabalho (ou home office) e a jornada intermitente (em que o trabalhador recebe por hora e não há jornada fixa). No caso do teletrabalho, a proposta normatiza os critérios para se trabalhar em casa.

A jornada intermitente prevê o pagamento por hora – que não será inferior ao valor da hora do salário mínimo ou da categoria –, além do correspondente ao 13º salário e terço de férias. O empregador também precisa fazer o depósito de FGTS e contribuição previdenciária proporcionais. O funcionário deve ser convocado com antecedência de três dias para o serviço – e pode recusar. A jornada intermitente está na mira do Senado, que sugere a regulamentação desse tipo de trabalho por Medida Provisória.

... e mudanças em jornadas que já existem ... 
A reforma trabalhista também propões mudanças em regimes que já existem, como o de tempo parcial, e permite a jornada 12 x 36. No caso da jornada 12 x 36 (em que se trabalham 12 horas para descansar por 36 horas), a nova lei consolida algo que já é muito usado em alguns setores, como o da saúde – e permitiria até a adoção da jornada por acordo individual.

Já o regime de tempo parcial passa por uma modificação. Hoje, só são permitidas as contratações até 25 horas semanais, sem hora extra. Com a mudança, o trabalho neste regime pode ser de 30 horas semanais totais ou 26 horas semanais, com acréscimo de até seis horas extras.

Fim do imposto sindical obrigatório 
Todo trabalhador que é representado por um sindicato precisa pagar uma c
ontribuição sindical obrigatória, o famoso imposto sindical. Todo ano, é descontado do salário – geralmente em março – o valor equivalente a um dia de trabalho. Com a reforma trabalhista, essa contribuição passa a ser facultativa. Ou seja: é o trabalhador que decide se quer pagar o valor para o sindicato.

Negociado x Legislado 
A nova legislação dá mais força para as convenções coletivas, os acordos feitos entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Pela proposta, o que é negociado e fixado em convenção coletiva passa a valer mais que a lei para 16 itens, como intervalo intrajornada e plano de cargos e salários. De outro lado, a proposta aponta 29 itens que não podem ser mudados pelos acordos entre patrões e empregados, como o salário mínimo, férias e licença-maternidade.

Pausa para o almoço 
Hoje em dia, o intervalo intrajornada – o popular intervalo para o almoço – deve ter duração de no mínimo uma hora. Com a reforma trabalhista, seria possível estabelecer em acordo individual ou convenção coletiva uma redução nessa pausa, respeitando um limite mínimo de 30 minutos de intervalo. O tempo “economizado” no intervalo seria descontado no final da jornada de trabalho, permitindo que o trabalhador deixe o serviço mais cedo.

Serviço efetivo 
O novo texto da CLT deixa claro que não pode ser considerado tempo à disposição do empregador – e, portanto, não será computado como hora extra – aquele período que exceder a jornada de trabalho, mas que o trabalhador decida passar dentro da empresa. Isso vale para a pessoa que optar por ficar mais tempo dentro da empresa em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas. Também vale para quem entrar ou permanecer nas dependências da empresa para realizar atividades particulares, como práticas religiosas, descanso, lazer, estudo, alimentação, atividades de relacionamento social, higiene pessoal e troca de roupa ou uniforme (quando a troca na empresa não for obrigatória).

Hora extra... 
A proposta de reforma mantém o limite de duas horas extras por dia, com pagamento de pelo menos 50% sobre o valor da hora. Mas um novo artigo prevê que o banco de horas, que já existe, também possa ser pactuado por acordo individual – e não apenas por convenção coletiva. Nesse caso, a compensação deve ocorrer em no máximo seis meses ou então os ajustes precisam ser mensais. Além disso, caso o contrato de trabalho seja rescindido sem a compensação desse banco de horas, o residual será pago como hora extra.

... tem limite 
Atualmente, quando o funcionário precisa extrapolar o limite de horas extras diárias, a empresa precisa justificar a razão de esse empregado ter ficado tanto tempo a mais no trabalho – o que geralmente ocorre em casos urgentes por serviço inadiável ou motivo de força maior. A proposta é de que as empresas não precisem mais comunicar essa jornada extraordinária ao Ministério do Trabalho. A justificativa é de que esse tipo de situação não é recorrente e, caso a empresa use esse tipo de artifício para fraudar a lei, o próprio empregado pode denunciar o caso de maneira anônima.

Horas in itinere 
Atualmente, o tempo de deslocamento do trabalhador que usa transporte fretado pela empresa é incorporado à jornada de trabalho. Ou seja: pode gerar o pagamento de hora extra ou compensação em caso de ultrapassar a jornada de trabalho. Com a nova proposta, esse período de deslocamento não passa a contar como jornada de trabalho. A mudança pode ser encarada como uma perda de direito ou uma possibilidade de motivar mais empresas a oferecerem um serviço de transporte para os funcionários.

Mulher, hora extra e insalubridade 
Atualmente, a CLT prevê que mulheres precisam fazer um intervalo de 15 minutos, obrigatório, antes de iniciar a hora extra. A Câmara dos Deputados quer retirar essa distinção, mas o Senado sugere que ela seja mantida. O posicionamento das duas Casas também se mantém na questão da mulher gestante ou lactante que trabalha em atividade, operação ou local insalubre. Durante a gravidez ou amamentação, a mulher deve ser afastada de suas atividades profissionais. E ambiente insalubre nesse caso pode ser até o hospital. O relatório da Câmara propões que a mulher possa continuar a trabalhar na função e local, desde que apresente um atestado médico. Já o Senado defende o veto a essa proposta.

Fatiamento das férias 
A nova proposta prevê o fatiamento das férias em até três períodos – e não apenas dois, como é atualmente. Desde que haja concordância entre empresa e empregado, as férias poderão ser fatiadas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ter menos de cinco dias corridas cada um. Além disso, passa a ser vedado o início de férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

Prêmio’ no salário 
A reforma quer permitir que o empregador possa “premiar” o funcionário sem que isso seja considerado salário. A nova redação prevê que importâncias, mesmo que habituais, como ajuda de custo, vale-refeição, diárias de viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não podem ser base para incidência de encargo trabalhista e previdenciário. O argumento é que assim os empregadores poderiam pagar um valor extra, como prêmio, sem que isso incorpore ao salário e seja questionado judicialmente no futuro. (Fonte: Gazeta do Povo)




16/06/2017

Reforma trabalhista não garantirá geração de empregos, diz OIT


Não há evidências de que a reforma trabalhista em estudo no Brasil conseguirá gerar empregos. A avaliação é do diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen.


Reforma trabalhista: o diretor da entidade rebateu o discurso do governo federal de que a Reforma Trabalhista conseguirá melhorar as condições do mercado de trabalho (Agência Brasil/Agência Brasil)

O dirigente criticou o discurso de que o país vai “modernizar” a legislação trabalhista, mas sem estabelecer um objetivo. “Concordo em modernizar, mas parece que o objetivo é bem vago”, disse.

Em audiência conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em maio, o diretor da entidade rebateu o discurso do governo federal de que a reforma trabalhista conseguirá melhorar as condições do mercado de trabalho.

“Sobre a compreensão dos impactos, essa afirmação de que a reforma vai gerar emprego tem pouca evidência”, disse, ao comentar que a experiência internacional mostra que nem sempre a mudança na legislação consegue gerar empregos e o ciclo econômico costuma importante na criação de postos de trabalho.

O dirigente da OIT defendeu que o Brasil deveria “definir melhor e ter objetivos claros” para a reforma trabalhista. Poschen nota ainda que a experiência internacional indica que é importante contar com um bom diagnóstico e é preciso “coerência das políticas”.

Poschen dá como exemplo o fato de o Brasil tocar as reformas trabalhista e a previdenciária ao mesmo tempo.

“A reforma trabalhista dialoga com a reforma da Previdência. Se essa reforma trabalhista mudar o mercado de trabalho, a base de cálculo usada na reforma da Previdência talvez tenha de ser revista”, disse. (Fonte: Diap)



16/06/2017

CAS pode votar relatório Ferraço à reforma trabalhista terça (20)


O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) leu, na última terça-feira (13), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o relatório sobre o projeto de reforma trabalhista sem apresentar alterações ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, recusando as mais de 200 emendas sugeridas no colegiado. O projeto (PLC 38/17), assim, pode ser votado na terça-feira (20) no colegiado.

A oposição apresentou votos em separado (relatórios alternativos). O primeiro a ler o texto alternativo foi o senador Paulo Paim (PT-RS), que pediu a rejeição da proposição por acreditar que não permitirá a criação de nenhum novo emprego, pois torna a legislação mais agressiva contra o trabalhador.

Na mesma linha, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), também, leram seus votos contra a matéria.

Proposta da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), aceita pela presidente da comissão, Marta Suplicy (PMDB-SP), vai garantir pelo menos uma hora e meia de debates para o encaminhamento da matéria antes da votação do projeto.

Mercado tem pressa 
O relatório restringiu-se a chancelar o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, no dia 26 de abril. O relator faz apenas sugestões ao presidente da República para que vete alguns pontos da matéria, que considera nebulosos.

O mercado, autor da proposta, que conduz o debate no Congresso quer aprovar logo a proposta. Preocupa-se que haja uma debacle política, em razão da sucessão diária da crise política, que pode prejudicar o andamento do projeto.

Destaque-se que, na CAS, a correlação de forças é absolutamente adversa aos trabalhadores. Dos 21 membros do colegiado espera-se que apenas sete votem contra o projeto que retira direitos dos trabalhadores.

Próximos passos 
Após aprovação pela CAS, o projeto será examinado na quarta-feira (21) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que por sua vez o votará na próxima quarta-feira (28). Em seguida, a matéria vai ao plenário, que poderá votá-la entre os dias 4 e 5 de julho. (Fonte: Diap)



13/06/2017

Reforma trabalhista é vista como negativa por 70% dos brasileiros, diz pesquisa


Apenas 3% dos entrevistados consideram que conseguiriam se aposentar com novas regras da Reforma da Previdência. Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião que trata da reforma trabalhista


Um levantamento feito pela CUT/Vox Populi aponta que as reformas trabalhista e da Previdência são vistas de forma negativa por grande parte dos trabalhadores brasileiros e o assunto tem causado insegurança na população. A pesquisa foi realizada neste mês nas capitais, regiões metropolitanas e interior de todos os Estados do país e indica que o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), tem rejeição de 75% dos entrevistados.

Um dos principais pontos das mudanças que estariam por vir é a prevalência da negociação coletiva sobre a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A pesquisa da CUT mostra que 68% dos entrevistados enxergam essa situação como muito mais favorecedora aos patrões do que aos próprios trabalhadores.

Outra medida que modifica bastante a relação de trabalho entre empresa e funcionário é o chamado contrato intermitente, que consiste na contratação dos trabalhadores por algumas horas ou dias por mês, com recebimento de salário de acordo com a quantidade de horas trabalhadas.

Se vier a ser aplicada, 89% dos entrevistados dizem que não teriam condições de manter suas famílias. A possibilidade também influencia o setor de crediários, já que 90% não teriam coragem de se comprometer com um financiamento em condições de trabalho temporário.

Em relação às mudanças previstas na reforma da Previdência, apenas 3% dos entrevistados consideram que conseguiriam se aposentar depois dos 40 anos de contribuição, enquanto 69% não vêem perspectivas de conseguir acessar os benefícios da aposentadoria. (Fonte: Brasil de Fato)



13/06/2017

Dia 30: novamente, vamos parar o país em greve geral


Depois de realizar, no dia 28 de abril, uma greve geral histórica, com a adesão de 40 milhões de trabalhadores, movimento sindical convoca nova greve geral para próximo dia 30/06


A intenção, segundo Claudecir, é parar novamente o país em um grande ato contra as reformas que predicarão a classe trabalhadora e os mais pobres.


“E temos de agir rápido e com muita união, garra e determinação. A reforma trabalhista, por exemplo, mesmo depois de todos os escândalos envolvendo  o próprio presidente, continua avançando no Senado. Sabemos que é nociva aos trabalhadores, precarizando ainda mais as relações de trabalho, e só beneficiam a classe patronal”, aponta.


“Depois de tantos escândalos envolvendo a classe política, com denúncias vindas a público, fica clara a quem esses políticos estão servindo. Estão lá a serviço de quem os financia, que é o mercado financeiro e as grandes empresas. Portanto, é contra tudo isso que vamos às ruas novamente e desde já convocamos a categoria bancária à adesão”, frisa. 



08/06/2017

Reformas trabalhistas não geram emprego, aponta OIT


Levantamento realizado em 110 países aponta que alterações em legislação trabalhista podem gerar até desemprego, segundo Clemente Ganz Lúcio (foto), do Dieese

Um levantamento realizado pela OIT - Organização Internacional do Trabalho, após a crise internacional de 2008, aponta que as 670 alterações no sistema coletivo de negociação e na legislação trabalhista de 110 países não tiveram nenhum impacto positivo na geração de emprego.

Esse dado foi informado pelo diretor do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, durante o MB com a Presidenta desta segunda, 6 de junho. Ele ainda ressaltou que essas alterações têm impacto nulo e que quando há crise economia, acabam gerando na verdade: desemprego.

“Você poderá ser contratado por cinco bancos e trabalhar zero hora. Ao final do mês você terá cinco contratos de trabalho sem ter trabalhado nenhum hora. Agora se o banco “A” te chamar para trabalhar no sábado para fazer um determinado atendimento, que ele resolveu fazer em um dia, você trabalha oito horas.

E no final do mês, você estará empregado recebendo por 8 horas ou zero hora, por exemplo. É o trabalho intermitente. Hoje isso é ilegal, mas pela reforma seria formal e legal”, destaca Clemente.

O diretor técnico do Dieese destaca ainda que se a reforma proposta pelo governo Temer for aprovada, haverá ainda mais precarização nas condições de trabalho, já que poderá haver contratação de trabalho formal por hora, permissão para que o trabalhador seja contratado em vários empregos e não prestar serviço para nenhum, e portanto não ser remunerado ou apenas ter seu salário baseado nas horas trabalhadas por mês.

“Do ponto de vista estatístico, essa reforma gerará emprego. Mas, no ponto de vista social e trabalhista, não”, finaliza Clemente. (Fonte: Seeb SP)



| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | Próxima






Travessa Guilherme de Almeida, 36 - 1º andar
Centro - CEP 87013-150 - Maringá/PR

Fone (044) 3227-2955 - Fax (044) 3031-2965

2015 - Sindicato dos Bancários de Maringá e região - Todos os direitos reservados.