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17/10/2018

Reforma trabalhista não melhorou contratação para 61% de pequenas empresas

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Prestes a completar um ano, a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017, não fez nenhuma diferença ou piorou a situação para a maior parte dos pequenos e médios empresários do país em relação a contratações ou demissões. É o que aponta levantamento do Insper com o banco Santander.

Segundo a pesquisa, 61% dos empreendedores consideram que a reforma não teve nenhuma influência ou influenciou negativa ou muito negativamente na qualidade de suas decisões de contratação ou demissão de funcionários (49,39% consideram que não houve influência; 9,32% dizem que houve influência negativa; 2,35% afirmam que a influência foi muito negativa).

Para 39%, houve influência positiva ou muito positiva (segundo 27,05%, foi positiva; para 11,89% , foi muito positiva).

Na época da reforma, o governo previa que ela facilitaria contratações, combateria o desemprego e melhoraria a economia.

Para outros 11,67%, as novas regras afetaram negativamente (9,32%) ou muito negativamente (2,35%) as condições que envolvem a admissão ou demissão de colaboradores.

Para 38,94% dos entrevistados, as condições ficaram melhores desde a reforma: 27,05% responderam que a nova legislação afetou positivamente suas decisões de contratação e, para 11,89%, os efeitos foram muito positivos.

Trabalho intermitente e terceirização
Criação do trabalho intermitente (em que os trabalhadores podem ser contratados apenas por períodos específicos) e maior flexibilidade na contratação de autônomos para trabalhos fixos estão entre as mudanças promovidas pela reforma trabalhista.

Poucos antes da reforma, também foi aprovada a contratação irrestrita de terceirizados –até então, só era permitido terceirizar atividades que não tinham a ver com o negócio central da empresa, como limpeza ou segurança, por exemplo.

Fonte: UOL

Diretoria Executiva da CONTEC



16/10/2018

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15/10/2018

JUROS E TARIFAS ALTAS GARANTEM LUCRO DE R$ 42 BILHÕES A BANCOS

Os cinco maiores bancos do país ampliaram seus lucros mesmo em um cenário de recessão econômica. Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal, juntos, alcançaram o lucro líquido de R$ 41,9 bilhões no primeiro semestre de 2018.

O número representa um avanço de 17,8% em um ano. O total de ativos destas instituições bancárias alcançou R$ 6,2 trilhões, o que equivale a um crescimento de 3,8% em relação a junho de 2017.

A 14ª edição do estudo Desempenho dos Bancos foi produzida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgado nesta quarta-feira (3).

Outros setores
Os resultados das instituições financeiras foram superiores aos apresentados por empresas de outros setores no país. A economista do Dieese Catia Uehara explica que os juros elevados, as tarifas altas e o fechamento de postos de trabalho garantiram os resultados positivos dos bancos.

"No primeiro semestre de 2018, mesmo em uma conjuntura ainda bastante adversa, com uma recessão ainda prolongada, com sinal de crescimento econômico efetivo, os bancos continuam tendo resultado bastante expressivos", pontua Uehara.

"Não houve uma resposta importante no sentido de reduzir taxa de juros bancárias, mesmo com a queda da Selic, as taxas continuam extremamente elevadas, principalmente para pessoa física."

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira usada para controlar a inflação. O Comitê de Política Monetária manteve a taxa inalterada em 6,5% ao ano, menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Mas, apesar de estar em queda desde outubro de 2016, os juros aos clientes bancários não caíram na mesma proporção.

A economista Leda Paulani, professora de economia da USP, refuta a ideia de que a taxa de juros praticada pelos bancos é muito alta no Brasil porque os credores não têm garantias. Para ela, os juros cobrados no país são "absolutamente distorcidos".

"Isso, na verdade, reflete o enorme poder que essa fração bancário-financeira dos interesses burgueses tem no Brasil há muito tempo. Isso não se reduz aos bancos: o sistema financeiro é muito mais do que só os bancos, mas eles são o elemento que mais se destaca", afirma.

Números
O Itaú Unibanco, maior banco do país, teve uma alta de 6,5% no total de ativos no último ano, alcançando R$ 1,54 trilhão. No mesmo período, os ativos do Banco do Brasil ficaram praticamente estáveis, totalizando R$ 1,45 trilhão. No Bradesco, os ativos cresceram 4,2%, chegando a R$ 1,24 trilhão. Já o Santander, por sua vez, apresentou o maior crescimento: 13,2% e atingiu R$ 739,1 bilhões.

A Caixa foi a única instituição bancária com queda nos ativos, em relação a junho de 2017, com redução de 0,4%. O banco público chegou a R$ 1,27 trilhão em ativos.

Redução de postos de trabalho
De acordo com a Catia Uehara, outro fator que também explica o aumento do lucro dos bancos é a reestruturação das despesas de pessoal.

Caixa e Bradesco, por exemplo, já sentiram os reflexos de Programas de Desligamento Voluntário (PDV), implementado em julho 2017, após a aprovação da Reforma Trabalhista. Ao todo, nos cinco bancos, houve o fechamento de mais de 7 mil postos de trabalho.

"Isso é mais do que demissão. É redução de postos de trabalho decorrente de alguns planos de demissão voluntária que foram realizados de 2017 para cá. E também redução do número de agências", aponta a economista.

Novas tecnologias
"Além disso, o estudo também faz uma abordagem acerca das introduções das novas tecnologias dentro dos bancos, principalmente o mobile bank, o que faz com que os bancos consigam fazer essa reestruturação com base em redução de agências e redução de postos de trabalho." (Fonte: Brasil de Fato)


04/10/2018

1 em cada 3 trabalhadores da Caixa teve problemas de saúde




Pesquisa revela adoecimento crônico de bancários da Caixa e mostra que mais da metade já sofreu ao menos uma situação de assédio moral

Um em cada três trabalhadores da Caixa Econômica Federal teve algum problema de saúde relacionado ao trabalho nos últimos 12 meses. Doenças psicológicas e causadas por estresse representam 60,5% dos problemas que afetam bancários e bancárias.

Entre os que adoeceram, 53% precisaram recorrer a algum medicamento e 10,6% relataram depressão. Os remédios mais usados foram os antidepressivos e ansiolíticos (35,3%), anti-inflamatórios (14,3%) e analgésicos (7,6%). Além disso, mais da metade (53,6%) alegou ter passado por ao menos uma situação de assédio moral.

Questões relacionadas à gestão do banco estão entre as principais causas de adoecimento. Do total de entrevistados, 58% se dizem sobrecarregados, 16,3% alegam que falta de pessoal é o principal motivo dos problemas e insatisfação no local de trabalho, e 16% se queixam da cobrança excessiva por metas.

Os dados fazem parte da pesquisa inédita ‘Saúde do Trabalhador da Caixa’, encomendada pela Federação Nacional dos Associados da Caixa Econômica Federal (Fenae) e realizada pelo Instituto FSB Pesquisa, que ouviu dois mil trabalhadores e trabalhadoras entre os dias 2 e 30 de maio.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, os resultados da pesquisa revelam o quanto a sobrecarga de trabalho e a ausência de uma política de saúde do trabalhador estão prejudicando a vida de milhares de pessoas e provocando um verdadeiro quadro de adoecimento crônico na categoria.

“Os dados confirmam o que nós estamos denunciando em relação à sobrecarga de trabalho e falta de empregados suficientes para atender as demandas dos clientes”.

Com os planos de incentivo e desligamento de empregados, diz Jair, a Caixa já reduziu 15 mil postos de trabalhos sem nenhuma substituição e fechou diversas agências bancárias pelo país. De 2014 até hoje, a Caixa passou de 101 mil empregados para 86.500.

“As pessoas estão trabalhando cada vez mais sob pressão para cumprir metas, com medo de reduzir a remuneração e tudo isso leva ao adoecimento”.

A pesquisa foi apresentada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que, segundo a Fenae, está analisando os dados e avaliando quais providências devem ser tomadas. A entidade também encaminhou o material à Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) para que o assunto seja pautado na mesa de negociação permanente.

Mais da metade já sofreu assédio moral
Os resultados da pesquisa mostram o peso do “assédio moral institucional”, denuncia o documento divulgado pela Fenae.

Foram feitas perguntas sobre uma série de situações típicas de assédio moral na relação com a chefia direta do banco, tais como demanda excessiva por trabalho, pressão, atribuição indevida de erros, ameaças, gritos, entre outras situações constrangedoras.

Mais da metade dos entrevistados (53,6%) disse ter passado por ao menos um desses episódios e 81,3% dos entrevistados afirmaram que essas situações ocorrem também com outros colegas.

Muitos trabalhadores e trabalhadoras também abordaram o assunto suicídio ao serem entrevistados e 46,9% tiveram conhecimento de algum episódio entre os empregados da Caixa.

Subnotificação e negligência
A subnotificação dos acidentes de trabalho foi um dos problemas constatado na pesquisa. A maioria dos casos não foi formalizada junto à Caixa. Apenas 4,4% dos que tiveram algum problema de saúde relacionado ao trabalho relatam que a Caixa emitiu Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

Do total de dois mil entrevistados, aproximadamente 8% disseram já ter entrado com licença médica por problemas de saúde mental e ficaram, em média, 125 dias afastados. Entre eles, somente 13,6% tiveram emissão de CAT.

Segundo Fabiana Matheus, diretora de Saúde e Previdência da Fenae, a Caixa sonega as informações que o banco é obrigado por lei a notificar aos órgãos de governo.

Além disso, diz a dirigente, a Caixa não investe em uma política consistente de saúde do trabalhador. “Milhares de pessoas estão adoecendo dentro do banco e nós precisamos denunciar isso”.

Quem trabalha nas agências sofre mais
Os bancários e bancárias que atuam nas agências apresentam mais problemas de saúde e estão mais sobrecarregados. Entre os que trabalham nas agências, 36,4% disseram que tiveram problemas de saúde relacionados ao trabalho nos últimos 12 meses e 66,2% alegaram sobrecarga de trabalho.

Já entre os que atuam nas unidades administrativas, 26,5% tiveram problemas de saúde e 41,2% disseram estar sobrecarregados.

A subnotificação também é maior nas agências, onde a emissão de CAT só ocorreu em 3,5% dos casos. Nas áreas administrativas, os comunicados foram emitidos em 6,8% das situações.

Sobrecarga, estresse e vida pessoal
A pesquisa elaborou um índice de estresse no trabalho que considera de 0 a 10 o nível de estresse dos trabalhadores. O resultado mostra que 26,3% dos entrevistados apresentam um nível de estresse entre 7 e 10.

Já o grau de interferência negativa do trabalho na vida pessoal é classificado entre 7 e 10 para 27,1% dos entrevistados. “Isso revela o quanto o adoecimento crônico provocado pela gestão da Caixa não atinge apenas os empregados, mas afeta também os núcleos familiares, multiplicando o impacto nocivo sobre a sociedade”, critica a diretora da Fenae.

Confira aqui os dados da pesquisa. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. (Fonte: Fenae)



03/10/2018

Caixa e Banco do Brasil cortam 21,2 mil empregados

A saída dos funcionários faz parte da estratégia de redução de estrutura e custos, e gerará uma economia de 2,5 bilhões de reais por ano

Bancos públicos diminuíram a folha de pagamento em 21,2 mil empregados nos últimos dois anos. O corte faz parte do esforço do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em reduzir custos e tornar a estrutura mais parecida com a dos bancos privados. A saída dos empregados deve gerar economia de pelo menos R$ 2,5 bilhões por ano aos dois bancos.

Após operar com mais de 114 mil empregados no início da década, o BB que já foi símbolo de emprego estável começou a agir para reduzir o quadro de funcionários.

Ações como o incentivo à aposentadoria e mudança na estrutura de atendimento resultaram na saída de mais de 16 mil pessoas, sendo quase 12 mil apenas nos últimos dois anos, quando o quadro diminuiu em 10,9%. Na Caixa, um plano de demissão voluntária resultou na saída de 9,2 mil pessoas, queda de 9,7%.

Nesses dois anos, os concorrentes privados foram em sentido contrário. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander aumentaram a folha de pagamento em 11,3 mil empregados no mesmo período. Boa parte desse aumento se deve a aquisições, como a compra do HSBC pelo Bradesco.

Bancos públicos argumentam que a redução do quadro de funcionários é uma reação à transformação do setor. O BB diz que a medida busca “a sustentabilidade da empresa em um mercado em profunda transformação”.

A Caixa diz que o objetivo é “ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência do banco”. Nesse esforço, sobrou até para o estagiário. No BB, o número despencou em 60% em dois anos com o desligamento de 2,8 mil estagiários. Na Caixa, o corte foi de 30%.

Lucro
A busca pela eficiência significa, na prática, aumentar o lucro. O BB estima que só o plano de aposentadoria incentivada, que teve adesão de 9,4 mil, gerou redução de custos em cerca de R$ 2,3 bilhões por ano. Na Caixa, onde 9,2 mil deixaram o banco, só a saída de 1,3 mil pessoas em 2018 gerará economia anual de R$ 248,5 milhões.

“Bancos privados já fizeram esse movimento e os públicos estão reagindo à concorrência”, diz o analista da consultoria Lopes Filho, João Augusto Salles, ao lembrar que o setor tem mudado radicalmente com o uso maciço dos canais eletrônicos. Salles nota ainda que o movimento responde a uma necessidade do principal acionista do BB e Caixa: o governo.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvandia Moreira, diz que o enxugamento de pessoal tem gerado impacto no funcionamento dos bancos. “Gera sobrecarga para os empregados que ficaram e queda da qualidade do serviço ao cliente”, diz.

O ranking do Banco Central de reclamações é uma maneira de medir a qualidade do serviço bancário e, por esse critério, Caixa e BB pioraram. Em junho de 2016, a Caixa era o terceiro grande banco com mais reclamações e o Banco do Brasil ocupava a confortável sexta posição – era o melhor colocado entre os grandes.

Desde então, a Caixa chegou a liderar o ranking em alguns períodos e atualmente é o segundo pior avaliado. Já o BB passou de sexto a terceiro mais reclamado.

A insatisfação fica ainda clara com o detalhamento das reclamações recebidas pelo BC. Das 11,6 mil queixas do 2º trimestre contra a Caixa, mais de mil tratavam de “insatisfação com o atendimento prestado por agências”.

No caso do BB, das 8,7 mil reclamações no BC, 919 citavam o mesmo problema. Nos concorrentes privados, outros temas são os mais reclamados, como irregularidade em operações e oferta ou prestação de informação inadequada.

Caixa e BB
A Caixa diz que a posição do banco no ranking do BC não tem qualquer relação com o enxugamento da folha de pagamento ou o número de funcionários das agências.

Em nota, o banco informou que tem adotado ações que “visam aumentar a eficiência operacional, por meio da otimização e automação de processos internos, melhorias em sistemas e serviços e equalização da força de trabalho”.

O Banco do Brasil informou que “na maior parte dos períodos avaliados, ocupou posições melhores que seus principais pares no ranking do BC”. “O BB não ocupou em nenhum dos dois trimestres (de 2018) as primeiras posições, ficando apenas no terceiro lugar entre seus principais pares”, afirma a nota. (Fonte: Estadão)

 



01/10/2018

É PRECISO REVOGAR A REFORMA TRABALHISTA

A reforma da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi um dos projetos mais defendidos pelo atual governo. Foi apresentado como um modo de destravar contratações e reverter a situação calamitosa de termos mais de 13 milhões de desempregados no país. Em meio a um dos períodos de mais profunda recessão já vividos pelos brasileiros, gerar empregos e fazer a economia crescer são medidas das mais urgentes. A reforma, então, veio. Mas pouco mais ela fez além de deixar os trabalhadores desprotegidos e de criar insegurança jurídica para quem contrata.

A nova legislação trabalhista em vigor foi aprovada em tempo recorde, de forma açodada. Quebra conceitos constitucionais e desrespeita convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Uma reforma trabalhista digna do nome precisaria garantir os direitos dos trabalhadores, e não precarizar trabalho e salários. Se tivermos um nível de renda bastante bom, é possível ter uma economia em um ciclo virtuoso. Mas a reforma trabalhista não tem contribuído para isso.

Por isso é preciso revogar essa reforma, que contém erros graves. Entre eles está o de facilitar o trabalho de gestantes em ambientes insalubres. Outro é o de acabar com o acesso do trabalhador à Justiça gratuita; hoje, se o ex-funcionário entra com uma ação trabalhista na Justiça e precisa de uma perícia, é a ele que cabe o custo da contratação do perito. Se perde a ação, é a ele que cabem as custas judiciais e os honorários dos advogados da outra parte. Uma reforma efetiva teria de garantir os direitos do trabalhador, e não violá-los.

A União tem hoje 52% do Orçamento comprometidos com o pagamento da dívida pública –que está crescendo e em breve se tornará incontrolável. É preciso reverter isso, assegurando o controle dos pagamentos. É preciso retomar as obras de infraestrutura do país, paralisadas a partir da Lava Jato; isso fará, por exemplo, com que já sejam gerados empregos na base da pirâmide, na construção civil, absorvendo parte importante de trabalhadores com baixas escolaridade e especialização – mas não só: também seriam empregadas pessoas em diversos setores da cadeia produtiva da construção.

Um dos mitos do chamado “custo Brasil” a motivar a tal reforma é o da falta de condição das empresas de absorver funcionários por conta do custo dos encargos e dos direitos trabalhistas. Então não se trata de um problema de CLT, mas sim de um problema de tributos. Portanto, uma reforma tributária se faz necessária para destravar o processo de geração de empregos no país.

Isenções fiscais a diversos setores precisam ser revistas, bem como precisa ser revista a emenda constitucional 95, que impõe um teto incapacitante aos gastos públicos –que precisam ser contidos, mas não da forma drástica com que foi proposta, ao custo de perdermos investimentos em educação e saúde, entre outras áreas. Com menos tributos no trabalho, e mais no lucro e nos dividendos, as empresas poderão recrutar mais trabalhadores.

Não é preciso ter medo de reformas. Mas é essencial que não se vejam os direitos conquistados pelos trabalhadores unicamente como custo, que pode ser eliminado à revelia dos prejuízos causados aos trabalhadores. (Fonte: Folha.com)


25/09/2018

BANCOS ELIMINARAM 2.245 VAGAS NOS OITO PRIMEIROS MESES DE 2018

De janeiro a agosto, salário dos admitidos no setor correspondeu a apenas 66% do que recebiam os desligados

Os bancos eliminaram 2.245 postos de trabalho em todo o país de janeiro a agosto de 2018, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Ao todo, foram 19.715 admissões e 21.960 demissões nos oito primeiros meses deste ano.

Os bancos múltiplos com carteira comercial (entre eles Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) foram responsáveis pelo fechamento de 1.363 postos no período. A Caixa eliminou 1.020 vagas de janeiro a agosto. Juntos, estes cinco bancos empregam cerca de 90% dos bancários no país e lucraram, somente no primeiro semestre de 2018, R$ 41,9 bilhões, um crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Salários mais baixos
De janeiro a agosto, os bancários admitidos recebiam, em média, R$ 4.261, enquanto os desligados tinham remuneração média de R$ 6.467. Ou seja, os admitidos entram ganhando 66% do que recebiam os demitidos. “Os bancos não lucram alto, como mostram os números dos seis primeiros meses deste ano, apenas com o fechamento de postos de trabalho. A alta rotatividade com redução salarial é outra maneira encontrada para maximizar ganhos”, enfatiza Erica de Oliveira, secretária de Formação do Sindicato de SP.

Desigualdade entre homens e mulheres
As 9.466 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e agosto de 2018 receberam, em média, R$ 3.551. Esse valor corresponde a 72% da remuneração média recebida pelos 10.249 homens (R$ 4.917) contratados no mesmo período. A diferença de remuneração entre homens e mulheres também é verificada nas demissões. As 10.953 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.529, o que representou 75% da remuneração média dos 11.007 homens (R$ 7.400) desligados dos bancos.

"Se fizermos o recorte de gênero, as mulheres são ainda mais prejudicadas. Tanto as recém-admitidas quanto as que tiveram seu posto de trabalho fechado. Os bancários estão ganhando menos, e as mulheres menos ainda", acrescenta Erica.

Faixa Etária
Os bancos continuam concentrando suas contratações nas faixas etárias até 29 anos, em especial entre 18 e 24 anos. Foram criadas, de janeiro a junho, 7.337 vagas para trabalhadores até 29 anos. Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo (ao todo, menos 9.582 postos), com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 4.660 postos no período. (Fonte: Seeb SP)


24/09/2018

Justiça do Trabalho obriga Bradesco a emitir CAT




Juíza determinou o “pagamento de indenização pelo dano moral coletivo, no valor de R$ 1 milhão”

A Juíza Érica Escarassatte, da 12ª Vara do Trabalho de Campinas, condenou o Bradesco a emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) solicitada pelo funcionário mediante atestado médico, independente da existência de nexo causal, ao julgar ação civil pública ingressada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, em março de 2016. Caso o Bradesco não regularize a emissão de CAT no prazo de 30 dias, a contar da data da publicação da sentença (10 de setembro), multa diária de R$ 5 mil por trabalhador bancário “em situação irregular”.

Além de obrigar o Bradesco a cumprir a legislação e aplicar multa em caso de desrespeito à sentença, a juíza Érica Escarassatte determinou o “pagamento de indenização pelo dano moral coletivo, no valor de R$ 1 milhão”, a ser revertida à uma entidade indicada pelo MPT.

Para juíza da 12ª Vara do Trabalho de Campinas, o valor da indenização revela-se “satisfatório para demonstrar repúdio às condutas adotadas pela instituição bancária, em particular, e sinalizar, para todo o seguimento econômico a que pertence, a reprovabilidade da adoção de medidas de gestão empresarial comprometedoras da higidez física e mental dos empregados da empresa, porquanto violadoras de direito fundamental e indisponível do trabalhador (arts. 1º, III, e 7º, XXII, da CF/88)”.

Para o diretor Jurídico do Sindicato, Gustavo Frias, “a juíza compreendeu que o questionamento sobre a doença, incapacidade e nexo causal deve ser feito pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e não pelo banco. Sem dúvida, uma vitória”.

Recurso: A decisão da juíza Érica Escarassatte não é final. O Bradesco poderá ingressar recurso em outras instâncias da Justiça do Trabalho. (Fonte: Seeb Campinas)



24/09/2018

Cassi X Bolsa = Voto NÃO


 

O Banco do Brasil e a Cassi, com apoio dos administradores, estão realizando uma campanha violenta de propaganda pelo voto SIM.


Muito se fala sobre intervenção da ANS e sobre a falta de liquidez para cumprir obrigações da Cassi. Que é preciso aumentar a contribuição e cobrar por dependentes. Tudo isso para desviar o foco do mais importante que é a responsabilidade do banco para com seus funcionários e aposentados.

 

Temos que ter em mente que uma intervenção da ANS na Cassi, afetará em muito a imagem do Banco junto ao mercado de ações. O Banco do Brasil está listado entre as empresas TOP da Bolsa de Valores. Está entre as empresas denominadas de Novo Mercado. É o filé do mercado de ações. E o BB só está neste segmento porque se comprometeu com a CVM de cumprir as suas exigências. O BB colocou no Estatuto Social em seu Art. 1º - § 3º que a empresa, seus acionistas, administradores e membros do Conselho Fiscal sujeitam-se às disposições do Regulamento do Novo Mercado.

 

A Deliberação CVM – 695 exige o reconhecimento e a divulgação das obrigações para com os seus funcionários e ex-funcionários em relação a benefícios pós-emprego.

 

A mesma Deliberação CVM – 695 entende que o banco criou um passivo quando o empregado prestou serviço em troca de benefícios a serem pagos no futuro e para apresentar maior transparência para com os investidores este passivo deve ser contabilizado a parte e ser muito bem esclarecido.

 

Por todo o exposto podemos deduzir que uma intervenção da ANS na Cassi é muito indesejada pelo BB e traria consequências muito negativas para os resultados da empresa com consequentes desvalorização das ações na Bolsa de Valores.

 

Por outro lado, se o Banco tiver que aumentar o seu provisionamento para cobrir as despesas com seus funcionários e ex-funcionários em relação a benefícios pós-emprego, isto será bem visto pelos investidores.

 

Este é o nosso trunfo para, com o voto NÃO, forçar o Banco a apresentar uma proposta melhor para a Cassi sem nenhuma perspectiva de intervenção da ANS. 


Odilon Carlos de Oliveira, diretor do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região



20/09/2018

CAIXA DEVE LANÇAR NOVO PDV EM NOVEMBRO

Passada a negociação coletiva e o pagamento da primeira parcela da PLR aos bancários, a direção da Caixa volta suas atenções para o lançamento de um novo Programa de Demissão Voluntário (PDV).

Esse novo modelo do programa deve ser lançado em meados de novembro. Isso porque, a direção da Estatal aguarda o fechamento da LIPI (Licença para Interesse Pessoal Incentivada) previsto para acontecer em 31 de outubro e que terá reflexos com a saída de funcionários até janeiro de 2019. Só com esse cenário definido, será possível estimar a quantidade de trabalhadores que o banco deseja que deixem a empresa.

Até lá, o banco negocia com o Ministério da Fazenda e do Planejamento a autorização para fazê-lo.

PDE
Outra possibilidade que está sendo estudada pela cúpula da estatal é a reabertura do Programa de Desligamento do Empregado (PDE). Lançado em fevereiro, quase 1,3 mil bancários aderiram ao PDE. Esse número equivale a quase 50% da quantidade de trabalhadores que poderiam deixar a Caixa. (Fonte: Contec)


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