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16/07/2018

Segunda rodada define calendário de negociação


 

Aconteceu na sexta-feira, 13, em São Paulo, a segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2018 entre a Comissão de Negociação/Contec e o Banco do Brasil.

Os representantes dos trabalhadores cobram avanços em relação a pauta entregue ao banco, especialmente na assinatura de um pré-acordo que garanta a manutenção dos direitos dos funcionários até a assinatura de um novo Acordo Coletivo Aditivo. O banco informou que, assim como na mesa da Fenaban, o banco tem disposição de negociar um acordo até 31 de agosto, e que os esforços serão feitos para assinatura do acordo e caso haja  necessidade, discutirá um pré-acordo em momento oportuno.


Calendário

Na reunião, foi definido o calendário das próximas rodadas de negociação. No dia 23/07, a partir das 14 horas, na Sede do Banco, em Brasília/DF, será realizada a terceira rodada, focando nas cláusulas de saúde e condições de trabalho.

Já no dia 26/07, a partir das 14 horas, no Ed. BB São Paulo, serão debatidas as cláusulas de relações sociais e sindicais. E, nos dias 01, 02 ou 03/08, a partir das 14 horas, no Ed. BB São Paulo, serão tema da pauta as cláusulas econômicas. Vale lembrar que a categoria reivindica 5% de ganho real mais a inflação do período para a correção salarial e de todas as verbas.

 

Abrangência do acordo

Um ponto importante firmado na negociação foi a abrangência do acordo a ser assinado. O banco afirmou que o acordo terá a mesma abrangência do acordo anterior, não sendo excluídos os trabalhadores chamados de “hipersuficientes” pela nova legislação trabalhista. De acordo com nova lei aprovada pelo Governo, empregados com nível superior e remuneração acima de duas vezes o teto de benefícios do INSS (que hoje corresponde a R$ 11.291) negociariam direto com o patrão, correndo o risco de perder direito, uma vez que não teriam uma representação coletiva. Desta forma, a abrangência a todos dá mais segurança aos funcionários do BB. 


Renovação de cláusulas

O banco firmou o compromisso de renovação das cláusulas de direitos conquistadas ao longo das diversas campanhas nacionais e inseridos no acordo coletivo. Nestas cláusulas estão as ausências legais e auxílios como PAS Auxílio, Isenção de Tarifas e Licença para Acompanhar Pessoas Enfermas.


Mesa temática de saúde do trabalhador

Foi firmado o compromisso de instalação da Mesa Temática de Saúde do Trabalhador. A instituição de mesas temáticas serve para debater com mais profundidade os assuntos mais complexos e que necessitam de um tempo maior de discussão. Na mesa de Saúde do Trabalhador será discutida a realocação de funcionários que voltam de licença saúde, bem como detalhamento do PCMSO e outros programas de saúde.


Escritórios digitais e teletrabalho

Outra mesa temática com o compromisso de instalação após a assinatura do acordo é sobre Escritórios Digitais e Teletrabalho. Os funcionários querem debater a forma como os escritórios estão sendo implantados e as condições de trabalho dos funcionários dessas unidades. O teletrabalho e home-office é uma realidade em muitas empresas e está sendo implantado aos poucos no Banco do Brasil, sem uma discussão mais aprofundada com a representação dos funcionários. Esta mesa temática será usada debater sobre o modelo existente, o futuro do trabalho e a proteção do trabalhador nessa nova modalidade.


Outros temas e respostas negativas

Outro tema levado pelos funcionários foi a questão das agências explodidas e sem abertura. Houve uma preocupação com os municípios que estão ficando sem agências bancárias e sem circulação de numerário.  O banco informou que os assuntos da pauta sobre segurança bancária não tem ainda resposta e serão tratados na mesa do dia 23, na sequência da discussão sobre o tema na mesa única da Fenaban.

O banco informou também que o número de funcionários está limitado às portarias do Governo, via SEST, e que não fará concursos para reposição dos quadros nas agências, uma vez que ainda existe uma grande quantidade de excessos e precisam ser ajustados. Os funcionários cobraram do banco que não haja remoção compulsória para outras cidades e que o banco estude incentivos para funcionários que queiram migrar para dependências com dificuldade de provimento, mesmo na mesma praça.


Remoções compulsórias para cidades vizinhas

Os representantes dos funcionários apresentaram ao banco casos de remoção compulsória de escriturários para outras cidades com prejuízo financeiro e familiar.

Na minuta de reivindicações dos bancários do BB está o pagamento de vale-transporte intermunicipal, independente da empresa ter vale ou ônibus com catracas. A normatização no acordo coletivo desse benefício poderia resolver o problema de milhares de funcionários em todo o país.



13/07/2018

Rodada de negociação com o BB nesta sexta, 13

A reunião de negociação do BB será realizada nesta sexta-feira dia 13/07, às 14h em São Paulo, na Av. Paulista, nº 1230, 11 andar, sala da ONU, Bela Vista.


Na primeira reunião de negociação que aconteceu  no 29/06, entre o Banco do Brasil e a Contec, o banco afirmou estar disposto a negociar sobre os pontos de pauta apresentados pelos trabalhadores.

Mesas específicas
Para acordo andar com mais celeridade, o banco propôs, inclusive, estabelecer mesas específicas para avançar nos debates sobre determinados temas, como segurança e saúde do trabalhador; teletrabalho; e escritórios digitais e também participar da mesa unica da Fenabam.

Com relação à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), o banco não aceita debater o tema na mesa de negociações específicas da Campanha Nacional. Prefere que seja debatido no fórum específico da governança da Cassi.

Outros pontos
O banco ainda disse estar disposto a retomar as homologações das rescisões de contrato de trabalhos nos sindicatos, a ampliação do tempo de pagamento da Verba de Caráter Pessoal (VCP) e atualizar a tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP) da Previ.

Por fim, o banco também estudará a regularização da situação dos funcionários que fizeram concurso específico para a área de TI que ainda não tomaram posse.


12/07/2018

Bancos aceitam calendário de negociação


 

 

Foi realizada nesta quinta-feira, 12, a segunda rodada de negociação com a Fenaban. Os bancos se negaram a assinar a ultratividade, estendendo o atual acordo coletivo de trabalho até a assinatura de um novo, porém aceitaram o calendário proposto pelos representantes dos trabalhadores na mesa de negociação.

Ficou acordada novas rodadas de negociação para os dias 20 e 24 de julho e 2 de agosto. “Acreditamos que teremos uma proposta final até dia 2 de agosto”, aponta o vice-presidente do Sindicato, Carlos Roberto Rodrigues.

No dia 20 o tema das negociações será saúde e condições de trabalho; dia 24, emprego. Já no dia 1º os bancos deverão apresentar uma proposta global.

“Esta rodada, como a primeira, foi tensa, de muito debate, muita discussão, com os bancos mantendo a postura intransigente, porém deixamos claro que a categoria está unida, está consciente e disposta a garantir avanços nesta campanha salarial.”

 

CONFIRA MINUTA DA REUNIÃO DE HOJE COM A FENABAN:

Ao argumento de que este ano iniciamos a campanha salarial mais cedo e acreditando que renovaremos a Convenção Coletiva de Trabalhos antes do vencimento da Convenção revisanda, a FENABAN entende desnecessária a garantia de prorrogação neste momento.

Destacando que o setor bancário está disposto a firmar um pacto de fechamento da Convenção ainda na vigência da CCT revisanda, a FENABAN entregou a carta de intenções.

Restou ajustado o seguinte calendário de negociação: 20/07, 24/07 e 02/08/2018, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo/SP, sempre a partir das 10 horas da manhã, enquanto que as reuniões preparatórias serão realizadas nos dias 19/07, 23/07 e 01/08/2018, a partir das 14 horas, no Sindicato dos Securitários de São Paulo.

Vamos sugerir que na reunião do dia 20/07 sejam discutidas as reivindicações objetos das cláusulas 11 a 25 da nossa pauto, entregue no último dia 13/06/2018.

A FENABAN solicitou que os Sindicatos se manifestem sobre sua situação dos registros sindicais de cada entidade junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Faz-se necessário que a categoria continue acompanhando as negociações e siga com a forte mobilização.

Diretoria Executiva da CONTEC



10/07/2018

Vamos à segunda rodada, dia 12, em busca de avanço nas negociações

Após primeira rodada frustrada, movimento sindical voltará à mesa de negociação com Fenaban, nesta quinta-feira, dia 12 de julho, em São Paulo.

“Esperamos que os bancos venham com uma proposta nesta segunda rodada. Vamos trabalhar para isso, pressionando, defendendo avanços principalmente em relação à renovação da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, destaca o vice-presidente Carlos Roberto Rodrigues.

Com o fim da ultratividade, aprovada no ano passado pela Reforma Trabalhista, movimento sindical e bancos precisam negociar  a renovação da CCT até no próximo dia 31 de agosto, caso contrário categoria ficará sem os direitos adquiridos por décadas de lutas. 



05/07/2018

Rodada de negociação específica com a Caixa dia 18 de julho


Representantes dos trabalhadores na mesa de negociação querem a garantia de todos os direitos até a assinatura de novo aditivo à CCT. Principais eixos são a defesa da Caixa 100% pública e a defesa da Funcef, do Saúde Caixa, e da ampliação de direitos


Confirmadas para dia 18 de julho a primeira rodada de negociação da mesa específica com a Caixa Econômica Federal com a Contec para a Campanha Nacional 2018 da categoria bancária, em São Paulo (SP). No último dia 13 de junho, os representantes dos trabalhadores entregaram a pauta de reivindicações à diretoria do banco.

 Na Caixa, os principais eixos da Campanha Nacional 2018 são ganho real no salários e verbas, a defesa do banco 100% público e a defesa da Funcef, do Saúde Caixa, e por ampliação de direitos. À defesa da Caixa 100% pública soma-se a luta por mais contratações e contra a precariedade das condições de trabalho, além da revogação da reforma trabalhista/lei da terceirização e contra a reforma da Previdência.

Nessa primeira reunião com a Caixa, uma das prioridades é a questão da assinatura do pré-acordo com a garantia de ultratividade, segundo o qual um acordo coletivo continuaria valendo até a sua renovação. Isto é necessário para que todos os direitos dos empregados, conquistados em décadas de luta, possam ser assegurados, já que o aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) vale até 31 de agosto (a data-base da categoria bancária é 1º de setembro).

O vice-presidente do Sindicato, Carlos Roberto Rodrigues, destaca que os representantes dos trabalhadores irão para a mesa imbuídos do propósito de arrancar a renovação do atual acordo. “Vamos trabalhar para isso. Esperamos contar com o bom senso e a boa vontade do banco para avançarmos neste ponto inicialmente. Depois, seguirmos nos demais itens da nossa pauta”, reforça.

Para o diretor Luiz Pereira, o momento é de buscar a união da categoria para frear a escala de retrocessos que o Governo tenta impor às empresas públicas. Por isso, é necessária a intensificação da mobilização e da demonstração de força por parte dos trabalhadores. 



03/07/2018

BB mostra disposição para negociar com funcionários



Na primeira reunião de negociação desta sexta-feira (29) entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB o banco afirmou estar disposto a negociar sobre os pontos de pauta apresentados pelos trabalhadores.

Neste ano foi apresentado as reivindicações com bastante antecedência e houve mais tempo para analisá-las. Isso possibilitou que o banco avançasse nas propostas e abrisse a possibilidade de assinar o pré-acordo para manter a ultratividade da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) e de manter a validade da convenção para todos os funcionários, contemplando os chamados hipersuficientes.

Para acordo andar com mais celeridade, o banco propôs, inclusive, estabelecer mesas específicas para avançar nos debates sobre determinados temas, como segurança e saúde do trabalhador; teletrabalho; e escritórios digitais.

Com relação à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), o banco não aceita debater o tema na mesa de negociações específicas da Campanha Nacional. Prefere que seja debatido no fórum específico da governança da Cassi.

O sistema de pontuação por mérito é outro ponto que o banco aceita discutir. No entanto, estabeleceu que os funcionários cedidos ou requisitados para órgãos governamentais não serão beneficiados pela pontuação.

O banco ainda disse estar disposto a retomar as homologações das rescisões de contrato de trabalhos nos sindicatos, a ampliação do tempo de pagamento da Verba de Caráter Pessoal (VCP) e atualizar a tabela de Pontuação Individual do Participante (PIP) da Previ.

Por fim, o banco também estudará a regularização da situação dos funcionários que fizeram concurso específico para a área de TI que ainda não tomaram posse.


28/06/2018

Nesta quinta-feira ocorre a primeira rodada de negociação desta campanha salarial


 

Nesta quinta-feira (28), a partir das 14 horas, em São Paulo, será realizada a primeira rodada de negociação da campanha salarial 2018/2019, entre o movimento sindical bancário e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Estarão na mesa as pautas de reivindicações dos bancos privados e públicos.

 

Nesta reunião, o Paraná estará representado pelo presidente da Federação (Feeb-PR), Gladir Basso, que preside também o Sindicato de Cascavel; Gilberto Lopes Leite (Seeb-Ponta Grossa), Carlos Roberto Rodrigues e Israel Lobo Coelho (Seeb-Maringá).

 

De acordo com o que foi definido no Encontro Nacional dos Bancários, realizado de 25 a 27 de maio, em São Paulo, nesta campanha salarial a classe reivindica reajuste com base no INPC dos últimos doze meses (setembro/2017 a agosto/2018) mais aumento real de 5%, e aumento real de 10% sobre verbas e benefícios, como vale-alimentação e cesta-alimentação, e que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) continue valendo até a assinatura do novo acordo. Vale lembrar que a data-base é 1º de setembro.

 

Além da questão salarial, a classe pede ainda:

- Contratação de mais bancários para atender a demanda de serviços e evitar a extrapolação da jornada de trabalho;

- Que as homologações das rescisões de trabalho voltem a ser realizadas nos sindicatos, já que alguns bancos, entre eles o Santander, Itaú e Banco do Brasil, vêm realizando essas homologações em suas agências, brecha essa aberta pela reforma trabalhista;

- Maior participação na PLR;

- Fim das metas abusivas e do assédio moral;

- Fim das terceirizações;

- Melhoria da segurança nas agências;

- Melhoria no ambiente de trabalho para prevenir e combater as doenças ocupacionais. (FEEB-PR)

 

 

 

 



28/06/2018

Bancos frustram na primeira rodada de negociação com Fenaban


 

Bancos foram para a mesa de negociação nesta quinta-feira, em São Paulo, na primeira rodada, sem nenhuma proposta. “Muita discussão e não saímos do lugar”, resume Carlos Roberto Rodrigues, vice-presidente do Sindicato.

 

Um dos itens da pauta de reivindicações era a prorrogação do atual acordo até a celebração de nova Convenção Coletiva de Trabalho, mas não houve avanço. “O que saiu de concreto foi o agendamento de uma nova rodada, no próximo dia 12 de julho.”

 

“Fomos para a mesa de negociação preparados, sabendo que não seria fácil. Cobramos, discutimos, argumentamos, mas, como toda negociação com os bancos, é sempre difícil qualquer avanço. Vamos aguardar a próxima rodada”, frisa, ressaltando que durante todo a tarde os representantes dos trabalhadores deixaram claro que as reivindicações são todas legítimas e totalmente possíveis de serem atendidas. “Basta que os bancos tenham boa  vontade e respeito para com os trabalhadores bancários, responsáveis direitos por seus lucros”, enfatiza.  

 

BB

Nesta sexta-feira acontece a rodada de negociação com o BB



27/06/2018

Cassi: esclarecimento sobre voto da conselheira Rosineia Balbino

Sobre situação da Cassi, confira esclarecimento da conselheira Rosinéia Balbino, justificando seu voto sobre proposta enviada ao Banco do Brasil.

 

 

“Colegas, demorei um pouco para me pronunciar, até mesmo pelo fato de que tudo que escrevemos, hoje vai para o mundo e cada um entende e interpreta como quer, de acordo com sua posição.

 

Em relação ao meu voto contrário, foi por considerar necessário um prazo maior para discussão com os associados, considerando que a apresentação da proposta aconteceu na tarde do dia 20/06 e o assunto é delicado e não me deixa confortável em aceitar o encaminhamento principalmente em relação ao voto minerva e alguns outros itens que eu gostaria de ter melhor entendimento.

Não sou contrária em enviar a proposta ao banco, (até por que nosso tempo é curto e o banco precisa responder a ANS).

Desde que em paralelo haja a possibilidade de revisão caso surja novos dados oferecidos pelas entidades ou associados.

 

Aproveitei para sugerir que com o encaminhamento da proposta da Diretoria Executiva da Cassi ao BB, que seja incluído para análise, a exclusão dos dependentes PcDs (Pessoa com Deficiência) da proposta de custeio.

Todos sabemos que estas famílias já possuem gastos expressivos com estes dependentes. E que se tenha um olhar especial  para este público.

 

Sabemos que não tem como fazer omelete sem quebrar ovos.

 

Mas precisamos exercitar a empatia, colocar-se no lugar do outro,   seja ele qualquer um dos atores envolvidos.

 

ROSINEIA BALBINO”



26/06/2018

Saiba como você deve agir se sofrer assédio moral no trabalho

 

 

Em tempos de crise e cobranças crescentes de gestores sobre empregados por metas e resultados, há quem passe do ponto e acabe cometendo assédio moral. (Erik Farina) 

 

Os casos são considerados um fantasma dentro das organizações: gradativamente, drenam a motivação de trabalhadores e arruínam a reputação da companhia. Para quem sofre, são golpes na autoestima e na produtividade, vez que essas pessoas podem se sentir inibidas a dar o seu melhor no serviço. Em algumas situações, podem até levar ao desenvolvimento de doenças laborais e transtornos emocionais.

 

“O assédio é diferente das simples cobranças por resultado do dia a dia no ambiente de trabalho. Ele ocorre quando essa cobrança é feita de forma ofensiva, ou quando o empregado é submetido a situações vexatórias, inclusive a respeito de exigências por resultados em tarefas que não são de sua alçada”, explica Gilberto Bento Jr., especialista em Direito do Trabalho e sócio da Bento Jr. Advogados.

 

Para que seja caracterizado, o assédio moral precisa ocorrer com alguma frequência. Um caso isolado, portanto, não costuma ser tipificado como agressão, embora possa acenar para um mau hábito dos chefes. Por isso, assim que surgir o primeiro caso, é importante que o empregado deixe claro que não ficou confortável com a cobrança, evitando que se torne uma bola de neve, alertam especialistas em Recursos Humanos e advogados.

 

Se as ocorrências persistirem, o trabalhador deve procurar o setor de RH da própria empresa para denunciar e cobrar providências - e é possível entrar na Justiça pleiteando indenização.

 

“O assédio nem sempre é intencional e, às vezes, os agressores não têm o objetivo de provocar violência psicológica. Isso, porém, não retira a gravidade do ato e dos danos causados”, observa o advogado trabalhista Luís Alfredo Costa.

 

Teto da indenização

Os processos por assédio moral na Justiça são tão frequentes que a reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), em vigor desde novembro de 2017, estabeleceu as formas de cálculo da indenização, que até então dependiam apenas da percepção do juiz para cada caso. Agora, o juiz pode definir indenização que varia de três a 50 vezes o último vencimento do empregado, de acordo com o grau do dano sofrido. A questão é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ajuizada pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

 

De acordo com Renato Santos, sócio da S2 Consultoria, especializada em compliance -- campo de trabalho que atua na "autofiscalização" das empresas para que sigam leis e boas normas gerenciais -, as companhias precisam dar o devido foco ao tema para evitar prejuízos financeiros consideráveis com processos por danos morais. Isso passa por observar a atuação de seus gestores junto às equipes e apresentar aos funcionários ouvidorias e canais de comunicação para denunciarem eventuais assédios.

 

“Com isso, a organização demonstra que há um tratamento adequado aos casos de assédio, com a devida investigação de denúncias, inclusive buscando por estas informações nas entrevistas demissionais”, aponta Santos.

 

Mas, afinal, o que é assédio moral?

O assédio consiste na constante e deliberada desqualificação de um funcionário, seguida de sua consequente fragilização dentro da firma. Pode acontecer por meio de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações públicas) ou indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social).

 

Entre os motivos mais frequentes para o comportamento abusivo, estão a pressão para que alguém peça demissão, aposentadoria ou remoção, além de tentar mudar a maneira como um trabalhador se posiciona.

 

O assédio, no entanto, nem sempre é intencional. Às vezes, os agressores não têm o objetivo de provocar violência psicológica. Isso, porém, não retira a gravidade do ato e dos danos.

 

Alguns exemplos de comportamentos que configuram o assédio moral são: contestar sistematicamente opiniões e decisões do empregado, constranger com cobranças abruptas em público, implicar com origens, crenças religiosas ou convicções políticas, espalhar rumores a respeito da pessoa, fazer ameaças de qualquer tipo e mesmo ignorar sua presença, dirigindo-se apenas a outros colegas.

 

Como a vítima deve agir

O primeiro passo deve ser procurar o agressor para uma conversa franca, expondo a ele como se sente com a situação. Uma opção é levar um colega ou representante sindical à conversa para servir como testemunha.

 

É importante dar visibilidade ao assédio, procurando outras vítimas e informando colegas sobre os fatos. Isso pode desencorajar o agressor de cometer novos abusos. Até porque, se for parar na Justiça, serão necessárias testemunhas.

 

Para se precaver do assédio e do desvio de função, o empregado deve exigir que “ordens” sejam dadas por escrito e guardar este material. Advogados sugerem registrar por escrito todas as humilhações com detalhes como data, forma, testemunhas etc.

 

Quando houver registro de um caso, a vítima deve procurar ajuda, seja via o setor de Recursos Humanos da empresa, seja via sindicato, órgão de defesa especializado (delegacia, Ministério Público, Ministério do Trabalho, por exemplo) ou contatando advogado.

 

O que diz a lei

As práticas de assédio moral geralmente são enquadradas no artigo 483 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que determina que o empregado pode considerar rescindido o contrato e pleitear indenização quando, entre outros motivos, “forem exigidos serviços superiores às suas forças, contrários aos bons costumes ou alheios ao contrato, ou ainda quando for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo ou ato lesivo da honra e boa fama”.

 

A reforma trabalhista classificou as indenizações por danos morais no ambiente laboral. A partir de agora, quando os casos vão parar na Justiça, o juiz leva em consideração alguns parâmetros para definir a indenização:

 

Casos leves:

até três vezes o último salário.

 

Casos graves:

até 20 vezes o último salário.

 

Casos médios:

até cinco vezes o último salário.

 

Casos gravíssimos:

até 50 vezes o último salário. (Fonte: Gazeta do Povo)



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