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30/04/2018

Dia do Trabalhador, dia de luta


Claudecir de Souza, presidente

 

Primeiro de Maio é muito mais que um feriado. É muito mais que uma data para se rememorar as lutas dos trabalhadores, travadas ao longo dos séculos, manchada de suor e sangue. É dia de reflexão, de chamar a atenção para o momento presente, sobretudo em nosso país, em que direitos consagrados estão sendo espoliados.

Na correria do dia a dia, é bem possível que muitos trabalhadores, tragados pela agenda sempre apertada, pela necessidade de reuniões, de metas a serem batidas, se esquecem do seu papel nesta engrenagem capitalista.

E a função do trabalhador, seja da indústria, do setor de serviços, do comércio, qualquer um, é somente uma: dar lucro. Sempre mais e mais. Ser a cada dia mais produtivo. Para a empresa, trata-se de um número, uma peça na grande engrenagem.

Não critico a necessidade do lucro, este é a base do sistema dominante hoje no mundo e não podemos escapar disso. O que quero chamar a atenção é para a conscientização de cada trabalhador bancário. Quando temos a exata noção do que representamos nesse sistema, nos despimos um pouco da vaidade, do espírito individualista, divisório, competitivo, que é fomentado pela empresa, pelo sistema.

Aprendemos que é preciso ajudar o colega ao lado que está passando por dificuldade, defendê-lo ao ter os seus direitos violados. Que é preciso buscar a união junto àqueles que também cumprem o mesmo papel que nós nesta engrenagem. Com isso, passamos a enxergar as mesmas necessidades, a levantar as mesmas bandeiras. Percebemos que, ao lutarmos pelos direitos do nosso colega de trabalho, estamos lutando também por nossos direitos.

Percebemos que, do lado dos donos do capital, dos patrões, embora capitalistas, extremamente competitivos, na hora de defender os seus interesses buscam a união.

Foi exatamente o que fizeram ao impor uma agenda pró-patronal no Congresso Nacional, fazendo aprovar a Lei da Terceirização e da Reforma Trabalhista. Unidos, eles conseguiram espoliar, dos trabalhadores, direitos adquiridos por décadas de lutas.

E do nosso lado, como estamos? Temos a noção de que a luta do nosso Sindicato é também a nossa luta, a defesa que a entidade faz de um colega que foi agredido moralmente, assediado, é também a nossa defesa?

Faço essa reflexão e chamo a atenção para o presente momento. Se quisermos manter os nossos empregos, os nossos direitos, temos de ir à luta, buscando a união com aqueles que estão do mesmo lado do front.

Nossa campanha salarial está aí. Todos nós sabemos que a luta será muito maior, que as dificuldades impostas pelos patrões serão gigantescas. Se puderem, além de arrancar a nossa roupa, irão quer esfolar também a nossa pele.

Portanto, se avançamos até aqui, como uma das categorias que acumula maior número de conquistas, será necessária muita união, força e determinação para continuarmos  na dianteira.

 



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