Bancários

Sindicato de Maringá e Região

CONTEC
13° MIN 28° MÁX MARINGÁ
Seu Banco:


24/05/2017

Movimento sindical coloca pressão em Brasília em marcha contra reformas



Milhares de representantes de sindicatos de todo o país, entre eles, dos Bancários de Maringá, "ocupam" Brasília, nesta quarta-feira, dia 24/05, em protesto contra as reformas.


Mais de 25 mil pessoas estão na Capital. Os representantes dos trabalhadores foram recebidos com violência pelas forças de segurança, que utilizaram gás lacrimogêneo, sprays de pimenta, cacetetes, entre outros instrumentos para dispersar os manifestantes e evitar que se aproximassem do Congresso Nacional. 


 "Chega de sacanagem deste governo, deste Congresso. Basta. Hoje estamos aqui para demonstrar nossa indignação, nossa força e união contra esta agenda perniciosa para a classe trabalhadora, para as futuras gerações", aponta o diretor Vilmar Alves Feitosa, que integra comitiva do sindicato. 


"Esta grande marcha será um novo marco no sindicalismo brasileiro. Não podemos retroceder em nossas conquistas históricas e necessárias.  A única fronteira contra o desmantelamento dos direitos trabalhistas e previdenciários são os SINDICATOS, sem estes organismos, adeus aposentadoria e condições de trabalho, adeus conquistas galgadas degrau a degrau, com sangue e muito suor", destaca o presidente Claudecir de Souza.


A marcha foi organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral de Trabalhadores), Força Sindical, NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Intersindical, CSP-Conlutas e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).


Crise e suspensão
As reformas trabalhista (PLC 38/2017) e da Previdência (PEC 287) tiveram seus trâmites suspensos pelos relatores das propostas logo depois da divulgação de áudios sobre uma reunião de Temer com Joesley Batista. Na segunda 22, porém, a trabalhista teve anunciado o retorno de seu trâmite pelo relator da matéria, Ricardo Ferraço (PSDB-ES).


A proposta, que representa na prática o fim dos direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já foi aprovada pela Câmara e agora espera análise das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

A reforma da Previdência, que na prática acaba com a aposentadoria pública no país, permanece paralisada na Câmara dos Deputados. O relator da PEC 287, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), alegou em nota que "não há espaço para avançarmos com a Reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias'. 



23/05/2017

Diretores do Sindicato se dirigem a Brasília para participar de protesto nesta quarta, 24


Milhares de representantes de sindicatos de todo o país, entre eles, dos Bancários de Maringá, estarão em Brasília, nesta quarta-feira, dia 24/05, em protesto contra as reformas. Comitiva do sindicato saiu nesta manhã de Maringá rumo a Capital Federal.


"Esta grande marcha será um novo marco no sindicalismo brasileiro. Não podemos retroceder em nossas conquistas históricas e necessárias.  A única fronteira contra o desmantelamento dos direitos trabalhistas e previdenciários são os SINDICATOS, sem estes organismos, adeus aposentadoria e condições de trabalho, adeus conquistas galgadas degrau a degrau, com sangue e muito suor", destaca o presidente Claudecir de Souza.


Aos dirigentes do nosso sindicato, que embarcaram para Brasília, o presidente comenta: "Vocês, nesta viagem, estão representando milhares, ou seja, milhões de trabalhadores  de todos os segmentos profissionais, que mesmo sem conhecê-los esperam por nossa vitória. Como sabemos, este projeto de reforma é basicamente patronal, do capitalismo selvagem. Lutem pelos bancários e lutem por todos os trabalhadores. Deus vos acompanhe!"


A marcha está sendo organizada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UGT (União Geral de Trabalhadores), Força Sindical, NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Intersindical, CSP-Conlutas e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).


Crise e suspensão
As reformas trabalhista (PLC 38/2017) e da Previdência (PEC 287) tiveram seus trâmites suspensos pelos relatores das propostas logo depois da divulgação de áudios sobre uma reunião de Temer com Joesley Batista. Na segunda 22, porém, a trabalhista teve anunciado o retorno de seu trâmite pelo relator da matéria, Ricardo Ferraço (PSDB-ES).


A proposta, que representa na prática o fim dos direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já foi aprovada pela Câmara e agora espera análise das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

A reforma da Previdência, que na prática acaba com a aposentadoria pública no país, permanece paralisada na Câmara dos Deputados. O relator da PEC 287, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), alegou em nota que "não há espaço para avançarmos com a Reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias'. (Sindicato e FEEB-PR)



23/05/2017

Rodada de negociação sobre reestruturação no Banco do Brasil


O Banco do Brasil confirmou para o próximo dia 01/06 a realização de rodada de negociação sobre a reestruturação.    
                    
Na oportunidade será discutida a prorrogação da VCP (Verba de Caráter Pessoal) por 12 meses para os atingidos pela reestruturação. 
No início do mês, houve reunião na Procuradoria Geral do Trabalho em Brasília, para a quarta audiência pública para tratar da reestruturação em curso no banco.

Os assuntos abordados foram os assistentes de gerente, a situação dos caixas nos casos de agências que possuem um único funcionário na função.

O BB informou, na oportunidade, que a prorrogação do pagamento da VCP, assunto que seria reavaliado naquela audiência, só seria decidida em 1º de junho. Atualmente o BB possui 3.629 funcionários em VCP total ou parcial.


18/05/2017

‘Temer perde a legitimidade para continuar no Governo’, defende presidente do Sindicato

 

“O presidente Michel Temer perde a legitimidade para continuar à frente da Presidência da República diante de tão graves denúncias divulgadas pela imprensa. Mais ainda: ele perde toda a condição para continuar conduzindo essas ‘reformas’, que objetivavam acabar com a aposentadoria para a maioria dos trabalhadores e retirar direitos trabalhistas.”

 

A afirmação é do presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região, Claudecir de Souza. Para o dirigente sindical, o presidente não tem mais condições de continuar governando. “Pelo que tivemos conhecimento até o momento, as provas são irrefutáveis. Este é um escândalo grave. E um momento triste para o nosso país, pois diminui ainda mais a esperança do povo no sistema de governo, nos políticos, eleva ainda mais a instabilidade política e econômica. E se não bastasse, agrava a crise que penaliza o trabalhador, os menos favorecidos.”

 

Claudecir de Souza acrescenta ainda: “O mínimo que esperamos é a renúncia imediata de Michel Temer. Queremos também a punição para todos os demais políticos envolvidos em escândalos de corrupção, independente de quem quer que sejam”.



16/05/2017

Campeonato de futebol suíço dos bancários


Será sábado, dia 20 de maio, quinta rodada do campeonato de Futebol Suíço, edição 2017. Confira a tabela de jogos das rodadas:

 

 

CAMPO “A”

9   horas – Bradesco União                      X                     Caixa Econômica   

10 horas – Banco do Brasil                      X                     Sicoob

 

CAMPO “B”

09 horas –Sicredi                                       X                     Santander

10 horas – Bradesco Mandaguari           X                     Banco Itaú

Folga : Bradesco Maringá

 

 

Resultados da Rodada Anterior

Banco do Brasil       04       X         00       Santander

Sicredi                       00       X         00       Bradesco União

Bradesco Maringá   01       X         02       Banco Itaú

           

 

EQUIPES                               PG    J     V     E     D   GP   GC    SG     

1º BANCO ITAÚ

10

04

03

01

00

08

06

02

2º BRADESCO MARINGÁ

09

04

03

00

01

17

10

07

3º BRADESCO MANDAGUARI

06

03

02

00

01

10

10

00

4º CAIXA ECONÔMICA

04

02

01

01

00

11

05

06

5º SICREDI

04

03

01

01

01

04

02

02

6º BRADESCO UNIÃO

04

04

01

01

02

05

07

-02

7º BANCO DO BRASIL

04

03

01

01

01

13

12

 01

8º SICOOB

01

03

00

01

02

04

09

-05

9º SANTANDER

00

04

00

00

04

02

15

-13



16/05/2017

Vale e Itaú lideram lucros no 1º tri entre as empresas de capital aberto


Por setores, o de bancos ficou mais uma vez na liderança, com alta de R$ 1,15 bilhão ou de 8,1% no lucro líquido. Veja os maiores lucros nos 3 primeiros meses de 2017.

Foi da Vale o maior lucro líquido no 1º trimestre entre as empresas de capital aberto, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. A mineradora registrou ganhos de R$ 7,89 bilhões nos 3 primeiros meses do ano, um alta de 25% em relação ao mesmo período de 2016.

O segundo maior lucro foi do Itaú Unibanco, com lucro de R$ 6,05 bilhões. Na sequência, ficaram Petrobras, Bradesco e Banco do Brasil.

Entre as 20 empresas mais lucrativas em 2017, o setor que mais se destaca na lista é o de bancos, com 5 companhias. Veja tabela abaixo:

Por setores, o de bancos permaneceu na liderança. As 18 instituições financeiras listadas na Bovespa registraram lucro líquido de R$ 15,4 bilhões no 1º trimestre, com alta de R$ 1,15 bilhão ou 8,1%. O segundo setor mais lucrativo foi o alimentos e bebidas com R$ 2,08 bilhões.

Dos 24 setores avaliados, 12 setores têm queda de lucratividade no primeiro trimestre de 2017 com relação ao mesmo período de 2016. Somente dois setores registram prejuízo consolidado no primeiro trimestre, segundo o levantamento. O setor de Construção, com 13 empresas, teve prejuízo de R$ 216,7 milhões e o de Comércio perdas de R$ 113,6 milhões.

O levantamento analisou o lucro de 232 empresas no primeiro trimestre, cuja somatória atingiu R$ 43,8 bilhões, o que representa um crescimento de 41,8% ante o mesmo período de 2016. A Economatica destaca, entretanto, que a variação dos lucros da Petrobras, Eletrobras, Vale e Oi é muito elevada e distorce essa base de comparação. (Fonte: G1)



15/05/2017

“Ocupar Brasília”, dias 17 e 24, contra as reformas do governo Temer


Depois da vitoriosa greve geral do dia 28 de abril, o movimento sindical, por meio das centrais sindicais, desdobra a mobilização, e decide ocupar Brasília nos dias 17 e 24 de maio. E o momento é bastante oportuno. O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região estará representando por grupo de diretores que estarão na Capital Federal participando deste ato.


A mobilização contra as reformas da Previdência (PEC 287/16) e trabalhista (PLC 38/17) tem surtido efeitos positivos. A primeira está parada na Câmara depois de ter sido aprovada na comissão especial na última terça-feira (9).


O governo não reúne os 308 votos mínimos para aprova-la, em primeiro turno, no plenário da Câmara. Planeja coloca-la em pauta em junho, quando estima ter entre 320 e 330 votos para aprova-la. Sabe-se lá o que vai fazer para reunir esses votos.


A reforma trabalhista está em discussão no Senado e segue ritmo de debates mais equilibrado que na Câmara.


Não que não tenha havido debates na Casa inicial, mas esses não surtiram nenhum efeito, pois o relator lá, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), desconsiderou todas as considerações, sugestões, propostas e alertas dos que divergiam da proposta e do seu conteúdo. A prova disso é que a proposta do governo, que já era ruim, ficou pior.


Calendário de mobilização 
Diante desse cenário, as centrais sindicais decidiram intensificar ações de pressão no Congresso Nacional nesta semana, de 15 a 19 de maio, com mobilização em Brasília prevista para quarta-feira (17). E para o dia 24 está confirmada a “Marcha e ‘Ocupação’ de Brasília”.


Nesta quarta (17) vai haver um mutirão de visitas aos gabinetes dos senadores e a intensificação do trabalho de pressão que tem sido feito pelos representantes da classe trabalhadora no Congresso Nacional. (Fonte: Diap)



12/05/2017

Lucro do Banco do Brasil quase dobra com controle de custos


Com uma combinação de receita maior, provisão contra calote menor e despesa sob controle, o Banco do Brasil conseguiu praticamente dobrar seu lucro líquido no primeiro trimestre do ano. O resultado, porém, veio acompanhado de inadimplência elevada.

Excluindo ganhos e gastos extraordinários, o BB lucrou R$ 2,515 bilhões nos três primeiros meses do ano, alta de 95,6% ante o primeiro trimestre de 2016 e de 43,9% em relação ao trimestre anterior.

Quando esses itens extraordinários são colocados na conta, o lucro banco tem desempenho menos expressivo na comparação com o primeiro trimestre de 2016 —alta de 3,6%, para R$ 2,443 bilhões. Mas sobe 153,6% na base trimestral.

Na conferência para divulgar os resultados, o presidente do banco, Paulo Caffarelli, disse que ganhos com tarifas de conta-corrente (11,3% em um ano) e com a administração de fundos de investimento (29,3%) foram os principais responsáveis pela alta de 12,3% da receita na comparação anual.

A estratégia digital do banco também é citada como fator que contribuiu para o aumento do ganho do BB no trimestre. O número de clientes digitais do segmento alta renda passou de 1,3 milhão nos três meses encerrados em dezembro para 1,7 milhão no trimestre que terminou em março.

Do lado das despesas, o BB adotou estratégia de enxugamento do quadro de pessoal —o programa de demissão voluntária teve adesão de 9.900 funcionários— e do número de agências —são atualmente 4.877 unidades, contra 5.428 no primeiro trimestre de 2016.

"Vimos uma melhora da rentabilidade e do lucro com aquilo que chamamos de nossa vocação, que é crédito e serviço. No trimestre, fizemos uma mudança na carteira de crédito para ter um mix de operações mais otimizadas", diz o presidente do banco.

CRÉDITO 
Essa mudança na carteira se traduziu por uma ênfase em empréstimos com risco menor, como imobiliário, e uma redução da exposição a crédito de maior risco, como financiamento de veículos.

Ainda assim, a carteira de crédito do banco encolheu no primeiro trimestre, para R$ 688,689 bilhões. O número representa queda de 11,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016 e recuo de 2,7% frente aos três meses anteriores.

No segmento pessoa física, o crédito imobiliário teve expansão de 10,9% na base anual. A linha de crédito pessoal atrelada ao salário cresceu 2,9%. Já o financiamento de veículos recuou 26,8% e foi a linha com maior queda percentual na base anual. A segunda maior retração se deu em empréstimo pessoal, com recuo de 23,2%.

Atualmente, 76% da carteira de crédito para pessoa física do BB é composta por empréstimos de menor risco. Incluindo todos os créditos, a concentração maior do banco está em crédito consignado, com 36,3%.

"A retomada do crédito vai acompanhar a recuperação da economia. Vamos entrar em um período de estabilidade da carteira, e devemos ter crescimento de empréstimos no segundo semestre", afirmou Caffarelli.

No segmento pessoa jurídica, o banco decidiu priorizar no primeiro trimestre operações com garantia de recebíveis. Ainda assim, as linhas para empresas tiveram queda de 16,7% em relação aos três primeiros meses de 2016 e de 4,2% em relação ao trimestre encerrado em dezembro.

CALOTE 
Assim como seus pares privados, o Banco do Brasil reduziu a provisão para créditos duvidosos. O valor recuou de R$ 9,145 bilhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 6,713 bilhões nos três meses até março, uma queda de 26,6%. Em relação ao quarto trimestre, o recuo foi de 10,3%.

No entanto, a inadimplência cresceu no primeiro trimestre. O índice de atrasos acima de 90 dias atingiu 3,89%, ante 2,59% no trimestre encerrado em março de 2016. No fim do ano passado, o índice era de 3,29%.

"Se tirarmos um caso específico de empresa de telecomunicações que pediu recuperação judicial, ficaríamos abaixo da indústria. É uma questão pontual e não reflexo na carteira toda", afirmou Alberto Monteiro, vice-presidente de gestão financeira e relações com investidores do BB.

Embora não tenha sido citada, fontes do mercado indicam que a empresa seria a Oi, que entrou com pedido de recuperação judicial em junho do ano passado. 
Sem essa empresa, a inadimplência teria sido de 3,47% no primeiro trimestre, indica o banco. (Fonte: Folha.com)



12/05/2017

Movimento sindical conquista mudança no normativo rh184 da Caixa


Uma das principais conquistas dos empregados do banco na Campanha Nacional 2016 foi o avanço no enfrentamento ao descomissionamento arbitrário

A Caixa Econômica Federal implementou nesta terça-feira (9) a nova versão do RH 184, que responde a um dos principais itens da pauta específica dos empregados do banco na Campanha Nacional 2016. A mudança pode ser considerada uma vitória, já que foi construída após uma série de reuniões, marcadas durante a negociação específica.

A principal crítica da categoria é que o normativo torna o descomissionamento prerrogativa exclusiva da chefia e altera os critérios em prejuízo dos empregados. A Caixa atendeu às reivindicações de manter o exercício e pagamento da função por ao menos 60 dias e a eliminação da possibilidade de aplicar a dispensa na instauração da análise preliminar em processos disciplinares.

É um avanço importante, que mostra o poder da mobilização. Uma conquista da luta permanente dos empregados contra o assédio moral e o descomissionamento arbitrário que dessa vez estavam no RH 184. Porém, ainda temos muito que avançar na melhoria da gestão do banco tornando-o mais humano.

A Caixa manteve o descomissionamento arbitrário e a luta continua. O banco mudou a forma de fazer o descomissionamento, mas continua na mão da chefia e continua sendo arbitrário e subjetivo.



12/05/2017

Decisão em ação coletiva vale apenas para associados, diz Supremo


O Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que os beneficiários do título executivo, nos casos de ação coletiva proposta por associação, são aqueles que moram na área da jurisdição do órgão que resolveu o litígio. É preciso ainda, antes do ajuizamento, ser filiado à entidade e constar da lista apresentada com a peça inicial.

Plenário do STF decidiu que ação coletiva movida por entidade não vale para não associados. Carlos Moura/SCO/STF Com a definição, o tribunal concluiu o julgamento de um recurso sobre o assunto, com repercussão geral reconhecida, iniciado na última quinta-feira (4/5) e retomado nesta quarta (10/5). Ficou decidido também que não haverá modulação dos efeitos da decisão por falta de pedido das partes.

Prevaleceu o voto do relator, ministro Marco Aurélio, pelo desprovimento do recurso. Ele se posicionou no sentido de que filiados em momento posterior ao da formalização do processo do conhecimento e que, por esse motivo, não constaram da relação de nomes anexada à inicial da demanda não podem ser beneficiados pela eficácia da coisa julgada.

Com isso, votou pela constitucionalidade do artigo 2-A da Lei 9.494/1997, que estabelece o alcance dos efeitos de ações coletivas propostas por entidade associativa contra a Fazenda Pública. O vice-decano deixou claro em sua decisão que o processo não tratava da ação civil pública, que tem seus ritos e regras.

Os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber e Cármen Lúcia acompanharam o relator. O ministro Luís Roberto Barroso não participou do julgamento porque se declarou impedido. Para Fux, é necessário fazer a limitação para impedir que as pessoas se associem em diversas entidades só para aproveitar o resultado das ações, no momento da execução, que elas levam à Justiça. “A parte deve saber quem está do outro lado para não haver ferimento do princípio do contraditório e dificultar a ampla defesa.”

Para Gilmar Mendes, é preciso criar limites para não transformar a ação coletiva em “bomba atômica”. Ele lembrou que o STF já decidiu que apenas os membros que tenham dado autorização expressa para propositura das ações por entidades associativas poderão executar o título judicial. Mendes disse ainda que a decisão desta quarta não acabará com a tutela coletiva de direitos, lembrando que o novo Código de Processo Civil privilegia a formação de precedentes nas decisões judiciais e determina sua aplicação vinculante.

O ministro Ricardo Lewandowski foi o primeiro a abrir divergência, provendo o recurso da Associação dos Servidores da Justiça Federal no Paraná. O caso concreto envolve ação que pedia restituição por Imposto de Renda recolhido sobre férias não gozadas de servidores. Ele entendeu que a restrição do alcance do resultado das ações pode limitar o acesso à Justiça pela população, principalmente a mais pobre.

Por isso, defendeu o fortalecimento das ações coletivas que são feitas pelas associações. “Para o indivíduo, diferentemente do que ocorre com as grandes organizações, litigar representa grande sacrifício e desgaste pessoal. Daí a relevância da substituição por suas associações, que têm melhores condições de exercer sua defesa e, mais do que isso, têm o conhecimento jurídico necessário para identificar a lesão que, por mero desconhecimento, o indivíduo muitas vezes não terá como identificar”, disse.

Votaram dando parcial provimento ao recurso os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes. O mais novo membro da corte defendeu, para evitar uma multiplicidade de processos, a ampliação territorial da competência do órgão julgador. Ou seja, que a disputa encerrada em primeira instância valha para o residente em todo o território da jurisdição do Tribunal de Justiça ou do Tribunal Regional Federal. Já Fachin entendia que a pessoa deveria ser associada até a formulação do título a ser executado, na hora do trânsito em julgado da ação.

A tese aprovada, por unanimidade, foi a seguinte: “A eficácia subjetiva da coisa julgada formada a partir de ação coletiva, de rito ordinário, ajuizada por associação civil na defesa de interesses dos associados, somente alcança os filiados, residentes no âmbito da jurisdição do órgão julgador, que o sejam em momento anterior ou até a data da propositura da demanda, constantes de relação juntada à inicial do processo de conhecimento”. (Fonte: TST)



Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | Próxima






Travessa Guilherme de Almeida, 36 - 1º andar
Centro - CEP 87013-150 - Maringá/PR

Fone (044) 3227-2955 - Fax (044) 3031-2965

2015 - Sindicato dos Bancários de Maringá e região - Todos os direitos reservados.