Bancários

Sindicato de Maringá e Região

CONTEC
16° MIN 27° MÁX MARINGÁ
Seu Banco:


20/06/2017

Reforma trabalhista será votada nesta terça-feira 20 na CAS


A batalha do governo pela aprovação da reforma trabalhista terá um novo capítulo nesta terça-feira (20) quando o relatório será votado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).

Mesmo que o parecer seja rejeitado pelos parlamentares, o texto segue em tramitação e vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da apreciação final no plenário, esperada para acontecer na próxima semana.

O governo descarta a hipótese de acelerar o processo, mas, caso necessário, um acordo de líderes pode encurtar o calendário e levar o assunto diretamente ao plenário.

Após um acordo entre senadores governistas e da oposição há algumas semanas, ficou acertado que a votação do parecer produzido pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB­ES) ocorrerá nesta terça após debate de no máximo 90 minutos.

A presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB­SP), promete ser rígida com o tempo que será "marcado no relógio". Por isso, sugeriu na semana passada que parlamentares ­­especialmente da oposição, que tem marcado posição contra o projeto­­ "se organizem" para que todos consigam falar no prazo determinado.

Para aprovar o texto, é preciso maioria simples da Comissão composta por 21 parlamentares. Aprovado ou não, o projeto irá à CCJ no dia seguinte, quarta-feira (21). Lá, será apresentado o parecer do relator do tema nessa comissão, Romero Jucá (PMDB­RR), e deverá ser concedida vista coletiva.

O líder do governo no Senado tem forte atuação sobre o tema e acompanha todas as sessões que avaliam e debatem a reforma trabalhista na Casa. Com o objetivo de tentar anular qualquer estratégia da oposição para atrasar a tramitação, Jucá tem agido imediatamente após cada movimento dos opositores.

O líder do governo diz que o calendário combinado com a oposição será seguido à risca com votação da CCJ na manhã da quarta-feira seguinte (28). Após a votação, o texto pode ir ao plenário para a última etapa antes da sanção presidencial.

Vetos e MP 
O relatório que será votado nesta terça pede aprovação integral do projeto vindo da Câmara dos Deputados com a sugestão de alguns vetos. Essa foi a mesma recomendação dada pelo tucano Ferraço na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o texto foi aprovado.

Entre as alterações sugeridas, Ferraço pede veto à regra que prevê o contrato intermitente e sugere edição de uma medida provisória com salvaguardas ao trabalhador e regulamentação de setores que poderão usar esse tipo de contrato.

O senador solicita também rejeição à nova regra para o trabalho insalubre para gestantes e lactantes e afirma ser contra a revogação dos 15 minutos de intervalo para mulheres antes da hora extra.

Para evitar precarização das condições de trabalho, o relatório pede ainda veto e futura regulamentação sobre a redução do horário de almoço para 30 minutos. (Fonte: UOL)



19/06/2017

Reforma trabalhista: 13 pontos que vão mudar o modo como você trabalha hoje


Saiba como as propostas de mudança da CLT que constam no texto em tramitação no Senado e já aprovado pela Câmara vão impactar a sua vida (Fernanda Trisotto)

13 pontos da reforma trabalhista que vão mudar a sua vida
A reforma trabalhista propões mudanças na lógica da relação trabalhista e algumas delas vão impactar diretamente a sua vida. Fatiamento de férias, horas extras e novos tipos de jornada de trabalho são algumas dessas propostas, mas tem muita coisa nova na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Veja 13 pontos da reforma que poderão mudar a sua vida:

AUTONOMIA E FLEXIBILIDADE

Fim do acerto informal 
Todo mundo conhece alguém que “pediu” para ser mandado embora, fazendo um acordo informal com o empregador. Esse jeitinho, que geralmente envolve a devolução da multa sobre o saldo do FGTS por parte do funcionário, está com os dias contados.

O novo texto da CLT permite que patrão e empregado, de comum acordo, possam extinguir o contrato de trabalho. O funcionário terá direito a movimentar 80% do saldo do FGTS, mas não receberá o seguro-desemprego. A empresa, por sua vez, precisa pagar metade do aviso prévio e metade da multa sobre o depositado no fundo, ou seja 20%.

Novos tipos de jornadas... 
O brasileiro poderá ter dois novos tipos de jornada de trabalho regulamentadas: o teletrabalho (ou home office) e a jornada intermitente (em que o trabalhador recebe por hora e não há jornada fixa). No caso do teletrabalho, a proposta normatiza os critérios para se trabalhar em casa.

A jornada intermitente prevê o pagamento por hora – que não será inferior ao valor da hora do salário mínimo ou da categoria –, além do correspondente ao 13º salário e terço de férias. O empregador também precisa fazer o depósito de FGTS e contribuição previdenciária proporcionais. O funcionário deve ser convocado com antecedência de três dias para o serviço – e pode recusar. A jornada intermitente está na mira do Senado, que sugere a regulamentação desse tipo de trabalho por Medida Provisória.

... e mudanças em jornadas que já existem ... 
A reforma trabalhista também propões mudanças em regimes que já existem, como o de tempo parcial, e permite a jornada 12 x 36. No caso da jornada 12 x 36 (em que se trabalham 12 horas para descansar por 36 horas), a nova lei consolida algo que já é muito usado em alguns setores, como o da saúde – e permitiria até a adoção da jornada por acordo individual.

Já o regime de tempo parcial passa por uma modificação. Hoje, só são permitidas as contratações até 25 horas semanais, sem hora extra. Com a mudança, o trabalho neste regime pode ser de 30 horas semanais totais ou 26 horas semanais, com acréscimo de até seis horas extras.

Fim do imposto sindical obrigatório 
Todo trabalhador que é representado por um sindicato precisa pagar uma c
ontribuição sindical obrigatória, o famoso imposto sindical. Todo ano, é descontado do salário – geralmente em março – o valor equivalente a um dia de trabalho. Com a reforma trabalhista, essa contribuição passa a ser facultativa. Ou seja: é o trabalhador que decide se quer pagar o valor para o sindicato.

Negociado x Legislado 
A nova legislação dá mais força para as convenções coletivas, os acordos feitos entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. Pela proposta, o que é negociado e fixado em convenção coletiva passa a valer mais que a lei para 16 itens, como intervalo intrajornada e plano de cargos e salários. De outro lado, a proposta aponta 29 itens que não podem ser mudados pelos acordos entre patrões e empregados, como o salário mínimo, férias e licença-maternidade.

Pausa para o almoço 
Hoje em dia, o intervalo intrajornada – o popular intervalo para o almoço – deve ter duração de no mínimo uma hora. Com a reforma trabalhista, seria possível estabelecer em acordo individual ou convenção coletiva uma redução nessa pausa, respeitando um limite mínimo de 30 minutos de intervalo. O tempo “economizado” no intervalo seria descontado no final da jornada de trabalho, permitindo que o trabalhador deixe o serviço mais cedo.

Serviço efetivo 
O novo texto da CLT deixa claro que não pode ser considerado tempo à disposição do empregador – e, portanto, não será computado como hora extra – aquele período que exceder a jornada de trabalho, mas que o trabalhador decida passar dentro da empresa. Isso vale para a pessoa que optar por ficar mais tempo dentro da empresa em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas. Também vale para quem entrar ou permanecer nas dependências da empresa para realizar atividades particulares, como práticas religiosas, descanso, lazer, estudo, alimentação, atividades de relacionamento social, higiene pessoal e troca de roupa ou uniforme (quando a troca na empresa não for obrigatória).

Hora extra... 
A proposta de reforma mantém o limite de duas horas extras por dia, com pagamento de pelo menos 50% sobre o valor da hora. Mas um novo artigo prevê que o banco de horas, que já existe, também possa ser pactuado por acordo individual – e não apenas por convenção coletiva. Nesse caso, a compensação deve ocorrer em no máximo seis meses ou então os ajustes precisam ser mensais. Além disso, caso o contrato de trabalho seja rescindido sem a compensação desse banco de horas, o residual será pago como hora extra.

... tem limite 
Atualmente, quando o funcionário precisa extrapolar o limite de horas extras diárias, a empresa precisa justificar a razão de esse empregado ter ficado tanto tempo a mais no trabalho – o que geralmente ocorre em casos urgentes por serviço inadiável ou motivo de força maior. A proposta é de que as empresas não precisem mais comunicar essa jornada extraordinária ao Ministério do Trabalho. A justificativa é de que esse tipo de situação não é recorrente e, caso a empresa use esse tipo de artifício para fraudar a lei, o próprio empregado pode denunciar o caso de maneira anônima.

Horas in itinere 
Atualmente, o tempo de deslocamento do trabalhador que usa transporte fretado pela empresa é incorporado à jornada de trabalho. Ou seja: pode gerar o pagamento de hora extra ou compensação em caso de ultrapassar a jornada de trabalho. Com a nova proposta, esse período de deslocamento não passa a contar como jornada de trabalho. A mudança pode ser encarada como uma perda de direito ou uma possibilidade de motivar mais empresas a oferecerem um serviço de transporte para os funcionários.

Mulher, hora extra e insalubridade 
Atualmente, a CLT prevê que mulheres precisam fazer um intervalo de 15 minutos, obrigatório, antes de iniciar a hora extra. A Câmara dos Deputados quer retirar essa distinção, mas o Senado sugere que ela seja mantida. O posicionamento das duas Casas também se mantém na questão da mulher gestante ou lactante que trabalha em atividade, operação ou local insalubre. Durante a gravidez ou amamentação, a mulher deve ser afastada de suas atividades profissionais. E ambiente insalubre nesse caso pode ser até o hospital. O relatório da Câmara propões que a mulher possa continuar a trabalhar na função e local, desde que apresente um atestado médico. Já o Senado defende o veto a essa proposta.

Fatiamento das férias 
A nova proposta prevê o fatiamento das férias em até três períodos – e não apenas dois, como é atualmente. Desde que haja concordância entre empresa e empregado, as férias poderão ser fatiadas em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ter menos de cinco dias corridas cada um. Além disso, passa a ser vedado o início de férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

Prêmio’ no salário 
A reforma quer permitir que o empregador possa “premiar” o funcionário sem que isso seja considerado salário. A nova redação prevê que importâncias, mesmo que habituais, como ajuda de custo, vale-refeição, diárias de viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não podem ser base para incidência de encargo trabalhista e previdenciário. O argumento é que assim os empregadores poderiam pagar um valor extra, como prêmio, sem que isso incorpore ao salário e seja questionado judicialmente no futuro. (Fonte: Gazeta do Povo)




16/06/2017

Reforma trabalhista não garantirá geração de empregos, diz OIT


Não há evidências de que a reforma trabalhista em estudo no Brasil conseguirá gerar empregos. A avaliação é do diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen.


Reforma trabalhista: o diretor da entidade rebateu o discurso do governo federal de que a Reforma Trabalhista conseguirá melhorar as condições do mercado de trabalho (Agência Brasil/Agência Brasil)

O dirigente criticou o discurso de que o país vai “modernizar” a legislação trabalhista, mas sem estabelecer um objetivo. “Concordo em modernizar, mas parece que o objetivo é bem vago”, disse.

Em audiência conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, em maio, o diretor da entidade rebateu o discurso do governo federal de que a reforma trabalhista conseguirá melhorar as condições do mercado de trabalho.

“Sobre a compreensão dos impactos, essa afirmação de que a reforma vai gerar emprego tem pouca evidência”, disse, ao comentar que a experiência internacional mostra que nem sempre a mudança na legislação consegue gerar empregos e o ciclo econômico costuma importante na criação de postos de trabalho.

O dirigente da OIT defendeu que o Brasil deveria “definir melhor e ter objetivos claros” para a reforma trabalhista. Poschen nota ainda que a experiência internacional indica que é importante contar com um bom diagnóstico e é preciso “coerência das políticas”.

Poschen dá como exemplo o fato de o Brasil tocar as reformas trabalhista e a previdenciária ao mesmo tempo.

“A reforma trabalhista dialoga com a reforma da Previdência. Se essa reforma trabalhista mudar o mercado de trabalho, a base de cálculo usada na reforma da Previdência talvez tenha de ser revista”, disse. (Fonte: Diap)



16/06/2017

CAS pode votar relatório Ferraço à reforma trabalhista terça (20)


O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) leu, na última terça-feira (13), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o relatório sobre o projeto de reforma trabalhista sem apresentar alterações ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, recusando as mais de 200 emendas sugeridas no colegiado. O projeto (PLC 38/17), assim, pode ser votado na terça-feira (20) no colegiado.

A oposição apresentou votos em separado (relatórios alternativos). O primeiro a ler o texto alternativo foi o senador Paulo Paim (PT-RS), que pediu a rejeição da proposição por acreditar que não permitirá a criação de nenhum novo emprego, pois torna a legislação mais agressiva contra o trabalhador.

Na mesma linha, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), também, leram seus votos contra a matéria.

Proposta da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), aceita pela presidente da comissão, Marta Suplicy (PMDB-SP), vai garantir pelo menos uma hora e meia de debates para o encaminhamento da matéria antes da votação do projeto.

Mercado tem pressa 
O relatório restringiu-se a chancelar o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, no dia 26 de abril. O relator faz apenas sugestões ao presidente da República para que vete alguns pontos da matéria, que considera nebulosos.

O mercado, autor da proposta, que conduz o debate no Congresso quer aprovar logo a proposta. Preocupa-se que haja uma debacle política, em razão da sucessão diária da crise política, que pode prejudicar o andamento do projeto.

Destaque-se que, na CAS, a correlação de forças é absolutamente adversa aos trabalhadores. Dos 21 membros do colegiado espera-se que apenas sete votem contra o projeto que retira direitos dos trabalhadores.

Próximos passos 
Após aprovação pela CAS, o projeto será examinado na quarta-feira (21) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que por sua vez o votará na próxima quarta-feira (28). Em seguida, a matéria vai ao plenário, que poderá votá-la entre os dias 4 e 5 de julho. (Fonte: Diap)



13/06/2017

Reforma trabalhista é vista como negativa por 70% dos brasileiros, diz pesquisa


Apenas 3% dos entrevistados consideram que conseguiriam se aposentar com novas regras da Reforma da Previdência. Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião que trata da reforma trabalhista


Um levantamento feito pela CUT/Vox Populi aponta que as reformas trabalhista e da Previdência são vistas de forma negativa por grande parte dos trabalhadores brasileiros e o assunto tem causado insegurança na população. A pesquisa foi realizada neste mês nas capitais, regiões metropolitanas e interior de todos os Estados do país e indica que o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), tem rejeição de 75% dos entrevistados.

Um dos principais pontos das mudanças que estariam por vir é a prevalência da negociação coletiva sobre a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A pesquisa da CUT mostra que 68% dos entrevistados enxergam essa situação como muito mais favorecedora aos patrões do que aos próprios trabalhadores.

Outra medida que modifica bastante a relação de trabalho entre empresa e funcionário é o chamado contrato intermitente, que consiste na contratação dos trabalhadores por algumas horas ou dias por mês, com recebimento de salário de acordo com a quantidade de horas trabalhadas.

Se vier a ser aplicada, 89% dos entrevistados dizem que não teriam condições de manter suas famílias. A possibilidade também influencia o setor de crediários, já que 90% não teriam coragem de se comprometer com um financiamento em condições de trabalho temporário.

Em relação às mudanças previstas na reforma da Previdência, apenas 3% dos entrevistados consideram que conseguiriam se aposentar depois dos 40 anos de contribuição, enquanto 69% não vêem perspectivas de conseguir acessar os benefícios da aposentadoria. (Fonte: Brasil de Fato)



13/06/2017

Dia 30: novamente, vamos parar o país em greve geral


Depois de realizar, no dia 28 de abril, uma greve geral histórica, com a adesão de 40 milhões de trabalhadores, movimento sindical convoca nova greve geral para próximo dia 30/06


A intenção, segundo Claudecir, é parar novamente o país em um grande ato contra as reformas que predicarão a classe trabalhadora e os mais pobres.


“E temos de agir rápido e com muita união, garra e determinação. A reforma trabalhista, por exemplo, mesmo depois de todos os escândalos envolvendo  o próprio presidente, continua avançando no Senado. Sabemos que é nociva aos trabalhadores, precarizando ainda mais as relações de trabalho, e só beneficiam a classe patronal”, aponta.


“Depois de tantos escândalos envolvendo a classe política, com denúncias vindas a público, fica clara a quem esses políticos estão servindo. Estão lá a serviço de quem os financia, que é o mercado financeiro e as grandes empresas. Portanto, é contra tudo isso que vamos às ruas novamente e desde já convocamos a categoria bancária à adesão”, frisa. 



08/06/2017

Reformas trabalhistas não geram emprego, aponta OIT


Levantamento realizado em 110 países aponta que alterações em legislação trabalhista podem gerar até desemprego, segundo Clemente Ganz Lúcio (foto), do Dieese

Um levantamento realizado pela OIT - Organização Internacional do Trabalho, após a crise internacional de 2008, aponta que as 670 alterações no sistema coletivo de negociação e na legislação trabalhista de 110 países não tiveram nenhum impacto positivo na geração de emprego.

Esse dado foi informado pelo diretor do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, durante o MB com a Presidenta desta segunda, 6 de junho. Ele ainda ressaltou que essas alterações têm impacto nulo e que quando há crise economia, acabam gerando na verdade: desemprego.

“Você poderá ser contratado por cinco bancos e trabalhar zero hora. Ao final do mês você terá cinco contratos de trabalho sem ter trabalhado nenhum hora. Agora se o banco “A” te chamar para trabalhar no sábado para fazer um determinado atendimento, que ele resolveu fazer em um dia, você trabalha oito horas.

E no final do mês, você estará empregado recebendo por 8 horas ou zero hora, por exemplo. É o trabalho intermitente. Hoje isso é ilegal, mas pela reforma seria formal e legal”, destaca Clemente.

O diretor técnico do Dieese destaca ainda que se a reforma proposta pelo governo Temer for aprovada, haverá ainda mais precarização nas condições de trabalho, já que poderá haver contratação de trabalho formal por hora, permissão para que o trabalhador seja contratado em vários empregos e não prestar serviço para nenhum, e portanto não ser remunerado ou apenas ter seu salário baseado nas horas trabalhadas por mês.

“Do ponto de vista estatístico, essa reforma gerará emprego. Mas, no ponto de vista social e trabalhista, não”, finaliza Clemente. (Fonte: Seeb SP)



07/06/2017

Reunião da Mesa Permanente de Negociação CONTEC/CAIXA


Foi realizada nesta segunda-feira (05/06) reunião de negociação da mesa permanente da Caixa Econômica Federal, no Allia Gran Hotel, em Brasília DF.

Estiveram presentes os membros da representação dos empregados da Caixa da Comissão Contec sob a coordenação da Dra. Rumiko Tanaka e representantes da Caixa Econômica Federal, coordenada pelo superintende nacional, Sebastião Martins Andrade, para tratarem de temas importantes relacionados aos empregados da Caixa.

Esteve presente e representando esta Federação e seus Sindicatos filiados, o vice presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região, Carlos Roberto Rodrigues.

Feitas as apresentações das comissões, o coordenador da Caixa apresentou a gerente nacional Teresa Cristina, como sua substituta, que passará a coordenar a mesa nacional de negociação. Na sequência, foram abordados os seguintes assuntos:

DIA DE GREVE - O primeiro assunto a ser abordado foi a greve do dia 28 de abril. A Comissão Contec após os esclarecimentos sobre o dia de protesto, insistiu para que não seja considerado como falta não justificada a ausência no dia 28 de abril, pedindo para que não haja nenhum desconto em folha de pagamento.

Solicitou que os valores que já tenham sido descontados sejam repostos aos empregados na próxima folha de pagamento. Após as argumentações, a comissão Caixa informou que o assunto vem sendo avaliado pela empresa e que este ponto está passível de discussão.

REFORMA TRABALHISTA E TERCEIRIZAÇÃO - A Comissão Contec manifestou sua posição contrária às reformas trabalhistas e a terceirização, salientando as ameaças aos direitos dos trabalhadores e os riscos para a própria empresa, por se tratar de empresa pública. A Comissão Caixa declarou não ter estudos a respeito uma vez que as reformas trabalhistas ainda não foram implementadas e que a política de terceirização não sofreu alteração na caixa.

RH 184 - Questionada sobre esta nova posição adotada pela empresa quanto a nova metodologia e critérios para descomissionamento, a Caixa informou que estas regras já existiam no papel e que nunca se utilizou delas. Todavia agora, a utiliza como uma ferramenta para sua gestão no interesse da empresa, visando a qualidade e o resultado no exercício da função.

A Comissão Contec manifestou seu entendimento de que a Caixa pode estar se aproveitando deste normativo para evitar a incorporação, não sendo justa com os critérios que vem sendo adotados no RH 184.

Informou que esta situação traz descontentamento junto aos gestores com Função Gratificada e que não contribui em nada com o desempenho de suas atividades, deixando de oferecer aos mesmos a segurança e a tranquilidade necessária para o bom desempenho de suas funções. Assim, pediu que a Caixa avalie melhor suas posições com relação ao descomissionamento e valorize mais os empregados que ocupam funções gratificadas, deixando estas ameaças de lado.

A Comissão Caixa informou que esta é uma prerrogativa que só será utilizada quando demonstrado desinteresse pelo empregado nas funções que vem exercendo e que esta não será uma prática habitual, devendo para tanto proceder duas avaliações com feedback ao empregado. Disse também que no decorrer do ano muitos empregados tiveram a incorporação realizada, quando do interesse da empresa.

JORNADA DE TRABALHO – a Comissão Contec reforçou que a jornada de seis horas deve ser respeitada, e pediu que o SIPON seja melhor monitorado rigorosamente, inclusive com a implantação definitiva do login único em todas as estações para todos os sistemas. A Comissão informou que já implementou em vários sistemas o login único, e que vem aprimorando de forma a tornar mais efetivo a exatidão do ponto eletrônico e do acesso aos sistemas.

A Comissão Caixa também entende ser imprescindível a retomada das contratações para que a jornada seja respeitada, uma vez que com um quadro deficitário, os empregados acabam sendo obrigados a extrapolar a sua jornada, e muitas vezes sem o devido registro e remuneração.

BANCO VIRTUAL - Questionada a comissão caixa sobre o projeto agência digital, a mesma informou que já estão em piloto algumas unidades, como: São Paulo (2), Campinas, Goiânia, Rio de Janeiro, Brasília. As unidades não substituirão as agências físicas, estando destinadas ao atendimento de clientes com perfil de usuário digital. Hoje, elas atuam com negócios de outras unidades, não havendo previsão para atuarem com negócios próprios.

SAÚDE – A Contec oficializará a indicação de quatro membros, os quais farão parte do conselho consultivo do Saúde Caixa, representando os empregados em proporção paritária com os representantes da Caixa. Com relação a campanha de vacinação , a comissão Contec solicitou maior transparência e uniformização dos critérios adotados pelas GIPES regionais, inclusive com formalização junto aos sindicatos, com relação aos valores a serem ressarcidos e o tratamento que será dado aos dependentes.

PCMSO - A Comissão Contec reforçou seu pedido para que os exames sejam monitorados e que não sejam realizados a “toque de caixa” , como vem ocorrendo em algumas regiões. Pediu que a Caixa tenha uma coordenação mais efetiva neste processo e que se evite promover os exames/consultas nos locais de trabalho, de forma a evitar a exposição dos empregados, quando realizados em ambientes de muita exposição.

Reforçou para que a Caixa possa continuar aprimorando este processo, por se tratar de uma importante ferramenta para a saúde dos empregados. A Comissão Caixa se comprometeu a proceder os ajustes que se fizerem necessários para a melhoria do Programa.

SEGURANÇA – Considerando as ocorrências de assaltos nas unidades, a Comissão Contec reiterou a importância de se fazer um trabalho conjunto entre as áreas de engenharia e segurança quando da construção ou reformas dos prédios.

CARREIRAS PROFISSIONAIS – Foram apresentados demandas das carreiras dos profissionais das áreas de engenharia, arquitetura e advogados e dos auditores, que serão tratados em negociação específica com a caixa. Ao final , a coordenadora da Comissão Contec deu boas vindas à nova coordenadora Caixa na mesa de negociação, Teresa Cristina.

Na oportunidade a comissão Contec externou um profundo agradecimento ao coordenador da Comissão Caixa, Sebastião Martins Andrade, pela convivência cordial, honesta e transparente nestes vinte anos de mesa de negociação, onde foi possível alcançar importantes avanços e solução de conflitos em prol dos empregados. (Fonte: Contec)



07/06/2017

BB é condenado a pagar 7ª e 8ª horas aos assistentes de negócio


Além das horas extras, banco foi condenado a pagar os reflexos em descanso semanal, 13º salário, férias, licença-prêmio, licença-saúde, FGTS e contribuições para a Previ

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou favorável a ação coletiva movida pelo Sindicato dos Bancários de Brasília em favor dos Assistentes de Unidades de Negócios (Asnegs) do Banco do Brasil. A decisão foi publicada na sexta-feira (2).

A sentença, da 15ª Vara do Trabalho de Brasília, proferida pela juíza Audrey Choucair Vaz, condena o BB a pagar 2 horas extras diárias (7ª e 8ª horas) aos bancários que exerceram a função. Cabe recurso.

Além do pagamento das horas extras, o banco foi condenado a pagar os reflexos em descanso semanal, 13º salário, férias, licença-prêmio, licença-saúde, FGTS e contribuições para a Previ.

A ação coletiva beneficia a todos os bancários e bancárias, associados ou não ao Sindicato. Os sindicalizados têm a seu favor as interrupções de prescrição ajuizadas pelo Sindicato, recebendo as horas extras a partir da data em que a prescrição foi interrompida.

Isso quer dizer os bancários não sindicalizados recebem os cinco anos anteriores à entrada da ação coletiva, ou seja, recebem 7ª e 8ª horas a partir de 26 de abril de 2008. E os sindicalizados receberão contando a partir 16 de dezembro de 2004, conforme a data do protesto.

Vitória importante 
O Sindicato deu entrada nesta ação cobrando a 7ª e 8ª horas em 2013, após ter ajuizado com sucesso uma outra ação coletiva, em 2009, somente para que fosse reconhecido o direito à jornada de 6 horas para os Asnegs.

“Essa vitória vem num momento importante, para que os Assistentes de Negócios permaneçam unidos nesta ação, evitando a dispersão. Juntos alcançaremos a vitória”, ressalta a secretária de Assuntos Jurídicos do sindicato, Marianna Coelho, destacando, mais uma vez, a acertada estratégia jurídica adotada. (Fonte: Seeb/Brasília)



07/06/2017

Centrais definem 30 de junho como data de nova paralisação nacional


Dirigentes após reunião na sede da Nova Central As Centrais Sindicais aprovaram nesta segunda (5) um calendário de lutas no mês de junho, que deve culminar com nova greve nacional dia 30.

Em reunião na sede da Nova Central, em São Paulo, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, CSB decidiram também convocar para 20 de junho o Dia Nacional Mobilização Rumo à Greve Geral.

O calendário de ações prevê ainda que, de 6 a 23 deste mês, serão convocadas plenárias, assembleias e reuniões, em todo o Brasil, visando a construção do movimento.

Em nota, as Centrais destacam que “irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais, contra as reformas trabalhista e previdenciária e a terceirização indiscriminada” que o governo Temer tenta impor ao País.

A Agência Sindical conversou com o presidente da Nova Central São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), que considera o dia 30 a data mais apropriada para a paralisação de todas as categorias profissionais.

“Tivemos uma reunião produtiva, com a presença de muitos dirigentes das Centrais. Foi muito importante fechar um dia para a greve ocorrer, não deixando apenas um indicativo solto”, afirma.

A preparação da greve começa imediatamente e a data será referendada pelas categorias nas plenárias e assembleias estaduais. “Não podemos fazer uma greve pequena”, avalia João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical. Ele lembra que a Central irá acompanhar o desenrolar da mobilização, destacando a necessidade de que cada Sindicato, Federação e Confederação apoie a data.

“Vamos fazer uma grande greve, maior que a de 28 de abril”, ressalta Luiz Carlos Prates (Mancha), da executiva nacional da CSP-Conlutas.

Nova reunião - Ficou agendada nova reunião para organização da greve nesta quarta (7), às 10 horas, na sede do Dieese, região central da capital paulista. No encontro, deve ser definida a elaboração de um jornal unitário com quatro páginas, com circulação em todo o País. (Fonte: Repórter Sindical)



Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | Próxima






Travessa Guilherme de Almeida, 36 - 1º andar
Centro - CEP 87013-150 - Maringá/PR

Fone (044) 3227-2955 - Fax (044) 3031-2965

2015 - Sindicato dos Bancários de Maringá e região - Todos os direitos reservados.