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17/02/2017

Procon de Londrina fecha banco por descumprir tempo máximo de espera

O Procon de Londrina, no norte do Paraná, fechou uma agência bancária, na manhã desta terça-feira (14h), devido ao descumprimento do tempo máximo de espera por atendimento estabelecido por lei, que é de 15 minutos em dias normais.

O processo administrativo movido contra o banco durou aproximadamente um ano e foi aberto a partir de denúncias de consumidores.



O órgão informou que a agência do Banco Santander, localizada na Rua Minas Gerais, no Centro de Londrina, foi notificada durante o andamento do processo para que tomasse providências quanto ao tempo de espera na fila. Como não houve manifestação do banco, o alvará de licença para funcionamento da agência foi suspenso temporariamente, pelo prazo de sete dias.

De acordo com o coordenador do Procon de Londrina, Gustavo Richa, a lei determina que, a partir da quinta reclamação, o alvará pode ser suspenso.

Lei municipal
Uma lei municipal, de 1998, determina que agências e postos de serviços bancários devem garantir um tempo de espera de, no máximo, 15 minutos, em dias normais, e de meia hora, na véspera de feriado prolongado, um dia após o feriados e em dias de pagamento de funcionários públicos.

A legislação exige entrega de senha de atendimento ao consumidor, que contenha o horário de emissão. Em caso de descumprimento, o banco pode ser punido com advertência, multa e, por fim, suspensão do alvará de funcionamento.

Por meio de nota, o banco Santander informou que vai recorrer da decisão.


Sindicato apoia Rosinéia Balbino para Caref


17/02/2017

Sindicato apoia Rosinéia Balbino para Caref



Com aposentadoria incentivada, lucro do BB desaba


17/02/2017

Com aposentadoria incentivada, lucro do BB desaba

 
O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido ajustado de R$ 1,747 bilhão no quarto trimestre de 2016, resultado 34% inferior ao obtido no mesmo período do ano anterior. O número exclui o impacto das despesas não recorrentes de R$ 1,401 bilhão com o plano de aposentadorias incentivadas lançado pela instituição.

O lucro contábil, que inclui itens extraordinários, foi de R$ 963 milhões, com redução de 61,6% em relação aos três últimos meses de 2015. 
No ano passado como um todo, o lucro ajustado foi de 7,171 bilhões, o que representa queda de 38,2%. Analistas consultados pelo Valor previam lucro ajustado de R$ 2 bilhões para o BB entre outubro e dezembro.

As ações do banco, no entanto, estão entre as maiores altas do Ibovespa no dia. Às 14h49, BB ON avançava 2,45%, para R$ 32,64, frente às expectativas do mercado para o desempenho da instituição este ano.

A margem financeira bruta somou R$ 15,333 bilhões no quarto trimestre, o que representa alta de 7,5% na comparação com igual intervalo do ano anterior. A renda de tarifas avançou 6,3%, para R$ 6,361 bilhões.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 6,636 bilhões nos três últimos meses do ano passado, com alta de 9% frente ao terceiro trimestre e de 4,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Retorno ajustado 
O BB apresentou retorno sobre o patrimôni
o líquido anualizado ajustado (ROAE) de 7,2% no quarto trimestre do ano passado. Em 2016 como um todo, ficou em 7,5%. O retorno ajustado havia sido de 12% no quarto trimestre de 2015.

O presidente do BB, Paulo Caffarelli, tem afirmado que o objetivo é levar o retorno da instituição, no médio prazo, a um patamar parecido com o dos grandes bancos privados. Ou seja, em torno de 20%. Para isso, tem apostado em medidas de melhoria da eficiência operacional.

Caffarelli, no entanto, conseguiu entregar no quarto trimestre outra de suas metas — a de elevar o capital principal do BB a 9,5% até 2019. 
O BB fechou o ano passado com 9,6% de capital principal, aquele considerado de melhor qualidade, ante 9,1% em setembro e 8,2% em dezembro de 2015. 
O índice de Basileia aumentou para 18,6% no fim do ano passado, ante 17,6% em setembro e no fim do ano anterior.

Expectativas 
Em relatórios divulgados nesta manhã, analistas de diversas casas destacaram como ponto positivo da divulgação de resultados as metas traçadas pela instituição para 2017.

Para o Goldman Sachs, a meta do BB para o lucro líquido em 2017 parece ser “conservadora e alcançável”. O Banco do Brasil divulgou hoje uma projeção de lucro líquido ajustado para este ano entre R$ 9,5 bilhões e R$ 12,5 bilhões. Em 2016, o resultado foi de R$ 7,2 bilhões.

Pelos cálculos do Goldman Sachs, o banco atingirá R$ 10,1 bilhões de lucro neste ano, com parco crescimento do crédito, menores despesas com provisão para crédito e uma pequena pressão na margem.

O Credit Suisse também considerou os números do BB em linha com o esperado e prevê um resultado de R$ 11,6 bilhões. 
Para o BTG Pactual, as projeções para 2017 foram o ponto alto da divulgação de resultados do BB, apesar de não acompanharem as previsões mais otimistas feitas para provisão de crédito e despesas.

O ponto que deixou a desejar, segundo o BTG, diz respeito à rentabilidade. Os analistas dizem que a recuperação do retorno está acontecendo, mas de forma gradual. A rentabilidade do BB em 2016 foi de 7,5%. A preocupação dos analistas está relacionada à qualidade dos ativos. (Fonte: Valor Econômico)



17/02/2017

Itaú ultrapassa BB e se torna o maior banco do país


 
O Itaú Unibanco ultrapassou em dezembro o Banco do Brasil (BB) em ativos totais. Com isso, o Itaú tornou­se o maior banco do país.

O Itaú apresentou um total de R$ 1,425 trilhão de ativos ao fim de dezembro, enquanto o BB ficou com R$1,401 trilhão. Ao longo do último ano,os ativos do Itaú cresceram 4,8%, enquanto os do BB se mantiveram praticamente estáveis.

Nesta quinta­feira, o BB divulgou os resultados do quarto trimestre. A instituição obteve lucro líquido ajustado de R$ 1,747 bilhão no quarto rimestre de 2016, resultado 34% inferior ao obtido no mesmo período do ano anterior. O número exclui o impacto das despesas não recorrentes de R$ 1,401 bilhão com o plano de aposentadorias incentivadas lançado pela instituição.

O lucro contábil, que inclui itens extraordinários, foi de R$ 963 milhões, com redução de 61,6% em relação aos três últimos meses de 2015.

No último dia 7, o Itaú divulgou seu balanço, com lucro líquido recorrente R$ 5,817 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2015 em bases pro forma, incluindo o CorpBanca em todo o período analisado. De janeiro a dezembro de 2016, o banco lucrou R$ 22,150 bilhões, com redução de 7%.

Em termos contábeis, o lucro do Itaú recuou 2,7% no quarto trimestre, para R$ 5,543 bilhões, e 7,4% no ano passado como um todo, quando somou R$ 21,639 bilhões. (Fonte: Valor Econômico)



15/02/2017

Brasileiro poderá trabalhar 14 horas diárias sem receber horas extras


Reforma trabalhista permite que sindicatos e empregadores estendam a jornada de trabalhadores sem aumento da remuneração (André Campos)
A reforma trabalhista do governo Michel Temer pode permitir que horas de trabalho antes remuneradas como horas extras sejam incorporadas à jornada normal sem pagamento adicional. Atualmente, todo empregado que faz hora extra tem direito a receber um adicional de, no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal.

Isso acontece porque a proposta permite que sindicatos e empregadores negociem jornadas de até 220 horas mensais, mas não estabelece critérios claros para diferenciar o que seria, dentro desse limite, horário regular ou trabalho extraordinário.

“A intenção é justamente permitir acordos coletivos com jornadas longas, de 10, 12 ou até 14 horas num dia, sem o pagamento de horas extras”, avalia Valdete Severo, juíza do Trabalho no Rio Grande do Sul.

Na ponta do lápis, o prejuízo ao trabalhador pode ser grande. Alguém que ganha dois salários mínimos, 1.874 mil reais, pode perder cerca de 366,28 reais por mês – o equivalente a 20% da renda. Isso aconteceria no caso desse funcionário trabalhar todas as 220 horas mensais previstas na proposta, o que soma 2.640 horas ao ano. De acordo com as regras atuais, ao menos 344 horas na jornada anual desse funcionário seriam horas extras.

Esta é, na verdade, uma estimativa conservadora. As perdas do trabalhador seriam ainda maiores se levássemos em conta os feriados e os casos de trabalho aos domingos, quando as horas extras precisam ser pagas com 100% de acréscimo.

Outra mudança importante será na remuneração por produtividade, que passa a ficar sujeita aos arranjos feitos em acordos e convenções coletivas. O maior receio é que isso desobrigue empregadores a pagar o piso de categorias ou até mesmo o salário mínimo.

Para Jorge Ferreira dos Santos Filho, coordenador da Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais, esses são problemas que já acontecem na prática no meio rural, mas que são passíveis de punição pela justiça.

Um exemplo é a colheita do café. Trabalhadores recebiam menos do que o salário mínimo em ao menos metade de 30 cafezais inspecionados pelo Ministério Público do Trabalho na região sul da Bahia entre maio e agosto de 2016.

Segundo o procurador Ilan Fonseca, que coordenou as ações, a remuneração da lata – medida de aproximadamente 60 litros onde os empregados colocam o café colhido – gira em torno de dois a quatro reais, dependendo do local. “Muitos, especialmente os mais idosos, não conseguem receber mais do que 500 reais ou 600 reais”, relatou o procurador. (Fonte: Carta Capital)


Coordenação Sindical discute Reforma da Previdência


14/02/2017

Coordenação Sindical discute Reforma da Previdência


 

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 10/02, reunião da Coordenação Sindical Trabalhista de Maringá, com diversos assuntos de interesse dos trabalhadores na pauta. Foram tratados, entre outros, sobre a Reforma Previdenciária.

Estiveram presentes os  diretores do Sindicato:  presidente Carlos Roberto Rodrigues, Edson Mosca, Aldi César Mertz, Vilmar Alves Feitosa e Luiz Pereira.


Resultado da reunião com o banco Itaú-Unibanco


14/02/2017

Resultado da reunião com o banco Itaú-Unibanco


A Comissão do Banco Itaú-Unibanco reuniu-se em São Paulo na última sexta-feira, dia (10/02), às 14 h. A comissão que é formada por dirigentes das Federações e Sindicatos, discutiu sobre a seguinte PAUTA: Vale Cultura, Licença Maternidade/Paternidade e Assuntos Regionais.

Estiveram presentes e representado esta federação e seus sindicatos filiados, os diretorer do Sindicato dos Bancário de Ponta Grossa, Julio Merenda e Osmar Javorski.

Vale Cultura 
Sobre o vale cultura, o Itaú-Unibanco aguarda a publicação da medida provisória, que regulamenta a continuidade do pagamento do vale cultura. Até o momento não temos conhecimento da publicação desta medida. O deputado do Roberto Freire (PPS) propôs a continuidade do pagamento tendo em vista sua importância aos trabalhadores.

Licença Maternidade/Paternidade 
O Itaú-Unibanco segue concedendo a Licença Maternidade nos moldes anteriores, já a Licença Paternidade, ampliada de 5 para 20 dias, passou a ser concedida na convenção atual 2016-2018, inclusive a pais adotivos.

Para gozar do benefício é necessário que o pai encaminhe a certidão de nascimento e, apresente o certificado, que participou do curso específico de como cuidar de recém-nascido.

O banco Itaú-Unibanco já elaborou curso específico, cujo o pai poderá participar da certificação, segue anexo.

Assuntos regionais 
Foram colocados para o Banco vários assuntos. Como novamente a instalação imediata de portas de segurança nas agências, em tiveras suas portas-giratórios retiradas e cuja a Lei municipal a obriga, a exemplo de Manaus (AM).

Lojas e agências estão sendo invadidas, é necessário que o Banco cumpra as Leis municipais.

Emissão de CAT 
A emissão de CAT deverá ser verdadeiramente como são os fatos.

Agências Virtuais 
A CONTEC ficou preocupada com quadro funcional do Itaú-Unibanco, após ter ciência de reportagem jornalística, que conclui que daqui sete anos, 70% serão das agências do banco serão virtuais e o restante, somente 30% delas serão físicas. Porém os representantes do Itaú disseram que estão fazendo vários estudos a respeito do futuro do banco.

Valorização dos funcionários quando atingem os 30 anos de trabalho

Os representantes do Itaú disseram que não será mais como os anos anteriores, o reconhecimento será diferenciado e que ainda está em estudo.

Reuniões 
Outras reuniões serão programadas, breve passaremos calendário de reuniões do Itaú-Unibanco. (Fonte - Contec)


Licença-paternidade de 20 dias já está valendo no Itaú-Unibanco


14/02/2017

Licença-paternidade de 20 dias já está valendo no Itaú-Unibanco


O Banco Itaú-Unibanco distribuiu comunicado interno aos seus funcionários anunciando que já está praticando a licença paternidade de 20 dias. No entanto, os interessados devem solicitar a prorrogação por escrito.

Segundo informações do banco, os pais de filhos nascidos a partir de 27 de dezembro de 2016 também poderão requerer os 15 dias adicionais. Isso deve ser feito no prazo de 90 dias a contar do envio do comunicado interno do banco, após alinhamento do período de afastamento com o gestor.

Confira abaixo alguns esclarecimentos importantes sobre a licença-paternidade do Itaú-Unibanco:

1. O que é a licença paternidade? 
É um benefício previsto em Lei que permite ao colaborador se ausentar a partir do nascimento da criança.

2. O que é a prorrogação da Licença Paternidade? 
É um benefício regulamentado por lei que permite que o colaborador prorrogue por mais 15 dias a licença paternidade.

3. Como eu sei se tenho direito à prorrogação da licença paternidade? 
A prorrogação da Licença Paternidade está condicionada à empresa na qual a colaborador está lotado e que tenha aderido ao "Programa Empresa Cidadã", Anexo D-3 da Circular RP-11.

4. Quais documentos são aceitos como comprovação da licença/prorrogação paternidade? 
Sem prorrogação:

· Certidão de nascimento do recém-nascido.

Com prorrogação:

· Certidão de nascimento do recém-nascido;

· Carta de próprio punho, contendo: nome da empresa, data, nome, funcional e data de início da licença paternidade;

· Comprovante de participação, através de certificado, em programa ou curso de orientação sobre paternidade responsável.

5. Como eu faço para solicitar a licença/prorrogação da licença paternidade? 
Você deve encaminhar a documentação comprobatória ao seu gestor até 02 (dois) dias úteis consecutivos após o nascimento.

6. Quem fará o cadastro da minha licença em sistema? Qual é o prazo? 
O gestor deverá anexar documentação comprobatória no prazo de até 02 (dois) dias úteis consecutivos a contar da recepção dos documentos para que a Unidade de Licenças efetue a análise e cadastramento em sistema.

Importante! Somente o o gestor tem acesso para cadastrar a licença.

· Sem prorrogação: Portal Itaú Unibanco > meu trabalho > gestão > férias, recessos e licenças > cadastro de licenças > cadastrar licença até 15 dias

· Com prorrogação: Portal Itaú Unibanco > meu trabalho > gestão > férias, recessos e licenças > cadastro de licenças > cadastrar licença superior a 15 dias

7. Como funciona a licença paternidade no casos de adoção? 
O tempo de prorrogação da Licença Paternidade não sofre alteração. O colaborador deverá entregar a mesma documentação e o termo de adoção ou sentença judicial no prazo de até 02 (dois) dias úteis consecutivos.

8. Onde faço os cursos de paternidade responsável? 
Os cursos podem ser realizados em ONGs, instituições religiosas, hospitais, clínicas, prefeituras, sindicatos da categoria, associações e deve ser apresentado o certificado de participação.

9. O banco oferece cursos de apoio a paternidade? 
Sim, os colaboradores poderão se inscrever no Fique Ok através do telefone 0800 773 2930 para participarem do curso de paternidade responsável online.

Colaboradores de São Paulo e Grande São Paulo, podem participar do curso Bebê a Bordo, realizado mensalmente.

Em ambas as opções será entregue o certificado de participação ao final.

10. Qual o prazo e o procedimento para solicitar a prorrogação da paternidade para os bebês nascidos a partir de 27/12/2016? 
Você deverá acordar com o seu gestor a melhor data para o afastamento no prazo de 90 dias após o envio do comunicado corporativo (01/02/2017). O procedimento é o mesmo exigido para os casos não retroativos.

11. O gestor deverá efetuar o ajuste da ausência no ponto eletrônico? 
Não, o gestor deverá cadastrar a licença no Portal Itaú Unibanco. A informação refletirá automaticamente no ponto eletrônico, após efetivação da licença em sistema.

12. Posso sair de férias na sequência da minha Licença Paternidade? Como eu faço? 
Sim, é possível, desde que você tenha período aquisitivo vencido. O cadastro é realizado normalmente, se for necessário realizar alguma alteração na sua ausência, o gestor poderá fazê-la com até 20 dias antes do início das férias.

13. O que acontece se a Licença Paternidade se iniciar durante as férias? 
Nesse caso, as férias são interrompidas e retomadas na sequência da Licença Paternidade.

14. O que acontece se a Licença Paternidade se iniciar antes das férias? 
As férias serão automaticamente canceladas, o gestor ou o colaborador deverá reprogramá-las dentro do prazo de 20 dias antes do inicio das férias.

15. E o plano de saúde do meu bebê? Como eu faço para cadastrá-lo em sistema? 
Para solicitação de inclusão do seu filho no plano de saúde, você deverá acessar a rota: feito para mim > painel do colaborador > plano médico e odontológico > plano médico > incluir dependentes > acessar link > Incluir novo dependente. (Fonte: Contec com Comunicado do Itaú-Unibanco)



14/02/2017

HSBC é condenado a indenizar bancário por exigir trabalho durante greve


A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve condenação imposta ao HSBC Bank Brasil S.A. – Banco Múltiplo por ter impedido um analista de serviços de participar de greve. O trabalhador tentou aumentar o valor da indenização, fixado em R$ 20 mil, mas os ministros o consideraram razoável e proporcional às condutas praticadas pelo banco.

A quantia foi deferida pelo juízo da 7ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR), ao confirmar denúncia do bancário de que seus superiores o proibiam de realizar greve.

A sentença se baseou em depoimento de testemunha, colega de serviço do analista, que relatou condutas do HSBC para impedir a participação: ligações com o intuito de definir outro local para realizar as tarefas, plano de contingênciaDescrição: http://www.feebpr.org.br/images/HSBC_Justica070114.jpg para orientar o trabalho e o comportamento dos empregados nesses períodos e fiscalização da chefia sobre o cumprimento da jornada. Segundo a depoente, a empresa até contratou helicóptero para levar o analista ao prédio da instituição.

O HSBC argumentou que apenas procurava alternativas para quem quisesse trabalhar durante as greves, pois os manifestantes montavam barreiras nos locais de serviço. Contudo, o juiz entendeu que o empregador atentou contra o direito de greve, previsto no artigo 9º da Constituição Federal, ao coagir os empregados a não participar das paralisações.

Nos termos da sentença, em vez da coação, o banco poderia questionar judicialmente a legitimidade da greve, se com ela não concordasse. A indenização de R$ 20 mil foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), mas o analista recorreu ao TST para majorar o valor.

Relatora do recurso de revista, a ministra Maria Cristina Peduzzi concluiu que o TRT, ao não alterar a quantia indenizatória, se pautou pelo princípio da razoabilidade, de acordo com os critérios de justiça e equidade. Por unanimidade, a Oitava Turma não conheceu do recurso. (Guilherme Santos/CF) Processo: RR-433-55.2013.5.09.0007(Fonte - SCS/TST)



13/02/2017

Bradesco, Itaú, Santander e Safra doaram para relator da reforma da Previdência


Parlamentares questionaram indicação do presidente que teve campanha financiada por interessados em previdência privada 

Depois de muita confusão, a comissão especial mista que vai apreciar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, referente à reforma da Previdência, foi instalada dia 09, e, poucos minutos depois, já deu início aos trabalhos.

Os deputados contestaram a forma de indicação do presidente da comissão, questionaram a isenção do relator e a quebra do regimento interno com manobras dos governistas para manter o controle do colegiado. Muitos recursos foram apresentados e ficaram de ser avaliados.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) teve 22 votos e presidirá a comissão. Disputaram o cargo com ele Pepe Vargas (PT-RS), que recebeu oito votos, e Major Olímpio (SD-SP), com quatro. A oposição questionou o fato de Marun ter sido indicado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sem que fossem levadas em conta questões como a proporcionalidade de cada bancada.

Marun é conhecido pela defesa de posturas conservadoras na Casa, por ser ligado ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e por ter apoiado o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

O relator da PEC é Arthur Maia (PPS-BA) (foto). O deputado foi alvo de recurso apresentado pela bancada do Psol, de autoria do deputado Ivan Valente (SP), que questionou a sua isenção para relatar uma matéria sobre o tema, por ter recebido financiamento de campanha de empresas e bancos relacionados ao setor de previdência privada. “O que faz com que, declaradamente, ele não tenha condições de ocupar a relatoria, já que estas empresas possuem interesse na mudança das regras previdenciárias.”

Uma das empresas patrocinadoras do deputado citada pelo parlamentar do Psol é a Bradesco Vida e Previdência – que fez doações de R$ 300 mil para a campanha de Arthur Maia em 2014. Também financiaram a campanha de Maia, segundo nota do UOL, Itaú Unibanco (R$ 100 mil), Safra (R$ 30 mil) e Santander (R$ 100 mil) – instituições financeiras que negociam planos de previdência privada.

O terceiro questionamento foi à substituição do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) por Reinhold Stephanes (PSD-PR), que ocupa o cargo de deputado como suplente – o que é proibido pelo regimento interno. Stephanes não foi eleito na campanha de 2014 e está ocupando mandato de deputado em substituição a um colega do seu estado.

“Estou cumprindo meu oitavo mandato como deputado e todos sabem que sempre atuei na área de propostas vinculadas à Previdência. Não é justo que agora eu fique de fora dessa discussão na comissão especial por meio de uma manobra espúria. Se estão querendo mudar o regimento daqui por diante que assumam isso e nos avisem. Mas estou recorrendo da decisão porque exijo respeito”, afirmou Faria de Sá.

Pepe Vargas, que se apresentou como candidato à presidência em oposição a Marun, destacou que a condução dos trabalhos precisa ser feita “com base no princípio da independência do Legislativo, respeito ao regimento interno e garantia do amplo debate, com a participação da sociedade brasileira”.

Erika Kokay (PT-DF) apresentou recurso em função do que considerou desrespeito à proporcionalidade e um pedido para que os trabalhos da comissão sejam suspensos nos próximos dias, até que seja tomada alguma decisão pela mesa diretora da Casa sobre os recursos.

Audiências e seminário 
“Estou entrando nesse debate com o coração aberto, disposição para ouvir os argumentos e empenho em trabalhar de forma correta e o mais respeitosa possível sobre o tema”, disse Arthur Maia. O relator pretende apresentar plano de trabalho na próxima terça-feira (14), com entrega do seu parecer sobre a PEC na segunda quinzena de março.

Até lá, afirmou que vai convocar oito audiências públicas com especialistas diversos. O parlamentar também pediu à Câmara a realização de um seminário internacional, para discutir sistemas de Previdência observados em outros países. “Não tenho dúvida de que esta é a matéria mais polêmica, mais difícil desta legislatura”, destacou.

A líder do PCdoB, deputada Alice Portugal (BA), protestou, em resposta ao relator, que não é possível ser feito um debate sério na Casa se não for mostrada e debatida, antes, a situação do sistema de assistência social do país.

“Antes de o Congresso pensar em instalar esta comissão, deveria ter aberto uma comissão geral para avaliar a questão da seguridade social como um todo”, disse. “A proposta que foi apresentada pelo Executivo e aqui está não tem remendo, porque vai retirar direitos. Deixo aqui o protesto do meu partido com essa instalação prematura e açodada.” (Fonte: Rede Brasil Atual/Hylda Cavalcanti)



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