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17/02/2017

Itaú ultrapassa BB e se torna o maior banco do país


 
O Itaú Unibanco ultrapassou em dezembro o Banco do Brasil (BB) em ativos totais. Com isso, o Itaú tornou­se o maior banco do país.

O Itaú apresentou um total de R$ 1,425 trilhão de ativos ao fim de dezembro, enquanto o BB ficou com R$1,401 trilhão. Ao longo do último ano,os ativos do Itaú cresceram 4,8%, enquanto os do BB se mantiveram praticamente estáveis.

Nesta quinta­feira, o BB divulgou os resultados do quarto trimestre. A instituição obteve lucro líquido ajustado de R$ 1,747 bilhão no quarto rimestre de 2016, resultado 34% inferior ao obtido no mesmo período do ano anterior. O número exclui o impacto das despesas não recorrentes de R$ 1,401 bilhão com o plano de aposentadorias incentivadas lançado pela instituição.

O lucro contábil, que inclui itens extraordinários, foi de R$ 963 milhões, com redução de 61,6% em relação aos três últimos meses de 2015.

No último dia 7, o Itaú divulgou seu balanço, com lucro líquido recorrente R$ 5,817 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2015 em bases pro forma, incluindo o CorpBanca em todo o período analisado. De janeiro a dezembro de 2016, o banco lucrou R$ 22,150 bilhões, com redução de 7%.

Em termos contábeis, o lucro do Itaú recuou 2,7% no quarto trimestre, para R$ 5,543 bilhões, e 7,4% no ano passado como um todo, quando somou R$ 21,639 bilhões. (Fonte: Valor Econômico)



15/02/2017

Brasileiro poderá trabalhar 14 horas diárias sem receber horas extras


Reforma trabalhista permite que sindicatos e empregadores estendam a jornada de trabalhadores sem aumento da remuneração (André Campos)
A reforma trabalhista do governo Michel Temer pode permitir que horas de trabalho antes remuneradas como horas extras sejam incorporadas à jornada normal sem pagamento adicional. Atualmente, todo empregado que faz hora extra tem direito a receber um adicional de, no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal.

Isso acontece porque a proposta permite que sindicatos e empregadores negociem jornadas de até 220 horas mensais, mas não estabelece critérios claros para diferenciar o que seria, dentro desse limite, horário regular ou trabalho extraordinário.

“A intenção é justamente permitir acordos coletivos com jornadas longas, de 10, 12 ou até 14 horas num dia, sem o pagamento de horas extras”, avalia Valdete Severo, juíza do Trabalho no Rio Grande do Sul.

Na ponta do lápis, o prejuízo ao trabalhador pode ser grande. Alguém que ganha dois salários mínimos, 1.874 mil reais, pode perder cerca de 366,28 reais por mês – o equivalente a 20% da renda. Isso aconteceria no caso desse funcionário trabalhar todas as 220 horas mensais previstas na proposta, o que soma 2.640 horas ao ano. De acordo com as regras atuais, ao menos 344 horas na jornada anual desse funcionário seriam horas extras.

Esta é, na verdade, uma estimativa conservadora. As perdas do trabalhador seriam ainda maiores se levássemos em conta os feriados e os casos de trabalho aos domingos, quando as horas extras precisam ser pagas com 100% de acréscimo.

Outra mudança importante será na remuneração por produtividade, que passa a ficar sujeita aos arranjos feitos em acordos e convenções coletivas. O maior receio é que isso desobrigue empregadores a pagar o piso de categorias ou até mesmo o salário mínimo.

Para Jorge Ferreira dos Santos Filho, coordenador da Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais, esses são problemas que já acontecem na prática no meio rural, mas que são passíveis de punição pela justiça.

Um exemplo é a colheita do café. Trabalhadores recebiam menos do que o salário mínimo em ao menos metade de 30 cafezais inspecionados pelo Ministério Público do Trabalho na região sul da Bahia entre maio e agosto de 2016.

Segundo o procurador Ilan Fonseca, que coordenou as ações, a remuneração da lata – medida de aproximadamente 60 litros onde os empregados colocam o café colhido – gira em torno de dois a quatro reais, dependendo do local. “Muitos, especialmente os mais idosos, não conseguem receber mais do que 500 reais ou 600 reais”, relatou o procurador. (Fonte: Carta Capital)



14/02/2017

Coordenação Sindical discute Reforma da Previdência


 

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 10/02, reunião da Coordenação Sindical Trabalhista de Maringá, com diversos assuntos de interesse dos trabalhadores na pauta. Foram tratados, entre outros, sobre a Reforma Previdenciária.

Estiveram presentes os  diretores do Sindicato:  presidente Carlos Roberto Rodrigues, Edson Mosca, Aldi César Mertz, Vilmar Alves Feitosa e Luiz Pereira.



14/02/2017

Resultado da reunião com o banco Itaú-Unibanco


A Comissão do Banco Itaú-Unibanco reuniu-se em São Paulo na última sexta-feira, dia (10/02), às 14 h. A comissão que é formada por dirigentes das Federações e Sindicatos, discutiu sobre a seguinte PAUTA: Vale Cultura, Licença Maternidade/Paternidade e Assuntos Regionais.

Estiveram presentes e representado esta federação e seus sindicatos filiados, os diretorer do Sindicato dos Bancário de Ponta Grossa, Julio Merenda e Osmar Javorski.

Vale Cultura 
Sobre o vale cultura, o Itaú-Unibanco aguarda a publicação da medida provisória, que regulamenta a continuidade do pagamento do vale cultura. Até o momento não temos conhecimento da publicação desta medida. O deputado do Roberto Freire (PPS) propôs a continuidade do pagamento tendo em vista sua importância aos trabalhadores.

Licença Maternidade/Paternidade 
O Itaú-Unibanco segue concedendo a Licença Maternidade nos moldes anteriores, já a Licença Paternidade, ampliada de 5 para 20 dias, passou a ser concedida na convenção atual 2016-2018, inclusive a pais adotivos.

Para gozar do benefício é necessário que o pai encaminhe a certidão de nascimento e, apresente o certificado, que participou do curso específico de como cuidar de recém-nascido.

O banco Itaú-Unibanco já elaborou curso específico, cujo o pai poderá participar da certificação, segue anexo.

Assuntos regionais 
Foram colocados para o Banco vários assuntos. Como novamente a instalação imediata de portas de segurança nas agências, em tiveras suas portas-giratórios retiradas e cuja a Lei municipal a obriga, a exemplo de Manaus (AM).

Lojas e agências estão sendo invadidas, é necessário que o Banco cumpra as Leis municipais.

Emissão de CAT 
A emissão de CAT deverá ser verdadeiramente como são os fatos.

Agências Virtuais 
A CONTEC ficou preocupada com quadro funcional do Itaú-Unibanco, após ter ciência de reportagem jornalística, que conclui que daqui sete anos, 70% serão das agências do banco serão virtuais e o restante, somente 30% delas serão físicas. Porém os representantes do Itaú disseram que estão fazendo vários estudos a respeito do futuro do banco.

Valorização dos funcionários quando atingem os 30 anos de trabalho

Os representantes do Itaú disseram que não será mais como os anos anteriores, o reconhecimento será diferenciado e que ainda está em estudo.

Reuniões 
Outras reuniões serão programadas, breve passaremos calendário de reuniões do Itaú-Unibanco. (Fonte - Contec)



14/02/2017

Licença-paternidade de 20 dias já está valendo no Itaú-Unibanco


O Banco Itaú-Unibanco distribuiu comunicado interno aos seus funcionários anunciando que já está praticando a licença paternidade de 20 dias. No entanto, os interessados devem solicitar a prorrogação por escrito.

Segundo informações do banco, os pais de filhos nascidos a partir de 27 de dezembro de 2016 também poderão requerer os 15 dias adicionais. Isso deve ser feito no prazo de 90 dias a contar do envio do comunicado interno do banco, após alinhamento do período de afastamento com o gestor.

Confira abaixo alguns esclarecimentos importantes sobre a licença-paternidade do Itaú-Unibanco:

1. O que é a licença paternidade? 
É um benefício previsto em Lei que permite ao colaborador se ausentar a partir do nascimento da criança.

2. O que é a prorrogação da Licença Paternidade? 
É um benefício regulamentado por lei que permite que o colaborador prorrogue por mais 15 dias a licença paternidade.

3. Como eu sei se tenho direito à prorrogação da licença paternidade? 
A prorrogação da Licença Paternidade está condicionada à empresa na qual a colaborador está lotado e que tenha aderido ao "Programa Empresa Cidadã", Anexo D-3 da Circular RP-11.

4. Quais documentos são aceitos como comprovação da licença/prorrogação paternidade? 
Sem prorrogação:

· Certidão de nascimento do recém-nascido.

Com prorrogação:

· Certidão de nascimento do recém-nascido;

· Carta de próprio punho, contendo: nome da empresa, data, nome, funcional e data de início da licença paternidade;

· Comprovante de participação, através de certificado, em programa ou curso de orientação sobre paternidade responsável.

5. Como eu faço para solicitar a licença/prorrogação da licença paternidade? 
Você deve encaminhar a documentação comprobatória ao seu gestor até 02 (dois) dias úteis consecutivos após o nascimento.

6. Quem fará o cadastro da minha licença em sistema? Qual é o prazo? 
O gestor deverá anexar documentação comprobatória no prazo de até 02 (dois) dias úteis consecutivos a contar da recepção dos documentos para que a Unidade de Licenças efetue a análise e cadastramento em sistema.

Importante! Somente o o gestor tem acesso para cadastrar a licença.

· Sem prorrogação: Portal Itaú Unibanco > meu trabalho > gestão > férias, recessos e licenças > cadastro de licenças > cadastrar licença até 15 dias

· Com prorrogação: Portal Itaú Unibanco > meu trabalho > gestão > férias, recessos e licenças > cadastro de licenças > cadastrar licença superior a 15 dias

7. Como funciona a licença paternidade no casos de adoção? 
O tempo de prorrogação da Licença Paternidade não sofre alteração. O colaborador deverá entregar a mesma documentação e o termo de adoção ou sentença judicial no prazo de até 02 (dois) dias úteis consecutivos.

8. Onde faço os cursos de paternidade responsável? 
Os cursos podem ser realizados em ONGs, instituições religiosas, hospitais, clínicas, prefeituras, sindicatos da categoria, associações e deve ser apresentado o certificado de participação.

9. O banco oferece cursos de apoio a paternidade? 
Sim, os colaboradores poderão se inscrever no Fique Ok através do telefone 0800 773 2930 para participarem do curso de paternidade responsável online.

Colaboradores de São Paulo e Grande São Paulo, podem participar do curso Bebê a Bordo, realizado mensalmente.

Em ambas as opções será entregue o certificado de participação ao final.

10. Qual o prazo e o procedimento para solicitar a prorrogação da paternidade para os bebês nascidos a partir de 27/12/2016? 
Você deverá acordar com o seu gestor a melhor data para o afastamento no prazo de 90 dias após o envio do comunicado corporativo (01/02/2017). O procedimento é o mesmo exigido para os casos não retroativos.

11. O gestor deverá efetuar o ajuste da ausência no ponto eletrônico? 
Não, o gestor deverá cadastrar a licença no Portal Itaú Unibanco. A informação refletirá automaticamente no ponto eletrônico, após efetivação da licença em sistema.

12. Posso sair de férias na sequência da minha Licença Paternidade? Como eu faço? 
Sim, é possível, desde que você tenha período aquisitivo vencido. O cadastro é realizado normalmente, se for necessário realizar alguma alteração na sua ausência, o gestor poderá fazê-la com até 20 dias antes do início das férias.

13. O que acontece se a Licença Paternidade se iniciar durante as férias? 
Nesse caso, as férias são interrompidas e retomadas na sequência da Licença Paternidade.

14. O que acontece se a Licença Paternidade se iniciar antes das férias? 
As férias serão automaticamente canceladas, o gestor ou o colaborador deverá reprogramá-las dentro do prazo de 20 dias antes do inicio das férias.

15. E o plano de saúde do meu bebê? Como eu faço para cadastrá-lo em sistema? 
Para solicitação de inclusão do seu filho no plano de saúde, você deverá acessar a rota: feito para mim > painel do colaborador > plano médico e odontológico > plano médico > incluir dependentes > acessar link > Incluir novo dependente. (Fonte: Contec com Comunicado do Itaú-Unibanco)



14/02/2017

HSBC é condenado a indenizar bancário por exigir trabalho durante greve


A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve condenação imposta ao HSBC Bank Brasil S.A. – Banco Múltiplo por ter impedido um analista de serviços de participar de greve. O trabalhador tentou aumentar o valor da indenização, fixado em R$ 20 mil, mas os ministros o consideraram razoável e proporcional às condutas praticadas pelo banco.

A quantia foi deferida pelo juízo da 7ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR), ao confirmar denúncia do bancário de que seus superiores o proibiam de realizar greve.

A sentença se baseou em depoimento de testemunha, colega de serviço do analista, que relatou condutas do HSBC para impedir a participação: ligações com o intuito de definir outro local para realizar as tarefas, plano de contingênciaDescrição: http://www.feebpr.org.br/images/HSBC_Justica070114.jpg para orientar o trabalho e o comportamento dos empregados nesses períodos e fiscalização da chefia sobre o cumprimento da jornada. Segundo a depoente, a empresa até contratou helicóptero para levar o analista ao prédio da instituição.

O HSBC argumentou que apenas procurava alternativas para quem quisesse trabalhar durante as greves, pois os manifestantes montavam barreiras nos locais de serviço. Contudo, o juiz entendeu que o empregador atentou contra o direito de greve, previsto no artigo 9º da Constituição Federal, ao coagir os empregados a não participar das paralisações.

Nos termos da sentença, em vez da coação, o banco poderia questionar judicialmente a legitimidade da greve, se com ela não concordasse. A indenização de R$ 20 mil foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), mas o analista recorreu ao TST para majorar o valor.

Relatora do recurso de revista, a ministra Maria Cristina Peduzzi concluiu que o TRT, ao não alterar a quantia indenizatória, se pautou pelo princípio da razoabilidade, de acordo com os critérios de justiça e equidade. Por unanimidade, a Oitava Turma não conheceu do recurso. (Guilherme Santos/CF) Processo: RR-433-55.2013.5.09.0007(Fonte - SCS/TST)



13/02/2017

Bradesco, Itaú, Santander e Safra doaram para relator da reforma da Previdência


Parlamentares questionaram indicação do presidente que teve campanha financiada por interessados em previdência privada 

Depois de muita confusão, a comissão especial mista que vai apreciar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, referente à reforma da Previdência, foi instalada dia 09, e, poucos minutos depois, já deu início aos trabalhos.

Os deputados contestaram a forma de indicação do presidente da comissão, questionaram a isenção do relator e a quebra do regimento interno com manobras dos governistas para manter o controle do colegiado. Muitos recursos foram apresentados e ficaram de ser avaliados.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) teve 22 votos e presidirá a comissão. Disputaram o cargo com ele Pepe Vargas (PT-RS), que recebeu oito votos, e Major Olímpio (SD-SP), com quatro. A oposição questionou o fato de Marun ter sido indicado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sem que fossem levadas em conta questões como a proporcionalidade de cada bancada.

Marun é conhecido pela defesa de posturas conservadoras na Casa, por ser ligado ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e por ter apoiado o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

O relator da PEC é Arthur Maia (PPS-BA) (foto). O deputado foi alvo de recurso apresentado pela bancada do Psol, de autoria do deputado Ivan Valente (SP), que questionou a sua isenção para relatar uma matéria sobre o tema, por ter recebido financiamento de campanha de empresas e bancos relacionados ao setor de previdência privada. “O que faz com que, declaradamente, ele não tenha condições de ocupar a relatoria, já que estas empresas possuem interesse na mudança das regras previdenciárias.”

Uma das empresas patrocinadoras do deputado citada pelo parlamentar do Psol é a Bradesco Vida e Previdência – que fez doações de R$ 300 mil para a campanha de Arthur Maia em 2014. Também financiaram a campanha de Maia, segundo nota do UOL, Itaú Unibanco (R$ 100 mil), Safra (R$ 30 mil) e Santander (R$ 100 mil) – instituições financeiras que negociam planos de previdência privada.

O terceiro questionamento foi à substituição do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) por Reinhold Stephanes (PSD-PR), que ocupa o cargo de deputado como suplente – o que é proibido pelo regimento interno. Stephanes não foi eleito na campanha de 2014 e está ocupando mandato de deputado em substituição a um colega do seu estado.

“Estou cumprindo meu oitavo mandato como deputado e todos sabem que sempre atuei na área de propostas vinculadas à Previdência. Não é justo que agora eu fique de fora dessa discussão na comissão especial por meio de uma manobra espúria. Se estão querendo mudar o regimento daqui por diante que assumam isso e nos avisem. Mas estou recorrendo da decisão porque exijo respeito”, afirmou Faria de Sá.

Pepe Vargas, que se apresentou como candidato à presidência em oposição a Marun, destacou que a condução dos trabalhos precisa ser feita “com base no princípio da independência do Legislativo, respeito ao regimento interno e garantia do amplo debate, com a participação da sociedade brasileira”.

Erika Kokay (PT-DF) apresentou recurso em função do que considerou desrespeito à proporcionalidade e um pedido para que os trabalhos da comissão sejam suspensos nos próximos dias, até que seja tomada alguma decisão pela mesa diretora da Casa sobre os recursos.

Audiências e seminário 
“Estou entrando nesse debate com o coração aberto, disposição para ouvir os argumentos e empenho em trabalhar de forma correta e o mais respeitosa possível sobre o tema”, disse Arthur Maia. O relator pretende apresentar plano de trabalho na próxima terça-feira (14), com entrega do seu parecer sobre a PEC na segunda quinzena de março.

Até lá, afirmou que vai convocar oito audiências públicas com especialistas diversos. O parlamentar também pediu à Câmara a realização de um seminário internacional, para discutir sistemas de Previdência observados em outros países. “Não tenho dúvida de que esta é a matéria mais polêmica, mais difícil desta legislatura”, destacou.

A líder do PCdoB, deputada Alice Portugal (BA), protestou, em resposta ao relator, que não é possível ser feito um debate sério na Casa se não for mostrada e debatida, antes, a situação do sistema de assistência social do país.

“Antes de o Congresso pensar em instalar esta comissão, deveria ter aberto uma comissão geral para avaliar a questão da seguridade social como um todo”, disse. “A proposta que foi apresentada pelo Executivo e aqui está não tem remendo, porque vai retirar direitos. Deixo aqui o protesto do meu partido com essa instalação prematura e açodada.” (Fonte: Rede Brasil Atual/Hylda Cavalcanti)



13/02/2017

Depressão tira milhares de trabalhadores do mercado todos os anos


Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo 
Tachada de mal do século, a depressão é responsável por retirar do mercado de trabalho milhares de profissionais todos os anos. No ano passado, 75,3 mil trabalhadores foram afastados em razão do mal, com direito a recebimento de auxílio-doença em casos episódicos ou recorrentes.

Eles representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem não só a depressão, como estresse, ansiedade, transtornos bipolares, esquizofrenia e transtornos mentais relacionados ao consumo de álcool e cocaína.

No ano passado, mais de 199 mil pessoas se ausentaram do mercado e receberam benefícios relacionados a estas enfermidades, o que supera o total registrado em 2015, de 170,8 mil.

Entre 2009 e 2015 (únicos dados disponíveis), quase 97 mil pessoas foram aposentadas por invalidez em razão de transtornos mentais e comportamentais, com destaque para depressão, distúrbios de ansiedade e estresse pós-traumático. Ao todo, esses novos benefícios representam, hoje, uma conta de R$ 113,3 milhões anuais aos cofres públicos.

Capacidades afetadas 
Para os especialistas, a situação evidencia a necessidade de colocar esse tipo de transtorno no topo da lista de preocupações para políticas públicas e de empresas. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% e 25% da população tiveram, têm ou terão um quadro de depressão em algum momento da vida.

Para Leonardo Rolim, especialista em Previdência, as políticas públicas falham pois não se preocupam em reintegrar os profissionais no ambiente de trabalho. Segundo ele, apenas 5% dos trabalhadores afastados são reabilitados no emprego.

“Os números são muito grandes, e há uma falha na reabilitação. Mesmo quando volta, o trabalhador demora muito. O Estado gastaria menos reintegrando esse trabalhador do que pagando benefícios por muitos anos.”

Segundo Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, a capacidade de trabalho e todas as outras funções do corpo ficam abaixo do normal em uma pessoa deprimida:

“Todas as funções da pessoa com depressão estão para baixo: a capacidade de trabalho, insegurança, falta de vaidade, a pessoa se sente feia, se sente péssima, sem condições de trabalho, perde as forças, a vontade. Fica sem concentração por causa das alterações do sono. Como trabalhar oito horas após noites seguidas de insônia? Como trabalhar com sonolência excessiva?”

Acidentes de trabalho 
Parte dos problemas que chegam ao INSS foi desencadeado por fatores relacionados ao próprio ambiente de trabalho. De todo o pessoal afastado no ano passado por transtornos de comportamento em geral, ao menos 10,6 mil foram considerados acidentes de trabalho, ou seja, tiveram o ambiente profissional como um dos agentes desencadeadores da doença.

Para casos específicos de depressão, episódicos ou recorrentes, foram 3,4 mil auxílios por acidente de trabalho. Os números, porém, podem ser bem maiores. Parte dos especialistas destaca que há risco de subnotificação, diante da dificuldade em comprovar o papel do ambiente de trabalho na ocorrência de episódios depressivos. Mesmo assim, há profissões que são conhecidas por terem mais afastamentos e aposentadorias ligadas a transtornos dessa natureza. É o caso do mercado financeiro, dos controladores de voo, dos profissionais da área de segurança, juízes, jornalistas e médicos.

Na avaliação de Rolim, em casos de acidente de trabalho, deveria haver algum tipo de ação para que o empregador compense o INSS, já que o ambiente foi considerado um fator que desencadeou a doença.

Por transtornos em decorrência de uso de psicoativos, sobretudo álcool e cocaína, foram 240 afastamentos considerados acidente de trabalho em 2016. Outros 34,2 mil receberam o auxílio previdenciário, quando não há conexão com o ambiente de trabalho. Procurado para falar sobre o assunto, o Ministério da Previdência não comentou.

Uma das diretoras da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Rosylane Rocha explica que a depressão é uma doença, com um componente genético, que pode ser desencadeada por uma série de fatores, como o contexto social ou um determinado evento de vida da pessoa. Uma vez que exista a predisposição para a doença, uma carga exaustiva e recorrente de trabalho, um ambiente muito estressante ou uma situação de estresse pós traumático, por exemplo, podem fazer com que o trabalho seja o fator responsável por desencadear o problema. É nesses casos em que os benefícios são considerados acidente de trabalho.

"O termo ‘estresse’ vem da física, para você medir o estresse de uma ponte, por exemplo. Se passar mais peso do que o previsto, a ponte estressa e rompe. Com o ser humano é a mesma coisa. Se ele passa a trabalhar 12h por dia, por exemplo, vai se estressar e romper, quebrar. 
ANTÔNIO GERALDO DA SILVA  presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria "

“Esses casos ocorrem quando o médico entende que há uma contribuição relevante do ambiente de emprego para o quadro, a ponto de que, sem isso, a depressão não eclodiria”, explica.

Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, o trabalho pode, de fato, ter impacto sobre a saúde do trabalhador.

“O termo ‘estresse’ vem da física, para você medir o estresse de uma ponte, por exemplo. Se passar mais peso do que o previsto, a ponte estressa e rompe. Com o ser humano é a mesma coisa. Se ele passa a trabalhar 12h por dia, por exemplo, vai se estressar e romper, quebrar.”

Crise econômica aumenta pressão sobre trabalhadores e deve fazer atestados crescerem 
Com o aumento do desemprego e a crise econômica, o número de atestados médicos e afastamentos por depressão e crises de ansiedade tende a crescer em médio prazo. Essa é a avaliação da diretora da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Rosylane Rocha.

Preocupado em manter a fonte de renda em um mercado que não tem contratado na recessão, o trabalhador acaba aguentando mais pressão calado, o que aumenta as chances de saturação no futuro. Além disso, com as demissões nos últimos anos, muitos empregados tiveram que acumular funções e estão não só sujeitos à maior pressão como viram a jornada aumentar muito.

Nos últimos dois anos, os números de afastamentos arrefeceram em relação ao apresentado entre 2012 e 2014. Em 2014 eram 83,2 mil, por exemplo. Em 2015, sobretudo por causa da greve dos peritos do INSS e do aumento do desemprego, o número caiu para 63,8 mil. Em 2016, voltou a subir para 75,3 mil.

“A crise vai aumentar isso. Contas penduradas, medo de desemprego, isso afeta o equilíbrio emocional. O trabalhador não conversa, não reclama”, diz Rosylane.

Luz amarela 
Jornada exaustiva, ambiente insalubre, falta de pausas, divisão injusta de tarefas, não recomposição de horas trabalhadas a mais. Todos esses fatores são potenciais desencadeadores de transtornos mentais e comportamentais no trabalho. Apesar de quase 200 mil auxílios doença terem chegado até as mãos dos empregadores no ano passado por esse tipo de doença (75 mil deles por depressão), as empresas brasileiras não sabem como lidar quando um trabalhador diz estar deprimido.

Para Rosylane, a empresa deveria acender uma luz amarela no momento em que o primeiro atestado do tipo chega. O ideal, diz, é investigar se algum motivo interno, do ambiente de trabalho, pode ter causado a situação, uma forma de evitar que aquele quadro piore e, ainda, que outros funcionários passem pela mesma situação.

“O empregador, o médico do trabalho da empresa tem que investigar se o trabalhador está sendo perseguido, se a jornada está exagerada, se o trabalhador está sendo acompanhado por um psiquiatra.”

Tratamento 
O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, ressalta que a depressão tem tratamento, o que pode permitir um retorno saudável ao emprego. O grande problema, segundo Silva, é que muitas vezes a pessoa deprimida não busca a ajuda correta. O presidente da ABP reforça que a depressão tem que ser tratada com os medicamentos adequados, indicados por médicos especialistas no assunto.

O tratamento inclui um time: psiquiatras, psicólogos e muitas vezes a ajuda de grupos de apoio. Esses grupos auxiliam as pessoas a não se sentirem isoladas com o problema, por meio da troca de experiências. Segundo ele, de cada cem pacientes com depressão, menos de 10 chega ao psiquiatra.

“Muitas vezes a depressão acaba sendo subdiagnosticada e tratada como outra coisa. As pessoas não procuram um psiquiatra por puro preconceito. Com um tratamento inadequado, com o médico errado, a doença pode se tornar crônica. Aí a pessoa não consegue mais voltar a trabalhar, não consegue mais produzir permanentemente”, explicou Silva.

Na via pública, a principal opção são os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Hoje são 2.455 deles. Nesses locais, “o usuário recebe assistência multiprofissional e cuidado terapêutico conforme o quadro de saúde”, com atendimentos noturnos, inclusive, segundo o Ministério da Saúde. Há ainda as Unidades de Acolhimento (UA), que funcionam 24 horas por dia oferecendo suporte aos CAPS para ampliação de cuidados de saúde a pessoas com necessidades decorrentes de uso de álcool e outras drogas.

Para o presidente da ABP, mesmo com os numerosos casos de depressão e o impacto no mercado de trabalho, o tratamento na rede pública ainda tem falhas.

“Os CAPS são um lugar para abordagens psicossociais, a maioria não tem psiquiatras todos os dias para atender toda a demanda. O ideal seria um sistema ambulatorial, como para qualquer outra doença: você marca uma consulta, vai para casa e volta para um retorno. Há pouca ênfase na prevenção de recaídas. Não temos campanhas de prevenção para trabalhar o estigma em torno do assunto, a incompreensão.”

O Ministério da Saúde esclareceu que tem uma política nacional de saúde mental que é referência internacional. Entre todos os serviços prestados (que incluem CAPS, UAs, leitos, programas de prevenção, cursos de educação permanente para profissionais de saúde), o gasto federal em 2015 foi de R$ 1,3 bilhão.

Diante da falta de uma estrutura de apoio, alta rotatividade do profissional no mercado de trabalho é um dos efeitos da doença 
Ao longo dos seus 32 anos, Manoela Serra já conviveu com episódios depressivos várias vezes. Ela foi diagnosticada com transtorno bipolar em 2009, aos 25 anos. Isso faz com que tenha de conviver com ciclos de euforia e outros em que mergulha em depressão profunda. O primeiro episódio depressivo ocorreu quando ela tinha 15 anos.

No mercado de trabalho, pulou de emprego em emprego, sem se firmar em razão das consequências do transtorno. Além de apatia e insegurança, ela sofria fortes enxaquecas e esofagite. Em alguns dos vários empregos pelos quais passou, chegou a desenvolver síndrome do pânico.

“No início, ficava animada, inspirada, acumulava turnos. É a euforia bipolar. Até um dia em que, de uma hora para a outra, vinha a depressão. Ficava incomodada, com mania de perseguição, achava que não era boa o suficiente, chorava, tinha enxaqueca. O coração disparava e eu entrava num estado de nervos em que achava que ia morrer. A depressão é isso: uma sensação de morte”, conta.

Quando a depressão começava, ela era obrigada a levar atestados para se manter afastada. Embora avalie que foi compreendida pelos patrões, quando os atestados se tornavam mais frequentes, não restava outra opção a não ser recorrer ao INSS ou pedir demissão. Nesse ciclo, ela se demitiu de empregos de garçonete, caixa, vendedora, atendente de casa de câmbio e companhia aérea.

Depois do diagnóstico, Manoela passou a se tratar corretamente e consegue ter um controle maior das crises, com a ajuda de medicação. Hoje, é escritora e transformou sua história em livro, “O Diário Bipolar”, e dá palestras sobre o tema. (Fonte: Gazeta do Povo)



13/02/2017

PDVE da Caixa golpeia empregados e população


10 mil postos de trabalho a menos. Este é o número estarrecedor que a Caixa pretende eliminar de seu quadro de empregados com o Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE). Para os representantes dos trabalhadores, o PDVE da Caixa é um golpe nos empregados e um ataque ao banco público. O programa não foi dialogado com o movimento sindical, e representa imenso prejuízo não só para os trabalhadores, mas para toda a população.

“O parágrafo primeiro da terceira cláusula, que dá quitação total dos direitos dos empregados, é um absurdo, um desrespeito ao trabalhador”, critica Dionisio Reis diretor do Seeb SP. “ A cláusula representa uma grande ameaça aos empregados, pois determina que os trabalhadores não poderão entrar com ações contra a Caixa. Cláusulas assim, só poderiam constar se negociadas com os trabalhadores, o que não é o caso".

De acordo com a Caixa, estão aptos a participar do PDVE os empregados aposentados pelo INSS ou que podem se aposentar até 30 de junho deste ano; trabalhadores com no mínimo 15 anos de efetivo exercício de trabalho na empresa; ou com adicional de incorporação de função de confiança, cargo em comissão ou função gratificada até a data de desligamento (sem exigência de tempo mínimo de efetivo exercício na Caixa).A Caixa está propondo como incentivo financeiro para os desligamentos 10 remunerações base do empregado, considerando data de referência 31 de janeiro deste ano.

O banco propõe a manutenção por tempo indeterminado do Saúde Caixa somente para os trabalhadores já aposentados pela Previdência Social ou que vão se aposentar até 30 de junho, e empregados admitidos já na condição de aposentados pelo INSS com o mínimo de 120 meses de contribuição para o Saúde Caixa. No entanto, para os empregados que atendem as demais exigências o plano será assegurado por apenas 24 meses.

“Mas os termos de adesão descumprem o regulamento do Saúde Caixa que prevê que o trabalhador que sai do banco, sem se aposentar, e sem justa causa, poderá usufruir do plano de saúde pelo mesmo tempo que contribuiu. Os aposentados que aderirem ao programa também deverão abrir mão das duas CCVs e do vale- alimentação. Os trabalhadores que assinarem o PDVE estão perdendo seus direitos, esta é a verdade.”, alerta Dionísio Reis.

O dirigente sindical reforça que os trabalhadores devem denunciar aos seus sindicatos qualquer forma de pressão para aderirem ao plano. "A Caixa vem ameaçando muitos empregados de descomissionamento através da verticalização. Isso é mais um golpe da direção do banco e do governo Temer nos trabalhadores", afirma o coordenador da CEE da Caixa.

Golpe na população
O plano de demissão voluntária reforça a intenção da Caixa de enxugar a empresa e assim prepará-la para a privatização. A população também sai perdendo, já que a redução dos postos de trabalho compromete a qualidade no atendimento.

"É importante ressaltar que o golpe que está sendo dado nos trabalhadores também será dado na população e na sociedade brasileira, uma vez que a data prevista para os desligamentos é anterior a que dará início à retirada das contas inativas do FGTS.

O que levará muitos trabalhadores às agências da Caixa e que estão sendo enxugadas. A intenção é jogar a população contra o banco 100% público. As condições de trabalho estão sendo precarizadas a um nível que vai inviabilizar o atendimento do povo brasileiro", denuncia o dirigente. (Fonte: Seeb SP)




10/02/2017

O que seria do Brasil sem os bancos públicos?


Casa própria, política de alimentos, desenvolvimento, infraestrutura estariam ameaçados. Instituições são responsáveis pela maior parte do crédito imobiliário, agrícola e estão presentes em regiões do país onde o “mercado” não vê interesse de atuação

A Caixa é responsável por 66,8% do saldo de financiamento de imóveis no Brasil, incluindo o Minha Casa, Minha Vida. O BB financia 61,3% do crédito agrícola, dinheiro que vai do agronegócio à agricultura familiar. Dos empregos bancários no país, 42,1% estão nesses dois bancos, assim como 37,6% das agências bancárias e 40,5% do total de contas correntes.

E não é por acaso, já que são eles os responsáveis pelo pagamento de uma série de programas sociais, atendimento aos trabalhadores, acesso a crédito com taxas mais baixas pelo Brasil afora, onde muitos outras instituições não se interessam em atuar.

BB, Caixa, os bancos estaduais que ainda existem têm um papel primordial no Brasil e foram responsáveis por segurar a onda da economia durante o auge da crise internacional de 2008. Países que não têm bancos públicos fortes, ficaram muito mais vulneráveis”, lembra a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.

Por isso, o movimento sindical bancário realiza nesta sexta-feira 10 um grande ato em defesa dessas instituições. Em São Paulo, o protesto será realizado na região da Avenida Paulista, esquina com a Rua Augusta, a partir das 9h.

“Sem bancos públicos e fortes, o sonho da casa própria estará ameaçado; a política de alimentos do país corre riscos, inclusive com aumento de preços aos consumidores; investimentos fundamentais para o desenvolvimento da nação estarão comprometidos; cada vez menos brasileiros terão acesso a atendimento bancário decente”, elenca a dirigente.

Desmonte
O ato tem como objetivo denunciar à população o que vem acontecendo com esses bancos desde que o Brasil passou às mãos de Michel Temer. Processos de reestruturação e programas de demissão de bancários devem extinguir cerca de 10 mil empregos tanto no BB como na Caixa até março.

“Com menos trabalhadores à disposição dos clientes, a insatisfação pode fazer com que muitos usuários migrem para bancos privados. Será essa a real intenção por trás de todas as ações promovidas por esse governo contra as empresas públicas?”, questiona Ivone.

BNDES também na mira
Além de BB e Caixa e dos bancos estaduais como Banrisul, o BNDES também sofre com as investidas do governo Temer. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social sofreu uma descapitalização de R$ 100 bilhões, que foram devolvidos ao Tesouro Nacional.

Desde 2008, o financiamento total do BNDES cresceu 76,2% em termos reais, chegando à casa dos R$ 601 bi em dezembro de 2016. Desse total, R$ 522 bi foram destinados ao investimento de empresas na economia brasileira.

“O BNDES teve papel fundamental para o acesso ao crédito que ajudou no crescimento do país nos últimos anos. Enfraquecer esses bancos é enfraquecer o Brasil”, protesta Ivone. (Fonte: Seeb SP)



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