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11/04/2017

Previdência: bancos estão entre os maiores devedores

Na lista dos devedores estão empresas públicas, privadas e fundações; Varig é a empresa que lidera a lista, com dívida de cerca de R$ 3,713 bilhões

 

 

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional fez um levantamento onde foi apurado que os devedores da Previdência Social acumulam dívida de R$ 426,07 bilhões. O valor é quase três vezes superior ao atual déficit da categoria, que fechou 2016 em R$ 149,7 bilhões.

A lista dos nomes que apresenta débito com a Previdência Social tem a relação de mais de 500 empresas – privadas, públicas, fundações, governos estaduais e prefeituras. Entre as companhias citadas pela Procuradoria estão também empresas que não prestam mais serviços, como a Varig , que quebrou em 2006. A companhia é responsável por liderar a lista, com dívida de R$ 3,713 bilhões. A segunda empresa que mais deve é a JBS, com R$ 1,8 bilhão.

A Vasp, que não funciona desde 2005, também foi citada, e contém um débito de mais de R$ 1,5 bilhão. A extinta TV Manchete está relacionada entre as empresas devedoras com débito de R$ 336 milhões. Já a mineradora Vale deve R$ 275 milhões.

 

Bancos

A Caixa Econômica Federal, de natureza pública, deve aproximadamente R$ 550 milhões à Previdência. O antigo Banco do Ceará (Bancesa) tem o compromisso de pagar uma dívida de R$ 1,683 bilhão. Já o Bradesco, o Banco do Brasil e o Itaú Unibanco tem débito de respectivamente, R$ 465 milhões, R$ 208 milhões e R$ 88 milhões.

O coordenador–geral da Dívida Ativa da União, Cristiano Lins de Moraes frisa que muitas dessas dívidas colossais tiveram início ainda na década de 1960. Em declaração, o procurador da Fazenda Nacional, frisou que existem variações entre os tipos de devedores, e que reconhece que há sim situações de fraude, crimes de sonegações e esquemas sofisticados.

 

Recuperação

As ações na Justiça são o principal meio que a Procuradoria-geral da Fazenda Nacional tem usado para recuperar o deficit. Em 2016, o setor conseguiu resgatar cerca de 1% do total devido, aproximadamente R$ 4,150 bilhões.

Outro meio utilizado pela Procuradoria é a elaboração de projetos para agilizar o pagamento. Mas Moraes afirma que programas de parcelamento de dívidas públicas de estados e prefeituras atrasam o pagamento dos débitos.

 

Outro lado

A assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal comunicou que a instituição paga sempre no prazo as contribuições previdenciárias. Entretanto, ressalta que questiona as cobranças realizadas por processos judiciais movidos por empregados.

A JBS informou que está disposta a saldar a dívida com créditos que acumula na Receita Federal. Assim como a Caixa, a empresa também questiona o sistema, que impede que a troca ocorra, o que trem gerado multa. Em nota, a mineradora Vale afirmou que pretende usar a justiça para obter o atestado de “Regularidade Fiscal” e se mostra confiante em suas argumentações.

O Banco do Brasil esclareceu que recorreu a decisão do Tribunal de Contas da União, uma vez que “o processo de tomada de contas especiais promovida pelo TCU, em 1992, que entendeu serem indevidos os valores auferidos pela rede bancária nos meses de novembro e dezembro de 1991”. Já o Bradesco informou que “não comenta o assunto sob análise administrativa ou judicial dos órgãos responsáveis”

A reportagem não teve sucesso ao tentar contato com representantes da Varig, Vasp, Bancesa e TV Manchete. E o Itaú não se manifestou até a publicação do texto sobre o débito com a Previdência Social.

Fonte: Economia - iG @ http://economia.ig.com.br/2017-02-21/previdencia-social.html



10/04/2017

COMEÇA VACINAÇÃO NO SINDICATO


 

Começou nesta segunda-feira, dia 10, e vai até na próxima quarta, durante todo o dia, a vacinação antigripal na sede administrativa do Sindicato. Quadrivalente, a vacina imuniza contra vírus H1N1, da Gripe A, H3N2 e dois Influenza B, que causam a gripe sazonal. A vacinação é direcionada a bancários e seus dependentes legais.

 

“Chamamos a atenção dos bancários para que não deixem para a última hora, aproveitando esses três dias, onde estamos com uma equipe de profissionais aplicando a vacina no nosso sindicato. Além da comodidade, quem tomar a sua dose agora já estará imunizado antes do surgimento de maior número de casos, principalmente da gripe A, que é a que mais preocupa”, aponta o diretor José Carlos Leopoldino. 



10/04/2017

Com placar desfavorável, governo estuda recuar na reforma da Previdência


Entre os pontos que podem sofrer alterações estão o tempo de contribuição de 49 anos e a idade mínima para as mulheres (Paulo de Tarso Lyra)

O governo poderá ter de ceder ainda mais do que os cinco pontos anunciados na última quinta-feira, se quiser, de fato, aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. A duas semanas da previsão de votação do texto na Comissão Especial da Câmara, o Planalto e a equipe econômica sabem que dois tópicos estão na mira dos congressistas: o tempo de contribuição de 49 anos e o estabelecimento de uma idade mínima diferente para homens e mulheres. Poderá haver uma convergência para que as mulheres se aposentem com 62 anos, e não aos 65 anos previstos como regras para homens.

O Planalto começará a se debruçar, efetivamente, sobre a planilha de votações a partir de segunda-feira, para municiar o presidente Michel Temer nas conversas individuais com os parlamentares. Os números apresentados até o momento são assustadores para o governo. Segundo levantamento do Instituto Pública, em parceria com Sindilegis, 54% dos deputados vão votar contra o texto.

A pesquisa mostra que dos 513 parlamentares, 279 disseram que não apoiam o texto. Apenas 186 são a favor da PEC 287/16 — destes, 111 fazem ressalvas ao projeto,15 deputados estão indecisos e 33 não responderam à pesquisa. Para ter o documento aprovado pelo Plenário, o Executivo precisa de 308 votos.

Nilton Paixão, presidente da Pública Central do Servidor, chama a atenção para o fato de que 56,9% dos deputados favoráveis, da base de governo, têm duvidas. “Pensam que a reforma poderia e deveria ser diferente, seja pelo senso de oportunidade, seja por tratar questões desiguais de modo igual e assim cometer diversas injustiças”. O flagrante da intenção de voto neste momento, lembrou, sinaliza a grande dificuldade do governo para aprovar sua proposta. “Revela a influência da opinião pública sobre os parlamentares”, reforçou.

Economia 
Com as mudanças já propostas, a economia pretendida inicialmente pelo governo diminui. A meta inicial era que a reforma pudesse aliviar os cofres em R$ 678 bilhões entre 2018 e 2027. As alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC), pensão por morte, aposentadoria de policiais e professores, trabalhadores rurais e regras de transição diminuem em R$ 115,26 bilhões essa economia — ou 17% do valor original.

Analistas de mercado acreditam que, se esse número baixar ainda mais, para algo em torno de 30% da meta original prevista para o governo — o que representaria uma economia final de R$ 474,6 bilhões no mesmo período, ainda assim a reforma valeria a pena para o país. É um sinal claro de que ainda há margem para novas concessões. O ponto de consenso, irredutível, é a idade mínima de 65 anos para aposentadoria dos homens. Se for o mesmo para as mulheres, melhor.

Para o economista Cesar Bergo, sócio consultor da OpenInvest, os números divulgados pelo Instituto Pública não são tão ruins quanto parecem. “Não depende de quantidade e sim de qualidade. As estatísticas mostram que o governo tem que trabalhar os líderes. Convocando um, os liderados vêm junto”, disse. Deve ainda escolher interlocutores com credibilidade. “Falta uma equipe capacitada. Quem pode fazer esse papel é Henrique Meirelles (Fazenda). Mas o governo está perdendo vontade política e colocando a sua cabeça na bandeja. Só ele dá más notícias. Depois, o Planalto ameniza”, reclamou.

Para José Matias-Pereira, especialista em contas pública da Universidade de Brasília (UnB), as pesquisas atuais retratam o momento. “O que está faltando é habilidade na comunicação com a sociedade. O governo tem que combater as informações equivocadas, maldosamente jogadas nas redes sociais.” Ele disse, ainda, que já conversou com vários parlamentares e teve outra percepção. “A impressão é de que a reforma caminha para a aprovação”, disse Matias-Pereira.original da reforma para conseguir convencer deputados. (Fonte: Correio Braziliense)



10/04/2017

Oportunidades e ameaças para os trabalhadores em 2017


O DIAP vai lançar em breve a Agenda Legislativa dos Trabalhadores 2017, que identifica as principais oportunidades e ameaças à classe trabalhadora, em particular, e a sociedade, em geral, em tramitação no Congresso Nacional.

2017 será um ano de muitos desafios para os trabalhadores em termos legislativos. A existência de correlação de forças desfavorável no Congresso Nacional com uma bancada empresarial numerosa e uma sindical pequena, mas combativa, e a mudança de orientação no governo, com a confirmação de Michel Temer como presidente da República, consolidou o quadro de avanço sobre a agenda de retirada e flexibilização de direitos.

Os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), respectivamente, como exemplo do avanço dessa agenda, priorizaram a votação da regulamentação da terceirização sancionada como Lei 13.429/17 e a promulgação da Emenda Constitucional 95/16, que congela o orçamento por 20 anos, ambas consideradas medidas negativas para os trabalhadores e a sociedade.

Na Câmara encontra-se mais ameaças: o PLP 343/17, que trata que trata do refinanciamento das dívidas Estados; a PEC 287/16 da reforma da Previdência e o PL 6.787/16 da reforma trabalhista; todas trazem um pacote de maldades para os trabalhadores e servidores públicos.

Foi apresentada a reforma trabalhista em nível constitucional: PEC 300/16, que determina a prevalência do negociado sobre o legislado e a possibilidade de aumenta da jornada de trabalho das atuais 8 horas para até 10 horas diárias.

Tramitam ainda o acordo extrajudicial de trabalho (PL 427/15); o impedimento do empregado demitido de reclamar na Justiça do Trabalho (PL 948/11 e PL 7.549/14); a prevalência do negociado sobre o legislado (PL 4.193/12); a livre estimulação das relações trabalhistas (PL 8.294/14); e o simples trabalhista (PL 450/15), entre outras.

Tramita o PL 6.324/16 sobre normas gerais de tutela do trabalho; o PL 6.323/16, que trata de processo do trabalho; o PL 6.322/16 sobre convenções e acordos coletivos de trabalho; e o PL 6.561/16 para aplicação de arbitragem nas relações de trabalho.

Existem propostas que buscam fracionar as férias em três períodos: PL 6.714/16 e PL 6.715/16. Outras como o PL 6.711/16, PL 6.705/16, PL 5.881/16 e PL 5.902/16 tratam da livre estipulação das relações de trabalho; do acordo extrajudicial de trabalho, que dificulta o acesso do trabalhador à Justiça trabalhista; a permissão de que a compensação de jornadas, na modalidade de banco de horas, possa ser firmada por acordo escrito entre empregador e empregado; e a permissão para se prorroga a jornada de trabalho em atividade insalubre por negociação coletiva.

As iniciativas parlamentares também contemplam oportunidade, porém sem muita chance de aprovação nesse ambiente político, como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, a proteção contra a despedida arbitrária, a ampliação da licença-maternidade, a igualdade de gênero no trabalho, o fim do banco de horas, a contribuição adicional em função de rotatividade da mão de obra, a estabilidade do dirigente sindical, dentre outras. (Fonte: Diap)



07/04/2017

Bandidos destroem agência do BB de Itambé. Sindicato esteve no local dando suporte aos funcionários



Diretores do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região estiveram na manhã desta sexta-feira, 7, em Itambé, onde, durante a madrugada, bandidos explodiram a agência do Banco do Brasil da cidade e efetuaram disparos contra o prédio do Bradesco. "Nossa preocupação é com integridade física e psicológica  dos bancários. Por isso, estivemos acompanhando de perto a situação. Imediatamente já iremos  cobrar, como já fizemos em outras ocasiões,  mais segurança e ação mais efetiva do Estado" , destaca presidente Claudecir de Souza. Ele esteve acompanhado dos diretores José Carlos Leopoldino, Odilon Carlos de Oliveira, Vilmar Alves Feitosa, Maria de Lourdes e Paulinho. 

De acordo com a polícia, foram utilizados pelo menos 5 carros. Bandidos fecharam entradas da cidade, cercaram destacamento policial, fizeram pelo menos 15 pessoas que estavam em uma lanchonete reféns. Ação começou por volta das 2h30 da madrugada. 

Foram utilizados armamento pesado e muitos explosivos. Agência ficou praticamente destruída. No entanto, não conseguiram levar dinheiro, pois o cofre não abriu. A agência permanecerá fechada para restauração. No Bradesco houve apenas disparos contra o prédio.




07/04/2017

Bandidos destroem agência. Sindicato dá suporte a funcionários



Diretores do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região estiveram na manhã desta sexta-feira, 7, em Itambé, onde, durante a madrugada, bandidos explodiram a agência do Banco do Brasil da cidade e efetuaram disparos contra o prédio do Bradesco. "Nossa preocupação é com integridade física e psicológica  dos bancários. Por isso, estivemos acompanhando de perto a situação. Imediatamente já iremos  cobrar, como já fizemos em outras ocasiões,  mais segurança e ação mais efetiva do Estado" , destaca presidente Claudecir de Souza. Ele esteve acompanhado dos diretores José Carlos Leopoldino, Odilon Carlos de Oliveira, Vilmar Alves Feitosa, Maria de Lourdes e Paulinho. 

De acordo com a polícia, foram utilizados pelo menos 5 carros. Bandidos fecharam entradas da cidade, cercaram destacamento policial, fizeram pelo menos 15 pessoas que estavam em uma lanchonete reféns. Ação começou por volta das 2h30 da madrugada. 

Foram utilizados armamento pesado e muitos explosivos. Agência ficou praticamente destruída. No entanto, não conseguiram levar dinheiro, pois o cofre não abriu. A agência permanecerá fechada para restauração. No Bradesco houve apenas disparos contra o prédio.



06/04/2017

CPA 10 E CPA 20: CONVÊNIO GARANTE CURSOS PARA BANCÁRIOS


 

O Sindicato firmou convênio com a empresa Pegasus Treinamentos  Financeiros para disponibilização aos bancários de cursos de CPA 10 e CPA 20 preparatórios para exame da Anbima.  As aulas serão ministradas pelo professor Silvio Pinto do Carmo, que possui mais de 30 anos de experiência, é graduado em Direito e Ciências Contábeis e possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas.

 

CPA 10

Mediante o convênio, os bancários terão duas opções de dias e horários. Aos sábados, das 8h às 18h, ou durante a semana, das 19h às 23h. O curso tem duração de 24 horas.

CPA 20

Este curso será ministrado também durante a semana (19h às 23h) e aos sábados, das 8h às 18h, com 30 horas de duração.

DESCONTO DE 10%

Pelo convênio firmado com a empresa, os bancários terão desconto de 10% em ambos os cursos. A parceria é válida também para demais cursos na área financeira oferecidos pela Pegasus. Informações e inscrições: 3046-4695.



06/04/2017

Bradesco vai lançar novo banco digital nos próximos meses


O Bradesco deve lançar nos próximos meses o seu novo banco digital, conforme o diretor de Relações com o Mercado da instituição, Carlos Firetti. “O novo banco será baseado em um aplicativo (app). A rede de agências é extremamente importante, mas vai se transformar”, afirmou ele, durante o Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI.

A rede de agências físicas, conforme Firetti, contará com unidades menores, mais focadas no relacionamento.

Essa transformação, de acordo com ele, gerará um benefício em termo de custo, mas que o papel da agência no processo de bancarização ganha até mesmo impulso, mas que, paralelamente a isso, há clientes que preferem ser atendidos por canais online. No Bradesco, segundo Firetti, são 9,5 milhões clientes mobile.

Ele afirmou ainda que a queda dos spreads está em curso e que a agenda do governo é bastante saudável. “Os spreads vão cair naturalmente com a redução dos calotes”, acrescentou.

O foco do Bradesco, que no ano passado incorporou o HSBC, é o varejo bancário no Brasil e, conforme Firetti, a instituição acredita que manterá retorno entre 18% e 20% nos próximos cinco anos. (Fonte: IstoÉ)



06/04/2017

Dieese mostra que quanto mais fortes os sindicatos, maior a resistência


Em 2016, melhores acordos salariais vieram de negociações por categoria e não por empresa, comprovando que quanto mais unidos os trabalhadores estiverem, melhores os resultados das negociações (Luiz Carvalho)

O desenrolar do golpe em 2016 afundou o Brasil na crise econômica e a classe trabalhadora sentiu na pele os resultados. Apenas 19% das negociações conquistaram aumento real de salário, equivalente ao pior índice já visto, em 2003, ano em que o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) passou a computar sistematicamente esses dados, gerando uma série histórica.

De acordo com o balanço apresentado pelo departamento, 37% dos acordos ficaram abaixo da inflação e 44% igualaram. Já a variação real média de 2016 ficou negativa (-0,52%), outro resultado que não era visto há 14 anos.

Também em 2016, houve ampliação na quantidade de reajustes salariais parcelados. Entre 2008 e 2013, essa modalidade de aumento oscilou entre 4% e 5%. Já em 2016, repetiu a tendência de 2015 e dobrou, atingindo 30% das negociações.

Mas a situação poderia ser ainda pior. No recorte por tipo de negociação entre aquelas que obtiveram reajuste salarial é possível verificar que as negociações coletivas (por categoria) dão um banho nos acordos coletivos (por empresa): 85,9% para a primeira contra 14,1% para a segunda.

A vitória da luta por categoria ocorre justamente porque categorias como bancários e metalúrgicos conduzem negociações em âmbito nacional, por meio de confederações, ou mantém forte presença no local de trabalho e amplo diálogo com os empregadores.

“Não é por acaso que os golpistas tentam a todo custo quebrar as entidades sindicais e votam a toque de caixa a Reforma Trabalhista e a Terceirização que têm como objetivos tirar direitos. fragmentar e fragilizar a organização da classe trabalhadora. O objetivo deles é facilitar a vida dos patrões para que possam elevar o lucro à custa da exploração e piora nas condições de trabalho”, criticou o dirigente sindical Sérgio Nobre.

A visão é compartilhada pelo técnico do Dieese, Luís Ribeiro que faz um alerta: se a terceirização, como aprovada pelos deputados federais e sancionada pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB), avançar, a tendência é que as campanhas salariais fiquem cada vez piores.

“As negociação por categoria, que envolvem mais sindicatos, tem resultado mais favorável há muitos anos. Se a terceirização for implementada e os sindicatos ficarem enfraquecidos, com um crescimento dos processos de negociação por empresa, dividindo as categorias, muito provavelmente teremos queda na renda da classe trabalhadora. Quando mais organizadas as categorias e mais abrangentes são acordos e mais fortes as negociações”, falou Ribeiro.

Serviços
Não por acaso, o setor que mais enfrenta problemas com a terceirização foi também o que teve o pior resultado. Quase a metade das negociações registrou reajustes abaixo da inflação e esse foi também o segmento que teve a maior perda real média, 0,64% abaixo da inflação.

“Neste segmento há grande pulverização nas negociações, só escapam mesmo as categorias mais fortes, como a bancária, que tem negociação nacional. Mas muitas têm dificuldade devido à precária relação de trabalho e à fragmentação”, avalia.

O cenário é confirmado pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços, Alci Araújo: “Em setores terceirizados de cidades como Cubatão, Mauá e Rio Grande do Sul, a administração pública contratar terceirizadas, não repassa os valores para manutenção de contratos de serviços e os trabalhadores sequer recebem o salário do mês. Então, antes mesmo de discutir reajuste, lutamos para acabar com esse cenário”, apontou.

O que pesou 
No processo de negociação, o Dieese avalia que a inflação é um fator primordial, mas em 2016 ano a confiança fragilizada pelo golpe foi mais relevante, responsável por impactar diretamente os investimentos dos empresários, foi preponderante.

“No ano passado a inflação vinha em queda, mas o desempenho das negociações foi muito ruim, comparada a anos anteriores. Acreditamos que isso se deva em grande parte à queda do PIB em todos os setores e ao desemprego altíssimo, que impacta muito. O medo de investir e foi um limitador nas discussões dos empregadores com os trabalhadores, assim como a falta de investimento público na economia, que gera incertezas gerais”, analisa Ribeiro.

Fator democracia
Presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Paulo Cayres, negociou no setor que teve o resultado menos desfavorável dentro do segmento indústria. Quase um quarto das negociações não obteve aumentos reais e 17% das negociações registraram reajustes abaixo da inflação, o menor do setor. Mas os reajustas acima de inflação tiveram variação real média negativa (-0,48%).

“Numa época de crise, o poder de barganha ficar reduzido, porque o trabalhador fica com medo de perder o emprego. O empresário baixa a margem de lucro, mas não deixa de ter e é inconcebível não repassar a inflação. O problema é que o empregador trata o trabalhador como custo em ao como investimento, ainda que tenhamos uma mão de obra muito barata, o salário brasileiro hoje se nivela ao chinês”, criticou.

Outro ponto essencial dessa equação, avalia Cayres, é o fator democracia. “O golpe faz com que as instituições democráticas deixem de funcionar como deveriam e mesmo que você tenha uma apelação dos trabalhadores em dissídio, sempre acabam perdendo. Isso também influencia e o ataque que acaba se fortalecendo contra direitos dos trabalhadores.”

“O trabalhador não tem outra alternativa a não ser sair às ruas para defender seu salário, seu emprego e de toda sua família. A fragilização dos direitos e das organizações sindicais é o que pode acontecer de pior para quem não é dono da empresa. Por isso, vamos todos à greve geral no dia 28 de abril”, convoca Sérgio Nobre. (Fonte: Diesse)



05/04/2017

Justiça do Trabalho mantém suspensão nos reajustes no Saúde Caixa


Por unanimidade, a 2ª Seção Especializada do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região negou provimento ao agravo oposto pela Caixa Federal e manteve, nesta terça-feira 4, a suspensão dos reajustes no Saúde Caixa. A liminar foi obtida no dia 31 de janeiro, após pedido feito pelo movimento sindical. A decisão deve ser publicada nos próximos dias, e a audiência da ação de cumprimento deve ocorrer em maio.

No processo ingressado no dia 27 de janeiro, as entidades argumentaram que os aumentos no plano de saúde afrontam o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016-2018, que determina que mudanças desse tipo sejam negociadas. Quando concedeu a liminar, o juiz Renato Vieira de Faria, da 22ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), afirmou que “se identifica no ato emanado unilateralmente pela parte ré (Caixa) a contrariedade às cláusulas coletivas”.

"Mais uma vez a Caixa insiste em tentar desrespeitar o nosso acordo coletivo. O acordo de dois anos foi uma conquista dos empregados, pois garante o modelo de custeio do Saúde Caixa até 2018, e ele não pode ser alterado até lá", diz o coordenador da Coordenação Executiva de Empregagos (CEE/Caixa), Dionísio Reis.

No cenário pessimista, segundo as projeções atuariais feita pela referida empresa, serão cerca de R$ 36,6 milhões de superávit neste ano e R$ 13,8 milhões em 2018. No neutro, R$ 38,9 milhões e R$ 18,2 milhões, respectivamente. Já no cenário positivo, o plano será superavitário pelo menos nos três próximos anos: R$ 42,2 milhões em 2017, R$ 27,1 milhões em 2018 e R$ 13,4 milhões em 2019.

Em 26 de janeiro, a Caixa divulgou comunicado informando reajustes que entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro. O valor das mensalidades passaria de 2% para 3,46% da remuneração base. Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de e R$ 2.400 para R$ 4.209,05.

"Definir um teto na participação no Saúde Caixa é inaceitável e a argumentação do banco é absurda, uma vez que o custo assistencial faz parte do modelo onde 70% é de responsabilidade da Caixa. Isso é uma conquista dos empregados", lembra a dirigente sindical da FETEC/SP e representante no Conselho de Usuário da Caixa, Ivanilde Moreira, a Ivy.

"A Caixa argumenta em cima de questões financeiras e estas não dizem respeito as questões dos empregados que discutem o custo assistencial do plano. O Saúde Caixa tem sido superavitário e os trabalhadores tem participado com mais do que os 30% que lhes é devido", completa Ivy.

O dia 28 de março, durante o evento de divulgação do balanço de 2016, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que está negociando com o governo federal mudanças no Saúde Caixa. O objetivo é mudar o modelo de custeio e, assim, reduzir as provisões que o banco é obrigado a fazer para cobrir despesas futuras com o plano de saúde. A medida liberaria bilhões de reais, que poderiam fortalecer a base de capital da instituição. (Fonte: Seeb SP)



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