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31/01/2018

Funcionamento dos bancos no carnaval 2018


Na segunda-feira 12 e terça-feira 13 do Carnaval 2018, não haverá atendimento ao público. As agências bancarias voltam a funcionar no dia 14 de fevereiro na quarta-feira de Cinzas, em horário especial das 12:00h às 15:00h. (Fonte: Febraban)



26/01/2018

Atenção bancários: CPA 10 e CPA 20 com 20% de desconto



 

Estão disponíveis, com desconto de 20%, para bancários sindicalizados, curso preparatório para CPA-10 e CPA-20. O treinamento será realizado pela JF Cursos, com o professor Nelson Guerra, responsável por alto índice de aprovação nos testes da Anbima.

 

CPA 10 

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CPA 20

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INVESTIMENTO

CPA - 10

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CPA – 20

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600,00 À VISTA

20 % DE DESCONTO PARA SINDICALIZADOS

 

  





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23/01/2018

Após uso político, Caixa terá de encolher para se manter


O uso político da Caixa fez o banco se tornar o maior na concessão de empréstimos, mas hoje a instituição paga um preço alto: virou alvo da Lava Jato, teve de afastar quatro executivos por irregularidades e, sem socorro do governo, terá de encolher para cumprir as regras internacionais de solidez financeira. (JULIO WIZIACK e FÁBIO FABRINI)

O presidente Gilberto Occhi (PP), que também está sob investigação por irregularidades, tentou primeiro obter dinheiro do Tesouro. Depois, do FGTS. Mas sofreu um revés, e a saída agora, segundo pessoas que acompanham as discussões, é vender parte da carteira de crédito e repassar menos dividendos à União. Com isso, seria possível levantar R$ 15 bilhões.

Braço da União na implementação de programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e o Fies, a Caixa foi loteada: das 12 vice-presidências, 8 foram indicações políticas.

Pego pela PF na Operação Cui Bono?, o então vice-presidente de Pessoa Jurídica (hoje chamada de Corporativa), Geddel Vieira Lima, é acusado de aprovar empréstimos em troca de propina ou para agradar a políticos.

Para liberar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em financiamentos para empresas, Geddel recebeu ao menos R$ 20 milhões em propina, segundo o delator Lúcio Funaro, operador do esquema no banco.

EXPANSÃO 
A Caixa cresceu bastante durante os dois mandatos de Lula. Quando ele assumiu o governo, em 2003, tinha R$ 18,8 bilhões na carteira de crédito. Em 2011, na chegada de Dilma ao poder, esse estoque já era de R$ 212,7 bilhões.

A ex-presidente acelerou a política expansionista ainda mais e usou o banco para forçar as demais instituições a baixar os juros. Esse movimento foi acompanhado por uma diversificação das atividades da Caixa, que passou a fazer consignado e até financiamento de veículos.

Auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) consideram que até programas sociais foram lançados "sem muita consistência". Criado em 2014, o Minha Casa Melhor, por exemplo, gerou prejuízo de cerca de R$ 500 milhões no primeiro ano.

Em 2016, quando Dilma deixou o governo, a Caixa já estava à frente do Banco do Brasil, com R$ 661 bilhões na carteira de crédito. A receita bateu em R$ 22,4 bilhões, mas o lucro foi de R$ 4,1 bilhões, segundo levantamento da consultoria Austin Asis.

"A Caixa foi quase uma extensão do Orçamento federal, uma forma de gastar sem prestar contas e segurar a crise financeira pelo crédito", disse Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Asis.

Segundo ele, a Caixa viu seu capital minguar diante dos custos elevados da prestação de serviços e do pagamento de dividendos bilionários para que o governo cumprisse suas metas fiscais.

Desde 1995, quando FHC assumiu o cargo, até o fim de 2016, a Caixa pagou quase R$ 40 bilhões à União, em valores corrigidos pela inflação. Somente com Dilma, o banco remeteu ao controlador R$ 29 bilhões –72,5% do total. Nesse mesmo período, o lucro do banco caiu 20%.

Sob Dilma, a eficiência medida pela relação despesas/receita bateu em 71%. Hoje está em 59%. Os bancos privados têm índice abaixo de 50%, diz Santacreu.

Desse período, diversas operações ainda seguem sob investigação do TCU. Os auditores questionam desde manobras para aumento do lucro até distribuição de dividendos.

UMA CAIXA DE ESCÂNDALOS 
Os principais casos em que o banco foi alvo de investigações:

2004 
Presidente do banco e outros executivos foram denunciados por gestão fraudulenta e corrupção na renovação do contrato com a GTech, dona do sistema de loterias

2006 
O caseiro Francenildo Costa contou que o então ministro da Fazenda Antonio Palocci recebia empresários numa mansão. Suspeito de ter sido subornado, teve o sigilo quebrado pela Caixa, o que levou a queda de Palocci

2007 
Controladoria-Geral da União (CGU) exonerou um superintendente do banco por ter recebido dinheiro de uma quadrilha que operou pela construtora Gautama

2010 
Compra de participação no PanAmericano, banco que pertencia ao apresentador Silvio Santos, foi questionada após intervenção do Banco Central por fraudes na instituição

2011 
Suposta falha no sistema de informações do banco permitiu que uma corretora vendesse papéis da dívida pública de baixo ou nenhum valor por preços acima do mercado. Prejuízo foi de R$ 1 bilhão

2012 
CGU investigou o banco por inflar seus resultados em cerca de R$ 400 milhões com o encerramento de contas inativas sem devido "respaldo legal"

2015 
TCU constatou o uso indevido do banco no pagamento de benefícios sociais, uma das bases para o impeachment de Dilma Rousseff. Banco foi envolvido na Lava Jato pela primeira vez. Empresas do deputado André Vargas receberam 10% dos ganhos de uma agência de publicidade com a Caixa

2016 
Vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto afirma à PF ter feito parte de esquema com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de cobrança de propinas de grandes empresas em FI-FGTS, fundo administrado pelo banco

2017 
Operação da PF investiga esquema de pagamento de propinas pelo então vice de Pessoa Jurídica, Geddel Vieira Lima, de empresas interessadas em obter financiamentos da Caixa (Fonte: Folha.com)



19/01/2018

Em crise, Caixa Econômica prevê 37% de aumento para seus vice-presidentes


A Caixa prevê aumentar em 37% o salário anual de seus vice-presidentes em 2018. A remuneração total de cada um dos 12 executivos pode chegar a R$ 87.398,94 mensais, se acumulados os limites máximos dos honorários, mais ganhos por metas e desempenho pessoal – que são variáveis – e benefícios. Era de R$ 63.548,63 no ano anterior. O último reajuste dos bancários foi de 2,75%, um pouco abaixo da inflação do ano passado, que foi de 2,95%.

O plano do banco de aumentar a remuneração dos vice-presidentes coincide com um momento complicado para a instituição financeira. Nesta semana, quatro executivos foram afastados por suspeita de corrupção e outras irregularidades.

Depois de anos como líder na concessão de crédito no País, a Caixa precisa de dinheiro para não descumprir regras bancárias internacionais. O banco contava com um aporte de R$ 15 bilhões do FGTS para se adequar – o que não deve ocorrer depois do escândalo envolvendo os executivos.

Os quatro vice-presidentes afastados são acusados de vazamento de informações privilegiadas para políticos sobre o andamento de pedidos de empréstimos e também de negociar cargo em uma estatal como moeda de troca para liberação de crédito. Os cargos de vice-presidentes na Caixa costumam entrar no rol de negociações do governo com a base aliada em busca de apoio.

O banco prevê gastar R$ 12,5 milhões com salários e benefícios dos executivos entre abril de 2017 e março de 2018. No período anterior, os vices receberam R$ 9,1 milhões. A informação está em um relatório do comitê de remuneração, que é responsável por elaborar a proposta de gastos de pessoal que o conselho de administração do banco submete ao ministro da Fazenda. (Fonte:Estadão)



19/01/2018

Caixa faz assembleia nesta sexta para aprovar novo estatuto; saiba como será


A assembleia geral extraordinária da Caixa Econômica Federal que vai aprovar o novo estatuto do banco acontecerá nesta sexta-feira (19), às 11h. (João Borges)

Como a Caixa tem um único controlador, a União, a assembleia terá a participação de somente três pessoas:

 - O presidente da assembleia (que pode ser o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, ou algum diretor indicado por ele); 
 - Um procurador da Fazenda Nacional (representando a União); 
 - E um secretário.

Assim que o estatuto for aprovado, será registrado na junta comercial do Distrito Federal. Após o registro, o documento se tornará público. O presidente da assembleia, porém, pode autorizar a divulgação antes mesmo do registro.

Com base no novo estatuto, o Conselho de Administração da Caixa, atualmente presidido pela secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, se reunirá na próxima terça (23).

O Conselho passará a ter a prerrogativa de mudar a direção da Caixa, trocando ou mantendo os atuais vice-presidentes e diretores, de acordo com os critérios definidos na lei das estatais aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer.

O presidente da República poderá, somente, nomear o presidente da Caixa, não mais os vice-presidentes.

Afastamento de vice-presidentes 
A assembleia acontece na mesma semana em que quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa foram afastados por determinação do presidente Michel Temer.

O afastamento foi decidido após recomendações do Ministério Público Federal do Distrito Federal e do Banco Central.

Todos os vice-presidentes afastados foram indicados por partidos políticos e são investigados pelo MPF e pela Polícia Federal por suspeitas de irregularidades. (Fonte: G1)



19/01/2018

Occhi garante que não haverá novas correções no Saúde


O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi afirmou dia 17, que a inclusão do teto de gastos do Saúde Caixa em 6,5% sobre as folhas de pagamentos e proventos, vai permitir com que não haja alteração no plano até 2020.

“Se nós não tivéssemos feito uma discussão, sincera, transparente, explicando, aberta, dando o significado do Saúde Caixa, nós não teríamos feito e não teríamos tido a compreensão dos empregados da Caixa. E garantimos que até 2020 não haverá nenhuma mudança”.

Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% das despesas assistenciais, e os empregados, 30%. Os custos administrativos são todos de responsabilidade da Caixa.

A porcentagem relativa aos trabalhadores é mantida por meio de 2% do valor do salário, mais 20% de coparticipação nos procedimentos médicos, limitado a R$ 2,4 mil. O atual modelo de custeio não discrimina idade, faixa salarial ou se o empregado é aposentado ou da ativa. Todos pagam o mesmo valor.

Em 26 de janeiro do ano passado, a direção da Caixa divulgou comunicado informando aumentos no Saúde Caixa, que entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2017. O valor passaria de 2% para 3,46% da remuneração base.

Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de R$ 2,4 mil para R$ 4.209,05. O aumento, porém, foi suspenso por liminar judicial, expedida no âmbito de uma ação impetrada pelo movimento sindical. Nova audiência está marcada para o próximo dia 23 de janeiro. (Fonte: Contec)



17/01/2018

Dá para confiar em Michel Temer e amigos de olho na Caixa Econômica?


Caixa segue sendo loteada (Leonardo Sakamoto)
Michel Temer decidiu afastar, por 15 dias, os quatro vice-presidentes de Governo, de Fundo de Governo e Loterias, de Clientes, Negócios e Transformação Digital e da área Corporativa da Caixa Econômica Federal. Investigações apontam irregularidades em operações e risco de ingerência política. 

Primeiro, o Ministério Público Federal, em dezembro, e, depois, o Banco Central haviam pedido o afastamento de 12 vices, mas Presidência da República resistiu com medo de ser retaliada pelos sete partidos que os indicaram. Vale lembrar que, no momento, Temer busca desesperadoramente votos para aprovar a Reforma da Previdência.

A investigação também citou os nomes de Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e do ex-ministro e, hoje, detento, Geddel Vieira Lima.

Paralelamente a isso, nas alegações finais do processo da Operação Sépsis, que investigou fraudes na diretoria do Fundo de Investimentos do FGTS, os procuradores da República afirmaram que o banco era 'uma espécie de ativo' da organização criminosa comandada por Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), ambos ex-presidentes da Câmara dos Deputados e, agora, presos.

“Igualmente é essencial para a definição das penas de Henrique Alves e Eduardo Cunha a constatação de serem estes criminosos em série, criminal serial, fazendo da política e da vida pública um caminho para a vida delituosa”, afirmam os procuradores.

O loteamento da Caixa continua atendendo às necessidades de Michel Temer e aliados, da mesma forma que foi com governos antes deles. Uns dizem que o nome disso é governabilidade. Outros, safadeza. Mas o que é a governabilidade brasileira senão uma grande safadeza de nosso presidencialismo de coalizão, no qual as demandas dos partidos que dão sustentação ao poder vêm antes do interesse do país?

Vendo tantos nomes conhecidos juntos novamente, lembrei-me do 'Quadrilhão do PMDB', expressão que ficou famosa em setembro último. Essa organização criminosa, de acordo com relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal, contaria, além de Temer, com os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco – esses três soltos por contarem com foro privilegiado. E com Geddel Vieira Lima, Henrique Alves e Eduardo Cunha, no momento, presos. Mas também com Rodrigo Rocha Loures, Tadeu Filippelli, Sandro Mabel, Antonio Andrade, José Yunes e Lúcio Vieira Lima.

'Como em toda organização criminosa, com divisão de tarefas, o presidente Michel Temer se utiliza de terceiros para executar ações sob seu controle e gerenciamento', de acordo com a Polícia Federal. Ele, segundo o relatório, agiria para a indicação de cargos, articulação com empresários beneficiados nos esquemas, recebimento de valores e relações com doações eleitorais.

Este governo não caiu porque comprou os votos dos quais precisava para rejeitar duas denúncias no Congresso Nacional contra ele. Da liberação e de cargos e emendas mas, principalmente, pelo apoio à aprovação de leis e ao perdão bilionário de dívidas que beneficiam os próprios parlamentares e seus patrocinadores, usou de meios bem criativos.

Ao mesmo tempo, o governo afaga o Pato Amarelo. Tem sido competente para aprovar uma agenda de reformas que reduz os gastos com a proteção aos trabalhadores mais pobres e suas famílias a fim de garantir a manutenção de políticas que beneficiam os negócios dos mais ricos. E tira a fatura pela crise do colo dos mais ricos, evitando mudanças tributárias guiadas por justiça social e redistribuição. E como não houve consenso sobre quem ou o quê iria para o lugar de Temer, tudo ficou como está.

Na Caixa, está depositado o FGTS de milhões de trabalhadores que sonham, um dia, em adquirir uma casa própria ou usar os recursos para algo pessoal quando parar de trabalhar. Ao mesmo tempo, é a principal financiadora da habitação popular e, portanto, empresta recursos para que esses mesmos sonhos sejam adquiridos. Isso para citar apenas alguns dos programas bancados com recursos gerenciados pelo banco.

É um desgosto gigante, portanto, que ela continue sendo uma grande Casa da Mãe Joana.

Uma vez que a influência negativa de membros do governo continua na Caixa mesmo depois de todo o bafafá do ano passado, será que não seria melhor, ao invés de afastar apenas os vicepresidentes do banco, mudar de uma vez a Presidência da República?

Se enxugar gelo fosse esporte olímpico, o Brasil ia lacrar um ouro a cada quatro anos. (Fonte: UOL)



17/01/2018

Temer afasta quatro vice-presidentes da Caixa suspeitos de corrupção


Decisão foi tomada após recomendações do Banco Central e do Ministério Público Federal. Afastamento é por 15 dias.

O presidente Michel Temer decidiu afastar, por 15 dias, quatro dos 12 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal. Eles são suspeitos de corrupção. Temer tomou essa decisão só depois de recomendações do Banco Central do Brasil e do Ministério Público Federal.

A reação do Planalto ao avanço das investigações veio no fim da tarde. O presidente Michel Temer determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi, que afastassem os vice-presidentes da Caixa por 15 dias.

Depois, em nova nota, a Presidência esclareceu que o afastamento vale para quatro dos 12 vice-presidentes do banco: Antônio Carlos Ferreira, vice-presidente Corporativo; Deusdina dos Reis Pereira, vice de Fundos de Governo e Loterias; Roberto Derziê de Sant’Anna, de Governo; José Henrique Marques da Cruz, vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

Temer vinha resistindo a tomar essa atitude. Em dezembro, a Procuradoria da República no Distrito Federal já tinha recomendado a troca dos 12 vice-presidentes por serem indicações políticas em funções essencialmente técnicas e, em alguns casos, por também serem alvo de investigações.

Na semana passada o governo rejeitou a recomendação e manteve todos nos cargos, inclusive os indicados pelo ex-deputado Eduardo Cunha e pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, que estão presos.

Mas nesta terça-feira, Temer recuou depois de novas recomendações.

No ofício encaminhado ao presidente, o Ministério Público esclarece, que caso o governo continuasse mantendo todos nos cargos, “eventuais novos ilícitos cometidos pelos atuais vice-presidentes da Caixa Econômica Federal poderão gerar a responsabilização civil do próprio presidente”. Ou seja, o presidente teria culpa na escolha do agente público, sem as devidas cautelas.

E o Banco Central também recomendou o “afastamento e substituição dos vice-presidentes em referência” aos quatro nomes apontados pela auditoria independente.

O Jornal Nacional teve acesso a novas informações da investigação feita na Caixa, sobre suspeitas contra seus dirigentes. São dados que embasaram o Banco Central a pedir os afastamentos, e apontam como ligações políticas desses vice-presidentes da Caixa podem ter influenciado o comportamento deles nos cargos.

A auditoria independente contratada pela Caixa diz ter encontrado documentos que podem indicar que o vice-presidente de Governo, Roberto Derziê Sant’Anna, tenha atendido a pedidos ou fornecido informações de operações da Caixa para o atual ministro Moreira Franco e ao presidente Michel Temer.

O ex-superintendente nacional de Médias e Grandes Empresas da Caixa, Giovanni Alves, confirmou na entrevista feita pelos auditores que Derziê pediu informações sobre operações do banco para repassar a Moreira Franco.

Os documentos obtidos durante o processo de análise revelam que Roberto Derziê e Moreira Franco possuem uma relação de proximidade e que Derziê por vezes recebeu pedidos de Moreira Franco, inclusive em relação ao fornecimento de informações sobre status de operação em trâmite na Caixa.

Durante a auditoria, Derziê negou ter fornecido a Moreira Franco as informações solicitadas. Os auditores afirmam que, depois, Derziê mudou de versão sobre e-mails citando Moreira Franco.

Ao ser questionado acerca de e-mails mencionando “cabeça branca” e “CB”, ele prontamente confirmou que se tratava de Moreira Franco, em uma postura bastante diferente da adotada quando depôs à Corregedoria da Caixa sobre o mesmo assunto.

A auditoria também afirmou que, no dia 28 de outubro de 2015, Derziê recebeu um pedido de Temer, então vice-presidente da República. E respondeu que o pleito seria tratado com prioridade: era uma indicação de uma pessoa para o cargo de superintendente da Caixa em Ribeirão Preto, São Paulo.

Derziê disse que indicou o nome a José Henrique Cruz, e que aquele já era o centésimo pedido pelo mesmo nome.

Apesar de negar influência política no cargo que ocupou, Derziê disse aos auditores que Michel Temer percebeu sua utilidade em termos de gestão de repasses nas emendas parlamentares. Ainda segundo Derziê, os dois têm uma relação política personalizada, não partidária.

Os auditores recomendam medidas imediatas à Caixa Econômica, entre elas, obter as contas telefônicas de Derziê para cruzar dados e números e análise patrimonial dele. A auditoria recomenda a continuidade da análise dos arquivos digitais do dirigente afastado.

Cunha teria pressionado 
A auditoria contratada pela Caixa tem o relato de um dirigente afastado sobre pressão de Eduardo Cunha. Segundo a auditoria, Antônio Carlos Ferreira, que foi afastado da vice-presidência Corporativa, contou que assim que foi nomeado começou a receber ligações de Eduardo Cunha que, na época, era deputado federal. Segundo a auditoria, Ferreira relatou que Cunha foi agressivo e mencionou que ele - Antônio Carlos Ferreira - só estava mantido no cargo por causa da concordância de Eduardo Cunha.

Ele contou que entre as condições que Cunha colocou na mesa para que ele fosse mantido no cargo estavam que Ferreira fizesse visitas semanais para prestar contas a Eduardo Cunha e que informasse Cunha sobre operações da Caixa aprovadas e prestes a serem liberadas em valores acima de R$ 50 milhões porque, segundo informação da auditoria, Cunha disse que aquilo ajudaria a rentabilizar seu mandato.

Ferreira disse que negou todos os pedidos e contou tudo para o então presidente da Caixa, Jorge Hereda, que o aconselhou a contar tudo para Michel Temer, então vice-presidente da República.

De acordo com a auditoria, no mesmo dia, Ferreira visitou Michel Temer, que o tranquilizou dizendo que ele deveria continuar trabalhando porque Eduardo Cunha era um deputado controverso e que estava recebendo ligações da Cunha naquele exato momento.

Essas informações foram prestadas pelo próprio dirigente afastado nessa auditoria que foi contratada pela Caixa, uma investigação independente.

O que dizem os citados 
A Caixa declarou que vai cumprir todas as determinações da Presidência da República. A assessoria do Palácio do Planalto e o ministro Moreira Franco não quiseram se manifestar.

Antônio Carlos Ferreira afirmou que não cumpriu as exigências do ex-deputado Eduardo Cunha assim que foi nomeado para a vice-presidência corporativa; que se colocou à disposição do Ministério Público, mas que nunca foi convidado a prestar depoimento; e que o relatório independente de auditoria concluiu que não há indícios de crime cometido por ele.

José Henrique Marques da Cruz afirmou que, desde o início, abriu mão de seus sigilos e que as mensagens não se referiam ao seu nome. José Henrique também disse que a investigação independente registrou que os esclarecimentos dados por ele são verossímeis, e que não foi possível identificar um risco específico em sua atuação.

Roberto Derziê de Sant’Anna e Deusdina dos Reis Pereira não quiseram se manifestar.

O Palácio do Planalto se manifestou por volta das 21h sobre as declarações do vice-presidente afastado da Caixa Econômica Antônio Carlos Ferreira a respeito de uma suposta pressão que ele recebeu do então deputado Eduardo Cunha. Segundo a assessoria do Planalto, ao ser informado, o presidente Temer tranquilizou Ferreira para que mantivesse seu comportamento inalterado. (Fonte: O Globo)



11/01/2018

Procurador do TCU quer barrar socorro à Caixa


A Caixa pode se transformar no ‘novo BNDES’ do governo Michel Temer com a injeção de recursos do FGTS, avaliam os críticos da operação de capitalização de R$ 15 bilhões do banco com recursos do fundo dos trabalhadores. A comparação é uma alusão aos aportes bilionários feitos pelo Tesouro no BNDES a partir de 2009, que “incharam” a capacidade do banco e que passaram a ser cobrados pelo governo no ano passado.

Contrário à operação, que terá ainda que ser aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Julio Marcelo, alertou que o socorro poderá representar uma reedição do caso do BNDES durante os governos Lula e Dilma Rouseff, que começou com o Tesouro emprestando R$ 12 bilhões e, no final de seis anos, já tinha emprestado R$ 500 bilhões. Esses empréstimos foram usados para turbinar o crédito de empresas e setores durante os governos do PT.

“Esses R$ 15 bilhões autorizados são apenas a ponta do iceberg. Pode chegar a R$ 100 bilhões”, advertiu o procurador que quer barrar a operação com a Caixa. Essa mesma avaliação é compartilhada por integrantes do Ministério da Fazenda, segundo fontes.

Essa ala vê um movimento parecido daquele realizado durante a gestão do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, prática que a equipe econômica atual prometeu barrar quando o presidente assumiu o governo. Um integrante da equipe econômica, ouvido pelo Estadão/Broadcast, reconheceu que voltou ao radar o risco de o crédito do banco ser turbinado nesse ano eleitoral.

Defensor do aporte, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, tem repetido que a operação é importante para garantir programas sociais do governo.

Nesta segunda-feira, 8, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, acertou com o presidente Michel Temer a liberação de R$ 2 bilhões a Estados e municípios. A concessão desses empréstimos pela Caixa e pelo Banco do Brasil está provocando uma ciumeira entre os governadores e é moeda de troca de apoio para aprovação da reforma da Previdência.

Para o presidente do Insper, Marcos Lisboa, a Caixa não tem funcionado como banco comercial e o governo já teve de aportar recursos diversas vezes. “Agora é o dinheiro do FGTS”, disse. Segundo Lisboa, o banco fez vários empréstimos preocupantes nos últimos anos, e mais recentemente voltou a emprestar para os Estados.

“Não deveria. Parece que não aprendemos com a expansão fracassada de recursos públicos por meio de empréstimos no governo anterior”, disse Para ele, a situação parece lembrar os equívocos de bancos estaduais e seus empréstimos nos anos 90. Procurada, a Caixa defende recomposição de seu capital de nível em até R$ 15 bilhões. (Fonte: Estadão)



11/01/2018

Aposentados e pensionistas que ganham mais que o mínimo terão reajuste de 2,07%


O reajuste equivale à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017, anunciado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Os aposentados e os pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 2,07%, informou nessa quarta-feira (10/1) à noite o Ministério da Fazenda.

O reajuste equivale à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017, anunciado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, que mede a variação de preços para famílias que ganham de um a cinco salários mínimos, registrou variação menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 2,95%.

Com o reajuste, o teto das aposentadorias e pensões da Previdência Social sobe de R$ 5.531,31 para R$ 5.645,80. Quem recebe benefícios que equivalem ao salário mínimo, que passou de R$ 937 para R$ 954, terá reajuste menor, de 1,81%.

Contribuições ao INSS 
A portaria também reajustou as faixas de contribuição dos trabalhadores para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A contribuição de 8% passa a valer para quem recebe até R$ 1.693,72.

Quem ganha entre R$ 1.693,73 e R$ 2.822,90 pagará 9% e quem recebe de R$ 2.822,91 até o teto contribuirá com 11% do salário. Como o recolhimento se dará sobre o salário de janeiro, as novas faixas só entrarão em vigor em fevereiro.

As faixas do salário-família também sofreram reajuste. A cota de R$ 45 valerá para os segurados que ganham até R$ 877,67. Para quem recebe entre R$ 877,68 e R$ 1.319,18, a cota corresponderá a R$ 31,71. (Fonte: Correio Braziliense)



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