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29/06/2017

CCJ aprova e reforma trabalhista segue para votação no plenário do Senado


Projeto é aprovado por 16 votos a 9 após quase 14 horas de sessão ininterrupta na Comissão de Constituição e Justiça. Aval na CCJ é vitória do governo Temer em meio à crise política (Evandro Éboli e Flávia Pierry)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por 16 votos a 9, por volta das 23h20 desta quarta-feira (28), o relatório favorável à reforma trabalhista, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo Michel Temer na Casa. A sessão durou quase 14 horas ininterruptas. Houve uma abstenção. Três emendas ao projeto foram rejeitadas.

A aprovação é uma vitória do governo, que aposta nesse projeto como um dos trunfos para tentar sair das cordas. O texto segue agora para votação pelo plenário do Senado em regime de urgência, possivelmente na semana que vem, última etapa antes de seguir para sanção de Temer caso seja novamente aprovado.

Apesar da vitória na votação, não houve comemoração da base aliada. Poucos minutos antes da votação, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que anunciou oposição ao governo Temer nesta quarta, defendeu voto contrário à reforma e disse que o Senado será cobrado pela aprovação das mudanças.

“Que todos que votarem saibam, sem exceção, que amanhã o Senado vai assumir uma responsabilidade muito grande perante o país. Terá que demonstrar numa economia decadente, um ministro da Fazenda que passou, passou. Que não sabe mais nem o que diz e o que faz. Um governo que prioriza o mercado e fica até essa hora produzindo um fato goela abaixo de todos”, disse.

“Quero ver daqui a três meses, quando aprofundar a economia, o desemprego aumentar, o salário cair. Quando, por causa da reforma, as pessoas começarem a adoecer, a morrer”, completou Renan.

Uma longa sessão
Parlamentares, a maior parte da oposição, se revezaram nos discursos ao longo do dia. A sessão começou com a leitura de seis votos em separado dos opositores, todos contra o texto de Jucá. Cada um levou uma hora para ler seu texto.

Houve discussão e alguns bate-boca. A oposição usou todo o tempo possível para retardar a sessão. O argumento era de se tentar o acordo em torno de uma proposta alternativa apresentada pelo senador Lasier Martins (PSD-RS). Os oposicionistas tentaram adiar a sessão, com requerimentos, mas foram derrotados.

Por outro lado, o governo, para garantir a vitória, apresentou uma carta do presidente Michel Temer se comprometendo a alterar os pontos polêmicos, vetando ou apresentando uma medida provisórias com as inclusões necessárias.

O relator Jucá rejeitou as mais de 200 emendas e todos esses votos em separado e apareceu com uma carta do presidente Michel Temer com compromissos de mudar o texto a ser aprovado na Casa. O objetivo é evitar alterações no texto e, assim, impedir que retorne a apreciação da Câmara, o que atrasaria ainda mais a votação, tudo que o governo não quer.

Durante o debate teve uma discussão entre a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), com Jucá. No momento que o senador Renan anunciava no plenário, que deixava a liderança do governo, a petista sugeriu suspender os trabalhos da CCJ para acompanharem a fala do peemedebista. Jucá não gostou e disse: “Vai lá. Quer ir ver, vai lá. Não vamos suspender nada”, disse Jucá. Gleisi respondeu: “Como assim vai lá?! Que isso?! É preciso respeito!”

Defensores da reforma se esconderam
Poucos senadores defensores da reforma discursaram, com exceção do relator Jucá. João Capiberibe (PSDB-AP) provocou o governo e disse que seus aliados estavam mudos e calados. Gleisi, ao criticar a reforma, afirmou que os trabalhadores não tem as mordomias oferecidas aos senadores, como carro com motorista, apartamento pago erário e 14º e 15º salários.

“A maioria aqui nem ‘tchun’ para os mais pobres. São invisíveis. Quem aqui conversar ou dá bom dia ao ascensorista, ao pessoal da limpeza, a cozinheira?!. São para essas pessoas que estamos fazendo a reforma traalhista. O pobre faz parte do quê? Da paisagem? O projeto de nação de vocês é tirar direito. Que pobre fique mais pobre!”, disse a petista.

Um dos poucos governistas a defender a proposta foi o líder do PSDB, Paulo Bauer (SC). Ele afirmou não entender as razões da oposição a um projeto que, para ele, vai modernizar as regras no país. Disse não ser um projeto do governo Temer, mas do país.

“O tempo vai mostrar e demonstrar o acerto dessas medidas. Me pergunto quem os senadores da oposição ouviram para manifestar dessa forma contra o projeto. Não represento patrão nem empregado e nem sindicato. Mas convivo com todos”, disse Bauer.

Mensagem de Temer
Jucá leu os oito pontos acordados, com exclusão de trechos, com veto presidencial, e inclusão de novos artigos numa medida provisória que será publicada. “No dia da sanção do projeto, será imediatamente publicada uma medida provisória que vai ajustar alguns textos levantados aqui. Existe uma contribuição importante da oposição”, disse o relator.

Entre esses pontos anunciados por Jucá, com o objetivo de agradar a oposição, estão alteração no modelo do trabalho intermitente, visando melhorá-lo, e prevendo uma quarentena de 18 meses da transição de um contrato para outro.

Será excluída a multa prevista ao trabalhador; a jornada de 12 horas por 36 horas será alterada e essa forma de contratação será prevista por acordo coletivo ou contratação coletiva, ressalvado o trabalho doméstico; será preservada a obrigatoriedade da presença do sindicato na negociação coletiva; gestantes e lactantes não trabalharão em locais insalubres; e foi excluído um dos temas mais polêmicos, que era o vínculo da indenização em casos de assédio ao salário do trabalhador ou trabalhadora. Jucá afirmou ainda que o governo estuda alternativa em relação ao imposto sindical.

Os senadores da oposição não concordaram com a proposta e acusaram o presidente de tentar algo positivo num momento que seu governo passa por um momento crítico. “Isso que o governo está oferecendo é um bombom para agradar a uma criança. É ingênuo acreditar na palavra do presidente Temer. E quem falou que ele estará no cargo daqui a um mês”, disse Humberto Costa (PT-PE). “Isso é um cheque em branco para o presidente, cujo governo está no seu fim”, disse Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

O senador Lasier Martins (PSD-RS), autor de um dos votos em separado e apontado como a saída pela oposição, também criticou a proposta do governo e fez uma contraproposta. “Vamos adiar essa sessão para que o presidente da República nos dê garantia disso que vem aí, com o que exatamente ele está se comprometendo. Não sei se é uma hipótese tola, mas que o presidente Temer remeta uma carta assinado. Não podemos entrar numa fria”, disse Lasier.

Paulo Paim teve uma reação dura à carta de Temer. “Virou o samba do Congresso louco...Esse virou um Congresso de banana”, disse Paim. Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da CCJ, reagiu: “Eu não sou um congressista de banana!” Paim fez um reparo: “Não chamei aqui ninguém de banana!”.

Logo no início da sessão, às 10 horas, o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) afirmou que a oposição “faria de tudo” para não votar o projeto hoje, mesmo a votação tendo sido acordada entre os senadores na semana anterior.

“O que esse governo quer é aprovar esse desastre e cantar vitória depois. Isso não vai salvar o mandato desse presidente, que vai começar a perder seu mandato na Câmara, quando uma votação aberta vai levá-lo para ser julgado no Supremo (STF). Esse governo acabou e está tentando uma sobrevida qualquer”, disse Lindbergh.

Durante o dia, integrantes do PSB anunciaram que Lídice da Mata (BA), que é suplente, substituiria o titular Roberto Rocha (MA), a favor da reforma. O líder João Capiberibe (AP) chegou a concordar, mas a mudança não foi efetuada oficialmente. Rocha acusou a Lídice de ter agido de má-fé contra ele. No final, Rocha deu um voto a mais para o governo.

Histórico
A reforma trabalhista está tramitando no Senado desde o começo de maio, após aprovação na Câmara. Na primeira comissão, a de Assuntos Econômicos (CAE), o relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) não alterou o texto da Câmara, mas sugeriu que fossem feitos vetos a seis pontos, em acordo com o presidente da República.

O relatório foi aprovado, mesmo em meio ao estouro da crise política que atinge o presidente Temer, após a delação da JBS. Na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o governo sofreu sua primeira derrota. O relatório de Ferraço foi rejeitado com um placar de 10 votos a 9, após um erro de cálculo do governo que deixou um suplente da base votar contra o governo, além de ter dois votos da base contrários ao projeto. Na mesma reunião, foi aprovado o relatório de Paulo Paim (PT-RS).

O projeto ainda precisa ser analisado no plenário do Senado, que terá todos os relatórios aprovados nas comissões como base para votação. Os senadores podem pedir e votar urgência sobre um dos relatórios, para ter prevalência sobre os outros. (Fonte: Gazeta do Povo)



29/06/2017

TODOS NO PROTESTO: Sindicato estará fechado nesta sexta, 30

Diretores e funcionários do Sindicato participarão da mobilização nesta sexta-feira, em Maringá. Nesse dia, portanto, sede administrativa da entidade estará fechada. 



28/06/2017

Paraná Banco eleva lucro em 7,6% no 1º trimestre, para R$ 33,3 milhões


O Paraná Banco teve lucro líquido consolidado de R$ 33,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, aumento de 7,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2016 (R$ 30,9 milhões). As informações foram divulgadas na noite desta sexta­feira.

A rentabilidade da carteira de crédito (ROAA) atingiu 3,6% no primeiro trimestre de 2017, um aumento de 0,5 ponto percentual sobre o mesmo perúiodo de 2016. 
A receita de intermediação financeira foi de R$ 276,5 milhões entre janeiro e março deste ano, queda de 5,5% sobre os R$ 292,8 milhões de igual intervalo do ano passado.

O resultado da intermediação financeira (sem considerar provisões para devedores duvidoso ­ PDD) aumentou 1,4% no primeiro trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período de 2016, finalizando o trimestre em R$ 137,6 milhões.

A carteira de crédito do banco finalizou o trimestre inicial deste ano com R$ 3,8 bilhões, representando uma redução de 4,9% em relação ao mesmo período de 2016.

Essa redução está em linha com a estratégia do banco, que centralizou seus esforços na carteira de crédito consignado para o setor público, enquanto descontinuou as carteiras de crédito empresarial e crédito com garantia de imóvel (home equity). Ao final do primeiro trimestre de 2017, a carteira de crédito consignado para o setor público representava 87,3% da carteira total, informou a instituição.

O retorno sobre os ativos totais (ROAA) no primeiro trimestre deste ano foi de 2,4% e , quando destacada apenas a carteira de crédito, esse retorno foi de 3,6%, que representaram um aumento de 0,3 e 0,5 ponto percentual, respectivamente, em relação ao primeiro trimestre de 2016.

A margem financeira líquida no primeiro trimestre deste ano atingiu 11,4%, sendo 0,9 ponto percentual superior ao de igual período de 2016. 
No primeiro trimestre deste ano, a despesa de provisão para devedores duvidosos (PDD) somou R$ 40,9 milhões, apresentando um aumento de 14,7% em relação ao mesmo intervalo de 2016. (Fonte: Valor Econômico)



28/06/2017

Desmonte trabalhista vai a voto na CCJ nesta quarta

Mais do que nunca é hora de pressionar titulares e suplentes da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para rejeitarem o parecer sobre o PL 38; na sexta 30 tem greve geral contra ataques aos direitos dos trabalhadores

Os senadores da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) votam na quarta 28 o relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) sobre o PLC 38/2017, a reforma trabalhista. A comissão é a última pela qual a proposta tem de passar antes de ser apreciada pelo plenário do Senado, de onde, se aprovada, dependerá apenas da assinatura de Michel Temer para virar lei.

Como Temer foi quem propôs a reforma trabalhista, com apoio de lobistas e empresários, e ela já foi aprovada pela Câmara, a única forma de barrá-la é no Senado. Portanto, é mais importante que nunca pressionar os senadores, integrantes da CCJ ou não, para rejeitarem tanto o parecer de Jucá quanto o PLC em si, que vai a plenário independente do resultado da votação na comissão.

Entenda
A leitura do parecer de Jucá, favorável à proposta que destrói os direitos dos trabalhadores brasileiros, foi feita na quarta 21. Falta apenas a votação do relatório. Independente do resultado, ele será encaminhado ao plenário, junto com os dois outros anteriores aprovados, sendo um a favor - o da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) - e um contra - o da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Na CAS, o parecer original do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) era favorável à reforma, porém foi rejeitado pela comissão por 10 votos a 9 e em seu lugar foi aprovado o voto em separado de Paulo Paim (PT-RS), contrário ao projeto de desmonte trabalhista. A votação da CAS foi a segunda do trâmite, o que mostra que a pressão sobre os senadores está surtindo efeito. A primeira, na CAE, foi 14 a 11 a favor da proposta.

"O relatório da CCJ tem um peso grande, que pode ser decisivo na votação final. Por isso, precisamos entupir as caixas de mensagens dos senadores", reforça Ivone Silva. O PLC 38/2017 deve ser apreciado no plenário do Senado poucos dias depois da votação na CCJ.

Desmonte
A tal "reforma" trabalhista é, na verdade, a demolição completa dos direitos dos trabalhadores, conquistados a duras penas em décadas de luta (veja quadro abaixo). De uma vez só, pode aumentar a jornada para até 12 horas/dia, reduzir o tempo para almoço, eliminar a PLR, dificultar - e muito - o acesso à Justiça do trabalho, reduzir ou eliminar férias e 13º salário, deixar o funcionário à disposição do empregador recebendo apenas quando efetivamente trabalhar, facilitar a demissão em massa. Para os bancários, um retrocesso sem tamanho: adeus à incorporação de função. (Fonte: Seeb SP)



28/06/2017

Campeonato entra na segunda fase




27/06/2017

Crise econômica aumenta casos de afastamento do trabalho por ansiedade



Transtornos mentais e de comportamento são o terceiro maior motivo de afastamento do trabalho hoje, atrás apenas de lesões e doenças do sistema osteomuscular


A ansiedade já responde por dois em cada dez afastamentos por transtornos mentais e comportamentais. | Jonathan Campos/Gazeta 



Medo do futuro, palpitações, insônia, falta de ar, sensação de paralisia. Situações assim, que descrevem alguns dos sintomas de ansiedade, têm levado mais pessoas ao afastamento do trabalho.


Dados da Secretaria de Previdência mostram que as concessões de auxílio-doença por transtornos de ansiedade cresceram 17% em quatro anos: de 22,6 mil, em 2012, para 26,5 mil, em 2016.


Nesse período, as despesas com o benefício à União foram de R$ 1,3 bilhão. 


A ansiedade já responde por dois em cada dez afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, categoria que também abrange depressão, esquizofrenia e problemas relacionado ao uso de drogas.


Fica atrás apenas de depressão, que responde por três em cada dez concessões desse tipo de benefício. O auxílio-doença é previsto para segurados do INSS acometidos por doenças que impeçam o trabalho.


Para especialistas, entre os fatores para o aumento dos afastamentos por ansiedade, estão a crise econômica e a maior conscientização sobre a doença, o que colabora para diagnóstico e tratamento.


“Doenças psiquiátricas menores, em que o estresse e ambiental é um fator para desencadeamento, aumentam em época de crise econômica, porque cresce a insegurança”, afirma Márcio Bernik, coordenador do ambulatório de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP.


Ansiedade, segundo ele, é mais comum que depressão, mas é menos diagnosticada.


“É desafiador enfrentar transtorno mental porque é subjetivo”, afirma o subsecretário da Previdência Social Benedito Brunca. 


Bernik diz que a incapacitação profissional é um dos fatores que ajudam a diagnosticar quando a ansiedade é uma doença. “O que vai determinar se é uma doença ou não é o sofrimento excessivo e prejuízo funcional”, diz.


Hoje, transtornos mentais e de comportamento são o terceiro maior motivo de afastamento do trabalho, atrás de lesões e doenças do sistema osteomuscular. 


Afastamento “Comecei a ser muito pressionado. Quando vi, estava doente”, afirma o bancário Webert Maciel, 28. Segundo ele, a doença começou após ter sofrido assédio moral no trabalho.


“Tinha pânico de sair de casa. Passava cinco dias sem dormir e comecei a desmaiar. Era depressão profunda.” 


Mesmo com laudo de três médicos e dois psicólogos, ele diz que teve de recorrer à Justiça para comprovar no INSS que o quadro tinha ligação com o trabalho. (Fonte: Gazeta do Povo)



27/06/2017

O que direi aos meus filhos?


Claudecir de Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região

 

Tenho dois filhos. Uma de 11 anos e outro de 18. Fico pensando na resposta que poderia dar a eles se um dia me perguntassem: “Pai, você efetivamente acredita na política? Acredita que pode vir algo de bom desses caras metidos em atos de corrupção, em conluio com empresas, que escondem dinheiro na cueca, correm com malas de dinheiro, se digladiam pelo poder, sem se importar com as pessoas que realmente precisam?”


Confesso que, mesmo discutindo política em casa praticamente o tempo todo, sempre falando de luta, defesa dos trabalhadores, criticando este estado de putrefação que vive a política brasileira na atualidade, ficaria sem voz por um bom tempo.


Miraria o horizonte distante, permanecendo por algum tempo absorto em pensamentos, talvez seria tomado por uma tristeza, um estado de desânimo, ao pensar que poderia dar uma resposta simples e sincera: “Não. Não acredito. Estamos perdidos, sem saída. Venceu a corrupção, o mal, a ignorância, o absurdo. Estamos literalmente nas mãos de bandidos”.


Lembraria de um “conselho” que teria sido dado pelo então poderoso ministro no Governo FHC, o falecido Sérgio Motta, a seu sucessor: “A ética, na política, não é a mesma do cidadão comum. É mais flexível”.
Pensaria que nos nossos dias tem imperado um conceito atribuído a Nicolás Maquiavel, o autor de “O Príncipe”, obra Renascentista que trata de conselhos práticos de como o monarca deveria agir para se manter no poder. O conceito básico é: os fins justificam os meios.


E foi exatamente esta a lógica adotada pelo alto escalão do PT, que deixou para trás sua história construída sob os escombros da Ditadura Militar, ao chegar ao poder. Utilizaram-se de todos os meios abomináveis para  manter-se no poder.


Situação semelhante vive o PSDB que, após retirar o país de uma hiperinflação, criando a estabilidade da moeda, com o Plano Real, vive atualmente mergulhado em um lamaçal de corrupção, recebendo propinas dos mesmos financiadores do partido adversário. Isso, é lógico, sem esquecer as demais legendas, como o próprio partido do presidente da República, o PMDB, que virou um balcão de negócios.  Praticamente todos os membros do alto escalão destas legendas estão nas planilhas da corrupção da Odebrecht, JBS, entre outras empresas criadas para manter este sistema.


Mas, passado alguns instantes, mergulhando mais à fundo em minhas convicções, revendo antigos ensinamentos recebidos em casa quando criança sobre ética, amor, valores cristãos, passando pelas inúmeras lutas travadas no movimento sindical, nas vitórias alcançadas em favor dos trabalhadores, mesmo quando tudo parecia perdido, tomaria um alento, para então responder: “Sim, eu acredito na política!” E citaria o filósofo grego Aristóteles, para o qual  a política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana, o bem comum.
Citaria que, ao mesmo tempo em que estamos vendo tantos e tantos políticos mergulhados em um estado lamentável de podridão, também presenciamos um momento único em nossa história. Pela primeira vez temos a nítida sensação de que a impunidade está perdendo para a Justiça.


Temos de reconhecer que há retrocessos, como a vergonhosa votação no TSE, em que alguns ministros livraram o presidente Michel Temer da cassação, mas os avanços são maiores. Basta ver o empenho dos procuradores e juízes de Curitiba, há anos retirando a sujeira que estava embaixo do tapete, com a Operação Lava-Jato. Os avanços em termos de transparência acontecendo por pressão da sociedade. As pessoas tomando as ruas para dizer “basta de sacanagem”.


Portanto, tudo o que não devemos neste momento é ceder ao desânimo, à desesperança, ao conformismo. Essa letargia só beneficia o bandido, o corrupto ou corruptor. É preciso retomar as forças e ir à luta, acreditando que podemos passar nosso país à limpo e eleger homens comprometidos com a ética, a responsabilidade e com a verdadeira política.  Esta esperança, o jovem não deve perder jamais.



27/06/2017

Assembleia no Sindicato aprova adesão a paralisação nacional


 

Foi aprovada nesta segunda-feira, 26, em assembleia realizada na sede administrativa do Sindicato, a adesão da entidade à paralisação nacional prevista para ocorrer nesta sexta-feira, dia 30 de junho.


O protesto, em Maringá, terá concentração em frente ao INSS, a partir das 9h. Está prevista também caminhada por vias centrais da cidade, a exemplo da mobilização anterior, realizada no dia 28 de abril, que reuniu milhares de trabalhadores e integrantes de movimentos sociais.


“Este ato canaliza todo o nosso descontentamento, indignação e reação a esta política perversa em curso no país, onde estão sendo eliminados direitos sociais e trabalhistas, sob o argumento de reformas, que na realidade não passam de propostas para atender à classe empresarial e mercado financeiro”, aponta o presidente Claudecir de Souza.


“Por isso, nosso Sindicato estará à frente deste ato, ao lado de demais entidades representativas dos trabalhadores. E desde já estamos convidando todos os bancários, para que venham somar forças a este grande ato contra toda esta sacanagem que estamos presenciando. É este o momento de sairmos às ruas, de dizendo não a este conluio vergonhoso que tomou conta de Brasília para massacrar ainda mais os trabalhadores.”



26/06/2017

Senador quer que bancários trabalhem todos os sábados


Inspirado na Caixa Federal, Roberto Muniz (PP-BA) protocolou projeto de lei para extinguir norma que proíbe instituições financeiras de abrirem neste dia da semana; dê sua opinião na consulta pública que está no site do Senado (Danilo Motta)

Onde passa um boi, passa uma boiada. Começou com a abertura da Caixa Federal aos sábados, para saque dos valores das contas inativas do FGTS, e pode se tornar lei. Então, imagine você, bancário, ter de trabalhar todos os sábados? Se depender do senador Roberto Muniz (PP-BA), esta pode ser a sua nova realidade.

O parlamentar protocolou na quarta-feira 21 o Projeto de Lei 203/2017. O texto propõe a revogação do art. 1º da Lei 4.178/62, que diz que “estabelecimentos de crédito não funcionarão aos sábados, em expediente externo ou interno”. Dessa forma, bancos passariam a poder abrir as portas um dia a mais na semana.

Você concorda com esta iniciativa? Deixe a sua opinião na consulta pública que está no site do Senado!

Na justificativa do projeto, o senador defende que “não há motivos objetivos para que uma instituição financeira que queira, por razões econômicas, abrir suas agências aos sábados, seja proibida de fazê-lo”. O parlamentar menciona, ainda, a ampliação do horário de funcionamento das agências da Caixa para saques do FGTS, utilizando a medida como exemplo de “êxito”.

Para a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva, a ampliação da jornada de trabalho para um dia a mais na semana é um retrocesso.

“As agências não precisam abrir aos sábados. O que os bancos têm de fazer é contratar mais empregados para atender melhor a população durante o horário de expediente bancário. Mudar isso é um retrocesso para os trabalhadores, que adoecem cada vez mais com uma sobrecarga cada vez maior de trabalho e metas abusivas”, disse.

O PL passará pelas comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Assuntos Sociais (CAS) e de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). (Fonte: Seeb SP)



26/06/2017

Destruição dos seus direitos pode ser votada até o fim do mês

A previsão do presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), é de que a "reforma" trabalhista de Temer, que desmonta a Consolidação das Leis do Trabalho ao alterar cerca de 100 de seus artigos, será votada no plenário do Senado até o fim do mês. Após ser rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado na terça-feira 20, o projeto chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira 21, quando o senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou relatório favorável à proposta que destrói os direitos dos trabalhadores brasileiros.

Após a votação do que foi apresentado por Jucá na CCJ, o que deve ocorrer na quarta-feira 28, os relatórios aprovados em três comissões do Senado (CAE, CAS e CCJ) serão enviados para apreciação do plenário da casa. O relatório da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que rejeitou o parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PSDB) e aprovou o voto em separado de Paulo Paim (PT-RS), contrário ao projeto de desmonte trabalhista do governo Temer, pode ser considerado em plenário. Entretanto, geralmente, o plenário vota nos termos do parecer mais pertinente que, no caso, é o da CCJ.



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