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05/05/2017

Reforma trabalhista vai ao Senado; entenda como é a votação



A proposta de reforma trabalhista chegou ao Senado nesta semana, após ser aprovada pela Câmara, e começou a percorrer sua trajetória na Casa. 
O projeto, que propõe mudar direitos trabalhistas e divide opiniões, é uma das prioridades do governo Michel Temer, que gostaria de vê­lo aprovado ainda neste semestre. Isso, porém, é incerto, e pode ficar apenas para a segunda metade deste ano.

Entenda o caminho que ele deve seguir até começar a valer.

Caminho nas comissões
No Senado, o projeto da reforma trabalhista foi protocolado como PLC (Projeto de Lei da Câmara) 38/2017. 
Ele vai tramitar em conjunto com outros dois projetos que já estavam na Casa, e tratam de questões que estão dentro da reforma. Um cria o contrato de trabalho intermitente e outro determina que apenas os filiados ao sindicato devem pagar o imposto sindical.

A reforma trabalhista vai passar por três comissões do Senado:

 - Assuntos Econômicos (CAE) 
 - Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) 
 - Assuntos Sociais (CAS)

Cada comissão emite um parecer sobre o projeto, que é sua posição sobre aquele tema, geralmente se manifestando pela aprovação ou rejeição.

Na quinta­feira (4), ela chegou oficialmente à Comissão de Assuntos Econômicos, a primeira onde será analisada pelo Senado. Lá, será relatada pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB­ES).

Segundo o regimento do Senado, o projeto fica por até 15 dias úteis em cada comissão, podendo ser prorrogado pelo mesmo prazo, caso o presidente da comissão faça o pedido. Na CCJ, o prazo é maior, de 20 dias úteis, também podendo ser ampliado por mais 20 dias.

Inicialmente, o vice­presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB­PB), tinha determinado que a reforma passaria por apenas duas comissões, CAE e CAS. Caso isso acontecesse, ela poderia ir à votação entre o final de maio e início de junho, segundo cálculos de Cunha Lima, que estava exercendo a presidência da Casa na ausência de Eunício Oliveira (PMDB­CE).

A oposição, porém, queria que fossem quatro. Após acordo, também foi incluída a CCJ. Assim, ela deve demorar mais para ir à votação.

Plenário 
Depois que for analisada nas comissões, a reforma segue para votação em plenário. Não há um prazo mínimo ou máximo determinado para isso acontecer. Quem determina quando o projeto entra na lista de votações é o presidente do Senado.

No Senado, precisa de maioria simples para ser aprovada, ou seja, metade dos senadores presentes na sessão, mais um.

Se for aprovada pelo Senado, a reforma segue para sanção do presidente Michel Temer (PMDB). Se sofrer alguma alteração, porém, ela deve voltar para a Câmara para ser analisada novamente.

Fonte: UOL



05/05/2017

Deputados e senadores conseguem aposentadoria acima de R$ 60 mil por mês



Crédito: Marcos Oliveira (Agência Senado)
Aposentadoria acima de R$ 60 mil por mês: veja como isso é possível para deputados e senadores

Considerado como uma entidade privada, embora seja mantido quase que totalmente com recursos da União, o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) permite a seus filiados e pensionistas, entre tantas regalias, a possibilidade de acúmulo de rendimentos que resulta no desrespeito do teto remuneratório constitucional. Aposentadorias são somadas a salários, pensões e até mesmo a outras aposentadorias, o que resulta em vencimentos acima de R$ 60 mil. Não há ilegalidade nesses pagamentos.

O ex-presidente José Sarney tem três aposentadorias, num total de R$ 73,7 mil. O ex-deputado e ex-senador Antônio Carlos Kondes Reis (SC), que transitou por Arena e PDS até chegar ao PFL, recebe R$ 33,7 mil do IPC – justamente o teto constitucional. Mas ele conta ainda com a pensão de R$ 30,4 mil por ter sido governador de Santa Catarina durante a ditadura militar.

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) também estão entre os mais bem remunerados. O vice-presidente do tribunal, ministro José Múcio Monteiro, recebe R$ 26,1 mil do IPC por conta de mandato como deputado federal. Com subsídio de R$ 32 mil no tribunal, recebeu R$ 42 mil brutos em março. A sua assessoria afirma que foi aplicado o abate teto, mas apenas sobre o seu salário. A aposentadoria foi mantida intacta.

O ex-deputado e ministro aposentado do TCU Humberto Souto, ex-líder do governo Collor na Câmara, ganha R$ 27,8 mil do IPC. Em março, contou com mais R$ 37,2 mil brutos da aposentadoria pelo tribunal. O abate teto atingiu apenas o segundo benefício. Ele agora é prefeito de Montes Claros, mas a sua assessoria afirma que ele “abriu mão” do salário.

Público privado

Desde 1993 o TCU entende que o IPC é um instituto de previdência privada porque os parlamentares contribuíam com recursos próprios e o dinheiro era investido. Mas o fato é que o instituto estava quebrado quando foi extinto em 1999 – não tinha dinheiro para cumprir seus compromissos, que passaram a ser bancados pela União. Em 2013, o tribunal decidiu que os benefícios oriundos do IPC estavam excluídos da incidência do teto remuneratório constitucional.

O principal argumento usado no julgamento foi uma resolução do Conselho Nacional de Justiça que exclui do teto “benefícios percebidos de planos de previdência instituídos por entidades fechadas, ainda que extintas”. Assim, as aposentadorias do instituto podem ser acumuladas com pensões de ex-governadores, salários de ministros e até aposentadorias de servidores da Câmara ou do Senado.

O deputado Esperidião Amin (PP-SC) conta hoje com uma pensão como ex-governador de Santa Catarina no valor de R$ 30,4 mil. Aposentado pelo IPC, teria direito a mais uma aposentadoria de R$ 17,3 mil. Não recebe porque está no exercício do mandato. Quando retornar à aposentadoria, receberá R$ 19,3 mil pelo instituto mais a pensão de ex-governador, num total de R$ 49,7 mil. Ele afirmou à Gazeta do Povo que apresentou emenda à reforma da Previdência para implantar o “teto efetivo”, válido para políticos, parlamentares, juízes, promotores, enfim, todos os agentes públicos.

“A minha emenda é para que a soma do que sai dos cofres públicos, a qualquer título, não ultrapasse o teto constitucional. O teto existe. Quando eu digo efetivo, é para efetivar”, explica. Lembrado de que tem direito a um a pensão como ex-governador, afirmou: “Eu nunca votei a favor dessa pensão, mas sei que, historicamente, ela tem uma razão presidencialista. Ela está na constituição do meu estado e do Brasil. Não me cabe defendê-la. Eu cobro é que haja o teto efetivo da soma do que o cara ganha”.

Mas ele afirma que não pretende se aposentar: “Não fiz as contas porque não pretendo me aposentar. Na verdade, eu tenho vergonha até de pegar a fila dos idosos. Como eu não tenho cabelo branco [ele é completamente careca], não tenho como comprovar a idade. Cada vez que entro da fila é uma vergonha”, diz ele, em tom de brincadeira.

Governadores

O maior número de casos de estouro do teto remuneratório acontece por conta das pensões pagas a ex-governadores ou seus dependentes no caso de morte – em torno de R$ 30 mil na maioria dos estados. Entre os beneficiários estão os ex-governadores José Sarney (MA), Pedro Simon (RS), Alceu Collares (RS) e Jorge Bornhausen (SC), que têm pensão de R$ 30,4 mil.

Como Sarney recebe mais R$ 29 mil pelo IPC e R$ 14,2 mil como servidor aposentado do Tribunal de Justiça do Maranhão, tem tenda total de R$ 73,7 mil. Decisão tomada pela juíza federal Cristiane Pederzolli, de Brasília, no início de abril, determina que o ex-presidente devolva aos cofres públicos o dinheiro que recebeu acima do teto constitucional nos últimos cinco anos. Sarney recorreu da decisão.

Simon tem aposentadoria pelo IPC no valor de R$ 17,5 mil. Ele suspendeu a pensão como governador enquanto estava no Senado e tinha salário de R$ 33,7 mil. Mas voltou a receber o benefício quando ficou apenas com a verba do IPC. Bornhausen tem aposentadoria de R$ 13,1 mil pelo IPC.

Roberto Requião (PR), Edison Lobão (MA) e Esperidião Amin (SC) estão com a aposentadoria do IPC suspensa porque foram reeleitos. Mas elas retornarão ainda mais gordas quando eles concluírem o mandato. Por enquanto, eles somam ao seu salário a pensão de ex-governador.

Algumas viúvas de ex-governadores chegam a ter duas e até três pensões. Arlete Richa, viúva de José Richa e mãe do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), recebe R$ 13,3 mil do IPC pelos mandatos do senador e mais R$ 30,4 mil do governo do Paraná. Viúva de Leonel Brizola, Guilhermina Pinheiro conta com R$ 12,8 mil do instituto de previdência, mais R$ 21,8 mil da pensão paga pelo governo do Rio de Janeiro e R$ 30,4 mil do governo gaúcho – um total de R$ 65 mil.

A decisão do TCU tornou possível mais um tipo de acúmulo: aposentadoria de servidor da Câmara com aposentadoria de parlamentar. A ex-deputada Lúcia Braga (PMDB-PB) exerceu três mandatos na Câmara, de 1987 a 2007. Antes disso, em abril de 1979, começou a trabalhar como servidora da Câmara. Três anos mais tarde, retornou à Paraíba para assumir a Fundação Social do Trabalho, criada pelo governador e seu marido, Wilson Braga. O trabalho social impulsionou o início da sua carreira parlamentar. Licenciou-se da Câmara em 1986 para se candidatar a deputada.

Em 1995, aposentou-se pelo IPC, mas voltou ao mandato em 2003. Hoje, recebe aposentadoria de R$ 12,6 mil do instituto. Mas aposentou-se também como servidora da Câmara, recebendo benefício de R$ 31,2 mil, mais R$7,4 mil pelo exercício de um cargo de confiança (CNE-7) e R$ 8,8 mil de vantagens pessoais. Com a aplicação do redutor constitucional, recebe líquido R$ 23,7 mil.

A Câmara explica o malabarismo funcional feito pela servidora para conseguir a aposentadoria. Lúcia Braga averbou 17 anos de trabalho na área pública antes de ingressar na Câmara. Com mais “13 anos de trabalho na instituição, cumpriu a exigência de 30 anos de serviço”. A assessoria acrescenta que a aposentadoria da servidora foi concedida com base no que determinava, na época, a redação original do art. 40 da Constituição Federal.

O deputado Freitas Diniz (MDB-MA) exerceu três mandatos de 1967 a 1983, quando se aposentou pelo IPC, com benefício de R$ 13 mil. Mais tarde, aposentou-se como servidor da Câmara. Tem hoje remuneração fixa de R$ 28,6 mil, mais R$ 9,2 mil de vantagens pessoais e R$ 7,4 mil por um cargo de confiança (CNE-7). Com a aplicação do redutor constitucional, recebe R$ 23,6 mil líquidos.

A Câmara afirma que o caso de Freitas enquadra-se no Acórdão 3.632/2013, do TCU, que decidiu que os benefícios do extinto IPC estão excluídos do cálculo do teto salarial.

Sarney

Advogado responsável pelo caso do presidente José Sarney, Eduardo Espínola Araújo, afirma que, em recente decisão (RE’s n. 602.043/MS e n. 612975/MS), o Supremo Tribunal Federal julgou que o teto constitucional não incide “nos casos autorizados, constitucionalmente, de acumulação de cargos, empregos e funções”, ao entendimento de que devem ser considerados cada um dos vínculos formalizados. “Esperamos que, no julgamento do recurso de apelação interposto, seja aplicado o mesmo entendimento ao caso do Presidente José Sarney”, disse Araújo.

Fonte: Gazeta do Povo



04/05/2017

Tramitação da reforma trabalhista deve ser desacelerada no Senado

Para fechar o acordo, a oposição teria que desistir dos requerimentos apresentados no plenário pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Gleisi Hoffmann (PT-PR)

A articulação do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), fez o governo recuar e aceitar uma tramitação mais lenta para a reforma trabalhista na Casa. O vice-presidente da Casa, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), propôs um acordo à oposição nesta quarta-feira (3/4), para que a proposta também passe pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - além da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE) que já haviam sido acordadas.

Para fechar o acordo, a oposição teria que desistir dos requerimentos apresentados no plenário pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) pedindo que o texto tramite em um quarto colegiado: a Comissão de Direitos Humanos (CDH), comandada pela senadora Regina Sousa (PT-PI).

Os oposicionistas, entretanto, ainda avaliam a proposta. Eles consideram que o governo só mudou de ideia por considerar que não possui votos suficientes para derrotá-los.

Ontem, apesar de protestos da oposição, Cássio informou os líderes que o projeto passaria simultaneamente pela CAS e pela CAE. O Palácio do Planalto tentava evitar a CCJ, presidida por um dos principais aliados de Renan, senador Edison Lobão (PMDB-MA), que seria responsável por indicar o relator da matéria.

Dessa forma, além de atrasar a tramitação do texto, Lobão poderia eleger um senador para o cargo alinhado ao peemedebista, que defende mudanças no texto.

Nesta quarta-feira, Renan voltou a criticar a reforma trabalhista durante reunião com as centrais sindicais no Senado. "Vamos conversar com quem for, os trabalhadores precisam ser ouvidos. Mas não podemos permitir que esse desmonte se faça no calendário que essa gente quer", declarou.

Ele cumprimentou líderes sindicais pela greve geral da última sexta-feira contra as medidas econômicas defendidas pelo governo e se colocou à disposição para encaminhar "propostas consensuais".

Fonte: Correio Braziliense



04/05/2017

Reforma da Previdência é aprovada em comissão após tropeços e concessões

Movimento sindicato vem atuando contra esta "reforma", que torna a aposentadoria apenas um sonho para a maioria dos trabalhadores


Depois de substituir parlamentares contrários à reforma, exonerar ocupantes de cargos ligados aos “infiéis” da base e acenar com liberação de emendas, o governo conseguiu aprovar na comissão especial o texto base da reforma da Previdência nesta quarta-feira (3) por 23 votos a 14. O texto agora vai a plenário, mas ainda não há data para essa votação. O governo teme que, se pautada nesse momento, não obteria os 308 votos necessários para aprovar essa mudança na Constituição.

O texto aprovado foi completamente desfigurado desde o início da discussão. Mesmo nessa quarta, dia da votação, houve alterações. Na parte da manhã, o relator incluiu os agentes penitenciários na categoria de aposentadoria especial. Depois do longo do intervalo do almoço, e um puxão de orelhas do Palácio do Planalto, essa previsão foi excluída.

Durante a discussão, os governistas foram provocados pelo deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), que fez uma proposta. Ele sugeriu que o relatório fosse levado a plenário já na semana que vem. Outros opositores do governo Temer como ele, se manifestaram a favor. O presidente da comissão, o governista Carlos Marun (PMDB-MS), desconversou.

Maia voltou a afirmar que as mudanças que fez na Previdência visam atender, prioritariamente, os mais pobres entre os pobres. “O trabalhador rural poderá se aposentar aos 60 anos e com 15 anos de contribuição. O acúmulo de aposentadoria e pensão poderá de ser de dois salários mínimos. O BPC (benefício para idoso sem renda mínima e para pessoas com deficiência) está atrelado ao valor de um salário mínimo. O importante é que compatibilizamos o ajustes fiscal com a sustentabilidade da Previdência e a atenção ao social. Mudanças, agora, só se for por emendas de deputados na comissão e no plenário. Que vença no voto!”, afirmou o relator.

No momento da votação, ciente da derrota, a oposição entoou refrão do samba “você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. 
Festejado pelos colegas da base, o relator disse que a diferença de votos foi significativa e mostrou a união da base. Ao todo, o governo fez cinco trocas na comissão para aprovar o texto. “Esse relatório pode ser defendido em qualquer canto do país. É uma defesa dos mais pobres”, disse Maia.

O relator, primeiro, negou que houve recuos no texto e chamou as mudanças de “grandezas da democracia”. Depois, ao falar da exclusão dos agentes penitenciários, admitiu se tratar de um recuo. “Nesse caso foi um recuo mesmo. Defendi isso, mas depois com a reação dos deputados no whatsapp, retirei. Os agentes tiveram um comportamento inadequado”.


Fonte: Gazeta do Povo



04/05/2017

Itaú lucra R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2017


O grupo fechou 1.652 postos de trabalho em relação a março de 2016


O Itaú lucrou R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre de 2017, com crescimento de 19,64% em relação ao mesmo período de 2016. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 22,0%, representando uma alta de 2,4 p.p. em doze meses.

Clique aqui e veja os destaques do Dieese.

A holding encerrou o primeiro trimestre de 2017 com 81.219 empregados no país, uma redução de 1.652 postos de trabalho em relação a março de 2016. Foram abertas 36 agências digitais (que já somam 144 unidades) e fechadas 202 agências físicas no país no ano. O total de agências e pontos de atendimento do banco no Brasil e exterior, em março de 2017, foi de 5.005.



04/05/2017

Reforma Trabalhista aumenta jornada e reduz salários

Muito se discute sobre a Reforma Trabalhista, que foi aprovada no dia 26 de abril, pela Câmara dos Deputados. O governo ilegítimo de Michel Temer defende a proposta como solução para o déficit financeiro do Brasil e reafirma a promessa ilusória de gerar mais empregos e alavancar a economia. Por outro lado, uma grande parte da população brasileira ainda não sabe que a medida é uma ameaça para os trabalhadores e pequenos e médios empresários, além de ser um enorme retrocesso ao país.

Com cerca de 100 artigos da constituição alterados, a Reforma Trabalhista estabelece um “comum acordo” entre o empregado e empregador. Ou seja, o empregador fica livre para fazer a proposta de trabalho que ele quiser e o empregado sujeito a uma negociação sob pressão e sem limites.

Com isso, os salários passam a ser reduzidos. Quem trabalha até 30 horas por semana pode ganhar um salário inferior ao mínimo. Essas mudanças, de fato, refletem na economia do país. Uma vez que os cidadãos perdem o poder de compra, por consequência da redução dos salários, deixam de frequentar os grandes centros comerciais, restaurantes e locais de lazer e entretenimento.

Nesse caso, até as pequenas e médias empresas saem prejudicadas. A falta de poder aquisitivo das pessoas enfraquece a economia, além de contribuir para a falência do comércio.

A proposta muda também a expectativa de vida da população. A jornada de trabalho passa a ser flexível - a carga horário aumenta de 8 para 12 horas diárias e o intervalo diminui para apenas 30 minutos – e as férias podem ser divididas em 3 vezes, de acordo com a decisão do empregador.  Tudo isso contribui para o cansaço físico do trabalhador, que aumenta os riscos de doenças, acidentes e até mortes.



03/05/2017

Reforma da Previdência pode ser votada em Comissão esta semana


O projeto da reforma da Previdência (PEC 287) – que enterra o direito dos trabalhadores brasileiros à aposentadoria – pode ter sua votação iniciada em Comissão Especial nesta quarta-feira 4. A ideia do governo Temer é acelerar os trâmites para que a votação na Comissão seja concluída até o final da semana, evitando assim que o relator ceda às pressões por mudanças no seu parecer.

Entretanto, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, Temer admite a possibilidade de o projeto ser votado na Comissão somente na próxima semana ou até mesmo na seguinte. Sem número suficiente de votos para aprovação do texto em plenário, o adiamento pouparia o governo do desgaste de aprovar a reforma na Comissão e ter de aguardar indefinitivamente até que tenha a segurança para aprovação em plenário.

Brasileiros dizem não ao fim da aposentadoria – De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na segunda 1º, sete em cada dez brasileiros desaprovam a reforma da Previdência. A rejeição é maior entre jovens de 25 a 34 anos (76%), pessoas com curso superior (76%), quem recebe entre dois e cinco salários mínimos (74%), e mulheres (73%). Entre funcionários públicos, a reprovação chega a 83%. 

Pressão – Para pressionar os parlamentares pela não aprovação das reformas da Previdência e trabalhista, movimentos sociais e sindical estarão em Brasília nesta semana.. 

Já na quarta-feira 3, as organizações dos movimentos sociais e sindical se reunirão para discutir os próximos passos da resistência às reformas. As alternativas são uma marcha de 100 mil pessoas até Brasília ou nova greve geral. É possível também que ambas as ações aconteçam.

 



28/04/2017

Todos na rua. Vamos à luta agora ou seremos calados para sempre!

"Vamos parar o Brasil. Esse governo, esses deputados terão de ouvir a voz dos trabalhadores", aponta o presidente Claudecir de Souza, durante protesto da sexta-feira, 28. O protesto, com forte presença do nosso Sindicato, começou com grande adesão de diversas categorias, inclusive dos motoristas do transporte coletivo, que pararam os ônibus. A concentração teve início em frente a Praça Raposo Tavares.

Já a partir das 9h, a concentração aconteceu em frente ao prédio do INSS, Em Maringá. "Estamos parando o Brasil nesta sexta-feira, 28, e já adiantamos: este é apenas o início desta grande cruzada contra estas reformas, que pretendem espoliar o trabalhador de seus direitos e ainda impedi-lo de um dia alcançar a sua aposentadoria."


28/04/2017

‘Não podemos aceitar este crime contra os trabalhadores’, aponta presidente

 

 

Em seu discurso à multidão que se concentrou em frente ao INSS, em Maringá, na manhã da sexta-feira, 28/04, em protesto contra as “reformas” do Governo Temer, o presidente Claudecir de Souza, foi enfático: “Não podemos aceitar este crime que estão praticando contra os trabalhadores, contra o povo brasileiro”. Por isso, hoje estamos nas ruas.


Na oportunidade, Claudecir aproveitou para lembrar quem são os “vagabundos” neste país, em alusão às falas de entidades patronais e políticos contra os representantes dos trabalhadores: “Ainda bem que existem vagabundos para defender os seus direitos. E, claro, os meus também. Afinal, os vagabundos tiveram papel importante na construção dos direitos em todo o mundo.”


E prosseguiu: “Foram vagabundos que, com as greves do início dos anos 80, forçaram os grandes empresários a apoiar a luta pela volta da democracia, pondo fim a uma ditadura de 20 anos.”


“Eram também vagabundos aqueles hippies que iniciaram uma revolução cultural nos anos 60 e culminaram na emancipação feminina e no respeito ao direito das minorias.”


“Naquela época, lá nos Estados Unidos, um pastor vagabundo liderou milhares de outros vagabundos pelo reconhecimento dos direitos dos negros e pelo fim do apartheid naquele país”, lembra.


“Por falar em apartheid, quem não se lembra do vagabundo que ficou preso na África do Sul por quase toda sua vida e que acabou derrubando um regime racista com suas greves e boicotes a produtos produzidos pelos brancos?”, questiona o presidente do sindicato.

“Foram também vagabundos que, no início do século XX, iniciaram uma onda de manifestações na Europa e na América pelo reconhecimento dos direitos trabalhistas e pela redução da jornada de trabalho.”

“Assim como as vagabundas que foram queimadas em uma fábrica norte-americana chamaram a atenção do mundo para a equiparação dos direitos femininos àqueles dos homens. Foi em um 8 de março, mais tarde reconhecido como dia internacional da mulher.”


“Se eu fosse lembrar de todos os vagabundos que lutaram e perderam a vida para que eu e você tivéssemos uma vida melhor, não bastaria um textão na internet. Eu precisaria escrever uma enciclopédia.”


“Portanto, termino com uma pequena frase: ainda bem que existem os vagabundos!”, finaliza, em discurso aplaudido por milhares de pessoas presentes ao protesto nesta sexta-feira, em Maringá. 



26/04/2017

Sindicato discute futuro da luta dos trabalhadores em evento nacional da UGT


 

 Evento reitera importância de todos os trabalhadores irem às ruas na próxima sexta-feira, dia 28

 

 

O Sindicato participou do  “IV Seminário 1º de Maio – Os dez anos de luta da UGT e os desafios para superar a crise política e econômica do Brasil”, realizado dias 24 e 25 deste mês.

 

 

O evento ocorreu em São Paulo e reuniu cerca de 900 pessoas, entre presidentes das UGTs estaduais, dirigentes sindicais, representantes políticos e sociedade civil.

 

 

 “Foi um evento muito rico, onde tivemos a oportunidade de promover um debate atual, relevante, sobre os enormes desafios que enfrentam a classe trabalhadora neste momento e sobre a necessidade de irmos à luta contra o desmonte do estado de bem estar social e todos os ataques aos diretos trabalhistas promovidos pelo Governo Temer”, aponta o diretor Carlos Antônio da Silva que esteve representando o Sindicato, juntamente com Francisco Rink, que acrescenta: “Este é o momento de irmos às ruas e vamos fazer isso, com muita força, garra nesta sexta-feira, em Maringá”.

 

 

SEMINÁRIO

 

Ricardo Patah, presidente nacional da Central, abriu o seminário fazendo um alerta: “Estamos vivenciando uma tragédia no direito do trabalhador. Um momento de desesperança. Do ponto de vista sindical, nem na ditadura vivemos algo assim. A Justiça do Trabalho que, assim como o Ministério do Trabalho, veio do sindicalismo, está se distanciando cada vez mais das necessidades dos trabalhadores”.

 

 

Segundo o presidente, a reforma trabalhista, por exemplo, quer permitir até que mulheres grávidas trabalhem em locais insalubres e determina que o empresário escolha o responsável pelas negociações, sem precisar que este seja sindicalizado.

 

 

“É algo inaceitável. Por isso, precisamos nos unir, sem ter medo de quem quer nos destruir. Temos que mostrar nossa indignação e dar um basta nessas ideias de reformas que retiram tantos direitos do cidadão”, disse Patah. “O movimento sindical não gosta de greves e não admite violência. O que queremos é ir para as ruas mostrar unidade e conscientizar a população sobre a destruição das leis trabalhistas que o governo está tentando nos impor. Daí a importância de as centrais e os trabalhadores se unirem e suspenderem as atividades no dia 28 de abril. Vamos parar. Vamos chamar a atenção. Vamos mostrar que não aceitaremos nenhum direito a menos.”

 

 

Também presente ao evento, Chiquinho Pereira, secretário nacional de Organização e Políticas Sindicais da UGT – departamento responsável pela organização do seminário, afirmou que o 1º de Maio da Central é diferente porque “há alguns anos, temos muito pouco a comemorar. Então, preferimos nos reunir para refletir e encontrar caminhos”.

 

 

Para Chiquinho, “estão acabando com a dignidade do nosso povo. São mais de 13 milhões de desempregados no País e as reformas propostas não se preocupam com isso”.

 

 

“O mundo sindical precisa reagir. Caso contrário, teremos uma escravidão na vida moderna”, afirmou o dirigente.



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