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29/11/2017

Sindicalizados ganham mais e têm mais direitos, comprova estudo


Economista enumera desafios para o movimento sindical ampliar sua representatividade e preparar trabalhadores contra retrocessos da nova legislação trabalhista

Os acordos e Convenções Coletivas de Trabalho valem para toda uma determinada categoria, então tanto faz ser sindicalizado ou não. Não é bem assim. Existe sim diferença, e é melhor para quem é sindicalizado, revela estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Por meio de uma simples comparação das médias das remunerações diretas (referentes a setembro de 2015), é possível encontrar uma diferença entre trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados. De acordo com o estudo, essa diferença equivale a R$ 562,28, em termos absolutos, em favor dos sindicalizados, ou 33,5%, em termos relativos.

De acordo com o estudo, em setembro de 2015 os trabalhadores sindicalizados ganhavam em média entre R$ 2.157,17 e R$ 2.318,55. Em comparação, os não sindicalizados recebiam a média de R$ 1.642,48 a R$ 1.708,87.

Quanto às remunerações indiretas (como vale-alimentação, vale-transporte e auxílio-saúde), a situação é similar. Entre os sindicalizados, 36% dos trabalhadores se beneficiam dos convênios médicos, contra 20,3% dos não sindicalizados; 63,9% dos trabalhadores sindicalizados têm acesso ao vale-alimentação, contra 49,3% dos não sindicalizados; e54,4% dos sindicalizados contam com vale-transporte, contra 49,1% dos não sindicalizados.

“O que comprova que as negociações e acordos coletivos elevam sim o padrão de condições de trabalho e remuneração dos trabalhadores”, sustenta Patrícia Pelatieri, pesquisadora e economista do Departamento Intersindical de Estudos Sócio Economicos (Dieese).

Durante o II Seminário Internacional Reforma Trabalhista – Crise, Desmonte e Resistência, organizado pelo Instituto Lavoro na sexta-feira 24, Pelatieri se baseou no estudo do Ipea divulgado em setembro para reforçar a importância de sindicalizar os trabalhadores a fim de resistir aos retrocessos causados pela nova legislação trabalhista aprovada em 11 de novembro.

A economista Patrícia Pelatieri A economista ressaltou que a taxa de sindicalização no Brasil aumentou nos últimos anos (19,5% em 2015), mas ainda se encontra abaixo da média mundial (25%). A motivação principal para a sindicalização é a convicção de que o sindicato defende os direitos dos trabalhadores (51,2%). E em 2015, mais de 3 milhões de trabalhadores participaram de alguma atividade do sindicato, como assembleias, palestras e cursos e manifestações. Os números são do IBGE.

Pelatieri enumerou três desafios para o movimento sindical ampliar sua representatividade e angariar mais filiações: 
1. Ampliar a consciência dos trabalhadores sindicalizados sobre o significado da luta sindical na conquista de direitos e melhores condições de trabalho; 
2. Intensificar as campanhas de sindicalização, ampliando a abrangência da representação para todos os segmentos do mercado de trabalho, inclusive dos desempregados; 
3. Criar novas estratégias de negociação coletiva.

“Os sindicatos devem trabalhar com quem está nas bases. Conscientizar aqueles que se sindicalizaram de que a luta de classes está no centro do desenvolvimento socioeconômico. Se nós não tivermos entidades sindicais muito fortes, e muito fortes significa ter uma alta taxa de sindicalização com consciência, dificilmente nós enfrentaremos a atual conjuntura que está colocada”, afirmou Pelatieri.

“Temos de fazer a disputa ideológica. É a conscientização de que sozinho a gente só se ferra, seja no trabalho assalariado com carteira, seja trabalho intermitente, seja terceirizado. Não importa. Quando estamos falando da elevação da qualidade dos postos de trabalho, estamos falando que isso só é possível com um coletivo consciente e estrutura sindical forte”, finalizou a economista. (Fonte: Seeb SP)



27/11/2017

Grande festa marca comemorações dos 60 anos do Sindicato


 

O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região realizou, neste final de semana, a  festa em comemoração aos 60 anos de fundação. O evento foi realizado no sábado e no domingo. Em ambos os dias os bancários lotaram o salão da Sede Campestre do Sindicato.


“Esta é uma data ímpar, que merecia uma comemoração estendida para os dois dias. Assim, conseguimos reunir a maioria dos bancários e seus familiares, lotando nosso salão no sábado e no domingo. Realmente foi uma festa maravilhosa. Os nossos bancários merecem esta grande comemoração”, comentou o presidente Claudecir de Souza.


A grande festa foi prestigiada por autoridades, entre elas a diretora da Confederação Nacional dos Empregados em Empresas de Crédito (Contec), Rumiko Tanaka, o presidente do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa, Gilberto Leite, representando a Federação dos Bancários do Paraná (Feeb-PR), o presidente da União Geral dos Trabalhadores no Paraná (UGT-PR), Paulo Rossi, presidentes de sindicatos, ex-presidentes do Sindicato, entre outros.


“Este Sindicato foi referência para o movimento sindical bancário, exercendo uma grande liderança, demonstrando força, determinação, coragem, estando presente em todas as mesas de negociação. Os bancários de Maringá estão muito bem representados e devem estar muito orgulhosos do seu Sindicato, que comemora 60 anos de muita luta em favor de toda a categoria”, enfatizou Rumiko Tanaka.


O presidente Claudecir de Souza destacou a trajetória vitoriosa da entidade, seus grandes embates e a grande representativa que possui na categoria. “Se hoje temos um índice de mais de 90% de filiação, é porque o trabalhador bancário reconhece o empenho, a luta, a determinação do nosso Sindicato, que está sempre pronto a defendê-lo. E nossa história mostra isso”, apontou o presidente. 



23/11/2017

Esperamos você, bancário, na comemoração dos 60 anos do nosso Sindicato!

Para marcar seus 60 anos de história, o Sindicato realizará nos dias 25 (sábado) e 26 (domingo) de novembro uma grande festa para os bancários, na Sede Campestre. Será servida costela ao fogo de chão nos dois dias.


“Por ser uma data muito importante, em que nosso Sindicato completará seis décadas de lutas em favor da categoria bancária, queremos comemorar com todos os bancários. Por isso, realizaremos as comemorações no sábado e no domingo. O bancário terá a opção de escolher entre um dos dois dias. Com isso, conseguiremos reunir todos os bancários, parte no primeiro dia e parte no segundo”, aponta o presidente Claudecir de Souza.


O presidente adianta, no entanto, que os convites são limitados, devido a capacidade do salão de festas. Por isso, os bancários devem adquirir o quanto antes o seu convite junto aos diretores do Sindicato. A festa é extensiva também aos dependentes legais. O custo é de R$ 20 por pessoa.

 

HISTÓRIA DE LUTAS

A festa é para comemorar a história do Sindicato, marcada pela defesa intransigente do trabalhador bancário. “Historicamente o movimento sindical sempre foi combatido, tanto pelo Estado quanto pelos detentores do capital. Em alguns momentos com mais intensidade, em outros menos. Mas, de uma coisa é certa, cada avanço é forjado na base da luta, da pressão, do enfrentamento, do sacrifício. Temos inclusive inúmeros exemplos de verdadeiros heróis que deram a sua vida em favor da causa”, comenta Claudecir de Souza.


Logo no início de sua constituição, o Sindicato já enfrentou os anos de chumbo que se abateram sobre o país a partir de 1964. Foram 20 anos de perseguição, prisões, até passar pela intervenção militar imposto a esta entidade.


Já com a redemocratização do país a situação amenizou, em partes, na questão da perseguição política, mas a pressão continuou violenta, tanto por parte do Estado quanto dos meios privados. E assim foi ao longo dos anos de 1980, 1990, 2000, até os dias atuais.


“E hoje, sem sombra de dúvidas podemos afirmar que vivemos um dos piores momentos da luta dos trabalhadores. A tentativa de reduzir direitos é travada diariamente. Os patrões estão totalmente articulados com os poderes constituídos, principalmente o Congresso Nacional, imbuídos desse propósito. Por isso, este é momento de comemorarmos nossa história vitoriosa, mas sem esquecer que não podemos baixar a guarda jamais. Precisamos continuar mantendo nosso sindicato sempre forte, atuante e contando com o forte apoio que sempre teve junto a categoria bancária”, finaliza. 



22/11/2017

Bancos já fecharam 17.801 postos de trabalho no Brasil, em 2017


A Caixa foi responsável pelo fechamento de 6.827 postos, sendo 3.039 em março e 2.302 em agosto, os dois piores saldos apresentados

Os bancos fecharam 17.801 postos de trabalho no Brasil, entre janeiro e outubro de 2017, de acordo com a análise do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), feita pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística.

O mês de julho foi o único do ano no qual houve registrou de saldo positivo de postos de trabalho, 72. Isto, após dezessete meses consecutivos de saldos negativos no setor bancário. Nos três meses seguintes, o Caged registrou o fechamento de 7.121 postos impactado, principalmente, pelos PDVE’s lançados por Caixa e Bradesco em julho de 2017.

Apenas a Paraíba apresentou saldo positivo no emprego bancário, com 49 postos abertos no período. Todos os demais estados apresentaram saldo negativo de emprego entre janeiro e outubro de 2017. São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 5.233, 2.885 e 1.919 postos, respectivamente

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 10.682 postos no período analisado. Nesses, já podem estar incluídos postos fechados em decorrência do PDVE do Banco Bradesco, porém, os seus impactos podem se estender até o final do ano, tendo em vista o prazo dado de até 180 para a efetivação dos desligamentos.

A Caixa foi responsável pelo fechamento de 6.827 postos, sendo 3.039 em março e 2.302 em agosto, os dois piores saldos apresentados. Meses, estes, seguintes às divulgações dos PDV’s, também, abertos pela instituição em 2017. O mês de setembro apresentou o primeiro saldo positivo na Caixa, desde março de 2015 (56 postos abertos), voltando a ser negativo em outubro (-38).

O fechamento dos postos bancários concentrou-se na faixa etária entre 50 a 64 anos, com fechamento de 14.643 postos de trabalho. Esse dado é indicativo do resultado dos PDV’s anunciados, por se destinarem a bancários aposentados ou em vias de se aposentar. Os saldos positivos concentram-se na faixa etária entre 18 e 25 anos (6.422 postos), sendo que o saldo positivo se estende apenas para bancários com até 29 anos de idade.

As 10.195 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e outubro de 2017 receberam, em média, R$ 3.468,53. Esse valor corresponde a 71,1% da remuneração média auferida pelos 10.369 homens contratados no mesmo período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos. As 19.817 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 6.547,45, o que representou 77,3% da remuneração média dos 18.548 homens desligados dos bancos no período. (Fonte: Dieese)



18/11/2017

Edital de convocação para prestação de contas




17/11/2017

Convocação: assembleia de prestação de contas, dia 30/11




14/11/2017

Como fica sua vida com a reforma trabalhista?


Nova legislação já está em vigor e participar do seu Sindicato na luta por direitos é crucial. Com acordo de dois anos, bancários têm direitos assegurados pela Convenção Coletiva de Trabalho até 31 de agosto de 2018; desrespeitos devem ser denunciados

Patrocinada por banqueiros e maus empresários, a reforma trabalhista de Temer entrou em vigor no sábado 11. A lei 13.467/2017 alterou cerca de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sempre no sentido de desemparar o trabalhador e resguardar os patrões.

A nova legislação altera profundamente as relações de trabalho, abrindo possibilidade para aumento da jornada e redução de salários. Também possibilita o trabalho intermitente, por meio do qual serão pagas somente horas efetivamente trabalhadas, independentemente do tempo à disposição, e sem direito a conquistas como 13º, férias e fundo de garantia.

A lei enfraquece ainda o poder de negociação dos trabalhadores. Antes, os acordos e convenções coletivas só valeriam mais do que a lei se fossem melhores para o trabalhador. Direitos poderão ser rebaixados em diversos pontos como ampliação da jornada, redução do horário de almoço, Participação nos Lucros e Resultados, remuneração por produtividade e desempenho.

Acordo de dois anos
Mesmo com a reforma em vigor, o acordo com validade de dois anos que os bancários conquistaram em 2016 resguarda direitos da categoria até 31 de agosto de 2018.

“O acordo de dois anos, fruto da Campanha Nacional 2016 e de uma greve que durou 31 dias, assegura nossos direitos e não aceitaremos nenhum desrespeito. Caso o bancário tenha direitos reduzidos, ele deve denunciar ao seu Sindicato. O sigilo é absoluto”, diz a secretária-geral do Sindicato de SP, Neiva Ribeiro, convocando os trabalhadores para a luta.

“Agora, mais do que nunca, é fundamental a união de toda a classe trabalhadora em torno das entidades representativas. Sindicalize-se e defenda seu emprego e direitos. Somente com muita luta vamos conseguir resguardar nossas conquistas frente à entrada em vigor desse desmonte trabalhista. Vamos ser vitoriosos, mas precisamos de todos para fazer frente ao desmonte. Sindicalizar é o primeiro passo”, conclama Neiva.  (Fonte: Seeb SP)



14/11/2017

Sem jurisprudência do TST, novas regras trabalhistas geram dúvidas


Interpretação das mudanças na CLT cabem a cada juiz e, no primeiro dia de vigência da nova lei, decisões sobre temas semelhantes divergiram

A incerteza sobre a aplicação das novas regras trabalhistas, em vigor desde sábado, foi evidenciada pela movimentação da Vara do Trabalho do Distrito Federal ontem, logo no início do primeiro dia útil de validade da reforma. Logo pela manhã, em uma das salas do prédio da Justiça do Trabalho, na Asa Norte, um juiz aceitava a defesa de uma empresa quanto a um processo trabalhista, mesmo sem um representante legal para acompanhar o advogado — o que é permitido pela nova legislação.

Ele entendeu que as novas regras já valem e, portanto, não havia por que esperar. A duas salas de distância, no mesmo corredor, a interpretação sobre uma situação semelhante foi completamente diferente. Para o juiz que conduzia os trabalhos, a presença de algum representante da empresa foi considerada imprescindível. Como a audiência havia sido marcada antes da entrada em vigor da nova lei, ele entendeu que não tinha justificativa para a ausência.

Essa é apenas uma das muitas situações que devem ser recorrentes nos próximos meses, afirmam especialistas. Até que o Tribunal Superior do Trabalho (TST), instância máxima do direito trabalhista, entre em consenso e firme jurisprudência sobre o assunto, o que deve demorar pelo menos um ano, a nova legislação será colocada em prática de acordo com o entendimento de cada magistrado.

“É um processo normal em qualquer lei nova. Durante o processo de maturação, haverá divergência de interpretação”, comentou o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.

Soma-se às dúvidas já esperadas o fato de que o governo prometeu revisar alguns pontos da reforma por medida provisória, mas, até o fechamento desta edição, não havia mandado o texto para o Congresso Nacional. Assim, as mudanças continuam uma incógnita para os juristas. “Nunca acreditei que haveria algum tipo de revisão por parte do Executivo. Com essa reforma, o país perdeu uma ótima oportunidade de efetivamente modernizar a legislação trabalhista”, criticou Fleury.

Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, os embates estão só começando e derivam de um problema apontado desde o início pela entidade: a falta de debate sobre o tema, que resultou em uma legislação “com diversas lacunas”.

Segundo ele, a lei não deixou claro o que começa a valer desde agora, nos processos que já estão em andamento, e o que será aplicado apenas em situações futuras. É o caso dos honorários, por exemplo, que poderão ser pagos pelos trabalhadores que perderem ações contra as empresas. Na falta de especificação na lei, cabe ao juiz, no entanto, decidir se essa sentença pode ser aplicada aos empregados que entraram com as ações antes da reforma começar a valer.

Contradição 
A dúvida quanto a essa possibilidade também gera interpretações opostas por parte dos tribunais. Em sentença publicada no sábado, assim que a lei entrou em vigor, um juiz de Ilhéus (BA) decidiu que um funcionário deveria pagar honorários advocatícios à empresa por ter perdido uma ação, o que antes era vedado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que garantia justiça gratuita aos que necessitassem.

Ele terá de pagar R$ 8,5 mil, entre honorários, indenização por danos morais e custas processuais. No mesmo dia, outro juiz, da Vara de Salvador (BA), decidiu que não cabe ao trabalhador a responsabilidade pelos custos do processo, por entender que se trata de “situação jurídica consolidada, e, por tal motivo, merece proteção jurídica a fim de se evitar surpresas”.

Os casos, ocorridos no mesmo estado, logo no primeiro dia útil de vigência da reforma, são um exemplo de como a lei “nasceu com defeitos, incoerências internas e omissões”, avaliou Feliciano. A garantia da gratuidade da Justiça, para ele, é apenas uma das muitas questões que não foram devidamente explicadas.

“A lei, em geral, abre margem para mais de uma interpretação em diversos assuntos. O esperado é que haja muitos debates pela frente”, acredita o presidente da Anamatra. Ele lembrou que o trabalho intermitente, com pagamento por hora efetivamente trabalhada, e a terceirização de atividades-fim já são questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF). “Os juízes, agora, vão fazer sua parte.”

Para que essa tarefa seja feita da melhor forma, o advogado trabalhista Felipe Rocha, do escritório Rocha & Fiuza de Morais, acredita ser necessária uma “mudança de paradigma” no Judiciário.

A “nova safra” de juízes trabalhistas, segundo ele, tem um pensamento mais moderno e está mais suscetível a aceitar as mudanças trazidas pela reforma, enquanto os juízes “da velha guarda” se mantêm mais resistentes. “Acho que a Justiça vai, em um primeiro momento, criar esse tipo de embaraço. Com o tempo, o entendimento deve se solidificar”, disse. (Fonte: Correio Braziliense)



14/11/2017

Todos seremos substituídos por robôs? Mitos e verdades sobre o futuro do trabalho


A inteligência artificial deve assumir, cada vez mais, funções de trabalho. Mas os humanos estão longe de ser dispensável. Saiba o que é mito e o que é verdade

Com a evolução da tecnologia, cada vez mais se pensa em como será o futuro do trabalho. Pensar que os homens podem substituídos por robôs ou que não haverá mais empregos num futuro próximo geram algumas angústias nos profissionais. Uma das principais responsáveis por esses questionamentos é a inteligência artificial (IA), ciência que estuda a capacidade das máquinas pensarem como seres humanos.

“A IA vai mudar a forma como os seres humanos pensam e atuam no trabalho, no conceito mais profundo de ocupação profissional, e não podemos confundir a substituição de tarefas com a invalidação da mente humana”, alerta Ricardo Basaglia, diretor executivo da Page Personnel, consultoria de recrutamento.

A empresa fez um levantamento sobre os mitos e verdades dos impactos da inteligência artificial para o futuro do trabalho e das carreiras, de acordo com a análise de Basaglia. Confira:

Mitos 
1. A inteligência artificial vai substituir os gestores

Há um tempo atrás, os gestores detinham o conhecimento mais valioso, em partes específicas, dentro de um negócio. Hoje, os sistemas detêm mais informações, dados e capacidade de processamento do que qualquer um de nós.

Porém, as qualidades da mente humana não serão automatizadas ao ponto de toda a cadeia de trabalho prescindir de virtudes exclusivamente humanas: empatia, altruísmo, sensibilidade para distribuição de responsabilidades, entre outras, segundo Basaglia.

Mesmo em setores que já estão sofrendo um imenso impacto tecnológico, como o varejo e as indústrias, é ilógico imaginar modelos de gestão independentes do fator humano, apesar do crescimento exponencial da IA.

“Podemos admitir que no futuro boa parte da força humana seja obrigada a assumir habilidades de gestão, até mesmo em seu dia a dia, pensando na hipótese da IA ter dominado as tarefas mais físicas e operacionais dos negócios. Portanto, não há como substituir um gestor”, analisa o especialista.

2. A IA já é mais criativa que o cérebro humano

Os avanços da neurociência nos mostram que ainda estamos longe de compreender alguns mistérios do cérebro humano, entre eles, a nossa incrível capacidade de criar, destruir e refinar ideias, ou seja, o que chamamos de criatividade.

“A IA é mais competente do que nós em tarefas de análise, organização e até resolução de alguns problemas, mas ainda não é capaz de melhorar a si mesma, em diversos campos, e aprender coisas novas sem informações prévias. Grandes empresas já estão trabalhando na chamada ‘deep learning’ (aprendizagem profunda), um dos mais promissores campos da IA, que pretende fazer dos sistemas entidades capazes de aprender evolutivamente”, explica o especialista. Mas, segundo ele, ainda não é possível, e talvez nunca será, eliminar o fator humano, entre outros pontos, da própria avaliação dessa disciplina tecnológica.

3. A robótica será capaz de substituir humanos em todas as atividades complexas

“Temos o exemplo da computação cognitiva, dos robôs que podem administrar procedimentos cirúrgicos e até reger orquestras, mas em primeiro lugar, a substituição completa do fator humano só seria possível se a oferta de robôs fosse barata e acessível em larga escala”, afirma Basaglia.

Mas segundo ele, “fora dos extremismos tecnológicos”, esse não parece ser o caminho. No mundo real ninguém pode afirmar que a robótica poderá eliminar todas as formas de trabalho e as carreias dos seres humanos. Hoje essa possibilidade não faz sentido.

4. A IA vai substituir humanos em áreas como vendas, atendimento ao cliente, operações e marketing digital

“Estes campos sofrerão enormes impactos, ao lado da indústria de modo geral”, diz o especialista.

“Mas, mesmo que a IA consiga substituir seres humanos em todas as etapas das áreas citadas, temos que fazer uma simples pergunta: este é o desejável? Certamente, não. O atendimento ao cliente é o melhor exemplo, pois trata-se de algo de simples execução. É saudável robotizar a interação clientes/empresas e pessoas/serviços? Não. O marketing digital, fortemente influenciado pela IA, não é capaz de iniciar uma campanha, de criar personagens e roteiros sobre marcas e pessoas. O mesmo vale para vendas e operações”, afirma.

Segundo Basaglia, a IA forçará a qualificação do fator humano, mas não podemos pensar na completa substituição.

Verdades 
1. A inteligência artificial será capaz de determinar o quanto um negócio/comércio/empreendimento será competitivo no mercado

“Sim, e independe do segmento de mercado. A IA será determinante para o sucesso dos negócios, mesmo que não possa substituir ou automatizar processos”, diz o especialista.

Esse tipo de tecnologia será preponderante para a finalização de uma compra, troca de um produto, escolha de serviços ou para a manutenção de algo, por exemplo. Neste ponto, não haverá outra alternativa para empresas a não ser compreender a inovação e quais serão as brechas que a IA não poderá suprir, e partir daí, buscar o reforço do fator humano.

2. Estudos, isentos da especulação, mostram a expectativa de eliminação de empregos na sociedade em médio prazo

“O Banco Mundial acredita que a IA vai eliminar até 65% das modalidades de trabalhos existentes hoje nos países em desenvolvimento e o Brasil está incluso”, diz Basaglia. Mas segundo ele, não existe uma prazo definido para que isso ocorra.

Ele explica que maior desafio das empresas será “reinventar a noção de carreira”, quando os profissionais poderão investir tempo e aprendizado para se desenvolverem e conquistar reconhecimento dentro uma mesma empresa.

3. A IA pode ajudar pequenas e médias empresas a conseguirem novos clientes ao identificar oportunidades com mais chance de fechar negócio

“As redes de e-commerce já estão nesse caminho. Em breve, pequenos negócios também terão a IA como aliada para interpretar opções de compras e o histórico de preferências de seus clientes”, explica.

4. A IA vai revolucionar carreiras historicamente associadas à subjetividade humana, como Educação, Medicina, Direito e Psicologia

“Essa questão está confundindo um pouco a opinião pública. A Educação ganhou o componente do EAD (ensino à distância), uma ferramenta de auxílio, poderosíssima, mas complementar, pois não pode eliminar a figura central do professor”, acredita Basaglia.

Já existirem cursos ministrados por um software de inteligência artificial, mas são orientados por pessoas, e não apenas baseados em algoritmos. “A Medicina Preventiva receberá milhões em investimento, pois a capacidade da IA em diagnosticar possíveis doenças e oferecer opções é muito superior à humana, o que também não invalida a figura do médico ou profissional da saúde”, diz.

Para o Direito, é a mesma coisa: programas serão capazes de consultar leis, normas e novas regulações, mas nã faz sentido pensar que a figura do advogado vai desaparecer.

“Não haverá a eliminação nem dos profissionais e nem das oportunidades, seja pela enorme demanda ou pela essência por trás desses segmentos”, afirma Basaglia. (Fonte: Gazeta do Povo)



06/11/2017

Em nove meses, Bradesco lucra mais de R$ 14 bi

Resultado representa aumento de 11,2% em relação ao lucro líquido ajustado no mesmo período de 2016

  

O Bradesco teve lucro líquido ajustado de R$ 14,162 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, aumento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2016. Por outro lado, eliminou 9.234 postos de trabalho bancário em 12 meses – desses, 4.455 vagas foram extintas apenas nos últimos quatro meses, por meio do PDVE – e fechou 492 agências no mesmo período, 223 somente no último trimestre. 
 
Em julho de 2017, o Bradesco lançou um Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE). A data limite para adesão ao plano encerrou-se ao final de agosto de 2017, com a adesão de 7,4 mil funcionários, com custo total de R$ 2,3 bilhões.

Outro dado que chama atenção no balanço é a receita que o banco obtém com tarifas cobradas de clientes, que alcançou R$ 17,7 bilhões, um aumento de 13%.

Mais números – O resultado do Bradesco nos nove primeiros meses do ano foi composto principalmente por atividades financeiras (70,9% do total) e comercialização de seguros, previdência e capitalização (29,1% do total). A redução de 6% nas despesas de captação de recursos também contribuiu para o resultado.

Assim como observado nos demais bancos, o Bradesco reduziu significativamente o pagamento de impostos devido à utilização de créditos tributários.

Os ativos totais, em setembro de 2017, registraram saldo de R$ 1,312 trilhão, crescimento de 3,3% em relação ao saldo de setembro de 2016.

A carteira de crédito expandida, em setembro de 2017, atingiu R$ 486,864 bilhões, com queda de 6,7% em relação ao saldo de setembro de 2016. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 172,207 bilhões (crescimento de 0,7% em relação a setembro de 2016), enquanto operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 314,657 bilhões (redução de 10,3% em relação a setembro de 2016).

O índice de inadimplência superior a 90 dias encerrou setembro de 2017 em 4,8%, queda de 0,2 p.p. em comparação ao índice de junho de 2017.

Aos acionistas foram pagos e provisionados, a título de juros sobre o capital próprio, R$ 4,597 bilhões relativos ao lucro gerado no período de nove meses de 2017. 



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