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07/08/2017

Reunião com Bradesco discute PDVE, transferências e plano de saúde, entre outros


A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) reuniu- se nesta quarta-feira (2/agosto) com a diretora de Relações Sindicais do Banco Bradesco, Silvia Eduara Cavalheiro e com a coordenadora de Relações Sindicais, Priscila Buck Mosca, e com Moura, responsável pela coordenação do Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE 2017). A reunião aconteceu na sede do Banco, na Cidade de Deus, em Osasco (SP), e teve a participação de três diretores do Sindicato dos Bancários de Araçatuba, Emerson Guimarães, José Antônio Zanela e Paulo Pessoa.

A Federação foi representada pelo Secretário Geral, Reginaldo Breda e também pelo representante da instituição na COE Bradesco, Edilson Julian. Além dos diretores da entidade sindical de Araçatuba, participaram representantes dos sindicatos Campinas, Marília, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, Sorocaba, São José dos Campos, Tupã e Votuporanga.

O intuito da reunião foi conseguir junto ao banco esclarecimentos sobre questões como o PDVE, fechamento de agências, demora em efetivar a transferência de funcionários e questões relacionadas ao plano de saúde (Saúde Bradesco), como por exemplo, problema de credenciamento, falta de profissionais credenciados para atendimento aos funcionários em cidades do interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul e também sobre a possibilidade de antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), entre outros assuntos.

PDVE
Ao esclarecer as dúvidas sobre PDVE os representantes do Bradesco afirmaram que o programa de demissões voluntárias não tem nada a ver com fechamento de agências, a justificativa para sua implantação é de que existe um contingente bastante grande de funcionários.

Ressaltaram que é a primeira experiência do banco com PDV e que não têm noção de quantos funcionários devem sair e também que não existe uma meta, o banco estará aberto para receber a adesão de todos os funcionários elegíveis e estima que estes sejam cerca de 20% dos empregados, algo em torno de 25 mil trabalhadores. A direção do Bradesco também ressaltou que havia uma demanda dos próprios funcionários por um mecanismo que lhes possibilitasse pedir desligamento do banco recebendo “algo a mais”.

Informações gerais
Prazo para adesão – O prazo para adesão ao PDVE encerra dia 31.08.2017, após esta data, nenhuma adesão em qualquer hipótese será considerada.

Elegibilidade
Para ser elegível, o banco exige que o funcionário esteja aposentado junto ao INSS por idade ou tempo de contribuição ou que esteja apto a receber o benefício previdenciário ou ainda, possuir 10 anos ou mais de trabalho na Organização Bradesco pertencendo a uma das empresas ligadas ao grupo, departamentos ou extensões. 

As aposentadorias
Só terão valor com averbação do INSS. Além disso, para serem elegíveis, os funcionários que estiverem em licença precisarão passar por exame de retorno e serem considerados aptos para poderem aderir ao programa. Os representantes afirmaram se tratar de um regulamento bastante rígido, que será cumprido à risca, sem exceções.

Funcionários em férias poderão aderir ao programa pela internet, desde que dentro do prazo limite (até 31.08). O banco garante que apenas funcionários não elegíveis (que não atendem os requisitos) serão reprovados pelo banco. O regulamento prevê que o Bradesco terá prazo de 30 dias para recusar a adesão. Porém, caso o banco recuse por conta da documentação, funcionário poderá solicitar a adesão novamente, desde que dentro data limite.

Adesão
Ao aderir ao programa o funcionário terá um prazo de cinco dias para a desistência, no qual o banco não irá processar a solicitação. Após o sexto dia, porém, a desistência não poderá mais ocorrer, o processo seguirá em frente e o desligamento poderá ocorrer a qualquer momento. O prazo para ocorrer o desligamento é de até 180 dias, entretanto, conforme esclarecimento dos representantes do Bradesco, o período serve como margem de segurança para o banco que pode ter funcionários que aderiram ao PDVE envolvidos em algum projeto.

Demitidos

Funcionários demitidos não poderão aderir ao programa.

Telegrama
O banco esclarece que receberam telegramas todos os funcionários que por algum motivo estão fora do banco, como, por exemplo, licença ou liberação, e, portanto, se encontravam sem a possibilidade de acessar a intranet para se informar sobre o PDVE;

Reajuste salarial
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) será divulgado em 06 de setembro de 2017. Funcionários que saírem após essa data terão salários reajustados. Aqueles que saírem antes entrarão na regra da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), poderão solicitar as diferenças salariais até em até 10 dias.

Dedução do IR – Estabilidade
Verba proveniente do PDVE é rescisória, portanto não será tributada, entretanto, o valor referente à estabilidade será tributado, uma vez que se trata de antecipação salarial. De acordo com o Bradesco, escritórios que trabalham para o banco estão estudando a questão e darão nos próximos dias um parecer com relação à necessidade de tributação.

Caso prevaleça o entendimento de que é possível não fazer os descontos, será pago o valor bruto, no entanto, se prevalecer o entendimento de que o valor deve ser tributado, o funcionário receberá com os devidos descontos. O entendimento atual, no entanto, é de que o valor deverá ser tributado.

Valor a receber
O funcionário só conhecerá o montante a receber após a adesão ao PDVE. Banco diz que não realizará simulações.

Homologações
As homologações serão realizadas todas via sindicato. Representantes do Bradesco afirmaram que não estão discutindo neste momento a implantação da reforma trabalhista.

Carta de renúncia ao mandato sindical
Para adesão ao programa, dirigentes sindicais precisarão escrever de próprio punho, uma carta renunciando ao mandato sindical. Esta deverá ser entregue juntamente com de acordo do sindicato. Documentação poderá ser digitalizada e enviada por e-mail. O banco esclarece também que até 31/08 todos os funcionários elegíveis contarão com estabilidade provisória, exceto para casos de demissões por justa causa.

Contratações pós-PDV
Indagado pela Federação sobre como ficam as contratações pós-PDVE e sobre a tendência à sobrecarga de trabalho, os representantes do banco afirmaram que existe também uma tendência de que findado o processo do programa de demissões, haja um efeito dominó de carreiras, ou seja, que para suprir as vagas de gerência que tendem a abrir, deverá haver um aumento das promoções.

Afirmaram ainda, que continuarão contando com a “consultoria” do movimento sindical, indicando locais onde há demandas por contratações, algo que irá funcionar junto com o trabalho que o banco já realiza de acompanhamento e identificação. Entretanto, informou que o somente após o encerramento do processo é que o banco poderá olhar esta situação com a devida preocupação.

Seguro em grupo
Não haverá alterações, seguirá a regra geral do banco.

Outros temas:
Transferências

Questionado sobre o motivo da demora na efetivação dos funcionários nas agências no caso das transferências, que em alguns casos têm demorado seis meses ou mais, o Bradesco responde que podem ser inúmeros os motivos e que é necessário avaliar caso a caso. Também afirmou que quando o sindicato demanda informações sobre casos específicos o banco verifica a situação e dá um retorno a respeito.

Antecipação da PLR
Banco informou que a princípio irá seguir o que prevê a CCT, ou seja, pagamento será realizado até 30/09.

CCP
Sobre se funcionários ex-HSBC poderiam aderir à Comissão de Conciliação Prévia (CCP), o Bradesco foi taxativo ao informar que o banco não faz e que não possui o instrumento.

Plano de Saúde

Desconto de co-participação para ex-HSBC
A Federação perguntou ao banco se funcionários que se aposentaram pelo HSBC e ainda se encontram na ativa poderiam contribuir com sua parte e assumir a parte do banco e seguir pagando para manter o plano de saúde. O banco respondeu que é possível.

Bradesco Saúde
Federação e Bradesco agendarão nova reunião na qual participará o representante do Bradesco Saúde, que irá responder a demandas específicas constante de levantamento realizado pelos sindicatos, apontando os problemas existentes em suas respectivas bases. (Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS))



07/08/2017

Caixa abre caminho para contratar bancários terceirizados


A Caixa Econômica Federal mudou uma normativa interna que abre caminho para poder contratar bancários terceirizados, ação que foi interpretada pelo movimento sindical da categoria como sinal de que o banco estatal não fará mais concursos públicos.

No documento, a Caixa define as regras para contratação do que chamou de "bancário temporário", "que poderá executar tanto as atividades-meio como as atividades-fim da Caixa".

Na prática, isso significa que a prestação de serviços não diretamente ligados a serviços bancários ou atividades hoje feitas por funcionários concursados, como caixas e escriturários, poderão ser executados por profissionais sem vínculo empregatício com a Caixa.

"O serviço prestado pelo bancário temporário consiste no desenvolvimento de atribuições inerentes ao cargo de técnico bancário, previstas no contrato firmado com empresa especializada na prestação de serviços temporários", diz trecho do documento.

O movimento acontece na esteira dos esforços do banco para reduzir custos e elevar a lucratividade para fortalecer seus níveis de capital, que têm sido pressionados nos últimos anos pelo crescimento acelerado do crédito.

No começo do ano, a Caixa lançou um programa de demissão voluntária, que teve adesão de cerca de 4.600 funcionários, enquanto o banco esperava adesão de até 10 mil empregados. No mês passado, a instituição abriu nova fase do programa, esperando participação de até 5.500 colaboradores. O prazo para aderir vai até 14 de agosto.

No fim de março, dado mais recente, a Caixa tinha 91.128 funcionários, queda de 5.863 postos em 12 meses.

A norma da Caixa não define quantos temporários poderão ser contratados, apenas que o número de contratações dependerá da disponibilidade orçamentária e dos resultados esperados pelo gestor demandante.

Para o movimento sindical, a normativa da Caixa indica que o banco não mais realizará concursos públicos para a contratação de seus funcionários. Nem vai convocar os concursos para assumir o lugar dos que se desligaram nos planos de aposentadorias.

Consultada, a Caixa afirmou que "as alterações no normativo interno da empresa foram realizadas exclusivamente para adequação às alterações previstas na lei 13.429", sancionada no final de março pelo presidente Michel Temer e que regulamenta o trabalho temporário.

A lei regulamentou a terceirização nas relações de trabalho determinando que o prazo máximo para contratos temporários é de 180 dias, prorrogáveis por mais 90 dias. (Fonte: Folha.com)



04/08/2017

Bancário que aderiu a PDV não tem direito a aviso prévio e multa do FGTS


A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho absolveu o Banco do Brasil S/A do pagamento da multa de 40% do FGTS e do aviso-prévio a um bancário que aderiu ao Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI). Para a Turma, a adesão ocorreu voluntariamente, sem vício de consentimento, equiparando-se ao pedido de demissão.

Segundo o bancário, o BB instituiu o PAI para esvaziar seus quadros com a saída dos empregados mais antigos ou já aposentados pelo INSS, como no seu caso. Como incentivo à adesão, pagaria o equivalente a cinco salários e as verbas rescisórias legais estabelecidas para rescisão a pedido. Considerando ilegal a cláusula, por restringir as verbas rescisórias, o bancário pediu declaração da sua nulidade e o pagamento de aviso prévio de 90 dias e multa do FGTS.

Para o juízo da Vara do Trabalho de Araripina (PE), o bancário, que exercia função que requer habilidade intelectual, não pode ser tido como ignorante. A sentença assinalou que os planos de demissão voluntária e de aposentadoria são comuns no banco, e certamente o trabalhador, além de não ter sido coagido a aderir, tinha ciência das normas e parcelas a que faria jus ao concordar com seus termos.

Já o Tribunal Regional do Trabalho avaliou que a adesão a plano de desligamento voluntário e assemelhado, como o PAI, instituído pelo banco por ter interesse em renovar seu quadro de pessoal, corresponde, formalmente, à dispensa por ato do empregador. Assim, o empregado tem direito a receber todas as verbas rescisórias a que teria direito em caso de demissão imotivada.

No recurso ao TST, o BB sustentou que a adesão ao PAI não é uma dispensa ilícita sem justa causa, mas um ato jurídico perfeito, sem coação ou vício de vontade, fato registrado pelo próprio Regional.

O relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ao acolher o recurso, observou que não há no processo nenhuma notícia de que a adesão se deu com vício de consentimento. “Sendo incontroverso que a adesão se deu voluntariamente, considera-se regular a transação entre as partes, e válido o negócio jurídico, que se equipara ao pedido de demissão do empregado”, afirmou.

O ministro também ressaltou que a jurisprudência do Tribunal se orienta no sentido de que a adesão a PDV é incompatível com pagamento de parcelas resultantes da dispensa imotivada.

Contra a decisão, o bancário opôs embargos declaratórios, ainda não julgados. (Lourdes Côrtes/CF) Processo: ARR-1419-04.2015.5.06.0401 (Fonte: SCS/TST)



01/08/2017

Edmar Arruda ofende sindicalistas que realizavam protesto no aeroporto



 
Diretores do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região realizaram protesto, na manhã desta terça-feira, 01/08, contra os deputados federais Edmar Arruda (PSD) e Osmar Serraglio (PMDB), no momento do embarque dos parlamentares, no Aeroporto Silvio Name Jr. Agressivo, Arruda chegou a empurrar o diretor José Carlos Leopoldino, que segurava cartaz apontando que o deputado havia votado contra os trabalhadores na discussão da Reforma Trabalhista. “Vocês terão o troco”, foi uma das frases proferidas pelo político maringaense. Já Serraglio se limitou a negar o seu voto.

Os diretores José Carlos Leopoldino e Israel Lobo Coêlho levaram, para “recepcionar” os parlamentares, cartazes com imagens dos quatro deputados da região (Arruda, Serraglio, Luiz Nishimori e Rubens Bueno), que votaram a favor das matérias que acabam com direitos trabalhistas.  

Estes protestos terão sequência, com o intuito de mostrar a opção de cada parlamentar. “Os trabalhadores precisam ter ciência de como votam esses políticos que se dizem nossos representantes. Somente com a aprovação da Reforma Trabalhista, por exemplo, dezenas de direitos consagrados foram jogados fora, rasgando a CLT”, apontam os diretores.


28/07/2017

Santander tem lucro de R$ 2,33 bilhões no 2º trimestre de 2017


Alta é de 2,4% em relação ao lucro de R$ 2,280 bilhões no primeiro trimestre
O Santander Brasil, maior banco estrangeiro do país, teve lucro líquido de R$ 2,335 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 2,4% em relação ao lucro de R$ 2,280 bilhões no primeiro trimestre.

No mesmo período de 2016, o banco havia registrado lucro líquido de R$ 1,806 bilhão.

No balanço divulgado nesta sexta-feira (28), o Santander Brasil informou ainda que o lucro no primeiro semestre deste ano foi de R$ 4,615 bilhões, alta de 33,1% em relação ao primeiro trimestre de 2016 (R$ 3,466 bilhões).

Espanha 
O espanhol Banco Santander obteve um lucro líquido de 3,616 bilhões de euros até junho, 24% mais que um ano antes, devido, em sua maioria, ao aumento dos investimentos, ao controle de custos e à melhora das provisões para insolvências.

Segundo a entidade informou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CMVM), regulador da bolsa espanhol, o valor inclui uma contribuição de 11 milhões de euros procedentes do Banco Popular, que o Santander adquiriu recentemente, pelo que o seu impacto no Grupo é ainda pouco significativo.

"Continuamos cumprindo os nossos compromissos, com crescimento rentável e um aumento na qualidade dos nossos resultados em todo o Grupo", explicou a presidente do Santander, Ana Botín, acrescentando que o negócio "mostrou tendências positivas em todos os mercados", sobretudo na América Latina, e melhorou muito na Espanha e no Reino Unido "apesar do ambiente". (Fonte: G1)



27/07/2017

Bradesco tem lucro líquido de R$ 3,91 bilhões no 2º trimestre


Queda é de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,9% ante o trimestre anterior
O lucro líquido ajustado do Bradesco totalizou R$ 4,704 bilhões no segundo trimestre, incremento de 13,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 4,161 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 4,648 bilhões, foi identificada elevação de 1,2%.

O Bradesco explica, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que, em relação ao trimestre anterior, o resultado de abril a junho foi impulsionado, em boa parte, pelo maior resultado com operações de seguros, previdência e capitalização e prestação de serviços. Foi compensado, entretanto, por maiores despesas de pessoal, menor resultado com a margem financeira e leve aumento da despesa com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado do Bradesco totalizou R$ 9,352 bilhões, aumento de 13,0% em um ano, quando o resultado ficou em R$ 8,274 bilhões. O Bradesco destaca que todas as linhas de resultado, no comparativo semestral, foram impactadas pelo efeito da consolidação do HSBC Brasil, ocorrida a partir do terceiro trimestre de 2016.

A carteira de crédito do Bradesco registrou R$ 493,566 bilhões ao final de junho, montante 1,8% inferior em relação ao final ao término de março, de R$ 502,714 bilhões. Em um ano, porém, quando o saldo foi de R$ 447,492 bilhões, foi vista expansão de 10,3%.

O impulso do período veio da pessoa física, cujos empréstimos subiram 15,5% de abril a junho ante um ano, para R$ 172,045 bilhões. Em relação com o primeiro trimestre, foi identificada leve alta de 0,1%. O crédito à pessoa jurídica apresentou alta de 7,7% em um ano, mas encolheu 2,8% no comparativo trimestral, para R$ 321,521 bilhões.

O Bradesco fechou junho com R$ 1,291 trilhão em ativos totais no primeiro trimestre, expansão de 16,8% ante um ano, de R$ 1,105 trilhão. Em relação aos três meses anteriores, foi vista redução de 0,2%.

O patrimônio líquido do banco foi a R$ 106,807 bilhões no segundo trimestre, aumento de 10,8% em um ano, de R$ 96,358 bilhões. Em relação ao primeiro, cresceu 2,2%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado(ROE, na sigla em inglês) do Bradesco foi a 18,2% ao final de junho contra 18,3% em março e 17,4% um ano antes.

Contábil e ajustado. O lucro líquido contábil do Bradesco somou R$ 3,911 bilhões no segundo trimestre, declínio de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de R$ 4,134 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 4,071 bilhões, a queda foi de 3,9%.

A diferença entre o resultado ajustado e o contábil se dá, conforme explica o Bradesco, pela amortização de ágio por conta da aquisição do HSBC, no montante de R$ 565 milhões, R$ 210 milhões por conta de mudança regulatória na Cielo, que passou a ser regulada pelo Banco Central e outros ativos contingentes.

No primeiro semestre, o lucro líquido contábil do Bradesco somou R$ 7,982 bilhões, recuo de 3,31% em relação a idêntico intervalo de 2016, de R$ 8,255 bilhões. (Fonte: Estadão)



26/07/2017

Unidas, centrais querem alterar reforma


A União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com a Força Sindical, Nova Central, CSB, CTB e CSP Conlutas realizaram uma reunião, na tarde desta segunda-feira (24), para deliberar quais ações as entidades fariam a partir de agora que a proposta de reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado Federal e sancionada pelo presidente Michel Temer.

Os sindicalistas reforçaram a necessidade de ampliação da unidade das entidades para construírem e defenderem juntas uma proposta de medida provisória modificando pontos da reforma trabalhista.

Durante o encontro foi pontuado os temas que as centrais defenderão mudança na reforma trabalhista, entre elas a contribuição de negociação coletiva, contrato de trabalho intermitente, homologação de rescisão do contrato de trabalho, jornada 12×36, trabalho de gestante e lactante em locais insalubres, trabalho autônomo e salvaguarda de trabalhador terceirizado.

Para Chiquinho Pereira, secretário de Organização e Política Sindical da UGT não adianta chorar o leite derramado a proposta já foi aprovada e agora é preciso fortalecer a unidade das Centrais em causas comuns.

“Não adianta a gente firmar um compromisso aqui e logo em seguida fazer reunião em separado com parlamentares ou o presidente, precisamos trilhar um caminho único.”

O dirigente fez um relato de como foi a reunião com o presidente Temer, que aconteceu no dia 20 e disse que essa questão da reforma trabalhista ainda não acabou. “Agora temos que conversar com a sociedade, com o congresso e com a Casa Civil para que a Medida Provisória seja aprovada”, disse Chiquinho.

Canindé Pegado, secretário Geral da UGT também defendeu a maior unidade das centrais, realinhando as ações de luta para que a organização da classe trabalhadora possa se reestruturar depois da aprovação da reforma trabalhista. “Fizemos de tudo para negociar as reformas, fizemos mobilizações, mas a luta foi desigual, pois o congresso foi todo intransigente e aprovou leis que interessavam somente o setor patronal.”

“Por mais que se tivesse um projeto de reforma, em algum momento abre-se espaço para negociação, que é o que acontece numa democracia, mas dessa vez não, todos os poderes se juntaram e todos estavam fechados pela reforma trabalhista, isso foi uma luta desigual”, explicou Pegado. (Fonte: UGT)



26/07/2017

Bancário do HSBC tem período de estágio reconhecido como de emprego


Um bancário do HSBC Bank Brasil S.A. - Banco Múltiplo obteve na Justiça do Trabalho o reconhecimento, como emprego, do período de dois anos em que foi contratado como estagiário de economia. O banco recorreu da condenação, mas a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu do recurso.

O trabalhador trabalhou no HSBC de 2002 a 2008. Entre 2002 e 2004, quando cursava economia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), seu contrato se deu por meio do CIEE - Centro de Integração Empresa-Escola do estado. Na reclamação trabalhista, ajuizada após seu desligamento, ele alegou que, durante o estágio, exercia, de fato, funções típicas de bancário, e pediu a integração desse tempo a seu contrato de trabalho.

O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), ao condenar o banco ao reconhecimento do vínculo no período, destacou que o estágio não era supervisionado pela instituição de ensino, condição para sua validade.

Segundo os depoimentos, o estagiário desempenhava tarefas como atendimento a clientes, em igualdade de condições com os demais empregados e sem qualquer correlação específica com sua área de formação. “Apesar da regularidade formal do estágio, a situação deve ser analisada em termos fáticos, para investigar possível desvirtuamento da sua real finalidade”, assinalou o Regional.

Em recurso para o TST, o banco alegou que observou os requisitos caracterizadores do contrato de estágio, e que os depoimentos das testemunhas demonstraram que as atividades exercidas pelo trabalhador, enquanto estagiário, eram distintas daquelas realizadas pelos outros empregados.

Mas no exame do apelo, o relator, ministro Cláudio Brandão, assinalou que a conclusão regional se baseou nos documentos e depoimentos contidos nos autos. “O exame da tese recursal do HSBC, em sentido contrário, esbarra no teor da Súmula 126 do TST, pois demandaria o revolvimento dos fatos e provas”, concluiu.

A decisão foi unânime. (Mário Correia/CF) Processo: RR-1150400-96.2009.5.09.0008 (Fonte: SCS/TST)



24/07/2017

Mantida condenação do Bradesco por assédio moral de gerente a bancária gestante


A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de uma bancária que pretendia aumentar o valor de R$ 10 mil a ser pago pelo Banco Bradesco S. A. pelo assédio praticado contra ela, durante a gravidez, por dois gerentes. Para os ministros, a fixação da indenização considerou a gravidade do dano, o grau de culpa e capacidade econômica do banco, e observou os critérios da proporcionalidade e razoabilidade.

Na reclamação trabalhista, a bancária pediu a rescisão indireta do contrato de trabalho e indenização por dano moral. Entre outros fatos, narrou que, ao pedir que a faxineira não lavasse o piso com determinado produto que lhe causava enjoos durante a gravidez, um dos gerentes da agência de Arapoti (PR), onde trabalhava, respondeu que “um pouquinho de ácido não lhe faria mal”.

Ele também pedia para cancelar consultas médicas alegando que as reuniões eram mais importantes, e chegou a pegar sua bolsa para obter número do telefone do médico. Ainda conforme seu relato, o mesmo gerente falava mal do seu serviço perante colegas e clientes.

O juízo da Vara do Trabalho de Jaguaraíva (PR), com base em depoimentos de testemunhas, considerou configurado o assédio moral, sobretudo pelo estado gestacional. A sentença julgou procedentes os pedidos e, além de deferir a rescisão indireta, arbitrou a indenização por dano moral em R$ 50 mil. O valor, no entanto, foi reduzido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) para R$ 10 mil.

Em recurso ao TST, a bancária pretendia majorar o valor com base no porte econômico do banco. Mas o relator, desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, observou que, na ausência de critérios objetivos para fixação da quantia, o julgador deve se pautar, entre outros, nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

O relator assinalou que o exame da prova produzida nos autos é atribuição exclusiva das instâncias ordinárias, e a Súmula 126 do TST veda seu reexame.

“A proximidade do julgador, em sede ordinária, com a realidade cotidiana em que contextualizada a controvérsia habilita-o a equacionar o litígio com maior precisão, sobretudo no que diz respeito à aferição de elementos de fato sujeitos a avaliação subjetiva, necessária à estipulação do valor da indenização”. explicou. A decisão foi unânime (Lourdes Côrtes/CF) Processo: RR-2-18.2012.5.09.0666 (Fonte: SCS/TST)




24/07/2017

Bancários do BB sentem o drama do desmonte


Com fechamento de agências, trabalhadores relatam problemas como unidades lotadas e muita reclamação de clientes, que chegam a esperar duas horas pelo atendimento

Agências lotadas, comprometimento do atendimento, desgaste dos trabalhadores. Estes são alguns dos relatos de bancários do Banco do Brasil sobre a reestruturação implementada no banco desde o final de 2016.

Um levantamento do Dieese aponta que o número de reclamações sobre o BB no Banco Central vem crescendo, ao passo que a média semestral de agências está diminuindo. Os dados mostram que a queixa mais recorrente é a de “insatisfação com o atendimento prestado por agências”.

Com a divulgação do levantamento, bancários de várias agências entraram em contato com o movimento sindical relatando problemas em seus locais de trabalho. Uma funcionária, cuja identidade será preservada, contou que em sua agência é recorrente ver longas filas de clientes para o atendimento.

“Estamos desesperados. Os clientes estão aguardando mais de duas horas no atendimento, o que para mim é uma falta de respeito total e absoluta por parte do banco. E nós, funcionários, somos afetados drasticamente com o estresse da sobrecarga de trabalho e dos ‘esculachos’ dos clientes que recaem sobre nós”, desabafou.

"Todo esse cenário é consequência da falta de funcionários nas agências e transformação de muitas em Posto de Atendimento. Isso vem comprometendo o trabalho dos bancários que atuam no atendimento, prejudicando até mesmo sua saúde", destaca João Fukunaga, diretor executivo do Sindicato de SP e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Um outro bancário disse estar preocupado com o futuro do banco público. “Trabalho em uma agência em que houve fechamento de duas de menor porte nas proximidades, e boa parte foi direcionada para a minha unidade. A situação é desconfortante, pra não dizer desesperadora. Todo dia tem bate boca com o pessoal no atendimento, espera de duas, três horas. Creio que está havendo um desmonte horrendo do banco para futura privatização definitiva”, afirmou.

O funcionário do BB explica que à dificuldade no atendimento se soma a cobrança exaustiva de metas, o que causa um desgaste ainda maior nos trabalhadores.

“Sofremos pressão por parte dos clientes e usuários insatisfeitos na forma de reclamações, brigas, gritos, ofensas. E por parte da instituição, que impõe cada vez mais metas, podendo tirar sua comissão a qualquer momento com essas reestruturações. E a perspectiva de crescimento só reduz – ou por desestímulo, ou por redução cada vez maior de vagas. Enfim, o horizonte está cinza pros bancários do BB”, completou o bancário. (Fonte: Seeb SP)



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