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02/04/2018

Funcef apresenta balanço com deficit de R$ 6,5 bilhões

Na quarta-feira 28, a Funcef apresentou o balanço anual de 2017. A quatro dias das eleições para escolha de diretores e conselheiros, a fundação anunciou aos participantes um deficit de R$ 6,5 bilhões, 50% maior que os R$ 4 bilhões registrados em 2014, no início da atual gestão.

O deficit cresceu em todos os planos em 2017. No REG/Replan Saldado, foram R$ 4,2 bilhões; no Não Saldado, R$ 481 milhões; Novo Plano, R$ 59 milhões; e REB, R$ 878 mil, totalizando R$ 4,7 bilhões, que somado ao deficit de 2016 (R$ 12,4 bilhões), chegaria a R$ 17,2 bilhões. O deficit de dois dígitos só não se confirmou porque R$ 9,7 bilhões foram integralmente inseridos no plano de equacionamento previsto para começar em março deste ano. Essa parcela que entraria no balanço como deficit, foi lançada como “reserva a integralizar”, e é a mesma que será debitada a cada mês pelo prazo definido no equacionamento, por participantes e patrocinadora.

“A diretoria da Funcef não explica que a solução encontrada para abater mais da metade do deficit foi transferir a conta para o contracheque dos participantes. Enquanto a fundação diz que teve o melhor resultado da história, o pessoal do REG/Replan está pagando o maior desconto de todos os tempos, mais de 20%”, questiona a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

O peso da redução da meta

A redução de 1 p.p na meta atuarial implementada em janeiro nivelou todos os planos em INPC + 4,5% e consumiu R$ 6,6 bilhões, segundo a própria Funcef, o que agravou o deficit que já existia. A diretora da Fenae lembra que esse valor empregado para cobrir o ajuste na meta poderia ter sido usado a favor do participante. "Era possível rever os planos de equacionamento com esse montante. Em vez disso, agravaram o deficit", observa Fabiana.

“Os gestores da Funcef deixaram de investir essa enorme quantia para abater do déficit e diminuir o valor das contribuições extraordinárias. Em vez disso, fizeram uma redução da meta agravando ainda mais o quadro deficitário de uns planos e diminuindo o benefício futuro de outros”, questiona a diretora da Fenae.

Os próprios diretores da Funcef chegaram a afirmar que a redução da meta elevaria a probabilidade de atingimento dos resultados e que, com a meta mais baixa, ficaria mais fácil ter superávit e até reduzir a alíquota de cobrança do equacionamento do REG/Replan Saldado referente a 2014 e 2015, de 10,64% para 9,94%, o que não se confirmou.

Reclassificação do Contencioso Judicial

Maior fator isolado de deficit nos planos de benefícios, o provisionamento para o contencioso previdencial (ações trabalhistas que geram revisão nos valores dos benefícios) havia sido contabilizado em R$ 2,4 bilhões até novembro de 2017. No balanço anual, porém, a diretoria da Funcef decidiu reclassificar o grau de risco das ações, o que resultou na diminuição de R$ 1 bilhão no provisionamento.

No balanço, fica claro que a Funcef tirou esse R$ 1 bilhão da categoria das ações de perda provável (execução esperada) e reclassificou como perda possível (probabilidade de execução estimada em 50%), cuja contabilização não é obrigatória. Os valores envolvidos nas ações classificadas como de perda possível cresceram R$ 3,9 bilhões e já chegam a R$ 15,9 bilhões.

“Essa foi a manobra encontrada para dizer que essa conta, que é de responsabilidade da Caixa, foi reduzida, quando ela foi apenas jogada para debaixo do tapete. Daqui a alguns anos, esse passivo será cobrado de nós”, alerta a diretora Fabiana Matheus.

Funcef perdeu oportunidade de recuperação

O segmento de Renda Variável e investimentos estruturados alcançaram significativa rentabilidade em todos os planos. No Novo Plano, por exemplo, os investimentos de renda variável (20% dos ativos) renderam 21,19% em 2017 enquanto os FIPs (somente 2,7% dos ativos) chegaram a 36,53%. O desempenho dos dois segmentos poderia ter ajudado a Funcef a recuperar resultados, não fosse a baixa concentração de recursos destinada a essas posições.

O segmento de Renda Variável e investimentos estruturados alcançaram significativa rentabilidade em todos os planos. No Novo Plano, por exemplo, os investimentos de renda variável (20% dos ativos) renderam 21,19% em 2017 enquanto os FIPs (somente 2,7% dos ativos) chegaram a 36,53%. O desempenho dos dois segmentos poderia ter ajudado a Funcef a recuperar resultados, não fosse a baixa concentração de recursos destinada a essas posições.

No Novo Plano, cerca de 70% dos ativos estão alocados em renda fixa, cuja rentabilidade foi de apenas 9,62%, desempenho que chega a ser inferior ao dos empréstimos aos participantes, que renderam 10,12%.

“A Funcef tem mais retorno cobrando taxas excessivas de seus participantes do que o que obtém com os títulos públicos. No entanto, concentra seus investimentos na renda fixa e deixa passar as oportunidades que os outros fundos encontraram na bolsa de valores. Que gestão é essa?”, questiona Fabiana. (fonte: SP Bancários)



02/04/2018

Campeonato Bancário: Primeira rodada será dia 7/4




29/03/2018

Funcef vai processar bancos e gestores por perda bilionária


 

 

Além de frente judicial, fundo de pensão traça plano para vender ativos (Julio Wiziack)

 

 

Alvo da Polícia Federal, que investigou fraudes bilionárias em fundos de pensão, a Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal) reverteu R$ 10,6 bilhões de suas perdas no ano passado e traçou um plano jurídico e financeiro para evitar o colapso da instituição.

“Do jeito que estava, os planos [de previdência] não durariam 30 anos”, disse o presidente da Funcef, Carlos Fernandes em entrevista à Folha.

Terceiro maior fundo de previdência do país, com 135,9 mil associados, a Funcef destinou no passado

R$ 6 bilhões para compra de cotas de fundos de participação em projetos como Sete Brasil e Eldorado, investigados pela Polícia Federal por esquemas de corrupção e outras irregularidades.

“Perdemos R$ 4 bilhões com esses investimentos”, disse Fernandes.

Com o acordo de leniência do Grupo J&F, dos empresários Wesley e Joesley Batista, a Funcef receberá R$ 1 bilhão pelos prejuízos com o FIP Eldorado, criado pela holding dos Batista para ajudar a financiar uma fábrica de celulose da J&F.

Recentemente, a Funcef vendeu sua participação nesse fundo por R$ 660 milhões.

Com a Petrobras, uma arbitragem discute os prejuízos com a Sete, empresa criada em 2010 para construir e alugar sondas de perfuração do pré-sal para a petroleira. A expectativa é que recebam R$ 2,5 bilhões.

Em outra frente, a fundação pedirá indenizações na Justiça aos bancos e gestores responsáveis pelos FIPs.

A iniciativa ganhou força depois que o Bradesco pagou R$ 37 milhões à Funcef pelos problemas na gestão do FIP Enseada, que financiou um projeto na área de tecnologia, também investigados pela PF.

A fundação registrou perdas com os FIPs RG Estaleiro, Multiner, Operações Industriais, entre outros.

IMPASSE

Segundo Fernandes, avançam as negociações com a Caixa para tentar resolver uma pendência histórica.

A fundação é ré em 16 mil ações na Justiça movidas por associados da Funcef que pedem a revisão de benefícios. Estima-se que o estoque dessa dívida potencial gire em torno de R$ 16 bilhões.

Em 2016, a Funcef reservou R$ 2,5 bilhões para fazer frente a processos desse gênero em que considerava haver chance de derrota.

Esse valor corresponde, em média, a 30% dos processos judiciais.

A partir de agora, no entanto, a Funcef só destinará R$ 1,4 bilhão.

A mudança, segundo Fernandes, se deve a um novo entendimento no Poder Judiciário sobre o papel da fundação e o da Caixa nessas discussões. Ainda segundo ele, o banco concordou em arcar com sua parte desse passivo, mas não revelou o valor.

Cerca de 80% do passivo da fundação se deve a esse tipo de pendência. metas

Além da estratégia jurídica de reversão de perdas, a Funcef também traçou planos financeiros.

“Nada disso teria sentido se a gente não revisasse o plano de investimento e a própria meta de rentabilidade”, disse Fernandes.

“Um terço dos investimentos não seguiam a meta definida e 40% dos cenários traçados na política de investimento não se sustentam em trinta anos.”

Por isso, no fim do ano passado, o conselho da fundação reduziu a meta de rentabilidade de 12,5% ao ano para 7,69%.

“Não dá para ter uma rentabilidade tão elevada num cenário de juro e inflação baixos e que tende a prevalecer no longo prazo”, disse o presidente da fundação.

CARTEIRA

Hoje, 60% da carteira está concentrada em renda fixa (títulos do Tesouro). Ou seja: as chances de retorno elevado são mínimas. Outros 20% estão em ações, e a Vale é considerada pela Funcef a “joia da coroa”.

Com a retomada do setor, a companhia de mineração voltou a ter suas ações valorizadas nas Bolsas. Foram R$ 650 milhões neste ano.

No total dos investimentos, a Funcef obteve uma reversão de R$ 4 bilhões. Sem esse resultado, o déficit acumulado da Funcef teria sido de R$ 6,5 bilhões. No final, fechou em R$ 2,5 bilhões.

 

INVESTIMENTOS

Diante do novo cenário, a Funcef definirá nos próximos meses sua política de investimentos numa tentativa de amenizar o impacto das perdas para os futuros aposentados.

Segundo o presidente da fundação, Carlos Fernandes, uma das ideias é vender aplicações que já estão “maduras” —como ações que atingiram o patamar máximo de valorização.

A Vale é o principal exemplo. A fundação colocou cerca de R$ 1 bilhão na mineradora. Em 2015, viu essa participação cair à metade. Em 2017, com a retomada do setor e da produção na China, a Vale ganhou força e a fatia da Funcef na empresa passou para R$ 660 milhões.

A exemplo da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, a Funcef também planeja esperar um pouco mais para se desfazer dessas ações, que podem se valorizar.

“Com o dinheiro da venda, vamos rever também a política de equacionamento dos planos [de aposentadoria]”, disse Fernandes.

Hoje, dos R$ 10,6 bilhões que foram depositados na Funcef, mais da metade foi bancada pelos próprios associados. “É possível que a gente possa reduzir a duração desse equacionamento.”

Em muitos casos, os associados já pagam 20% a mais nas suas contribuições para cobrir o buraco da Funcef. (Fonte: Folha.com)

 



28/03/2018

Caixa pagou PLR nesta terça-feira (27/03)

A Caixa Econômica Federal resolveu antecipar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para esta terça-feira (27.03). O valor estava previsto para ser creditado na próxima quinta-feira (29.03).

A mudança de datas foi decidida na manhã desta terça-feira, pouco antes do anúncio oficial do resultado do banco em 2017. A Caixa teve lucro líquido de R$ 12,5 bilhões.

Pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o banco tinha até o dia 31 de março para efetuar o pagamento.

A PLR na Caixa é composta pela regra básica Fenaban (90% do salário base), mais parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido (pelo número total de empregados em partes iguais) e PLR Social.

A Caixa é o último dos cinco maiores bancos do país a distribuir os lucros. Essa não é a primeira vez que acontece. Ano passado, a situação se repetiu com o pagamento da primeira parcela.

Diretoria Executiva da CONTEC



28/03/2018

Senado aprova projeto que eleva pena para roubo a caixa eletrônico com explosivo

O Senado aprovou dia 27/03 o projeto que endurece as penas para diversas modalidades de roubo, incluindo o de caixas eletrônicos com uso de explosivos (PLS 149/2015). O texto final incorporou modificações da Câmara dos Deputados que obrigam os bancos a instalarem dispositivos que inutilizem as cédulas dos caixas atacados. O projeto segue agora para sanção presidencial.

A medida eleva em dois terços a pena por roubo quando há uso de explosivos para destruir um obstáculo. Já a prática de furto com o emprego de explosivos passa a ser uma modalidade de furto qualificado, com pena de quatro a dez anos de prisão.

O furto e o roubo de equipamentos explosivos também teve suas penas aumentadas: quatro a dez anos de prisão, para o caso de furto, e elevação da pena em até 50%, para o caso de roubo. Além disso, o roubo realizado com uso de armas também teve sua punição agravada: passa a render aumento de dois terços da pena.

Caso o ato de roubo resulte em lesão corporal grave contra a vítima, a pena para o criminoso passa a ser de sete a 18 anos de reclusão – atualmente, a pena é de 7 a 15 anos.

Aprovado com modificações na Câmara no final de fevereiro, o PL originário do Senado precisou retornar à Casa para que sua tramitação fosse concluída. A medida altera trechos do Decreto-Lei nº 2.848, um dispositivo legal do Código Penal da década de 1940. Atualmente, a legislação prevê pena de dois a oito anos de reclusão e multa para o crime de furto qualificado.

O texto também estabelece que as instituições financeiras serão obrigadas a instalarem equipamentos que inutilizem as cédulas depositadas em caixas eletrônicos em caso de arrombamento, movimento brusco ou alta temperatura.

Cédulas

O PL prevê que as instituições financeiras poderão utilizar qualquer tipo de tecnologia existente para inutilizar as cédulas, tais como tinta especial colorida, pó químico, ácidos e solventes, desde que não coloquem em perigo os usuários e funcionários que utilizam os caixas eletrônicos.

Para cumprir essa medida, será obrigatória a instalação de placa de alerta que deverá ser fixada de forma visível no caixa eletrônico, bem como na entrada do banco, informando a existência do dispositivo e o seu funcionamento.

Segundo o projeto, essas exigências poderão ser implantadas de forma gradativa. Nos municípios com até 50 mil habitantes, 50% das exigências deverão estar em vigor num prazo de nove meses e os outros 50% em 18 meses. Nos municípios que tem entre 50 mil habitantes e 500 mil, as instituições financeiras têm até 24 meses para implementar as tecnologias de inutilização de cédulas; já em municípios com mais de 500 mil habitantes, os bancos têm 36 meses para se adaptarem à nova legislação.

Fonte: Agência Brasil

Diretoria Executiva da CONTEC



27/03/2018

Boletos vencidos acima de R$ 800 já podem ser pagos em qualquer banco

A medida faz parte da nova plataforma de cobrança da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)

A partir do dia (24), boletos vencidos acima de R$ 800 poderão ser pagos em qualquer banco. A medida faz parte da nova plataforma de cobrança da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que começou a ser implementada em julho do ano passado. As mudanças estão sendo feitas de forma escalonada, tendo sido iniciada com a permissão para quitação de boletos em atraso acima de R$ 50 mil. A partir de 26 de maio, serão permitidos os boletos acima de R$ 400 e a expectativa é que até setembro deste ano o processo seja concluído.

A nova plataforma de cobrança permite a identificação do Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do pagador, o que, de acordo com a Febraban, facilita o rastreamento de pagamentos. Ao quitar o boleto, o próprio sistema verifica as informações. Se os dados do boleto coincidirem com os da plataforma, a operação é validada.

O sistema de boleto de pagamento anterior foi criado em 1993 com o início do procedimento de compensação eletrônica. Após 25 anos, a avaliação do setor bancário é que ele precisava ser modernizado. Entre os benefícios da nova plataforma está a permissão para pagamento de boletos após o vencimento em qualquer agência bancária, sem risco de erros nos cálculos de multas e encargos.

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A Febraban optou por um período de convivência entre o modelo antigo e o novo. O cronograma de desligamento do sistema antigo também é feito de forma escalonada. A partir de fevereiro deste ano, por exemplo, passou a ser obrigatório que os boletos com valores acima de R$ 2 mil fossem registrados na nova plataforma de pagamentos da rede bancária, não sendo mais aceitos boletos sem registro.

O calendário inicial previa que a nova plataforma incluísse todos os boletos a partir do fim de 2017. “Mas foi necessária uma adaptação para garantir a segurança e a tranquilidade no processamento, em função do elevado número de documentos”, justificou a federação. Segundo a entidade, são processados cerca de 4 bilhões de boletos por ano no país.

Cronograma

Os boletos acima de R$ 400 são os próximos a serem incluídos no novo sistema, a partir do dia 26 de maio. Em 21 de julho, poderão ser pagos em qualquer banco após o vencimento os boletos de qualquer valor. Em 22 de setembro o processo será concluído com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros. (Fonte: Correio Braziliense)

 



27/03/2018

CAIXA fecha 2017 com lucro de R$ 12,5 bilhões e paga PLR nesta quinta (29.03)


 

A Caixa Econômica Federal encerrou 2017 com um lucro líquido de R$ 12,5 bilhões. O melhor resultado de sua história. Antes, a marca mais expressiva havia sido a de 2015, quando a estatal lucrou R$ 7,2 bilhões.  A Contec  já havia antecipado o valor em janeiro.

 

O ganho da Caixa está baseado em 3 pontos: reajuste das tarifas (principalmente, dos serviços prestados ao Governo Federal), redução de despesas (mais de 7 mil empregados deixaram a empresa por meio de PDV, além da reestruturação que eliminou mais de 130 unidades e fechou diversas agências) e diminuição do provisionamento de perdas (esse último, ligado a forma como o plano de saúde – Saúde Caixa – será custeado com as mudanças determinadas pelo Ministério do Planejamento).

 

O anuncio oficial será feito nesta terça-feira (27.03), em São Paulo. Esse deve ser o último ato do presidente da Caixa, Gilberto Occhi, que está de saída para comandar o Ministério da Saúde.

 

PLR

A Caixa deve pagar a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) aos bancários nesta quinta-feira (29.03). O sistema de pagamentos já rodou a folha. Pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o banco tinha até o dia 31 de março para efetuar o pagamento.

 

A PLR na Caixa é composta pela regra básica Fenaban (90% do salário base), mais parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido (pelo número total de empregados em partes iguais) e PLR Social.

 

A Caixa é o último dos cinco maiores bancos do país a distribuir os lucros. Essa não é a primeira vez que acontece. Ano passado, a situação se repetiu com o pagamento da primeira parcela.

 

Diretoria Executiva da CONTEC



26/03/2018

Trabalhadora será indenizada em R$ 100 mil por conduta machista de superior


Testemunhas disseram que chefe dava socos na mesa para que a funcionária trabalhasse mais e que dizia que ‘ela deveria usar vaselina para falar com ele’

Trabalhadora será indenizada em R$ 100 mil por danos morais após sofrer pelo machismo de seu superior e outros colegas da empresa em que trabalhava como obreira. Na ação, a funcionária também reclamou da falta de equiparação salarial com colegas homens que têm menos tempo de casa e menos responsabilidades que ela. A trabalhadora tinha acúmulos de funções e fazia horas extras.

O juiz do Trabalho Válter Túlio Amado Ribeiro, de Florianópolis (SC), entendeu que existem evidências concretas para indenizar a vítima de machismo , uma vez que sofria isolamento, rigor no trabalho, referências indiretas negativas à intimidade da trabalhadora, além de discriminação gratuita.

Em contato com o Brasil Econômico, a assessoria da empresa afirma que “o Grupo Mongeral Aegon repudia qualquer conduta de preconceito ou de assédio moral, e que já está ciente do ocorrido e está tomando as devidas providências”.

Episódios de violência

Embora muitas das violências sofridas pela trabalhadora tenham acontecido fora do horário de trabalho, durante o “happy hour”, elas foram consideradas na decisão. Uma das testemunhas confirmou uma das agressões verbais feita pelo superior da empresa Mongeral Aegon Administração de Benefícios Ltda. No episódio, ele teria falado que “em chuva de pica tem que escolher a menor para sentar”. O juiz entendeu que a aspa reforça a ideia de que os empregados tinham de se submeter àquelas condições de trabalho oferecidas.

Além disso, também foi revelado que era comum que o superior socasse a mesa durante o expediente para intimidar a obreira e demais colegas, forçando-os a trabalhar mais.

Outra testemunha narrou que o chefe da empresa costumava chamar a reclamante de “velhaca”, de forma depreciativa e, que “recomendava” à reclamante quando fosse falar com ele que levasse vaselina. A autora também já foi submetida a retornar ao trabalho em período de férias para exercer funções acumuladas da companhia, interrompendo uma viagem a Gramado (RS).

“O Sr. F. costumava questionar as empregadas, quando maquiadas ou trajadas de forma mais alinhada se estavam indo ‘guerrear’ no sentido de ir à ‘caça de parceiros’”, disse outra testemunha. Ribeiro condenou o machismo e a desrespeitosa em reforço a tudo o mais que o famigerado gestor submetia aos empregados.

Fonte: Brasil Econômico



26/03/2018

Rescisão de contrato de trabalho sem sindicato fragiliza empregado, aponta debate no Senado


A Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), em vigor desde novembro do ano passado, acabou com a necessidade de o sindicato da categoria ou o Ministério do Trabalho revisar a rescisão dos contratos dos trabalhadores. Com isso, empregados e empregadores têm recorrido a cartórios para finalizar as relações trabalhistas. Audiência pública promovida na última quinta-feira (22) pela Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho apontou que a medida deixa os profissionais desprotegidos. Na Agência Senado

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Ângelo Fabiano Farias da Costa, cartórios já têm oferecido o serviço por meio de uma escritura pública que pode ser emitida, inclusive, por meio eletrônico, sem a necessidade de comparecimento ao local físico. Ele observou que a participação dos sindicatos e do Ministério do Trabalho garantia o pagamento correto dos valores rescisórios.

“Estão fazendo por meio eletrônico, o que aumenta a possibilidade de sonegação de direitos trabalhistas. A reforma trouxe uma série de instrumentos para retirada de direitos trabalhistas. É preciso rever esses instrumentos”, apontou.

Para o vice-presidente da subcomissão, senador Paulo Paim (PT-RS), a extinção da necessidade de comparecimento ao sindicato ou à superintendência do Ministério do Trabalho para homologar uma rescisão contratual abre espaço para fraudes.

“Daqui a pouco o trabalhador vai receber a rescisão pelo correio”, lamentou Paim.

Itamar Kunert, da Central dos Sindicatos Brasileiros, ressaltou que a homologação garante segurança jurídica para trabalhadores e empresários, pois demonstra que o empregador pagou o que deveria e o trabalhador recebeu aquilo que tinha direito.

“A homologação é a coisa mais importante não apenas para o trabalhador, mas para o empresário. É uma garantia de que houve um corte no contrato de trabalho”, assinalou.

Demissão imotivada

A Reforma Trabalhista criou a possibilidade de funcionário e patrão negociarem uma demissão de comum acordo. O trabalhador que optar por essa nova forma de demissão perde o direito ao seguro-desemprego e ganha somente a metade do valor correspondente ao aviso prévio e da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa nova ferramenta pode ser utilizada para coagir o trabalhador ao consenso, segundo participantes da audiência.

Na avaliação de Rogério Silva, membro do Comando Nacional de Mobilização do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), a demissão sem justa causa — aquela que não pode ser justificada por falta grave do trabalhador ou por motivos econômicos relevantes — precisa ser revista.

“A dispensa imotivada é hoje um poder que o empregador tem sobre o empregado, algo que já não é permitido em vários países. Essa dispensa não poderia ser por puro arbítrio do empregador”, criticou.

O presidente da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho, Hugo Melo Filho, também defendeu a regulamentação do artigo 7º Inciso I da Constituição Federal, estabelecendo regras para proteção do empregado contra dispensas arbitrárias.

Contratos precários

Outro ponto frisado na reunião foi a regulamentação de novas modalidades de contratos de trabalho como intermitente e temporário. Para a vice-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a juíza Noemia Porto, esses contratos precários enfraquecem os sindicatos e diminuem o poder de negociação dos trabalhadores e o respeito aos seus direitos.

“Está em curso um processo de desprofissionalização dos trabalhadores e um processo de desindicalização que atinge a identidade coletiva dos trabalhadores, que é fundamental pela luta de melhor qualidade de vida e de trabalho. Eu deixo de ser o engenheiro ou a cozinheira e passo a ser o PJ, o autônomo, o trabalhador intermitente”, alertou.

Mercado de trabalho

Apontada pelo governo como saída para gerar emprego no país, a reforma trabalhista não conseguiu abrir nenhum novo posto de trabalho, de acordo com a pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade de Campinas (Cesit/Unicamp), Marilane Oliveira Teixeira. Também não conseguirá assimilar as 4,5 milhões de pessoas em idade economicamente ativa que entraram no mercado de trabalho desde 2015, conforme a pesquisadora.

“No mesmo período foram retiradas 726 mil pessoas do mercado. É como se ninguém tivesse sido incorporado e, além disso, mais de 700 mil saíram. É uma catástrofe”, disse.

Trabalho informal

Ainda de acordo com dados apresentados pela pesquisadora, o trabalho informal, que vinha registrando queda até 2013, disparou nos últimos anos e tende a aumentar com a reforma:

“Hoje, somando o trabalho não registrado e o por conta própria são 36 milhões de homens e mulheres contra 34 milhões com carteira de trabalho”, registrou.

Fonte: Diap



23/03/2018

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