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06/04/2017

Bradesco vai lançar novo banco digital nos próximos meses


O Bradesco deve lançar nos próximos meses o seu novo banco digital, conforme o diretor de Relações com o Mercado da instituição, Carlos Firetti. “O novo banco será baseado em um aplicativo (app). A rede de agências é extremamente importante, mas vai se transformar”, afirmou ele, durante o Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI.

A rede de agências físicas, conforme Firetti, contará com unidades menores, mais focadas no relacionamento.

Essa transformação, de acordo com ele, gerará um benefício em termo de custo, mas que o papel da agência no processo de bancarização ganha até mesmo impulso, mas que, paralelamente a isso, há clientes que preferem ser atendidos por canais online. No Bradesco, segundo Firetti, são 9,5 milhões clientes mobile.

Ele afirmou ainda que a queda dos spreads está em curso e que a agenda do governo é bastante saudável. “Os spreads vão cair naturalmente com a redução dos calotes”, acrescentou.

O foco do Bradesco, que no ano passado incorporou o HSBC, é o varejo bancário no Brasil e, conforme Firetti, a instituição acredita que manterá retorno entre 18% e 20% nos próximos cinco anos. (Fonte: IstoÉ)



06/04/2017

Dieese mostra que quanto mais fortes os sindicatos, maior a resistência


Em 2016, melhores acordos salariais vieram de negociações por categoria e não por empresa, comprovando que quanto mais unidos os trabalhadores estiverem, melhores os resultados das negociações (Luiz Carvalho)

O desenrolar do golpe em 2016 afundou o Brasil na crise econômica e a classe trabalhadora sentiu na pele os resultados. Apenas 19% das negociações conquistaram aumento real de salário, equivalente ao pior índice já visto, em 2003, ano em que o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) passou a computar sistematicamente esses dados, gerando uma série histórica.

De acordo com o balanço apresentado pelo departamento, 37% dos acordos ficaram abaixo da inflação e 44% igualaram. Já a variação real média de 2016 ficou negativa (-0,52%), outro resultado que não era visto há 14 anos.

Também em 2016, houve ampliação na quantidade de reajustes salariais parcelados. Entre 2008 e 2013, essa modalidade de aumento oscilou entre 4% e 5%. Já em 2016, repetiu a tendência de 2015 e dobrou, atingindo 30% das negociações.

Mas a situação poderia ser ainda pior. No recorte por tipo de negociação entre aquelas que obtiveram reajuste salarial é possível verificar que as negociações coletivas (por categoria) dão um banho nos acordos coletivos (por empresa): 85,9% para a primeira contra 14,1% para a segunda.

A vitória da luta por categoria ocorre justamente porque categorias como bancários e metalúrgicos conduzem negociações em âmbito nacional, por meio de confederações, ou mantém forte presença no local de trabalho e amplo diálogo com os empregadores.

“Não é por acaso que os golpistas tentam a todo custo quebrar as entidades sindicais e votam a toque de caixa a Reforma Trabalhista e a Terceirização que têm como objetivos tirar direitos. fragmentar e fragilizar a organização da classe trabalhadora. O objetivo deles é facilitar a vida dos patrões para que possam elevar o lucro à custa da exploração e piora nas condições de trabalho”, criticou o dirigente sindical Sérgio Nobre.

A visão é compartilhada pelo técnico do Dieese, Luís Ribeiro que faz um alerta: se a terceirização, como aprovada pelos deputados federais e sancionada pelo ilegítimo Michel Temer (PMDB), avançar, a tendência é que as campanhas salariais fiquem cada vez piores.

“As negociação por categoria, que envolvem mais sindicatos, tem resultado mais favorável há muitos anos. Se a terceirização for implementada e os sindicatos ficarem enfraquecidos, com um crescimento dos processos de negociação por empresa, dividindo as categorias, muito provavelmente teremos queda na renda da classe trabalhadora. Quando mais organizadas as categorias e mais abrangentes são acordos e mais fortes as negociações”, falou Ribeiro.

Serviços
Não por acaso, o setor que mais enfrenta problemas com a terceirização foi também o que teve o pior resultado. Quase a metade das negociações registrou reajustes abaixo da inflação e esse foi também o segmento que teve a maior perda real média, 0,64% abaixo da inflação.

“Neste segmento há grande pulverização nas negociações, só escapam mesmo as categorias mais fortes, como a bancária, que tem negociação nacional. Mas muitas têm dificuldade devido à precária relação de trabalho e à fragmentação”, avalia.

O cenário é confirmado pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços, Alci Araújo: “Em setores terceirizados de cidades como Cubatão, Mauá e Rio Grande do Sul, a administração pública contratar terceirizadas, não repassa os valores para manutenção de contratos de serviços e os trabalhadores sequer recebem o salário do mês. Então, antes mesmo de discutir reajuste, lutamos para acabar com esse cenário”, apontou.

O que pesou 
No processo de negociação, o Dieese avalia que a inflação é um fator primordial, mas em 2016 ano a confiança fragilizada pelo golpe foi mais relevante, responsável por impactar diretamente os investimentos dos empresários, foi preponderante.

“No ano passado a inflação vinha em queda, mas o desempenho das negociações foi muito ruim, comparada a anos anteriores. Acreditamos que isso se deva em grande parte à queda do PIB em todos os setores e ao desemprego altíssimo, que impacta muito. O medo de investir e foi um limitador nas discussões dos empregadores com os trabalhadores, assim como a falta de investimento público na economia, que gera incertezas gerais”, analisa Ribeiro.

Fator democracia
Presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Paulo Cayres, negociou no setor que teve o resultado menos desfavorável dentro do segmento indústria. Quase um quarto das negociações não obteve aumentos reais e 17% das negociações registraram reajustes abaixo da inflação, o menor do setor. Mas os reajustas acima de inflação tiveram variação real média negativa (-0,48%).

“Numa época de crise, o poder de barganha ficar reduzido, porque o trabalhador fica com medo de perder o emprego. O empresário baixa a margem de lucro, mas não deixa de ter e é inconcebível não repassar a inflação. O problema é que o empregador trata o trabalhador como custo em ao como investimento, ainda que tenhamos uma mão de obra muito barata, o salário brasileiro hoje se nivela ao chinês”, criticou.

Outro ponto essencial dessa equação, avalia Cayres, é o fator democracia. “O golpe faz com que as instituições democráticas deixem de funcionar como deveriam e mesmo que você tenha uma apelação dos trabalhadores em dissídio, sempre acabam perdendo. Isso também influencia e o ataque que acaba se fortalecendo contra direitos dos trabalhadores.”

“O trabalhador não tem outra alternativa a não ser sair às ruas para defender seu salário, seu emprego e de toda sua família. A fragilização dos direitos e das organizações sindicais é o que pode acontecer de pior para quem não é dono da empresa. Por isso, vamos todos à greve geral no dia 28 de abril”, convoca Sérgio Nobre. (Fonte: Diesse)



05/04/2017

Justiça do Trabalho mantém suspensão nos reajustes no Saúde Caixa


Por unanimidade, a 2ª Seção Especializada do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região negou provimento ao agravo oposto pela Caixa Federal e manteve, nesta terça-feira 4, a suspensão dos reajustes no Saúde Caixa. A liminar foi obtida no dia 31 de janeiro, após pedido feito pelo movimento sindical. A decisão deve ser publicada nos próximos dias, e a audiência da ação de cumprimento deve ocorrer em maio.

No processo ingressado no dia 27 de janeiro, as entidades argumentaram que os aumentos no plano de saúde afrontam o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016-2018, que determina que mudanças desse tipo sejam negociadas. Quando concedeu a liminar, o juiz Renato Vieira de Faria, da 22ª Vara do Trabalho de Brasília (DF), afirmou que “se identifica no ato emanado unilateralmente pela parte ré (Caixa) a contrariedade às cláusulas coletivas”.

"Mais uma vez a Caixa insiste em tentar desrespeitar o nosso acordo coletivo. O acordo de dois anos foi uma conquista dos empregados, pois garante o modelo de custeio do Saúde Caixa até 2018, e ele não pode ser alterado até lá", diz o coordenador da Coordenação Executiva de Empregagos (CEE/Caixa), Dionísio Reis.

No cenário pessimista, segundo as projeções atuariais feita pela referida empresa, serão cerca de R$ 36,6 milhões de superávit neste ano e R$ 13,8 milhões em 2018. No neutro, R$ 38,9 milhões e R$ 18,2 milhões, respectivamente. Já no cenário positivo, o plano será superavitário pelo menos nos três próximos anos: R$ 42,2 milhões em 2017, R$ 27,1 milhões em 2018 e R$ 13,4 milhões em 2019.

Em 26 de janeiro, a Caixa divulgou comunicado informando reajustes que entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro. O valor das mensalidades passaria de 2% para 3,46% da remuneração base. Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de e R$ 2.400 para R$ 4.209,05.

"Definir um teto na participação no Saúde Caixa é inaceitável e a argumentação do banco é absurda, uma vez que o custo assistencial faz parte do modelo onde 70% é de responsabilidade da Caixa. Isso é uma conquista dos empregados", lembra a dirigente sindical da FETEC/SP e representante no Conselho de Usuário da Caixa, Ivanilde Moreira, a Ivy.

"A Caixa argumenta em cima de questões financeiras e estas não dizem respeito as questões dos empregados que discutem o custo assistencial do plano. O Saúde Caixa tem sido superavitário e os trabalhadores tem participado com mais do que os 30% que lhes é devido", completa Ivy.

O dia 28 de março, durante o evento de divulgação do balanço de 2016, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que está negociando com o governo federal mudanças no Saúde Caixa. O objetivo é mudar o modelo de custeio e, assim, reduzir as provisões que o banco é obrigado a fazer para cobrir despesas futuras com o plano de saúde. A medida liberaria bilhões de reais, que poderiam fortalecer a base de capital da instituição. (Fonte: Seeb SP)



05/04/2017

Lei da terceirização é inconstitucional


Advogado trabalhista diz que texto sancionado por Temer fere vários princípios da Constituição; já há ação de inconstitucionalidade no STF, cujo relator será Gilmar Mendes, e também quatro mandados de segurança que contestam tramitação. As centrais chamam para greve geral no dia 28 de abril

O texto do PL 4302, aprovado pela Câmara em 22 de março e sancionado por Michel Temer na sexta-feira 31, é “ilegal, imoral e inconstitucional”. A opinião é do advogado trabalhista Maximiliano Garcez, diretor para Assuntos Legislativos da Alal (Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas). “O projeto sancionado pelo presidente ilegítimo fere diversos princípios da Carta Magna”, afirma.

O partido Rede Sustentabilidade entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator da ADI já foi sorteado e será o ministro Gilmar Mendes, apontado como defensor de projetos neoliberais e do PSDB, um dos partidos favoráveis à lei. “Agora todas as ADIs que entrarem no STF irão para Gilmar Mendes”, lamenta Maximiliano.

O advogado destaca que até mesmo a tramitação do PL 4302 na Câmara está sendo contestada em quatro mandados de segurança no STF, e que serão julgados pelo ministro Celso de Mello, que já solicitou informações à Câmara.

Um deles, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), questiona a votação que aprovou o projeto (veja quem votou a favor) alegando que o próprio autor do texto, o Poder Executivo, pediu seu arquivamento: o PL, de 1998, é de autoria do governo de Fernando Henrique Cardoso, mas em 2003, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu seu arquivamento. “E esse requerimento de Lula nunca foi votado”, destaca Maximiliano.

Ataques à Constituição
O advogado trabalhista lembra que entre as consequências nefastas da terceirização sem limites (a lei permite que as empresas terceirizem até mesmo suas atividades-fim) estão a precarização e a desvalorização do trabalho – terceirizados têm salários menores, jornadas maiores e menos direitos –, e o enfraquecimento da organização dos trabalhadores, uma vez que incentiva a pulverização de sindicatos. Com isso, a lei viola pelo menos quatro artigos da Constituição Federal do Brasil.

Segundo ele, a lei desrespeita o valor social do trabalho e a dignidade da pessoa humana, previstos no artigo 1º da Constituição; fere o artigo 8º, que prevê a livre associação sindical; e os artigos 170 e 193 que também defendem a valorização do trabalho, o pleno emprego, e o bem-estar e a justiça sociais.

“O artigo 1º da Constituição Federal coloca o valor social do trabalho, ao lado da dignidade da pessoa humana, como bens juridicamente tutelados e como fundamento para a construção de um Estado Democrático de Direito. E o texto sancionado viola frontalmente tais princípios”, afirma o advogado.

Ele destaca ainda que a lei, ao permitir a quarteirização (a empresa terceirizada pode contratar outra empresa para prestar serviços à contratante), transforma o trabalhador em mercadoria. “Na prática acaba sendo um ultrajante aluguel de pessoas, proibido desde a Lei Áurea.”

E frisa o ataque ao movimento sindical: “A lei na prática significa que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que se pretende com isso é a violação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principais forças motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário neoliberal. Por isso significa também uma disfarçada reforma política a fim de silenciar os trabalhadores.”

Resistência
Para o advogado, além das ADIs e mandados de segurança no STF, uma alternativa à lei seria a aprovação do substitutivo do senador Paulo Paim (PT-RS) que proíbe a terceirização na atividade-fim e dá garantias aos trabalhadores. “A lei posterior revoga a anterior, mas para isso o substitutivo de Paim teria de ser aprovado no Senado e sancionado pelo presidente ilegítimo”, lembra Maximiliano.

Outra alternativa é a resistência e mobilização nas ruas. “Os protestos nas ruas têm que se intensificar”, diz. (Fonte: Seeb SP)



05/04/2017

Caixa anuncia plantão nesta sábado; Sindicato vai acompanhar de perto


 

Previsto inicialmente para segunda-feira (10), os pagamentos das contas inativas do FGTS dessa segunda fase terão início no sábado (8)

 

 

 

A Caixa Econômica Federal antecipa e inicia neste sábado (08) o pagamento das contas inativas do FGTS para trabalhadores nascidos nos meses de março, abril e maio. A liberação estava prevista para ocorrer a partir da segunda (10). Diante disso, o Sindicato já está atento e vai acompanhar de perto como será realizado esse trabalho.

 

 

“Estamos entrando em contato com os gestores para saber como isso vai funcionar. Queremos saber  se o banco está atendendo ao que determina a nossa Convenção Coletiva de Trabalho quanto ao horário extraordinário, segurança, revezamento entre os funcionários, entre outras questões”, aponta o vice-presidente do Sindicato Carlos Roberto Rodrigues.

 

 

Segundo o banco, mais de 7,7 milhões de brasileiros têm direito ao saque a partir de abril. O valor total disponível para saque nesse mês ultrapassa R$ 11,2 bilhões e equivale a 26% do total disponível.

 

 

A CAIXA informa que  abrirá mais de 2 mil agências no sábado (8) em todo país entre 9h e 15h. Considerando o maior número de beneficiados com a medida nessa segunda fase, a CAIXA aumentou o número de agências em relação à primeira fase (nascidos em janeiro e fevereiro).

 

 

De acordo com o banco, as agências selecionadas terão atendimento exclusivo no próximo sábado (08) para realizar pagamento de contas vinculadas FGTS, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão. A relação das agências está no site da CAIXA. Além disso, está prevista a abertura antecipada (2 horas antes) de todas as agências da CAIXA nos dias 10, 11 e 12 de abril para pagamento exclusivo de contas inativas do FGTS.

 



04/04/2017

Bancária do Santander ganha reintegração após demissão em período de pré-aposentadoria


No último dia 06 de março, a bancária Elisete Coppo Peretta de Macedo, foi reintegrada às suas funções no Banco Santander, agência Campos do Jordão, em cumprimento à liminar concedida na Reclamação Trabalhista proposta pelo Departamento Jurídico do Sindicato contra o Banco Santander, em razão de dispensa da bancária dentro da estabilidade pré-aposentadoria.

A bancária, dispensada em 22 de novembro de 2016, se encontrava em gozo da estabilidade pré-aposentadoria, prevista na cláusula 20ª da CCT, faltando na ocasião da dispensa apenas 01 ano e 05 meses para sua aposentadoria integral.

A dispensa, considerada obstativa de direitos pelo juiz do trabalho, Bernardo Moré Frigeri, de Campos do Jordão, determinou a imediata reintegração da bancária, na mesma agência, mesma função e com as mesmas tarefas, retomando integralmente a situação da época anterior a comunicação da dispensa.

A reintegração, cumprida por oficial de justiça, foi acompanhada pela Dra. Célia M. M. Scarpel e pelo diretor Antonio Marcos de Barros do Sindicato. (Fonte: Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região)



04/04/2017

Lei sancionada por Temer abre caminho para “quarteirização”


Sancionada na última sexta-feira (31), a lei que regulamenta a terceirização permite que empresas terceirizem a chamada atividade-fim, áreas principais das empresas, garantindo a prática também na administração pública. Polêmica, a nova legislação também permite a contratação por meio da chamada “quarteirização”, que é visto pelas centrais sindicais como precarização e retrocesso ao trabalhador.

Pela nova legislação, terceirizadas estão autorizadas a subcontratar outras empresas para execução dos serviços. A partir de agora, corporações também já podem contratar trabalhadores terceirizados para atividade-fim

Sancionada na última sexta-feira (31), a lei que regulamenta a terceirização permite que empresas terceirizem a chamada atividade-fim, áreas principais das empresas, garantindo a prática também na administração pública. Polêmica, a nova legislação também permite a contratação por meio da chamada “quarteirização”, que é visto pelas centrais sindicais como precarização e retrocesso ao trabalhador.

Neste caso, terceirizadas ficam autorizadas a subcontratar outras empresas para execução dos serviços contratados por elas. Para Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), o trecho da lei sancionada por Temer permitirá salários mais baixos, insegurança jurídica e piores condições de trabalho.

“Não tem controle mais da situação. Quem prestará serviço é o terceirizado da terceirizada. Se você contrata uma terceirizada e o trabalhador já ganha menos, imagine o terceirizado da terceirizada?”, pondera Antonio Augusto.

Terceirização: veja íntegra da lei sancionada pelo presidente Michel Temer 
A nova lei vem causando polêmicas desde que foi anunciada. É elogiada por associações empresariais e criticada por movimentos sindicais. Especialistas em mercado de trabalho se dividem sobre o assunto, que ainda não há consenso no meio.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a nova lei beneficia 12 milhões de trabalhadores que já atuam como terceirizados. Além disso, alega que o projeto traz segurança jurídica às relações trabalhistas.

“A regulamentação deve ser vista como uma nova oportunidade para geração e manutenção de empregos no Brasil e a garantia de direitos de milhões de trabalhadores que já exercem sua atividade nessa modalidade. Essa é mais uma vitória no caminho do Brasil que queremos: moderno, competitivo e com ambiente de trabalho seguro”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Entre os itens da nova legislação, a liberação da contratação terceirizada para atividade-fim continua sendo um dos pontos mais polêmicos da proposta. Para o diretor do DIAP, o texto traz insegurança às pessoas que hoje atuam nessas áreas.

“Todo mundo é a favor que regulamente a terceirização, mas o governo, no lugar de trazer segurança aos terceirizados, permitiu que a nova lei trouxesse insegurança para quem não é terceirizado. Em nome da proteção a 12 milhões de trabalhadores, ele deixou vulnerável 40 milhões de trabalhadores que estão na atividade-fim”, explicou o diretor de Documentação do DIAP.

Até então, não havia legislação específica sobre terceirização. No entanto, um conjunto de decisões da Justiça serviam como referência. Pelas decisões já aplicadas pela Justiça, chamado de súmula, a terceirização no Brasil só era permitida nas atividades-meio, também chamadas de atividades secundárias das empresas.

Vetos 
O presidente Michel Temer, ao sancionar a nova legislação, vetou três artigos. Um dos dispositivos vetados assegurava uma série de benefícios ao trabalhador temporário, inclusive direito de receber o mesmo salário e jornada de trabalho equivalente à dos empregados que trabalham na mesma função ou cargo da tomadora.

Em outro, foi retirado um artigo que obrigava o registro na carteira do trabalhador como temporário, no caso de atividade com tempo determinado. Nos dois casos, o governo alega que os dispositivos já existiam na Constituição.

O terceiro veto deixou de fora dispositivo que buscava permitir prorrogação do prazo de 270 dias dos contratos temporários ou de experiência, mediante acordo ou convenção coletiva. (Fonte: Congresso em Foco)



04/04/2017

Associação Brasil convoca para assembleia


 

Está marcada para o próximo dia 22 de abril, a partir das 9h, no clube de campo, em Curitiba, a assembleia extraordinária, com a seguinte pauta:

 

1-    Apreciação da proposta formulada pelo Conselho de Administração da Associação Brasil para alienação de bens imóveis (realização de parte do ativo imobiliário) até atingir o montante necessário para a constituição de capital que produza rendimento mensal suficiente para complementar suas receitas e, consequentemente, equilibrar o orçamento da AB, tudo com base no trabalho desenvolvido pela consultoria EY- Ernest & Young, que será apresentado no decorrer da assembleia;

 

     2 - Autorizar o Conselho de Administração a contratar leiloeiro oficial para promover a avaliação e a alienação dos bens imóveis, fixando como preço mínimo o valor correspondente a 80% do efetivo valor de mercado de cada um dos bens imóveis.

 

Por esta pauta, o movimento sindical entende que todos os imóveis da associação estão passíveis de serem colocados à venda, através da realização desta assembleia. Por isso, entendemos que precisam ser especificados, antes de serem submetidos à apreciação da assembleias, quais os núcleos que estarão sendo colocados à venda.

 

Os diretores do Sindicato, Janilson Aparecido Santana e Carlos Antônio da Silva, participarão da assembleia, representando os associados de Maringá e região. Para tanto, estamos solicitando a outorga de procurações em favor dos mesmos.

 

Solicitamos entrar em contato com os diretores Janilson (98828-2230) e Carlos (99952-1259) para coleta das procurações.

 

Confira edital completo no endereço: http://associacaobrasil.com.br/index.php?system=news&action=read&id=318


FOTO: imagem de um dos imóveis da AB



03/04/2017

Bancos lucram quase R$ 50 bilhões em 2016 e são o melhor setor da Bolsa


Apesar de ainda registrarem os melhores resultados, o lucro somado do setor teve queda de 13% entre 2015 e 2016

Apesar de ter uma queda de 13%, os bancos brasileiros conseguiram se manter como o setor que mais lucrou no País em 2016, segundo levantamento feito pela consultoria Economatica com as empresas listadas na Bolsa. Com 23 instituições, o bancos conseguiram lucrar R$ 48,595 bilhões no ano passado.

O Itau Unibanco e o Bradesco lideraram a lista das empresas mais lucrativas, porém com queda nos seus resultados de 2016 com relação ao ano anterior. O primeiro lucrou R$ 21,639 bilhões - uma queda de R$ 1,720 bilhão -, enquanto o Bradesco teve resultado positivo de R$ 15,083 bilhões, ante R$ 17,189 bilhões no ano anterior.

Entre os 20 maiores lucros do Brasil, aparecem ainda o Banco do Brasil (R$ 8,033 bilhões), Santander (R$ 5,532 bilhões), BB Seguridade (R$ 4,013 bilhões) e BTG Pactual (R$ 3,408 bilhões). Confira a lista: (Fonte: InfoMoney)



03/04/2017

Caixa pode fechar 120 agências do banco em todo


A instituição financeira ainda não tem dados para Sergipe


Em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta última terça-feira, 28/03, em São Paulo, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, informou que a Caixa poderá fechar até 120 agências em 2017. Segundo ele, a intervenção será em agências deficitárias e entre as alternativas há possibilidade de fechamento, fusão, diminuição de estrutura ou remanejamento de agências para outro local. 




O presidente da Caixa apresentou que a instituição teve redução de 42% nos lucros em relação ao ano de 2015, o que está interferindo no pagamento da PLR [Participação dos Lucros e Resultado] dos funcionários, pois nem todos vão receber agora. Mas, mesmo assim, a Caixa teve um lucro de R$ 4,1 bilhões em 2016, segundo ele mesmo informou.

(fonte: Infonet)




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