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08/01/2018

Banco do Brasil apresenta Programa de Adequação de Quadros (PAQ)


Diante do anúncio pelo Banco do Brasil, nesta sexta-feira (05/01), de novo processo de reestruturação chamado Programa de Adequação de Quadros (PAQ), o presidente da CONTEC, Dr. Lourenço Ferreira do Prado, e o Diretor José Augusto Cordeiro, acompanhados de companheiros da ANABB, se reuniram com representantes do BB.

O anúncio do programa é uma surpresa, visto que recentemente (29/11/2017) a CONTEC havia se reunido com o banco para buscar informações sobre um novo processo de reestruturação – publicado pelo Jornal Correio Braziliense –, e o BB negou ter qualquer intenção de implementar programa da espécie neste momento.

Segundo o Banco do Brasil, o programa destina-se à adequação de quadros de unidades com excessos, limitado à quantidade necessária para adequação do contingente de funcionários em cada unidade. O BB alega que o objetivo é otimizar a estrutura de atendimento por meio da modernização, buscando melhor atender os clientes, bem como melhorar o resultado da empresa, com valorização e oportunidades para os funcionários.

O programa objetiva realocar os funcionários para que ocupem novas vagas que o BB alega que serão geradas. Mais informações sobre o regulamento do PAQ podem ser obtidas clicando aqui.

De acordo com o BB, o PAQ faz parte de um processo contínuo, da reorganização do atendimento do Banco e relacionamento com os clientes para garantia da sustentabilidade da empresa. O gerente da Dipes, João Gimenez, destacou a necessidade de modernização do banco para fazer frente à uma concorrência que diz vir de fora do setor bancário, em razão de inovações tecnológicas que acredita estarem ávidas pelos clientes do BB.

ORIENTAÇÃO 
A CONTEC orienta que cada funcionário envolvido no processo deverá cercar-se de todos os cuidados para tomar suas decisões, seja de movimentação para fora de seu município, seja de adesão a programas de incentivo a aposentadoria ou de desligamento, considerando inclusive as perdas das verbas e benefícios indiretos, como PLR, auxílio alimentação e refeição, custos com planos de saúde para a família, etc.

Cada funcionário deve analisar sua situação e ver se o PAQ lhe convém. O funcionário necessita avaliar cuidadosamente sua situação antes de decidir a respeito da questão. O funcionário não pode decidir com base nas pressões decorrentes da situação de excedente. Tem ainda que verificar seus direitos e reflexos junto à CASSI e PREVI, em caso de adesão ao programa.

A propósito, o BB informou que a CASSI e a PREVI disponibilizarão mais informações em seus canais de atendimento. Os funcionários deverão buscar esclarecimento junto às duas entidades, sobre os benefícios serão mantidos em caso de adesão ao programa.

Para decidir pelo desligamento, é necessário que o funcionário avalie a perspectiva de carreira fora do BB, bem como as perspectivas e condições de recolocação no mercado de trabalho, bem como os custos com plano de saúde para a família e compare com os benefícios oferecidos pelo banco.

AVALIAÇÃO 
Por óbvio que se os denominados “programas de desligamentos voluntários” se pagam em pouquíssimo tempo, as maiores vantagens são da empresa.

A CONTEC defende um banco útil à sociedade e preocupa-se, sobremaneira com os reflexos de programas da espécie na vida dos trabalhadores.

Não há como deixarmos de nos preocupar com o fechamento de agências – especialmente em cidades carentes de atendimento bancário –, com significativa redução dos postos de trabalho.

Uma das preocupações é que, segundo as regras do programa, o funcionário que decide pela adesão a programa de incentivo a aposentadoria ou de desligamento, mas fica condicionado à situação futura imprevisível. (Fonte: Contec)



08/01/2018

Pagamento de boleto vencido poderá ser feito em qualquer banco a partir de julho


A partir de março, boletos a partir de R$ 800 já podem ser pagos em qualquer banco. Confira o cronograma

A partir de 24 de março, os boletos de cobrança de valor igual ou acima de R$ 800 passarão a trafegar pela Nova Plataforma de Cobrança para processamento das informações de pagamento, o que possibilitará, por exemplo, o pagamento de boletos após o vencimento em qualquer agência bancária, sem erros nos cálculos de multas e encargos.

O novo sistema de liquidação para os boletos bancários foi desenvolvido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em parceria com a rede bancária.

“O novo sistema permite a identificação do emissor e do pagador, com a indicação do CNPJ/CPF, o que facilita o rastreamento de pagamentos e redução das fraudes, fonte de preocupação permanente para todo o sistema bancário", afirma Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de operações da Febraban. O sistema ainda reduz a inconsistência de dados e evita pagamento em duplicidade.

Cronograma 
Em operação desde julho do ano passado, quando passaram a ser processados os boletos de valor igual ou acima de R$ 50 mil, a Nova Plataforma vem gradualmente, incorporando os montantes inferiores a esse valor à sua base de dados. A mais recente etapa do cronograma para funcionamento do novo sistema começou em setembro, com a incorporação dos boletos de valor igual ou acima de R$ 2 mil.

O cronograma inicial previa que a Nova Plataforma passasse a registrar todos os boletos a partir do fim de 2017, mas foi necessária uma adaptação para garantir a segurança e a tranquilidade no processamento, em função do elevado número de documentos – cerca de 4 bilhões de boletos por ano, montante que exige capacidade de processamento superior à de uma das grandes processadoras globais de cartões de crédito.

“Além de um prazo maior, decidiu-se adotar um período de convivência entre o antigo modelo de cobrança, que permitia os boletos sem registros, e o novo, que deverá ter todos os boletos de pagamento registrados na base, para que não houvesse problemas de atendimento aos clientes”, explica o diretor da Febraban.

Esse período de convivência entre os dois modelos será encerrado gradativamente a partir deste mês, de acordo com a faixa de valores dos boletos. Veja a tabela abaixo:

Fim do prazo de convivência 
A partir de 13 de janeiro – R$ 50 mil ou mais 
A partir de 3 de fevereiro – R$ 4 mil ou mais 
A partir de 24 de fevereiro – R$ 2 mil ou mais

A partir de 24 de março, todos os boletos que passarem pela Nova Plataforma terão de seguir as normas do novo sistema, dentro do seguinte cronograma:

Novo cronograma 
A partir de 24 de março – R$ 800,00 ou mais 
A partir de 26 de maio – R$ 400,00 ou mais 
A partir de 21 de julho – R$ 0,01 ou mais 
Em 22 de setembro – processo concluído, com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros. (Fonte: Gazeta do Povo com Infomoney)



08/01/2018

Reforma da Previdência ignora 426 bilhões devidos por empresas ao INSS


Dívida é o triplo do déficit anual calculado pelo governo. Entre as devedoras, estão as maiores do país, como Bradesco, Caixa, Marfrig, JBS e Vale

Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS. O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer.

“O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que o problema da inadimplência e do não repasse das contribuições previdenciárias ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas [na reforma]”, afirma Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). A maior parte dessa dívida está concentrada na mão de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. A procuradoria estudou e classificou essas 32.224 empresas que mais devem, e constatou que apenas 18% são extintas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.

Na lista das empresas devedoras da Previdência, há gigantes como Bradesco, Caixa Econômica Federal, Marfrig, JBS (dona de marcas como Friboi e Swift) e Vale. Apenas essas empresas juntas devem R$ 3,9 bilhões, segundo valores atualizados em dezembro do ano passado.

A Repórter Brasil entrou em contato com essas empresas para entender quais são os pontos em desacordo. O Bradesco afirma que não comenta processos judiciais. A JBS diz que está negociando a dívida com a Receita Federal.

A Marfrig afirma, em nota, que discute judicialmente a possibilidade de compensação de débitos previdenciários com créditos relativos ao PIS e a COFINS e que negociou o parcelamento da dívida. A Vale informa que possui questionamentos judiciais referentes às contribuições previdenciárias e que ofereceu garantias da dívida, o que a permite estar em ‘regularidade fiscal’. A Caixa Econômica Federal não se pronunciou.

Parte da dívida não pode ser recuperada

Apesar da maior parte das empresas devedoras estarem na ativa, no topo da lista há também grandes companhias falidas há anos, como as aéreas Varig e Vasp. Por isso, nem toda a dívida pode ser recuperada. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.

Apenas R$ 10,3 bilhões (4% do montante da dívida) têm alta probabilidade de recuperação, segundo estudo da procuradoria divulgado em março do ano passado. Do classificado à época, referente à R$ 375 bilhões de dívidas, constatou-se que 38% têm média chance de recuperação; 28% tem baixa chance e 30% tem chances remotas (veja detalhes no quadro abaixo).

A prova disso é que o percentual de recuperação é baixo. Em 2016, a procuradoria recuperou apenas R$ 4,15 bilhões dos créditos previdenciários, o equivalente a 0,9% da dívida previdenciária total.

Apesar disso, a procuradoria diz tomar medidas para recuperar esse valor. “Estamos num momento em que sempre se ronda o aumento da carga tributária, e a PGFN entende que o verdadeiro ajuste fiscal é cobrar de quem deve para não onerar quem paga,” diz Daniel de Saboia Xavier, coordenador-geral de grandes devedores da procuradoria.

O estudo poderia, inclusive, ajudar a retirar algumas empresas do mercado. “A empresa fraudadora viola a livre concorrência e prejudica empresas do mesmo ramo que não fraudam”, afirma Xavier, destacando que o órgão priorizará a cobrança das empresas que entram nos critérios ‘alta’ e ‘média’. Xavier explica ainda que muitas das empresas que estão inscritas como devedoras de valores com alta chance de recuperação apresentam questionamentos judiciais.

A Repórter Brasil questionou quais são as empresas que seriam priorizadas à assessoria de imprensa através da Lei de Acesso à Informação, mas a procuradoria negou a informação sob a justificativa de que a divulgação violaria o sigilo fiscal.

Por que a dívida é tão alta?

A morosidade da Justiça, a complexidade da legislação tributária brasileira e os programas de parcelamento do governo são apontados como os principais fatores que explicam a alta dívida previdenciária no país.

“Não é um crime dever, e grandes grupos empresariais se beneficiam disso, questionam valores na Justiça e ficam protelando a vida inteira,” diz Sônia Fleury, professora da Fundação Getúlio Vargas. “É preciso fazer uma varredura para ver como as empresas utilizam esse mecanismo protelatório na Justiça e tomar decisões no nível mais alto para impedir esse jogo, que só favorece as grandes empresas. Perde o governo e o trabalhador.”

A criação de varas específicas e especializadas poderia agilizar esse tipo de cobrança, segundo o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Vilson Romero. “A única forma de fazer com que as empresas não fiquem devendo ao INSS seria ter uma estrutura fiscalizadora e cobradora mais eficiente e eficaz, o que chega a ser utopia no Brasil de hoje”, avalia Romero.

Sem a criação dessas varas, o sistema de cobrança continua lento. Uma ação de cobrança da Fazenda Nacional demora cerca de nove anos no Brasil segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2012. A responsabilidade pela cobrança das dívidas é da PGFN. Por outro lado, é dever da Receita Federal fiscalizar se os repasses previdenciários estão de fato ocorrendo, mas o trabalhador pode também conferir se a sua empresa está cumprindo a obrigação dos repasses pedindo, em uma agência do INSS, o extrato CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

O coordenador de Previdência do Ipea, Rogério Nagamine, acredita ser necessário melhorar a recuperação dessas dívidas, mas aponta que ela não resolve todos os problemas da Previdência. Por isso, ele defende a reforma proposta pelo atual governo − que estabelece a idade mínima de 65 anos para se aposentar (com pelo menos 25 anos de contribuição) e que, entre outras alterações, muda a base de cálculo do benefício, com redução de seu valor final.

A complexa legislação tributária do país é outro motivo para o alto volume dessa dívida, na avaliação da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David. Hoje, os inadimplentes da União pagam multa sobre a dívida, mas, segundo a especialista, essa multa vem sendo reduzida pela Receita Federal, pela procuradoria e pelo INSS nos últimos anos, em decorrência do parcelamento especial de débitos tributários.

“Principalmente nas grandes empresas, isso gera uma segurança para colocar a inadimplência e a sonegação no planejamento tributário, porque o risco é menor que o bônus. A legislação praticamente incentiva uma empresa a ficar inadimplente ou a sonegar”, afirma, destacando que em outros países as leis costumam ser mais rígidas.

A procuradoria informou, por meio de sua assessoria, que “o que tem prejudicado a cobrança dessas dívidas, em realidade, são os sucessivos programas de parcelamento especial (“REFIS”) editados nos últimos 17 anos. Os devedores têm utilizado esses parcelamentos como meio de rolagem da dívida, migrando de programa de forma sucessiva, sem, contudo, quitar os débitos.”

Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que todos os pagamentos previdenciários dos seus empregados estão em dia e são realizados sistematicamente dentro do prazo estabelecidos em lei. Segundo o banco, a dívida citada pela reportagem refere-se a "questões que estão sendo discutidas em processos administrativos ou judiciais e não tem relação com a contribuição previdenciária mensal dos seus empregados". "Os processos discutem, na grande maioria, a interpretação do caráter indenizatório (e não remuneratório) de verbas enquadradas pelo fisco como fato gerador da contribuição", diz a Caixa. (Fonte: Carta Capital)



08/01/2018

Caixa impõe teto de gastos para o plano de saúde dos empregados


Sem negociação, direção do banco incluiu no novo estatuto o limite de 6,5% das folhas de pagamentos e proventos. Mobilização da categoria será fundamental para reverter a medida

A direção da Caixa tem divulgado, inclusive no site oficial, o novo estatuto do banco. Um dos pontos prejudiciais aos empregados, incluído sem qualquer negociação com os representantes da categoria, é apresentado no quarto parágrafo do capítulo VIII: “a participação da CEF no custeio dos benefícios de assistência à saúde será limitada ao percentual de 6,5% (seis e meio por cento) das folhas de pagamento e proventos”.

“Além de impor um teto de 6,5% em relação à folha de pagamento, da ativa e aposentados, o modelo de custeio imposto leva em consideração no cálculo do teto os gastos fiscais e administrativos, que no modelo atual são de responsabilidade exclusiva da Caixa. Pela redação do estatuto, ao estourar o limite, o novo modelo vai impactar em maiores custos ao trabalhador a partir de 2020”, explica o sindicalista e funcionário da caixa Dionísio Reis.

A diretora de Saúde e Previdência da Federação, Fabiana Matheus, aponta que o processo de negociação está sendo desrespeitado. “O modelo atual do Saúde Caixa, no qual o banco é responsável por 70% do custo assistencial, é resultado da luta dos empregados e está previsto no acordo coletivo. A categoria não aceitará a imposição do teto e vai defender essa tão importante conquista para ativos e aposentados”, avalia.

No dia 9 de novembro do ano passado, enquanto debatia em mesa de negociação a possibilidade de alterar o modelo de custeio do plano de saúde, a direção da Caixa não deu garantia de emprego e negou outros pontos essenciais aos trabalhadores como, por exemplo, a incorporação de função. Por isso, os representantes dos empregados não tiveram dúvidas em dizer não à intransigência do banco.

Fabiana Matheus reforça que a mobilização da categoria será fundamental para reverter as mudanças no Saúde Caixa. “Nosso plano de saúde é superavitário, sustentável e um dos melhores do país. Por isso, é hora de os trabalhadores e as entidades representativas mostrarem mais uma vez a unidade que sempre marcou as lutas da categoria. Só assim será possível impedir a tentativa de reduzir ou mesmo acabar com esse direito conquistado, o que é uma agressão aos empregados da ativa e, principalmente, aos aposentados”, diz.

Modelo atual

Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% das despesas assistenciais, e os empregados, 30%. Os custos administrativos são todos de responsabilidade da Caixa. A porcentagem relativa aos trabalhadores é mantida por meio de 2% do valor do salário, mais 20% de coparticipação nos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400. O atual modelo de custeio não discrimina idade, faixa salarial ou se o empregado é aposentado ou da ativa. Todos pagam o mesmo valor.

Reajuste suspenso

Em 26 de janeiro do ano passado, a direção da Caixa divulgou comunicado informando aumentos no Saúde Caixa, que entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2017. O valor passaria de 2% para 3,46% da remuneração base. Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de R$ 2.400 para R$ 4.209,05. O aumento, porém, foi suspenso por liminar judicial, expedida no âmbito de uma ação impetrada pelo movimento sindical. Nova audiência está marcada para o dia 23 de janeiro. (Fonte: Fenae)



08/01/2018

Lucrão para poucos, demissão para muitos


Esse é o modus operandi dos bancos no Brasil: trabalho dos bancários resultou em crescimento de 20,4% nos ganhos dos cinco maiores, mas mais de 17 mil perderam seus empregos

Muito trabalho, resultados excelentes e, no final de tudo, demissão. Assim atuam os bancos no Brasil. De acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgada na terça-feira 2, pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as instituições financeiras fecharam 17.711 postos de trabalho no país entre janeiro e novembro de 2017. O saldo negativo foi 53,7% superior em relação ao mesmo período em 2016.

O balanço dos cinco maiores bancos, no entanto, aponta que entre janeiro e setembro de 2017, o lucro de BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander foi da ordem de R$ 54,1bilhões, aumento de 20,4% em relação ao mesmo período de 2016.

“Esses mesmos bancos que extinguiram milhares de postos de trabalho e fecharam de 1.188 agências entre janeiro a setembro de 2017 acumularam ganhos absurdos em 2017. Ou seja, poucos seguem ganhando muito à custa de milhões de trabalhadores”, critica a presidenta do Sindicato de SP, Ivone Silva.

“Mais do que nunca os bancários precisam saber que só a luta vai garantir empregos e direitos. Os bancos apoiaram o golpe e não foi à toa. O desmonte trabalhista veio para facilitar a vida dos maus empregadores. Só mobilizados e unidos, SindicatoS e bancários conseguirão resistir”, convoca a dirigente.

Maiores impactos
São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 5.186, 2.965 e 1.969 postos, respectivamente. Apenas a Paraíba apresentou saldo positivo no emprego bancário, com 74 postos abertos no período. O Acre teve o saldo zerado e os demais estados apresentaram saldo negativo no período.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba instituições como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 10.541 postos entre janeiro e novembro de 2017. A Caixa respondeu pelo fechamento de 6.878 postos no mesmo período, em função de novo PADV implantado em julho de 2017.

Faixa etária
A extinção de postos de trabalho nos bancos atingiu, principalmente, trabalhadores na faixa etária entre 50 a 64 anos, com fechamento de 15.101 postos de trabalho.

Esse dado é indicativo do resultado dos PADV, anunciados em julho pela Caixa e pelo Bradesco por se destinarem a bancários aposentados ou em vias de se aposentar. Os bancários mais jovens - faixa etária entre 18 a 24 anos – representam a maioria dos postos de trabalho criados (7.317 postos).

Desigualdade
As 11.412 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e novembro de 2017 receberam, em média, R$ 3.460,78. Esse valor correspondeu a 71,8% da remuneração média auferida pelos 11.763 homens contratados no período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos.

As 21.071 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 6.525,09, o que representou 76,9% da remuneração média dos 19.815 homens desligados dos bancos no período. (Fonte: Seeb SP)



08/01/2018

Trabalhadora que não comprovou acidente pagará custas e honorários


Trabalhadora que não conseguiu provar acidente de trabalho e foi dispensada 3 meses depois teve negado o pedido de reintegração e a indenização substitutiva equivalente. Pela nova legislação trabalhista, ela terá de arcar com honorários sucumbenciais e custas processuais, totalizando cerca de R$ 15 mil. Decisão é do juiz do Trabalho Francisco Pedro Jucá, da 14ª vara de SP. No portal Migalhas

A mulher trabalhava em empresa de armazenamento e transporte e afirmou que sofreu acidente de trabalho em março de 2017, quando estava em hotel e escorregou em piso molhado, sofrendo ruptura muscular.

Foi deferido o auxílio doença pelo INSS até maio, e ela foi dispensada sem justo motivo em junho. Pelos fatos, requereu a reintegração aos quadros da empresa, ou indenização substitutiva equivalente pela estabilidade acidentária. A empresa, por sua vez, alega que a ex-funcionária não sofreu acidente de trabalho.

Ao analisar, o magistrado destacou que a demandante não produziu quaisquer provas que formassem o convencimento do juízo acerca da ocorrência do acidente de trabalho. Por entender que a autora não tem direito à reintegração ou à indenização, foram indeferidos os pedidos.

O magistrado destacou que, pelo CPC/15, art. 14, aplicável em seara trabalhista, "a norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".

Ele observou que, com relação aos honorários de sucumbência, o marco temporal que determina o regramento jurídico aplicável para fixá-los é a data da prolatação (proclamação) da sentença, e não por ocasião da propositura da demanda.

Assim, seguindo a nova legislação trabalhista, determinou que a autora arque com honorários de sucumbência, fixados em 10% do valor da causa, calculada em mais de R$ 127 mil. Como teve negado o pedido de Justiça gratuita, ela também terá de pagar custas no importe de R$ 2.550. Processo: 10001279-87.2017.5.02.0014. Veja a sentença. (Fonte: Diap)



03/01/2018

Bancos fecham 17,711 postos de trabalho de janeiro a novembro de 2017


São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados com maior incidência de saldos negativos

De acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgada nesta terça-feira (2), pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os bancos fecharam 17.711 postos de trabalho no país entre janeiro e novembro de 2017. O saldo negativo foi 53,7% superior em relação ao mesmo período em 2016.

O saldo do mês de novembro foi resultado de 2.611 admissões e 2.521 desligamentos. Em novembro de 2017 registrou-se saldo positivo de 90 postos no setor bancário, sendo o segundo saldo positivo do ano (o primeiro foi em julho). Grande parte deste saldo foi resultante dos Planos de Aposentadoria e Desligamento Voluntários (PADV) - implementados pela Caixa e pelo Bradesco em julho de 2017.

São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 5.186, 2.965 e 1.969 postos, respectivamente. Apenas a Paraíba apresentou saldo positivo no emprego bancário, com 74 postos abertos no período. O Acre teve o saldo zerado e os demais estados apresentaram saldo negativo no período.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba instituições como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 10.541 postos entre janeiro e novembro de 2017. A Caixa respondeu pelo fechamento de 6.878 postos no mesmo período, em função de novo PADV implantado em julho de 2017.

Faixa Etária

A extinção de postos de trabalho nos bancos atingiu, principalmente, trabalhadores na faixa etária entre 50 a 64 anos, com fechamento de 15.101 postos de trabalho. Esse dado é indicativo do resultado dos PADV, anunciados em julho pela Caixa e pelo Bradesco por se destinarem a bancários aposentados ou em vias de se aposentar. Os bancários mais jovens - faixa etária entre 18 a 24 anos – representam a maioria dos postos de trabalho criados (7.317 postos).

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 11.412 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e novembro de 2017 receberam, em média, R$ 3.460,78. Esse valor correspondeu a 71,8% da remuneração média auferida pelos 11.763 homens contratados no período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos. As 21.071 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 6.525,09, o que representou 76,9% da remuneração média dos 19.815 homens desligados dos bancos no período. (Fonte: Dieese)



03/01/2018

Caffarelli muda regras para descomissionamento de afastados


Banco baixou norma que torna opcional bancário afastado continuar com a comissão ou não após CAT emitida pela empresa; porém o BB não reconhece doença ocupacional e não emite CAT

Após passar por uma saia justa no evento Inspira BB quando um bancário contou que perdeu a comissão ao se afastar para tratar um câncer, agora o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, baixou uma norma alegando que a partir de 4 de novembro de 2017 “é facultado ao funcionário que retornar da QS Licença Saúde afastado com diagnóstico de neoplasia maligna ou por doença ocupacional com CAT emitida pelo banco, solicitar análise para concessão do benefício de nomeação na função gratificada ou de confiança que exercia antes do afastamento ou em função equivalente”.

O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato de SP, João Fukunaga, está questionando esse normativo, pois banco nenhum reconhece e nem emite CAT por doença ocupacional. “Protocolamos um ofício e solicitamos esclarecimentos. Há uma ilegalidade e não podemos permitir retrocessos para os trabalhadores adoecidos”, reforça.

Ainda segundo Fukunaga, além da alteração da instrução do normativo, o presidente do BB mostrou-se incapaz de dialogar com os legítimos representantes dos trabalhadores. Consta na minuta de reivindicação dos bancários, a regularização da licença-saúde para que o funcionário não perca a comissão.

"Não podemos fazer as coisas apenas por egolatria de quem ocupa um espaço de poder em uma instituição tradicional como o BB. Conhecer as reivindicações dos trabalhadores, assim como a situação dos adoecidos, é de suma importância para ocupar tal cargo. Não basta apenas indicação política de um governo golpista, mas para quem diz que fez carreira no banco, conhecer esses por meandros acaba sendo fundamental”, critica Fukunaga.

O secretário de Saúde do Sindicato de SP, Carlos Damarindo, lembra que as doenças ocupacionais sempre foram tema de discussão na mesa de negociação. “Nenhum banco emite a CAT por doença ocupacional. Pela legislação, ela tem de ser feita pelo empregador, mas se o empregador se recusar, ela pode ser feita pelo CRST - Centro de Referência em Saúde do Trabalhador ou pelo Sindicato”, explica o dirigente. (Fonte: Seeb SP)



29/12/2017

PCS 2008 da Caixa, conquista da luta!

                         


Atual formato do Plano de Cargos e Salários, de 2008, que trouxe a promoção por mérito, além da por antiguidade, foi conquistado na greve de 2007

O processo que a gestão da Caixa chama de sistemática, conhecido entre os empregados como promoção por mérito, se encerrou na quarta-feira 20. Assim como a promoção por antiguidade, o processo está inserido dentro do Plano de Cargos e Salários (PCS) definido em 2008, uma conquista dos empregados, arrancada na greve de 2007.

Na promoção por mérito, o bancário pode receber 2 deltas, 1 delta ou 0 delta. A cada 1 delta recebido, que é concedido de acordo com critérios como frequência, horas de capacitação, iniciativas de autodesenvolvimento, entre outros, recebe percentual de 2,33% de aumento salarial. Na promoção por antiguidade, o empregado ganha 1 delta a cada dois anos. “Hoje só os critérios objetivos garantem 1 delta para todos empregados" lembra o diretor do Sindicato de SP Dionísio Reis.

"A construção do PCS - no qual estão inseridas as promoções por mérito, cujo método é discutido em grupo de trabalho da Contraf-CUT e aperfeiçoado todos os anos, e antiguidade - é uma conquista da nossa mobilização, das nossas greves, dos nossos grupos de trabalho, da nossa luta de décadas em favor dos empregados da Caixa.

É sempre válido ressaltar que o banco não dá nada de graça. Tudo é conquistado com muita união, dedicação e firmeza nas negociações”, enfatiza o dirigente. “Foi com muita luta que revertemos a retirada de inúmeros direitos dos empregados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assegurando isonomia entre os contratados antes e depois de 1998 no PCS”, acrescenta.

Dionísio lembra ainda que esse ano a Caixa unilateralmente alterou o RH 176, normativo que trata da sistemática da promoção por mérito, colocando restrição para trabalhadores com duas faltas injustificadas. O movimento sindical protestou e o banco admitiu o erro em promover alterações unilaterais em normativos negociados. Apesar de não voltar atrás, reverteu reflexos na carreira para os trabalhadores que participaram das greves gerais e estavam com a rubrica "falta injustificada" por esse motivo.

O dirigente ressalta também que, assim como a mobilização e luta reverteram o corte de direitos promovido por FHC e os reflexos na carreira dos empregados que participaram das greves gerais deste ano, a mesma unidade dos bancários, será capaz de barrar o processo de desmonte do banco e os ataques aos empregados promovidos pelo governo Temer.

“Não foram poucos os momentos da história da Caixa nos quais os empregados demonstraram grande unidade e força para lutar por seus direitos, empregos e pelo país, através da defesa da Caixa 100% Pública e da sua função social. O PCS 2008 é um exemplo de conquista que contrariou o desmonte imposto pelos governos neoliberais dos anos 90. Hoje, com o desmonte promovido por Temer, temos que nos unir mais do que nunca e intensificar cada vez mais a nossa resistência.

O PCS 2008, o Saúde Caixa 2004, o novo plano da Funcef 2006, a PLR, do começo dos anos 2000, e a PLR Social, de 2010, são conquistas que vão exigir muita mobilização dos empregados em 2018 para que sejam mantidas. Mais do que ninguém, nós, empregados da Caixa, sabemos que só a luta nos garante”, conclui o diretor do Sindicato de SP. (Fonte: Seeb SP)



26/12/2017

Feliz 2018 a todos os bancários




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