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13/02/2017

Bradesco, Itaú, Santander e Safra doaram para relator da reforma da Previdência


Parlamentares questionaram indicação do presidente que teve campanha financiada por interessados em previdência privada 

Depois de muita confusão, a comissão especial mista que vai apreciar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, referente à reforma da Previdência, foi instalada dia 09, e, poucos minutos depois, já deu início aos trabalhos.

Os deputados contestaram a forma de indicação do presidente da comissão, questionaram a isenção do relator e a quebra do regimento interno com manobras dos governistas para manter o controle do colegiado. Muitos recursos foram apresentados e ficaram de ser avaliados.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) teve 22 votos e presidirá a comissão. Disputaram o cargo com ele Pepe Vargas (PT-RS), que recebeu oito votos, e Major Olímpio (SD-SP), com quatro. A oposição questionou o fato de Marun ter sido indicado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sem que fossem levadas em conta questões como a proporcionalidade de cada bancada.

Marun é conhecido pela defesa de posturas conservadoras na Casa, por ser ligado ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e por ter apoiado o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

O relator da PEC é Arthur Maia (PPS-BA) (foto). O deputado foi alvo de recurso apresentado pela bancada do Psol, de autoria do deputado Ivan Valente (SP), que questionou a sua isenção para relatar uma matéria sobre o tema, por ter recebido financiamento de campanha de empresas e bancos relacionados ao setor de previdência privada. “O que faz com que, declaradamente, ele não tenha condições de ocupar a relatoria, já que estas empresas possuem interesse na mudança das regras previdenciárias.”

Uma das empresas patrocinadoras do deputado citada pelo parlamentar do Psol é a Bradesco Vida e Previdência – que fez doações de R$ 300 mil para a campanha de Arthur Maia em 2014. Também financiaram a campanha de Maia, segundo nota do UOL, Itaú Unibanco (R$ 100 mil), Safra (R$ 30 mil) e Santander (R$ 100 mil) – instituições financeiras que negociam planos de previdência privada.

O terceiro questionamento foi à substituição do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) por Reinhold Stephanes (PSD-PR), que ocupa o cargo de deputado como suplente – o que é proibido pelo regimento interno. Stephanes não foi eleito na campanha de 2014 e está ocupando mandato de deputado em substituição a um colega do seu estado.

“Estou cumprindo meu oitavo mandato como deputado e todos sabem que sempre atuei na área de propostas vinculadas à Previdência. Não é justo que agora eu fique de fora dessa discussão na comissão especial por meio de uma manobra espúria. Se estão querendo mudar o regimento daqui por diante que assumam isso e nos avisem. Mas estou recorrendo da decisão porque exijo respeito”, afirmou Faria de Sá.

Pepe Vargas, que se apresentou como candidato à presidência em oposição a Marun, destacou que a condução dos trabalhos precisa ser feita “com base no princípio da independência do Legislativo, respeito ao regimento interno e garantia do amplo debate, com a participação da sociedade brasileira”.

Erika Kokay (PT-DF) apresentou recurso em função do que considerou desrespeito à proporcionalidade e um pedido para que os trabalhos da comissão sejam suspensos nos próximos dias, até que seja tomada alguma decisão pela mesa diretora da Casa sobre os recursos.

Audiências e seminário 
“Estou entrando nesse debate com o coração aberto, disposição para ouvir os argumentos e empenho em trabalhar de forma correta e o mais respeitosa possível sobre o tema”, disse Arthur Maia. O relator pretende apresentar plano de trabalho na próxima terça-feira (14), com entrega do seu parecer sobre a PEC na segunda quinzena de março.

Até lá, afirmou que vai convocar oito audiências públicas com especialistas diversos. O parlamentar também pediu à Câmara a realização de um seminário internacional, para discutir sistemas de Previdência observados em outros países. “Não tenho dúvida de que esta é a matéria mais polêmica, mais difícil desta legislatura”, destacou.

A líder do PCdoB, deputada Alice Portugal (BA), protestou, em resposta ao relator, que não é possível ser feito um debate sério na Casa se não for mostrada e debatida, antes, a situação do sistema de assistência social do país.

“Antes de o Congresso pensar em instalar esta comissão, deveria ter aberto uma comissão geral para avaliar a questão da seguridade social como um todo”, disse. “A proposta que foi apresentada pelo Executivo e aqui está não tem remendo, porque vai retirar direitos. Deixo aqui o protesto do meu partido com essa instalação prematura e açodada.” (Fonte: Rede Brasil Atual/Hylda Cavalcanti)



13/02/2017

Depressão tira milhares de trabalhadores do mercado todos os anos


Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo 
Tachada de mal do século, a depressão é responsável por retirar do mercado de trabalho milhares de profissionais todos os anos. No ano passado, 75,3 mil trabalhadores foram afastados em razão do mal, com direito a recebimento de auxílio-doença em casos episódicos ou recorrentes.

Eles representaram 37,8% de todas as licenças em 2016 motivadas por transtornos mentais e comportamentais, que incluem não só a depressão, como estresse, ansiedade, transtornos bipolares, esquizofrenia e transtornos mentais relacionados ao consumo de álcool e cocaína.

No ano passado, mais de 199 mil pessoas se ausentaram do mercado e receberam benefícios relacionados a estas enfermidades, o que supera o total registrado em 2015, de 170,8 mil.

Entre 2009 e 2015 (únicos dados disponíveis), quase 97 mil pessoas foram aposentadas por invalidez em razão de transtornos mentais e comportamentais, com destaque para depressão, distúrbios de ansiedade e estresse pós-traumático. Ao todo, esses novos benefícios representam, hoje, uma conta de R$ 113,3 milhões anuais aos cofres públicos.

Capacidades afetadas 
Para os especialistas, a situação evidencia a necessidade de colocar esse tipo de transtorno no topo da lista de preocupações para políticas públicas e de empresas. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% e 25% da população tiveram, têm ou terão um quadro de depressão em algum momento da vida.

Para Leonardo Rolim, especialista em Previdência, as políticas públicas falham pois não se preocupam em reintegrar os profissionais no ambiente de trabalho. Segundo ele, apenas 5% dos trabalhadores afastados são reabilitados no emprego.

“Os números são muito grandes, e há uma falha na reabilitação. Mesmo quando volta, o trabalhador demora muito. O Estado gastaria menos reintegrando esse trabalhador do que pagando benefícios por muitos anos.”

Segundo Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, a capacidade de trabalho e todas as outras funções do corpo ficam abaixo do normal em uma pessoa deprimida:

“Todas as funções da pessoa com depressão estão para baixo: a capacidade de trabalho, insegurança, falta de vaidade, a pessoa se sente feia, se sente péssima, sem condições de trabalho, perde as forças, a vontade. Fica sem concentração por causa das alterações do sono. Como trabalhar oito horas após noites seguidas de insônia? Como trabalhar com sonolência excessiva?”

Acidentes de trabalho 
Parte dos problemas que chegam ao INSS foi desencadeado por fatores relacionados ao próprio ambiente de trabalho. De todo o pessoal afastado no ano passado por transtornos de comportamento em geral, ao menos 10,6 mil foram considerados acidentes de trabalho, ou seja, tiveram o ambiente profissional como um dos agentes desencadeadores da doença.

Para casos específicos de depressão, episódicos ou recorrentes, foram 3,4 mil auxílios por acidente de trabalho. Os números, porém, podem ser bem maiores. Parte dos especialistas destaca que há risco de subnotificação, diante da dificuldade em comprovar o papel do ambiente de trabalho na ocorrência de episódios depressivos. Mesmo assim, há profissões que são conhecidas por terem mais afastamentos e aposentadorias ligadas a transtornos dessa natureza. É o caso do mercado financeiro, dos controladores de voo, dos profissionais da área de segurança, juízes, jornalistas e médicos.

Na avaliação de Rolim, em casos de acidente de trabalho, deveria haver algum tipo de ação para que o empregador compense o INSS, já que o ambiente foi considerado um fator que desencadeou a doença.

Por transtornos em decorrência de uso de psicoativos, sobretudo álcool e cocaína, foram 240 afastamentos considerados acidente de trabalho em 2016. Outros 34,2 mil receberam o auxílio previdenciário, quando não há conexão com o ambiente de trabalho. Procurado para falar sobre o assunto, o Ministério da Previdência não comentou.

Uma das diretoras da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Rosylane Rocha explica que a depressão é uma doença, com um componente genético, que pode ser desencadeada por uma série de fatores, como o contexto social ou um determinado evento de vida da pessoa. Uma vez que exista a predisposição para a doença, uma carga exaustiva e recorrente de trabalho, um ambiente muito estressante ou uma situação de estresse pós traumático, por exemplo, podem fazer com que o trabalho seja o fator responsável por desencadear o problema. É nesses casos em que os benefícios são considerados acidente de trabalho.

"O termo ‘estresse’ vem da física, para você medir o estresse de uma ponte, por exemplo. Se passar mais peso do que o previsto, a ponte estressa e rompe. Com o ser humano é a mesma coisa. Se ele passa a trabalhar 12h por dia, por exemplo, vai se estressar e romper, quebrar. 
ANTÔNIO GERALDO DA SILVA  presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria "

“Esses casos ocorrem quando o médico entende que há uma contribuição relevante do ambiente de emprego para o quadro, a ponto de que, sem isso, a depressão não eclodiria”, explica.

Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, o trabalho pode, de fato, ter impacto sobre a saúde do trabalhador.

“O termo ‘estresse’ vem da física, para você medir o estresse de uma ponte, por exemplo. Se passar mais peso do que o previsto, a ponte estressa e rompe. Com o ser humano é a mesma coisa. Se ele passa a trabalhar 12h por dia, por exemplo, vai se estressar e romper, quebrar.”

Crise econômica aumenta pressão sobre trabalhadores e deve fazer atestados crescerem 
Com o aumento do desemprego e a crise econômica, o número de atestados médicos e afastamentos por depressão e crises de ansiedade tende a crescer em médio prazo. Essa é a avaliação da diretora da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Rosylane Rocha.

Preocupado em manter a fonte de renda em um mercado que não tem contratado na recessão, o trabalhador acaba aguentando mais pressão calado, o que aumenta as chances de saturação no futuro. Além disso, com as demissões nos últimos anos, muitos empregados tiveram que acumular funções e estão não só sujeitos à maior pressão como viram a jornada aumentar muito.

Nos últimos dois anos, os números de afastamentos arrefeceram em relação ao apresentado entre 2012 e 2014. Em 2014 eram 83,2 mil, por exemplo. Em 2015, sobretudo por causa da greve dos peritos do INSS e do aumento do desemprego, o número caiu para 63,8 mil. Em 2016, voltou a subir para 75,3 mil.

“A crise vai aumentar isso. Contas penduradas, medo de desemprego, isso afeta o equilíbrio emocional. O trabalhador não conversa, não reclama”, diz Rosylane.

Luz amarela 
Jornada exaustiva, ambiente insalubre, falta de pausas, divisão injusta de tarefas, não recomposição de horas trabalhadas a mais. Todos esses fatores são potenciais desencadeadores de transtornos mentais e comportamentais no trabalho. Apesar de quase 200 mil auxílios doença terem chegado até as mãos dos empregadores no ano passado por esse tipo de doença (75 mil deles por depressão), as empresas brasileiras não sabem como lidar quando um trabalhador diz estar deprimido.

Para Rosylane, a empresa deveria acender uma luz amarela no momento em que o primeiro atestado do tipo chega. O ideal, diz, é investigar se algum motivo interno, do ambiente de trabalho, pode ter causado a situação, uma forma de evitar que aquele quadro piore e, ainda, que outros funcionários passem pela mesma situação.

“O empregador, o médico do trabalho da empresa tem que investigar se o trabalhador está sendo perseguido, se a jornada está exagerada, se o trabalhador está sendo acompanhado por um psiquiatra.”

Tratamento 
O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, ressalta que a depressão tem tratamento, o que pode permitir um retorno saudável ao emprego. O grande problema, segundo Silva, é que muitas vezes a pessoa deprimida não busca a ajuda correta. O presidente da ABP reforça que a depressão tem que ser tratada com os medicamentos adequados, indicados por médicos especialistas no assunto.

O tratamento inclui um time: psiquiatras, psicólogos e muitas vezes a ajuda de grupos de apoio. Esses grupos auxiliam as pessoas a não se sentirem isoladas com o problema, por meio da troca de experiências. Segundo ele, de cada cem pacientes com depressão, menos de 10 chega ao psiquiatra.

“Muitas vezes a depressão acaba sendo subdiagnosticada e tratada como outra coisa. As pessoas não procuram um psiquiatra por puro preconceito. Com um tratamento inadequado, com o médico errado, a doença pode se tornar crônica. Aí a pessoa não consegue mais voltar a trabalhar, não consegue mais produzir permanentemente”, explicou Silva.

Na via pública, a principal opção são os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Hoje são 2.455 deles. Nesses locais, “o usuário recebe assistência multiprofissional e cuidado terapêutico conforme o quadro de saúde”, com atendimentos noturnos, inclusive, segundo o Ministério da Saúde. Há ainda as Unidades de Acolhimento (UA), que funcionam 24 horas por dia oferecendo suporte aos CAPS para ampliação de cuidados de saúde a pessoas com necessidades decorrentes de uso de álcool e outras drogas.

Para o presidente da ABP, mesmo com os numerosos casos de depressão e o impacto no mercado de trabalho, o tratamento na rede pública ainda tem falhas.

“Os CAPS são um lugar para abordagens psicossociais, a maioria não tem psiquiatras todos os dias para atender toda a demanda. O ideal seria um sistema ambulatorial, como para qualquer outra doença: você marca uma consulta, vai para casa e volta para um retorno. Há pouca ênfase na prevenção de recaídas. Não temos campanhas de prevenção para trabalhar o estigma em torno do assunto, a incompreensão.”

O Ministério da Saúde esclareceu que tem uma política nacional de saúde mental que é referência internacional. Entre todos os serviços prestados (que incluem CAPS, UAs, leitos, programas de prevenção, cursos de educação permanente para profissionais de saúde), o gasto federal em 2015 foi de R$ 1,3 bilhão.

Diante da falta de uma estrutura de apoio, alta rotatividade do profissional no mercado de trabalho é um dos efeitos da doença 
Ao longo dos seus 32 anos, Manoela Serra já conviveu com episódios depressivos várias vezes. Ela foi diagnosticada com transtorno bipolar em 2009, aos 25 anos. Isso faz com que tenha de conviver com ciclos de euforia e outros em que mergulha em depressão profunda. O primeiro episódio depressivo ocorreu quando ela tinha 15 anos.

No mercado de trabalho, pulou de emprego em emprego, sem se firmar em razão das consequências do transtorno. Além de apatia e insegurança, ela sofria fortes enxaquecas e esofagite. Em alguns dos vários empregos pelos quais passou, chegou a desenvolver síndrome do pânico.

“No início, ficava animada, inspirada, acumulava turnos. É a euforia bipolar. Até um dia em que, de uma hora para a outra, vinha a depressão. Ficava incomodada, com mania de perseguição, achava que não era boa o suficiente, chorava, tinha enxaqueca. O coração disparava e eu entrava num estado de nervos em que achava que ia morrer. A depressão é isso: uma sensação de morte”, conta.

Quando a depressão começava, ela era obrigada a levar atestados para se manter afastada. Embora avalie que foi compreendida pelos patrões, quando os atestados se tornavam mais frequentes, não restava outra opção a não ser recorrer ao INSS ou pedir demissão. Nesse ciclo, ela se demitiu de empregos de garçonete, caixa, vendedora, atendente de casa de câmbio e companhia aérea.

Depois do diagnóstico, Manoela passou a se tratar corretamente e consegue ter um controle maior das crises, com a ajuda de medicação. Hoje, é escritora e transformou sua história em livro, “O Diário Bipolar”, e dá palestras sobre o tema. (Fonte: Gazeta do Povo)



13/02/2017

PDVE da Caixa golpeia empregados e população


10 mil postos de trabalho a menos. Este é o número estarrecedor que a Caixa pretende eliminar de seu quadro de empregados com o Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE). Para os representantes dos trabalhadores, o PDVE da Caixa é um golpe nos empregados e um ataque ao banco público. O programa não foi dialogado com o movimento sindical, e representa imenso prejuízo não só para os trabalhadores, mas para toda a população.

“O parágrafo primeiro da terceira cláusula, que dá quitação total dos direitos dos empregados, é um absurdo, um desrespeito ao trabalhador”, critica Dionisio Reis diretor do Seeb SP. “ A cláusula representa uma grande ameaça aos empregados, pois determina que os trabalhadores não poderão entrar com ações contra a Caixa. Cláusulas assim, só poderiam constar se negociadas com os trabalhadores, o que não é o caso".

De acordo com a Caixa, estão aptos a participar do PDVE os empregados aposentados pelo INSS ou que podem se aposentar até 30 de junho deste ano; trabalhadores com no mínimo 15 anos de efetivo exercício de trabalho na empresa; ou com adicional de incorporação de função de confiança, cargo em comissão ou função gratificada até a data de desligamento (sem exigência de tempo mínimo de efetivo exercício na Caixa).A Caixa está propondo como incentivo financeiro para os desligamentos 10 remunerações base do empregado, considerando data de referência 31 de janeiro deste ano.

O banco propõe a manutenção por tempo indeterminado do Saúde Caixa somente para os trabalhadores já aposentados pela Previdência Social ou que vão se aposentar até 30 de junho, e empregados admitidos já na condição de aposentados pelo INSS com o mínimo de 120 meses de contribuição para o Saúde Caixa. No entanto, para os empregados que atendem as demais exigências o plano será assegurado por apenas 24 meses.

“Mas os termos de adesão descumprem o regulamento do Saúde Caixa que prevê que o trabalhador que sai do banco, sem se aposentar, e sem justa causa, poderá usufruir do plano de saúde pelo mesmo tempo que contribuiu. Os aposentados que aderirem ao programa também deverão abrir mão das duas CCVs e do vale- alimentação. Os trabalhadores que assinarem o PDVE estão perdendo seus direitos, esta é a verdade.”, alerta Dionísio Reis.

O dirigente sindical reforça que os trabalhadores devem denunciar aos seus sindicatos qualquer forma de pressão para aderirem ao plano. "A Caixa vem ameaçando muitos empregados de descomissionamento através da verticalização. Isso é mais um golpe da direção do banco e do governo Temer nos trabalhadores", afirma o coordenador da CEE da Caixa.

Golpe na população
O plano de demissão voluntária reforça a intenção da Caixa de enxugar a empresa e assim prepará-la para a privatização. A população também sai perdendo, já que a redução dos postos de trabalho compromete a qualidade no atendimento.

"É importante ressaltar que o golpe que está sendo dado nos trabalhadores também será dado na população e na sociedade brasileira, uma vez que a data prevista para os desligamentos é anterior a que dará início à retirada das contas inativas do FGTS.

O que levará muitos trabalhadores às agências da Caixa e que estão sendo enxugadas. A intenção é jogar a população contra o banco 100% público. As condições de trabalho estão sendo precarizadas a um nível que vai inviabilizar o atendimento do povo brasileiro", denuncia o dirigente. (Fonte: Seeb SP)




10/02/2017

O que seria do Brasil sem os bancos públicos?


Casa própria, política de alimentos, desenvolvimento, infraestrutura estariam ameaçados. Instituições são responsáveis pela maior parte do crédito imobiliário, agrícola e estão presentes em regiões do país onde o “mercado” não vê interesse de atuação

A Caixa é responsável por 66,8% do saldo de financiamento de imóveis no Brasil, incluindo o Minha Casa, Minha Vida. O BB financia 61,3% do crédito agrícola, dinheiro que vai do agronegócio à agricultura familiar. Dos empregos bancários no país, 42,1% estão nesses dois bancos, assim como 37,6% das agências bancárias e 40,5% do total de contas correntes.

E não é por acaso, já que são eles os responsáveis pelo pagamento de uma série de programas sociais, atendimento aos trabalhadores, acesso a crédito com taxas mais baixas pelo Brasil afora, onde muitos outras instituições não se interessam em atuar.

BB, Caixa, os bancos estaduais que ainda existem têm um papel primordial no Brasil e foram responsáveis por segurar a onda da economia durante o auge da crise internacional de 2008. Países que não têm bancos públicos fortes, ficaram muito mais vulneráveis”, lembra a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.

Por isso, o movimento sindical bancário realiza nesta sexta-feira 10 um grande ato em defesa dessas instituições. Em São Paulo, o protesto será realizado na região da Avenida Paulista, esquina com a Rua Augusta, a partir das 9h.

“Sem bancos públicos e fortes, o sonho da casa própria estará ameaçado; a política de alimentos do país corre riscos, inclusive com aumento de preços aos consumidores; investimentos fundamentais para o desenvolvimento da nação estarão comprometidos; cada vez menos brasileiros terão acesso a atendimento bancário decente”, elenca a dirigente.

Desmonte
O ato tem como objetivo denunciar à população o que vem acontecendo com esses bancos desde que o Brasil passou às mãos de Michel Temer. Processos de reestruturação e programas de demissão de bancários devem extinguir cerca de 10 mil empregos tanto no BB como na Caixa até março.

“Com menos trabalhadores à disposição dos clientes, a insatisfação pode fazer com que muitos usuários migrem para bancos privados. Será essa a real intenção por trás de todas as ações promovidas por esse governo contra as empresas públicas?”, questiona Ivone.

BNDES também na mira
Além de BB e Caixa e dos bancos estaduais como Banrisul, o BNDES também sofre com as investidas do governo Temer. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social sofreu uma descapitalização de R$ 100 bilhões, que foram devolvidos ao Tesouro Nacional.

Desde 2008, o financiamento total do BNDES cresceu 76,2% em termos reais, chegando à casa dos R$ 601 bi em dezembro de 2016. Desse total, R$ 522 bi foram destinados ao investimento de empresas na economia brasileira.

“O BNDES teve papel fundamental para o acesso ao crédito que ajudou no crescimento do país nos últimos anos. Enfraquecer esses bancos é enfraquecer o Brasil”, protesta Ivone. (Fonte: Seeb SP)



10/02/2017

Santander vai contratar 350 gerentes neste ano


Profissionais têm atividades diferentes dos outros bancos, como, por exemplo, fazer atendimento via chat em plataforma mobile (Camila Pati)
Boa notícia para quem está interessado em trabalhar no Santander. O banco está com centenas de oportunidades profissionais para gerentes de relacionamento digital e de relacionamento com empresas.

São 350 novas vagas, de acordo com o plano de expansão traçado para este ano. O banco, que tem em sua carteira global de clientes mais 4 milhões de micro, pequenas e médias empresas, está em busca de profissionais proativos.

“Procuramos pessoas que queiram não só enfrentar desafios, mas desafiar o mercado. Que pensem diferente e tenham foco no resultado. Queremos profissionais alinhados com a cultura Santander”, diz o diretor de empresas, governos e instituições e agronegócios do Santander, Ede Viani.

Os selecionados vão gerir a carteira de clientes de pessoas jurídicas, conquistar novos clientes e vender produtos e serviços para as empresas. Os gerentes digitais, segundo o Santander, têm atividades diferentes dos outros bancos, como, por exemplo, atendimento via chat em plataforma mobile.

Atualmente, o Santander conta com uma equipe de 300 gerentes nessa área e já tem uma gama de produtos 100% digitais, ou seja, que podem ser contratados sem que seja preciso ir a uma agência. Mais de 360 mil clientes são atendidos por esses gerentes.

Os interessados em participar do processo seletivo devem ficar atentos aos canais de recrutamento do banco. É possível se inscrever para as vagas no LinkedIn e no site do Santander, por meio da seção Trabalhe Conosco.

O número de vagas para gerentes digitais e gerentes de relacionamento com empresas foi atualizado pelo banco Santander no dia 8/2. (Fonte: Exame.com)



10/02/2017

Juros do cartão de crédito chega a 441,76% após segunda queda consecutiva


 Pesquisa realizada pela Anefac apontou queda na taxa de juros do cartão de crédito em janeiro, sendo esse o menor valor desde abril do ano passado 
Pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apontou queda pelo segundo mês consecutivo nas taxas de juros das operações de crédito.

Juros do cartão de crédito tem queda pelo segundo mês consecutivo, diz Anefac shutterstock Juros do cartão de crédito tem queda pelo segundo mês consecutivo, diz Anefac

Divulgada nesta quinta-feira (9) apontou que a taxa médio dos juros para o cartão de crédito passou de 453,74% em dezembro para 441,76% em janeiro. A Anefac sinalizou que essa é a menor taxa desde abril de 2016. Os juros do cheque especial também apresentaram queda em janeiro, ao passar de 314,51% ao ano para 309,24%. Já o juro das operações de crédito do comércio passou de 98,50% para 97,61% ao ano.

Segundo o diretor executivo de estudos e pesquisas da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, essa é a terceira queda da taxa de juros nas operações de crédito em dois anos a retração nos índices deve-se as reduções da taxa básica de juros – Selic , feitas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

“Desde outubro de 2016 o Banco Central começou a flexibilizar sua política monetária com a redução da Selic. Tendo em vista a melhora das expectativas quanto à redução da inflação bem como na melhora fiscal deveremos ter novas reduções da taxa básica de juros, o que reduz o custo de captação dos bancos possibilitando novas reduções das taxas de juros nas operações de crédito”, disse em nota.

Pessoa Física 
A Anefac identificou que das seis linhas de crédito pesquisadas pela entidade e disponíveis ao consumidor brasileiro, três tiveram queda nas taxas de juros, sendo elas: juros do comércio, cartão de crédito-rotativo e cheque especial. Em contrapartida, as outras três linhas apresentaram alta no período – CDC bancos-financiamento de veículos, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal financeiras.

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 0,04 ponto percentual no mês – queda de 1,13 ponto percentual no ano – correspondente a uma redução de 0,49% no mês, passando de 8,16% para 8,12% ao mês. No indicador anual a taxa de juros passou de 156,33% ao ano para 155,20%. “Menor taxa de juros desde julho de 2016”, disse a Anefac.

Pessoa Jurídica 
Já para o segmento jurídico, de empresas, de três linhas de crédito pesquisadas duas apresentaram redução, sendo as taxas para capital de giro e desconto de duplicadas. Já a taxa para a conta garantida teve alta no mês de janeiro.

A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma redução de 0,02 ponto percentual no mês – o que representa retração de 0,40 ponto percentual no ano –correspondente a uma redução de 0,42% no mês. No comparativo da taxa no ano, ela passou de 74,32% ao ano para 73,92%, informou a Anefac. (Fonte: Brasil Econômico)



09/02/2017

Sindicato apoia Rosinéia Balbino para Caref




09/02/2017

PDVE na Caixa: irresponsabilidade e falta de compromisso


Demissão faz parte das relações entre patrão e empregado, independente do segmento
O problema está no modo como são realizados os processos de desligamento. Um processo como este que está ocorrendo na CAIXA revela o alto grau de irresponsabilidade e falta de compromisso com a sociedade brasileira, principalmente no contexto econômico e social pelo qual passa o Brasil.

Serão mais dez mil pessoas competentes, treinadas e relativamente jovens procurando emprego nesse mercado já tão pressionado pelos 12,6 milhões de desempregados. Não há justificativa para essas demissões, disfarçadas pelo codinome PDVE, conduzidos sem planejamento e respeito ao ser humano.

Para a população fica a imagem de uma empresa socialmente irresponsável. Pois neste exato momento em que o país precisa de pessoas gerando renda, trabalhando e contribuindo para o capenga INSS, a CAIXA demite e nem sequer informa se haverá reposição das vagas que serão abertas.

As agências da Caixa hoje vivem o caos, unidades com sete apenas empregados, muitas vezes, se um empregado entra em férias e outro adoece ( o que vem ocorrendo com frequência) o Gerente têm de fechar as portas na hora do almoço.

Isso tem um nome: irresponsabilidade. Com esse PDVE todos perdem: a população porque será mal atendida, o ex-funcionário que passará a receber menos salário, pois a FUNCEF que deveria garantir uma remuneração justa está capengando desde 2014 e a própria empresa que verá a redução da qualidade dos trabalhos prestados cair vertiginosamente.

E fica a pergunta: a quem interessa esse movimento todo? Quando vemos empresas que são do povo brasileiro serem sucateadas sem nenhum critério, sem nenhuma responsabilidade. Certamente isso interessa a grupos específicos: principalmente bancos privados com seus balanços bilionários e com lucros crescendo exponencialmente enquanto uma empresa centenária como a CAIXA sendo encolhida a cada dia.

Enquanto um enfraquece outro se fortalece. Qual seria o objetivo final desse processo? E já se fala em "abrir agências no final de semana" num total desrespeito aos já explorados funcionários, que já tem tão pouco tempo de vida fora do banco.

A decisão de aderir é pessoal e intransferível de cada empregado, mas cabe o alerta, que no termo de adesão, consta a condição de que o funcionário passe uma quitação ampla geral e irrestrita, não podendo em tempo algum reclamar quaisquer direitos trabalhista na justiça. Numa atitude desrespeitosa com todos inclusive com consigo mesmo pois negligência o futuro da empresa no cenário bancário brasileiro. (FEEB-PR)



07/02/2017

Protesto denuncia fechamento de agência do Itaú em Floraí

O Sindicato realizou nesta segunda-feira, dia 6 de fevereiro, protesto contra o fechamento da agência do Itaú de Floraí. O banco anunciou a extinção da unidade a partir do próximo dia 20.



O ato foi em frente a agência, das 9h às 15h. Foram utilizados faixas e cartazes denunciando a situação, considerada absurda e irresponsável do banco, que acaba com empregos e prejudica clientes e usuários, em uma atitude inaceitável.



“Este protesto teve a finalidade de tornar pública a nossa indignação e denunciar esta atitude do banco, que só visa o lucro, sem se importar com seus funcionários, clientes e usuários”, comenta o presidente em exercício do sindicato, Carlos Roberto Rodrigues.



No dia 25 de janeiro diretores do Sindicato se reuniram com o prefeito da cidade, Fausto Herradon, que também é presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), para buscar apoio do Executivo contra o fechamento da agência. O pedido de apoio se estende também aos demais prefeitos da região.



“Não podemos aceitar que os bancos comecem a fechar agências em cidades menores, prejudicando os funcionários, que perdem os seus empregos, e a comunidade local”, acrescenta.

O Sindicato já cobrou também apoio de outras entidades, bem como enviou pedido à direção do banco, para que reveja a medida. 

 



07/02/2017

Santander pagará segunda parcela da PLR dia 20/02

 

O Banco Santander comunicou a CONTEC nesta segunda-feira (06/02), que pagará a segunda parcela da PLR aos seus funcionários no próximo dia 20/02.

Na mesma data, o banco também vai creditar o Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS) e a parcela adicional, no valor de R$ 3.808,27.

Confira abaixo os valores distribuidos por faixa salarial.

SALÁRIO

PLR REGRA BÁSICA

PLR ADICIONAL

PPRS

TOTAL

QTDE DE SALÁRIOS

R$ 3.000,00

R$ 6.258,00

R$ 3.808,27

R$ 2.200,00

R$ 12.266,27

4,09

R$ 6.000,00

R$ 9.717,91

R$ 3.808,27

R$ 2.200,00

R$ 15.726,18

2,62

R$ 8.000,00

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R$ 3.808,27

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2,25

R$ 10.000,00

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R$ 2.200,00

R$ 20.339,40

2,03

 

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