Bancários

Sindicato de Maringá e Região

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31/10/2017

Protesto nesta quarta em Maringá defende ‘Caixa 100% pública’


O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região  realizará nesta quarta-feira, 01/11, manifesto contra a tentativa de abertura do capital e posterior privatização da Caixa e a consequente entrega do banco público, que é do povo brasileiro, ao capital privado.

 

O ato acontecerá em frente a agência centro do banco, partir das 9h30. Com material informativo, cartazes, faixas, som, o Sindicato irá denunciar a toda a sociedade esta tentativa vergonhosa deste governo de vender este patrimônio e as consequências que isto acarretará.

 

“A sociedade precisa saber que este mesmo banco responsável, por exemplo, por programas como Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Financiamento Estudantil, entre tantos outros, pode deixar de existir. Privatizando, qual o interesse dos bancos privados em promover habitação de interesse social ou qualquer um dos dezenas de outros programas levados a cabo pela Caixa?”, questiona.

 

Por isso, nesta quarta, este protesto conclama a participação de todos os funcionários da Caixa e da sociedade. É preciso mostrar força, união e determinação para frear esta tentativa iminente de privatização. 



18/10/2017

Sindicato e entidades pedem mais segurança e PM desloca viatura


 

Foi realizada nesta terça-feira, 18, na sede administrativa do Sindicato, uma reunião com as forças de segurança de Maringá. Estiveram presentes o Comando do 4º Batalhão da Política Militar, da Guarda Municipal, da Secretaria de Assistência Social, do Conselho de Segurança, comerciantes e bancários.

 

Durante a reunião foi solicitado policiamento para esta região central, sobretudo nas proximidades da praça Raposo Tavares, onde há grande circulação de pessoas e a presença de agências bancárias.

 

E nesta quarta-feira, em resposta ao pedido, a Polícia Militar deslocou para a área uma viatura.  Os policiais estão nas proximidades do Terminal Urbano e praça Raposo Tavares, principalmente nos horários de pico.

 

“Agradecemos ao comando da PM e esperamos que a presença policial e também da Guarda Municipal venha a inibir a atuação de meliantes, o comércio e uso de drogas, furtos, aliciamento de estudantes, entre outras práticas que eram visíveis nesta área cidade”, destaca o presidente Claudecir de Souza.

 



18/10/2017

Governo quer transformar Caixa em empresa de sociedade anônima


Mudança, que será levada hoje ao conselho de administração do banco, abre espaço para uma futura abertura de capital da instituição (Murilo Rodrigues Alves e Adriana Fernandes)

A área econômica quer transformar a Caixa em uma empresa de sociedade anônima, modelo pelo qual o capital do banco é dividido em ações. A intenção é melhorar a governança e abrir caminho par a abertura de capital da instituição.

O modelo é o mesmo do Banco do Brasil, cujo acionista majoritário é a União. Ainda assim, o BB continua sendo um banco público. Já a Caixa é um banco com único acionista: a União.

O assunto pode ser votado hoje em reunião do conselho de administração do banco, presidido pela secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, que defende a mudança. O Estadão/Broadcast apurou, porém, que ainda faltam alguns pareceres técnicos para analisar o assunto.

Segundo uma fonte da equipe econômica, o novo modelo é visto como o mais adequado por diminuir a interferência política, pelas exigências normativas em relação à transparência da instituição e pela pressão dos acionistas minoritários (caso o banco abra o capital) por resultado melhores na comparação com os concorrentes.

Dessa forma, decisões de investimentos ou desembolsos que coloquem em risco a saúde financeira do banco seriam monitorados e possivelmente evitados pela fiscalização dos minoritários.

O governo vem discutindo com a Caixa uma revisão estatuto do banco e medidas para adesão da instituição ao programa de governança das estatais da B3 (a Bolsa de Valores brasileira). Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o banco teve problemas com perdas relacionadas a decisões erradas de desembolsos.

“A ideia é que a Caixa seja um banco que tenha governança sólida, que faça decisões de crédito saudáveis e que possa, portanto, ter resultados positivos para o governo e para a sociedade”, afirmou Meirelles, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

O ministro afirmou que o governo conta com a Caixa para assegurar o crescimento do País nos próximos anos. Meirelles ressaltou, no entanto, que, no momento, não há proposta de abertura de capital da Caixa como um todo, apenas da área de seguros do banco.

Programas. Com forte influência política, a Caixa encampou programas que tecnicamente colocavam em risco a saúde financeira do banco. Um dos exemplos mais gritantes foi o programa Minha Casa Melhor, de financiamento de móveis e eletrodomésticos para beneficiários do Minha Casa Minha Vida, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Embora a área jurídica do banco tivesse recomendado que o programa não entrasse em vigor no modelo que foi desenhado pela equipe da ex-presidente, o banco assumiu os riscos. Um ano e meio depois, o governo da própria Dilma teve que cancelar o Minha Casa Melhor devido à alta inadimplência do programa, que beirava 30%.

Ainda na gestão PT, o banco foi usado em manobras contábeis para melhorar as contas públicas e serviu de locomotiva do crédito para impulsionar o crescimento.

Procurada, a Caixa não quis comentar. (Fonte: Estadão)



17/10/2017

Reunião nesta terça no Sindicato buscará reforço na segurança da área central de Maringá


 

Um dos problemas visíveis é o comércio, consumo de drogas, aliciamento de estudantes, roubos, furtos, assaltos e principalmente insegurança nas saídas de bancos

 

Preocupado com a segurança na área central de Maringá, sobretudo nas proximidades das agências bancárias, será realizada nesta terça-feira, 17às 14h, na sede administrativa do Sindicato dos Bancários, uma reunião com as forças de segurança da cidade.

 

De acordo com o presidente do Sindicato, Claudecir de Souza, estão confirmadas presenças do Comandante do 4.o Batalhão da Polícia Militar, da chefia da Guarda Municipal, do Gabinete de Segurança da Prefeitura, da Secretaria de Assistência Social, do Conselho de Segurança, do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, do Banco do Brasil, comerciantes, entre outros.

 

“Já estivemos em reunião com o Comando da Polícia Militar, apresentando a situação e agora queremos ampliar a discussão. É visível a insegurança que ronda principalmente esta região central da cidade, nas proximidades do estacionamento público, da praça Raposo Tavares, na saída das agências bancárias concentradas neste quadrilátero”, aponta Souza.

 

Entre as soluções que devem ser apresentadas está o pedido de mais policiamento nesta região da cidade. Um dos problemas visíveis é o comércio, consumo de drogas, aliciamento de estudantes, roubos, furtos, assaltos e principalmente insegurança nas saídas de bancos.

 

A reunião será no Sindicato, localizado na Travessa Guilherme de Almeida, 36, 1.o andar, quase em frente ao Terminal Urbano.


16/10/2017

Sindicato vai ingressar com 3 ações coletivas contra BB


 

Farão parte das ações bancários sindicalizados até na data de ajuizamento

 

O Sindicato irá ajuizar três novas ações coletivas em nome dos funcionários do Banco do Brasil. Poderão fazer parte da ação, porém, somente os bancários sindicalizados até a data de ajuizamento das ações, o que deve ocorrer até no próximo dia 10 de novembro.

 

Conforme explica o diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Odilon Carlos de Oliveira, são três ações distintas. “Temos de avaliar, porém, caso a caso, para ver em quais cada um se encaixa. Estamos à inteira disposição dos bancários para tirar as dúvidas”, frisa.

 

 7ª E 8ª HORAS

Um das ações pleiteia o pagamento de 7ª e 8ª horas para os ocupantes dos cargos de Assistente A e B e demais cargos de assessoramento sindicalizados que não foram contemplados com a ação anteriormente ajuizada, tendo em vista a ocorrência de rodízio dos assistentes na base territorial.

 

“Aproveitamos para informar que a ação já ajuizada anteriormente deu ganho de causa aos trabalhadores sindicalizados, mas ainda está pendente de julgamento de recurso do banco”, explica o diretor.

 

 INCORPORAÇÃO DE FUNÇÃO

 O Sindicato também vai ajuizar ação pleiteando a incorporação de função para quem exerceu cargo comissionado por 10 anos ou mais.

 

DESCOMISSIONAMENTO

A terceira ação questionará o descomissionamento para diversos cargos, tendo em vista o processo de reestruturação implantado unilateralmente pelo Banco do Brasil, em total descumprimento ao Acordo Coletivo em vigor.

 

ATENÇÃO

 Para integrar qualquer uma das ações os bancários devem assinar contrato e procuração para, no caso de possível resultado positivo, estarem representados no processo de execução de sentença. Alertamos ainda que haverá, sobre o resultado positivo da ação, a cobrança de 10% de honorários para custeio das despesas com advogado e custas do processo.



09/10/2017

Sindicato adere a Campanha Outubro Rosa




02/10/2017

Banco Postal fecha 1.800 agências e afeta saque de benefícios de 137 mil aposentados


Mais de 137 mil aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão afetados com a migração do pagamento de seus benefícios para outras agências bancárias e, em algumas situações, para outros municípios devido à decisão dos Correios de encerrar os serviços prestados pelo Banco Postal em 1.800 agências de 12 Estados.

Dados do INSS repassados ao Valor pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostram que 1.231 pessoas terão que se dirigir a outro município para conseguir sacar os benefícios. Os demais terão recursos depositados em agências mais próximas do Banco do Brasil, ou transferidos para outras instituições. Os beneficiários mais atingidos sãos os da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará.

O serviço do Banco Postal será "descontinuado" porque os Correios, segundo sua assessoria de imprensa, não têm condições de arcar com os custos para atendimento de decisões judiciais de várias cidades brasileiras que obrigam a contratação de vigilantes armados e instalação de portas giratórias. O custo mensal nessas agências poderia chegar a R$ 8 milhões por mês. A tendência, conforme fontes, é que essas decisões judiciais se alastrem por mais cidades.

Segundo fontes ouvidas pelo Valor, a intenção dos Correios era repassar essa despesa para o Banco do Brasil, que tem contrato para operar com o Banco Postal, o que não deu certo. "Pelo contrato vigente entre BB e Correios, os custos para contratação de vigilantes são responsabilidade dos Correios. Entretanto, o BB e Correios mantêm negociações para encontrar alternativas que permitam a manutenção de parte dos pontos de atendimento", informou o Banco do Brasil por meio da assessoria.

Com a decisão dos Correios, o Banco do Brasil terá que transferir o pagamento de 81,2 mil beneficiários para outros bancos. Outras 56,7 mil passarão a receber o benefício nas agências do banco estatal. A migração dos benefícios para outras agências bancárias já foi integralmente feita, segundo o INSS.

Segundo o Banco do Brasil, o contrato com os Correios permanece vigente e permitirá o atendimento nos mais de 4 mil pontos do Banco Postal que permanecerão abertos. "Os pagamentos do BB referentes ao contrato do Banco Postal serão reduzidos proporcionalmente ao número de pontos encerrados", informou o banco. "O BB e os Correios permanecem em negociação para buscar soluções que reduzam o impacto do fechamento dos pontos do banco. "

O Banco do Brasil assumiu o Banco Postal em janeiro de 2012, no lugar do Bradesco. O contrato com o BB terminaria no ano passado. Como não houve novos interessados em licitação, o banco e os Correios assinaram acordo para dar continuidade à distribuição de produtos e serviços da instituição na rede de atendimento do Banco Postal pelo prazo de até 36 meses.

Em audiência pública no Senado, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse que tem consciência de que fechar o Banco Postal afeta de maneira profunda vários municípios em que não há agências bancárias. "Não temos condições de subsidiar o Banco Postal em localidade que não seja lucrativa."

O encerramento dos serviços do Banco Postal foi debatido na reunião do Conselho Nacional de Previdência. O representante da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Sérgio Aureliano Silva, disse que o tema será discutido pela entidade, pois prejudicará não só o pagamento de aposentadorias e pensões como de outros benefícios.

Além disso, ao transferir o pagamento para outro município, fará com que os beneficiários consumam produtos em outros locais prejudicando a economia de cidades menores. Até o fechamento desta edição, os Correios não responderam aos questionamentos feitos pelo Valor. (Fonte: Valor Econômico Edna Simão Colaborou Lucas Marchesini, de Brasília)



02/10/2017

PDVE finalizado no Bradesco, movimento sindical cobra contratações


Cerca de 7.400 trabalhadores deixaram o banco; dirigentes sindicais acompanharam processo para preservar direitos dos trabalhadores e agora reivindicam mais bancários para acabar com sobrecarga (Cláudia Motta)

O Plano de Demissão Voluntária Especial do Bradesco foi concluído em 31 de agosto. Aproximadamente 7.400 trabalhadores aderiram ao PDVE, de acordo com o banco.

O movimento sindical, que esteve ao lado dos bancários exigindo esclarecimento e preservação dos direitos, agora está acompanhando a realocação dos funcionários das agências que foram fechadas – foram 159 no país e 11 na base do Sindicato de SP.

“Percebemos que o banco tem feito novas contratações, mas vamos pressionar por mais!”, afirma a secretária-geral do Sindicato de SP, Neiva Ribeiro.

“Acompanhamos todo o processo e trabalhamos no sentido de ajudar a sanar dúvidas e proporcionar o máximo de informações para que cada bancário pudesse tomar uma decisão consciente sobre a adesão ou não ao PDVE”, lembra a dirigente.

Foram feitas plenárias nas regionais do Sindicato, além de materiais informativos e plantão de dúvidas com assessoria jurídica na sede do Sindicato, no centro de São Paulo, e na Regional Osasco.

“Agora estamos cobrando do banco que contrate mais trabalhadores”, afirma a dirigente sindical. “Diante de um movimento desse porte, o banco precisa readequar, distribuir melhor os empregados nos departamentos e agências, para acabar com a sobrecarga de trabalho.”

O movimento sindical também está acompanhando a rotina nos locais de trabalho, para que não haja pressão, assédio moral, fechamento de agências.

“O Bradesco assinou na segunda-feira 25 o termo de compromisso para criação dos centros de realocação e requalificação profissional”, ressalta Neiva. “Ou seja, diante das mudanças impostas pelas novas tecnologias, deverá requalificar, realocar seus funcionários. Nada de demitir.” (Fonte: Seeb SP)



27/09/2017

Lucro da Caixa no segundo trimestre sobe 62,8% e vai a R$ 2,6 bilhões


Balanço divulgado com atraso mostra que o resultado líquido foi quase 70% maior que em igual semestre de 2016; no 2º trimestre, lucro foi de R$ 2,6 bilhões (Taís Laporta)

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta terça-feira (26) que teve um lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no 2º trimestre deste ano. O resultado é 62,8% maior que em igual período de 2016 e 73,9% ante o 1º trimestre.

No 1º semestre, o lucro foi de R$ 4,074 bilhões, crescimento de quase 70% ante o mesmo período do ano passado. O G1 adiantou, no início do mês, que a Caixa teve lucro líquido de R$ 4,073 bilhões, com base em dados disponibilizados pelo Banco Central.

No início de agosto, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, havia dito que os números do banco estariam disponíveis no dia 21 de agosto e que seria anunciado "um lucro significativo". No entanto, o balanço foi divulgado com atraso.

Lucro recorrente 
O resultado recorrente (que desconsidera efeitos extradordinários) totalizou R$ 4,9 bilhões no semestre, 75,8% maior que no primeiro semestre de 2016. Já no segundo trimestre, o lucro recorrente alcançou R$3,2 bilhões, avanços de 93,4% em 12 meses e 92,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Conforme o banco, o resultado foi ajudado pelo crescimento da margem financeira, pela redução nas despesas com provisão para devedores duvidosos, além de receitas maiores com prestação de serviços e controle de despesas administrativas e de pessoal.

Carteira de crédito 
Em junho, a carteira de crédito do banco somava um saldo de R$ 715,9 bilhões, 3,5% maior que há 12 meses, com participação de mercado de 22,8%. Segundo a Caixa, o crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, foram os principais responsáveis pela evolução da carteira.

A carteira imobiliária do banco cresceu 7% em 12 meses, com saldo de R$ 421,4 bilhões. Os créditos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) representam R$ 221,9 bilhões.

Já as operações de crédito com recursos da Caixa pela poupança, apresentam saldo de R$ 199,5 bilhões. A Caixa ganhou 1,3 ponto percentual de participação no mercado imobiliário, mantendo a liderança com 68,1% de participação.

As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$182,7 bilhões, redução de 6,6% em 12 meses, impactadas principalmente pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 10,2% em virtude da menor demanda por crédito.

O índice de inadimplência encerrou o semestre com redução de 0,7 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 2,51%, abaixo da média de mercado, de 3,74%.

Receitas e despesas 
As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 6,2 bilhões no trimestre, avanço de 11,3% em relação ao segundo trimestre de 2016. No semestre, as receitas com serviços cresceram 12,5%, totalizando R$ 12,2 bilhões.

Os principais destaques foram as receitas de crédito, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que cresceram, respectivamente, 13,3%, 16,9% e 21,5% em 12 meses.

No primeiro semestre, as outras despesas administrativas recuaram 1,5% em 12 meses, reflexo de ações focadas na melhoria da eficiência operacional implementadas, segundo a Caixa.

As despesas de pessoal alcançaram R$ 10,7 bilhões no semestre, avanço de 6,4% em 12 meses, desconsiderando o impacto do Plano de Demissão Voluntária Extraordinária (PDVE) no primeiro trimestre. (Fonte: G1)



22/09/2017

Bancos nas mãos de poucos


5 instituições detêm 4 de cada 5 reais movimentados, e isso é ruim para clientes, dizem analistas (TÉO TAKAR) 
Quando você pensa em bancos no Brasil, normalmente apenas quatro ou cinco nomes vêm à cabeça.

Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander respondem, juntos, por R$ 4 de cada R$ 5 movimentados no país. O R$ 1 restante é dividido entre cerca de 150 instituições, que normalmente atuam em áreas específicas, como financiamento de carro ou empréstimo para médias empresas.

A concentração bancária, que está no nível mais alto da história, é uma das razões pelas quais as famílias e pequenas empresas têm dificuldade para conseguir empréstimos, pagam taxas de juros altas, contam com poucas opções de investimentos e pagam caro por serviços bancários em geral, dizem especialistas.

O Banco Central considera que o país tem concentração "moderada", mas, para o FMI, o Brasil está acima da média mundial. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) diz que o predomínio de poucas empresas é resultado das regras mais rígidas, mas ainda é menor que em países desenvolvidos.

Entenda por que esse movimento de concentração do setor financeiro ganhou força não apenas no Brasil, mas no mundo todo, nos últimos anos.

Concentração em nível recorde 
Em 17 anos, desde 2000, a concentração bancária no Brasil pulou de 50,4% para 72,4%, segundo dados do Banco Central*. Em dezembro de 2016, de todos os bens e recursos das instituições financeiras comerciais, 72,4% estavam nas mãos dos quatro maiores bancos do país: Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

Se forem consideradas apenas as operações de crédito, a participação desses quatro grandes é ainda maior: de 78,99%. Eles também respondem juntos por 78,5% do total de dinheiro depositado nas contas, e são donos de 75 de cada 100 agências espalhadas pelo país.

*Esse levantamento do BC inclui os quatro maiores bancos do país

BC diz que concentração é "moderada" 
Para o Banco Central, responsável por autorizar os movimentos de aquisição e fusão de bancos, o nível de concentração do sistema ainda é considerado "moderado", mesmo após grandes transações recentes, como a compra do HSBC pelo Bradesco e a aquisição das operações de varejo do Citibank no Brasil pelo Itaú Unibanco.

No mais recente Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado em abril, o BC usa um índice internacional, o IHH (Índice Herfindahl-Hirschman). O IHH é usado como referência por órgãos de defesa da concorrência no mundo todo para avaliar os níveis de concentração econômica.

O IHH do total de recursos do sistema era de 1.450. Em operações de crédito, o nível de concentração era de 1.741. E em depósitos, o IHH estava em 1.711 em dezembro do ano passado. Valores de IHH entre 0 e 1.000 são considerados de baixa concentração. Entre 1.000 e 1.800, de moderada concentração. E acima de 1.800, de alta concentração.

Com base nesse indicador, o sistema bancário nacional está “dentro do intervalo considerado como de moderada concentração”, diz o Banco Central.

Para FMI, concentração no Brasil é maior que no mundo 
Um relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)** em 2014 aponta que o movimento recente de consolidação do setor bancário no país levou o Brasil a ficar próximo dos países com maior concentração no mundo.

O estudo, que leva em conta a quantidade de recursos controlada pelos três maiores bancos de cada país, aponta o Canadá, a França e a Espanha como países de alta concentração. Neles, a participação dos três bancos líderes supera 60% dos recursos do setor.

"O sistema bancário da Espanha se resume praticamente a dois grandes bancos: o Santander e o BBVA", diz o professor Ricardo Rocha, do Insper. 
A média mundial de concentração bancária, segundo o FMI, é de 40%, tanto nas economias avançadas como em países emergentes. No Brasil, o relatório mostra que a concentração de recursos dos três maiores saltou de 35%, em 2006, para 55%, em 2014.

**O relatório do FMI considera os três maiores bancos do país

Especialistas apontam oligopólio e má distribuição 
Para o professor Ricardo Rocha, do Insper, o nível de concentração no Brasil é "alarmante". "Estabeleceu-se quase um oligopólio. É um mercado sem competição", afirma.

Segundo ele, os efeitos são sentidos por consumidores e empresas. "Esse problema atinge diretamente as pessoas físicas e os pequenos empresários. Se você precisa abrir uma conta ou pedir um empréstimo, não tem muita alternativa. Vai acabar tendo que recorrer a um desses bancos."

Com menos concorrência, a oferta de crédito, de produtos e serviços é menor, e as taxas tendem a ser mais altas, diz Rocha. "Estamos em um momento de retomada da economia. Se houvesse o dobro de bancos, certamente esse processo seria mais rápido.

Como não há concorrência, um banco fica observando o que outro vai fazer e o crédito não deslancha. Num mercado concentrado, é mais fácil você controlar os passos do seu concorrente."

Para o professor Marcio Pochmann, da Unicamp, as dimensões continentais do Brasil e as grandes diferenças regionais justificariam um sistema bancário descentralizado, como acontece nos Estados Unidos. "Os bancos são o meio para o desenvolvimento de um país. O ideal seria que tivéssemos mais bancos estaduais e municipais, voltados para as necessidades de suas regiões."

A predominância de bancos com cobertura nacional acaba privilegiando as regiões mais ricas do país, que são mais rentáveis para as instituições. "Você acaba tendo um deslocamento da poupança nacional. As regiões mais pobres recebem pouco investimento porque o crédito para as empresas nessas áreas fica mais caro e difícil de obter", diz Pochmann. (Fonte: UOL)



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