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03/02/2017

Bradesco lucra alto e corta empregos


Mesmo com resultado de R$ 17 bilhões, banco extinguiu postos de trabalho: nos últimos três meses do ano foram 1.129 vagas fechadas
 
O Bradesco teve lucro líquido ajustado de R$ 17,121 bilhões em 2016. Esse resultado representa redução de 4,2% em relação ao de 2015, quando a instituição financeira lucrou R$ 17,873 bilhões.

A queda decorreu, em boa parte, do aumento da despesa com provisão para devedores duvidosos, reflexo da elevação da inadimplência com a desaceleração da economia. E ainda de provisionamentos feitos para clientes corporativos com destaque a um caso específico, cujo agravamento para o rating H (maior nível de risco de inadimplência), impactou em R$ 1,201 bilhão.

Mesmo com lucro alto, o Bradesco extinguiu empregos. O banco conta atualmente com 108.793 funcionários, dos quais 21.016 foram incorporados do HSBC no segundo semestre de 2016.

Em setembro do ano passado, já com a incorporação, o Bradesco contava com 109.922 funcionários, o que significa que nos últimos três meses do ano fechou 1.129 postos de trabalho, indicando que após a aquisição muitos cortes de emprego já foram realizados. O número de agências também se reduziu nos últimos três meses, passando de 5.337 em setembro para 5.314 em dezembro de 2016.

“Embora tenha apresentado redução do lucro, o resultado do Bradesco continua expressivo. Com R$ 17 bilhões não há como justificar o volume de demissões e cortes de postos de trabalho promovido pelo banco”, critica a presidenta do Sindicato de SP e funcionária do Bradesco, Juvândia Moreira.

A dirigente lembra que o movimento sindical já questionou as demissões em reunião com representantes do banco, em 30 de janeiro. “Na ocasião cobramos que o Bradesco honrasse o compromisso assumido junto ao movimento sindical de não promover demissões em massa após a aquisição do HSBC. Estamos acompanhando isso de perto e estamos prontos a tomar as medidas necessárias para assegurar os direitos e empregos dos bancários”, acrescenta Juvandia.

Outros dados do balanço divulgado na quinta-feira 2 tornam ainda mais questionáveis os cortes: apenas com a receita de prestação de serviços e tarifas – que atingiram R$ 21,6 bilhões, alta de 12% em relação a 2015 –, o Bradesco cobre 125% do total das despesas de pessoal.

O banco informou ao movimento sindical que a PLR de 2,2 salários será paga para funcionários com salário de até R$ 4.300. As faixas salariais acima deste valor receberão um multiplicador em relação à regra básica, porém não chegarão ao teto de 2,2 salários. A parcela adicional total da PLR será de R$ 4.346,69. Lembrando que do valor total será descontada a parcela de antecipação paga em outubro de 2016.

Os funcionários oriundos do HSBC receberão os valores de forma proporcional ao período de julho a dezembro de 2016.

Mais números
O saldo dos ativos totais do banco alcançou R$ 1,294 trilhão em dezembro de 2016, crescimento de 19,8% em relação ao saldo de dezembro de 2015. Esse movimento decorre do aumento do volume de negócios e, principalmente, da consolidação do HSBC Brasil, ocorrida a partir do terceiro trimestre de 2016.

Em 2016, a carteira de crédito apresentou evolução de 8,6%, considerando a consolidação do HSBC Brasil, sendo que as pessoas jurídicas registraram crescimento de 5,1%, impactadas pelo segmento de grandes empresas, e os créditos destinados às pessoas físicas cresceram 16,4%. Os produtos que apresentaram maior crescimento nos últimos doze meses para as pessoas físicas foram: financiamento imobiliário e cartão de crédito.

O índice de inadimplência superior a 90 dias encerrou dezembro de 2016 em 5,5% (4,1% em dezembro de 2015). Contudo, destaca-se a melhora da inadimplência do segmento de grandes empresas no trimestre, que passou de 2,03%, em setembro de 2016, para 1,24%, em dezembro de 2016.

Os investimentos em infraestrutura, informática e telecomunicações somaram R$ 6,595 bilhões no exercício de 2016, com evolução de 15,3% em relação ao exercício de 2015. (Fonte: Seeb SP)



02/02/2017

Bradesco paga a segunda parcela da PLR no dia 10 de fevereiro


O Bradesco acaba de informar à esta Federação que pagará a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 10 de fevereiro, sexta-feira da próxima semana.

Conforme a convenção coletiva dos bancários, o banco deverá creditar o restante da regra básica e a parcela adicional. A parcela adicional será de R$ 4.346,69.

De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho, as instituições financeiras têm até 2 de março/17 para fazer esse crédito. Mas com o início da temporada de publicação dos balanços das instituições dos resultados de 2016, já é possível calcular os valores da Participação nos Lucros e Resultados final.

Santander divulgou em 26 de janeiro, o do Bradesco acaba de divulgar no dia de hoje, Itaú no dia 7 e BB no dia 16. A Caixa ainda não divulgou uma data.



02/02/2017

Lucro do Bradesco é de R$ 15,084 bilhões em 2016


Em um ano, os empréstimos apresentaram alta de 8,6%, o impulso veio da pessoa física; desde julho de 2016, o banco consolida também as informações do HSBC Brasil (Aline Bronzati)

O Bradesco reportou lucro líquido contábil de R$ 3,592 bilhões no quarto trimestre do ano passado, montante 17,5% menor que o registrado um ano antes, de R$ 4,353 bilhões. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando totalizou R$ 3,236 bilhões, porém, foi identificada elevação de 11,0%.

No ano de 2016, o lucro líquido contábil do banco alcançou R$ 15,084 bilhões, redução de 12,25% ante 2015, quando somou R$ 17,190 bilhões. O Bradesco destaca, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que desde 1º de julho de 2016 consolidou as informações do HSBC Brasil e suas controladas.

A carteira de crédito da instituição alcançou R$ 514,990 bilhões no quarto trimestre, queda de 1,3% em relação ao terceiro, quando ficou em R$ 521,771 bilhões. Em um ano, porém, quando estava em R$ 474,027 bilhões, os empréstimos apresentaram alta de 8,6%. O impulso veio da pessoa física, com elevação de 0,6% no trimestre e 16,4% no ano. Na contramão, o crédito à pessoa jurídica encolheu 2,2% no quarto trimestre em relação ao trimestre, mas cresceu 5,1% em 12 meses.

A inadimplência do Bradesco, considerando atrasos acima de 90 dias, encerrou dezembro em 5,5%, aumento de 0,1 ponto porcentual na comparação com setembro, de 5,4%. Em um ano, o indicador piorou em 1,4 p.p.

Todos os segmentos, com exceção das grandes empresas, tiveram aumento de calotes no quarto trimestre. A inadimplência de 90 dias das pequenas e médias empresas subiu de 7,63% no terceiro trimestre para 8,62% no quarto. Em um ano, estava em 6,0%. Já o calote das pessoas físicas passou de 6,53% ao final de setembro de 2016 para 6,94% ao fim de dezembro, sendo que estava em 5,5% em dezembro de 2015.

O banco encerrou dezembro com R$ 1,294 trilhão em ativos totais, cifra 19,8% maior que a vista em um ano, de R$ 1,080 trilhão. Na comparação com setembro, de R$ 1,270 trilhão, a expansão ficou em 1,8%.

O patrimônio líquido do Bradesco chegou a R$ 100,442 bilhões no quarto trimestre, alta de 13,0% em um ano, de R$ 88,907 bilhões, e de 1,9% na comparação com o terceiro trimestre, de R$ 98,550 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido do banco (ROE, na sigla em inglês) ficou estável em 17,6% no quarto trimestre ante o terceiro e reduziu 2,9 pontos porcentuais em um ano. (Fonte: Estadão)



02/02/2017

Sindicato realiza protesto dia 6 contra fechamento de agência


O Sindicato realizará no próximo dia 6 de fevereiro, segunda-feira, protesto contra o fechamento da agência do Itaú de Floraí. O banco anunciou a extinção da unidade a partir do próximo dia 20.


O ato será em frente a agência, das 9h às 15h. Serão utilizados faixas e cartazes denunciando a situação, considerada absurda e irresponsável do banco, acabando com empregos, prejudicando clientes e usuários, em uma atitude inaceitável.


“Foi com muita indignação que recebemos esta informação. Já estamos nos articulando contra esta postura arbitrária do banco Itaú”, adianta o presidente Claudecir de Souza.


No dia 25 de janeiro diretores do Sindicato se reuniram com o prefeito da cidade, Fausto Herradon, que também é presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), para buscar apoio do Executivo contra o fechamento da agência. O pedido de apoio se estende também aos demais prefeitos da região.


“Não podemos aceitar que os bancos comecem a fechar agências em cidades menores, prejudicando os funcionários, que perdem os seus empregos, e a comunidade local”, acrescenta.

O Sindicato já cobrou também apoio de outras entidades, bem como enviou pedido à direção do banco, para que reveja a medida. 



01/02/2017

Sindicato estará na mesa para discutir reajuste no Saúde Caixa


 

Representando os sindicatos e federações do Sul do país, o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região, Carlos Roberto Rodrigues, participará de reunião, nesta quinta-feira, 2, às 14h, com a direção da Caixa Econômica Federal. Em pauta, o reajuste do Saúde Caixa. O movimento sindical considera absurdo o reajuste do plano, tanto na mensalidade quanto na coparticipação.

 

Em comunicado enviado aos trabalhadores na última sexta-feira, o banco informou que, em 1º de fevereiro, o valor das mensalidades passará de 2% para 3,46% da remuneração base, que o percentual de coparticipação subirá de 20% para 30% e que o limite de coparticipação anual passará de R$ 2.400 para R$ 4.209,05.

 

LIMINAR FAVORÁVEL

Além da reunião com o banco e de outras ações que estão sendo organizadas contra esse reajuste, a Fenae ingressou com ação judicial para cancelar os reajustes anunciados pelo banco, obtendo liminar favorável.

 

O Acordo Coletivo obriga o banco a negociar com os empregados mudanças no plano de saúde. Além disso, diferentemente do que a direção do banco afirma, as projeções indicam que os exercícios de 2017 e 2018 do Saúde Caixa serão superavitários.

 



01/02/2017

Licença de 20 dias está valendo e é retroativa


A Fenaban já enviou comunicado orientando bancos a conceder o direito previsto na CCT, inclusive aos pais com bebês nascidos a partir de 27 de dezembro de 2016

A licença-paternidade de 20 dias é um direito de todos os bancários e já está valendo. O movimento sindical cobrou, a Fenaban (federação dos bancos) fez consulta ao governo e está confirmado. Todos os bancos já foram notificados e orientados a, conforme solicitado pelos representantes dos trabalhadores à Fenaban, conceder o benefício inclusive de forma retroativa.


Assim, todos os pais de bebês nascidos a partir de 27 de dezembro poderão gozar a licença-maternidade de 20 dias. Quem tirou somente os cinco dias referentes à legislação até 2016, poderá aproveitar os outros 15 a partir de agora.


“Essa é uma conquista importante dos trabalhadores e o movimento sindical correu atrás desde o início cobrando tanto os bancos quanto o governo federal para que o direito pudesse ser usufruído pelos pais, inclusive de forma retroativa, nessa fase tão fundamental da vida da família”, afirma a presidenta do Sindicato de SP, Juvandia Moreira.


A licença-paternidade ampliada é uma conquista da Campanha 2016 e está prevista na cláusula 26 da CCT. O direito foi determinado pela lei 13.257/2016. Assim como a licença-maternidade de 180 dias – conquista dos bancários em 2009 –, a licença-paternidade de 20 dias é concedida por meio do programa Empresa Cidadã.


Os recursos federais para a concessão do benefício estão previstos na Lei Orçamentária Anual, sancionada em 10 de janeiro de 2017.


Como proceder
Para usufruir, o bancário terá de fazer requisição por escrito ao banco em até dois dias úteis após o parto, apresentando documento que comprove participação em programa ou atividade de orientação sobre paternidade responsável. A licença-paternidade de 20 dias também se aplica nos casos de adoção. No caso dos dias retroativos, os bancários devem procurar o RH do banco para solicitar o direito. (Fonte: Seeb SP)



20/01/2017

Sindicato entrega abaixo-assinado ao Procon

Depois de realizar protesto em frente às agências do Banco do Brasil, cujo fechamento foi anunciado pelo banco, e coletar milhares de assinaturas em abaixo-assinado contra o processo de reestruturação, diretores do Sindicato foram ao Procon, no dia 16 de dezembro, entregar cópia dos apoios recolhidos à diretoria do órgão de defesa do consumidor. Uma reunião anterior já havia sido feita no Procon, em novembro, pedindo ação efetiva contra fechamento das duas agências. “Esta foi mais uma ação, de uma série que estamos realizando, contra o sucateamento deste importante patrimônio de todos os brasileiros. Não podemos deixar que cortem funcionários, levem ainda mais à sobrecarga de trabalho, ao estresse, prejudicando os bancários e toda a sociedade”, aponta o presidente Claudecir de Souza.

 APOIOS Parte dos apoios foi coletada durante protesto realizado no último dia 5 de dezembro em frente às duas agências que serão fechadas, a Catedral, no Novo Centro, e a Cerro Azul. O restante, nas demais agências do banco em Maringá e região. Assinaram o documento clientes, usuários e funcionários da instituição. “São mais de 3 mil assinaturas, que demonstram o descontentamento com esta medida anunciada em novembro pela direção do BB. Sabemos que esta reestruturação trará prejuízos aos consumidores e aos funcionários do banco. Serão duas grandes agências a menos, e ainda ocorreu a redução do quadro atual, que já estava defasado, com o processo de demissão incentivada, além do congelamento de novos concursos”, aponta o presidente Claudecir de Souza.


17/01/2017

VALE CULTURA: CONTEC reforça pedido ao ministro da Fazenda

A CONTEC protocolou novo ofício no Ministério da Fazenda, solicitando ao ministro Henrique Meirelles, celeridade no processo de autorização dos recursos para o vale-cultura do trabalhador.


O presidente da CONTEC, Lourenço Prado, ratificou a importância do incentivo na vida do trabalhador. "O vale-cultura possibilitou a milhares de brasileiros o acesso a produção artística, literária e cultural. Por isto, estamos lutando tanto para que essa conquista da classe trabalhadora seja mantida", avalia.


O vale-cultura foi criado pela Lei nº12.761, de 27 de dezembro de 2012. Ele consiste no auxílio de R$ 50 (cinquenta reais) mensais para que o trabalhador brasileiro possa investir no acesso a produtos e serviços culturais. Infelizmente, a vigência deste projeto se encerrou em 31 de dezembro de 2016.


No entanto, o Ministro da Cultura, deputado Roberto Freire, entendendo a importância dos resultados do Vale-Cultura, garantiu no Orçamento Geral da União 2017 recursos para a continuidade dessa iniciativa. Mas ainda é necessária a chancela do Ministério da Fazenda para que haja a prorrogação do prazo da lei. (Fonte: Contec)



17/01/2017

PDV pode aumentar adoecimento na Caixa

O que já é ruim, pode piorar muito. Os dados mais recentes sobre adoecimento de empregados da Caixa, do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2014, apontam 681 afastamentos devido a transtornos mentais e outros 558 devido a distúrbios osteomusculares (LER/Dort), totalizando 1.239. Esse número de afastamentos tende a aumentar significativamente se realmente saírem 10 mil empregados por meio de um plano de demissão voluntária (PDV) – como almeja a direção da Caixa – sem a devida reposição. Essas são as doenças [LER/Dort] que mais acometem a categoria bancária e não por acaso: estão diretamente relacionadas à sobrecarga de trabalho que já é grande. Esses números de LER/Dort são de 2014, quando a Caixa tinha cerca de 100 mil trabalhadores. De acordo com o último balanço divulgado pelo banco, no terceiro trimestre de 2016, a Caixa contava com pouco mais de 95 mil trabalhadores. Se houver essa saída que o banco quer, sem a devida reposição, teremos algo em torno de 85 mil trabalhadores no banco. Serão 15 mil bancários a menos em relação a 2014. Ou seja, será criado um ambiente propício para aumentar o assédio moral pela cobrança de metas, sobrecarga de trabalho e, consequentemente, muito mais bancários adoecendo.


15/01/2017

Vice da Caixa é suspeita de negociar verba por cargo


A vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Deusdina dos Reis Pereira (foto), é suspeita de negociar um investimento de R$ 200 milhões, a ser feito pelo banco, em troca de um cargo para ela própria na Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). (FÁBIO FABRINI)

Os dados constam de uma apuração interna, feita pela Caixa, enviada ao MPF (Ministério Público Federal) e à Comissão de Ética Pública da Presidência. Os dois órgãos analisam o caso.

Conforme a investigação, num e-mail corporativo enviado em 2015 ao então presidente da Cemig, Mauro Borges, Pereira avisa: "Amanhã apreciaremos no Conselho Diretor uma operação de crédito para a empresa no valor de R$ 200 milhões". Na sequência, ela emenda: "Continuo aguardando seu retorno quanto à minha indicação para o conselho".

A insinuação de "troca de interesses" foi um dos vários motivos alegados pelo MPF para pedir, no mês passado, a destituição de Pereira e de todos os demais vice-presidentes da Caixa para que as nomeações passem a ser feitas por critérios técnicos. Mas Temer negou o afastamento de todos.

Pereira e outros quatro dirigentes do banco, entre os quais o presidente, Gilberto Occhi, são investigados em processos internos por indícios de envolvimento em irregularidades na gestão e nas operações do banco. Apadrinhada do PR, Pereira sucedeu no cargo Fábio Cleto, delator de esquema de corrupção na Caixa. Ela era auxiliar de Cleto.

A vice da Caixa é alvo das operações Sépsis e Cui Bono?, conduzidas pelo MPF, por possível ligação com o grupo do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), atualmente preso, acusado de desviar recursos da instituição financeira.

Em resposta ao e-mail, segundo a investigação, o então presidente da Cemig evasivo. Explicou que estavam sendo priorizados naquele momento de formação da equipe do governador recém-eleito Fernando Pimentel (PT) cargos comissionados no governo. Ele avisou a Pereira que entraria em contato em seguida.

A Caixa não informou se o aporte na Cemig foi aprovado na reunião citada na troca de mensagens. A companhia tinha linha de crédito com o banco, que foi mantida na gestão de Borges.

O Conselho de Administração da estatal mineira foi anunciado dias após o e-mail, mas Pereira ficou de fora.

A Comissão de Ética Pública da Presidência deve julgar o caso da vice-presidente nas próximas sessões. Se considerar que houve falta, poderá recomendar a exoneração dela.

O colegiado também avalia o caso do vice-presidente Corporativo, Antônio Carlos Ferreira, citado na delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista, como intermediário de propinas ao ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Marcos Pereira, presidente nacional do PRB. Os dois negam.

A situação dos dirigentes da Caixa abriu um conflito interno no banco. Integrantes do Conselho de Administração defendem nos bastidores o afastamento dos executivos, mas, sem aval do Planalto, não têm poderes para fazê-lo.

O novo estatuto do banco dá poderes ao colegiado para isso, mas ele só entra em vigor após análise do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a convocação de uma assembleia geral de acionistas. Não há prazo para que isso ocorra.

OUTRO LADO 
A vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Deusdina dos Reis Pereira, informou, por meio de assessoria, que "não se manifestará sobre o episódio".

O banco, em nota, acrescentou que na data da troca de mensagens Pereira era diretora-executiva de Fundos de Governo, "não acumulava cargos e não integrava o Conselho Diretor do banco".

O advogado Marcelo Leonardo, que representa Mauro Borges, afirmou que a Cemig mantinha linha de crédito com a Caixa em gestões anteriores, que foi mantida sob a administração de seu cliente "sem nenhuma peculiaridade especial".

O advogado diz que "o pedido formulado naquele e-mail, pela diretora da Caixa, foi educadamente recusado". "Ele [Borges] considera que não houve nenhuma relação de dependência de um assunto ao outro", acrescentou Leonardo.

A Cemig alegou que "desconhece as informações" levantadas pela Folha. "A referida senhora não foi indicada para qualquer função na empresa", disse. "Ela não integrou nem integra o Conselho de Administração. A Cemig, assim como diversas empresas deste e de outros setores, mantém linhas de financiamento com diversas instituições financeiras, inclusive a Caixa Econômica Federal". (Fonte: Folha.com)



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