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04/04/2017

Bancária do Santander ganha reintegração após demissão em período de pré-aposentadoria


No último dia 06 de março, a bancária Elisete Coppo Peretta de Macedo, foi reintegrada às suas funções no Banco Santander, agência Campos do Jordão, em cumprimento à liminar concedida na Reclamação Trabalhista proposta pelo Departamento Jurídico do Sindicato contra o Banco Santander, em razão de dispensa da bancária dentro da estabilidade pré-aposentadoria.

A bancária, dispensada em 22 de novembro de 2016, se encontrava em gozo da estabilidade pré-aposentadoria, prevista na cláusula 20ª da CCT, faltando na ocasião da dispensa apenas 01 ano e 05 meses para sua aposentadoria integral.

A dispensa, considerada obstativa de direitos pelo juiz do trabalho, Bernardo Moré Frigeri, de Campos do Jordão, determinou a imediata reintegração da bancária, na mesma agência, mesma função e com as mesmas tarefas, retomando integralmente a situação da época anterior a comunicação da dispensa.

A reintegração, cumprida por oficial de justiça, foi acompanhada pela Dra. Célia M. M. Scarpel e pelo diretor Antonio Marcos de Barros do Sindicato. (Fonte: Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região)



04/04/2017

Lei sancionada por Temer abre caminho para “quarteirização”


Sancionada na última sexta-feira (31), a lei que regulamenta a terceirização permite que empresas terceirizem a chamada atividade-fim, áreas principais das empresas, garantindo a prática também na administração pública. Polêmica, a nova legislação também permite a contratação por meio da chamada “quarteirização”, que é visto pelas centrais sindicais como precarização e retrocesso ao trabalhador.

Pela nova legislação, terceirizadas estão autorizadas a subcontratar outras empresas para execução dos serviços. A partir de agora, corporações também já podem contratar trabalhadores terceirizados para atividade-fim

Sancionada na última sexta-feira (31), a lei que regulamenta a terceirização permite que empresas terceirizem a chamada atividade-fim, áreas principais das empresas, garantindo a prática também na administração pública. Polêmica, a nova legislação também permite a contratação por meio da chamada “quarteirização”, que é visto pelas centrais sindicais como precarização e retrocesso ao trabalhador.

Neste caso, terceirizadas ficam autorizadas a subcontratar outras empresas para execução dos serviços contratados por elas. Para Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), o trecho da lei sancionada por Temer permitirá salários mais baixos, insegurança jurídica e piores condições de trabalho.

“Não tem controle mais da situação. Quem prestará serviço é o terceirizado da terceirizada. Se você contrata uma terceirizada e o trabalhador já ganha menos, imagine o terceirizado da terceirizada?”, pondera Antonio Augusto.

Terceirização: veja íntegra da lei sancionada pelo presidente Michel Temer 
A nova lei vem causando polêmicas desde que foi anunciada. É elogiada por associações empresariais e criticada por movimentos sindicais. Especialistas em mercado de trabalho se dividem sobre o assunto, que ainda não há consenso no meio.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a nova lei beneficia 12 milhões de trabalhadores que já atuam como terceirizados. Além disso, alega que o projeto traz segurança jurídica às relações trabalhistas.

“A regulamentação deve ser vista como uma nova oportunidade para geração e manutenção de empregos no Brasil e a garantia de direitos de milhões de trabalhadores que já exercem sua atividade nessa modalidade. Essa é mais uma vitória no caminho do Brasil que queremos: moderno, competitivo e com ambiente de trabalho seguro”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Entre os itens da nova legislação, a liberação da contratação terceirizada para atividade-fim continua sendo um dos pontos mais polêmicos da proposta. Para o diretor do DIAP, o texto traz insegurança às pessoas que hoje atuam nessas áreas.

“Todo mundo é a favor que regulamente a terceirização, mas o governo, no lugar de trazer segurança aos terceirizados, permitiu que a nova lei trouxesse insegurança para quem não é terceirizado. Em nome da proteção a 12 milhões de trabalhadores, ele deixou vulnerável 40 milhões de trabalhadores que estão na atividade-fim”, explicou o diretor de Documentação do DIAP.

Até então, não havia legislação específica sobre terceirização. No entanto, um conjunto de decisões da Justiça serviam como referência. Pelas decisões já aplicadas pela Justiça, chamado de súmula, a terceirização no Brasil só era permitida nas atividades-meio, também chamadas de atividades secundárias das empresas.

Vetos 
O presidente Michel Temer, ao sancionar a nova legislação, vetou três artigos. Um dos dispositivos vetados assegurava uma série de benefícios ao trabalhador temporário, inclusive direito de receber o mesmo salário e jornada de trabalho equivalente à dos empregados que trabalham na mesma função ou cargo da tomadora.

Em outro, foi retirado um artigo que obrigava o registro na carteira do trabalhador como temporário, no caso de atividade com tempo determinado. Nos dois casos, o governo alega que os dispositivos já existiam na Constituição.

O terceiro veto deixou de fora dispositivo que buscava permitir prorrogação do prazo de 270 dias dos contratos temporários ou de experiência, mediante acordo ou convenção coletiva. (Fonte: Congresso em Foco)



04/04/2017

Associação Brasil convoca para assembleia


 

Está marcada para o próximo dia 22 de abril, a partir das 9h, no clube de campo, em Curitiba, a assembleia extraordinária, com a seguinte pauta:

 

1-    Apreciação da proposta formulada pelo Conselho de Administração da Associação Brasil para alienação de bens imóveis (realização de parte do ativo imobiliário) até atingir o montante necessário para a constituição de capital que produza rendimento mensal suficiente para complementar suas receitas e, consequentemente, equilibrar o orçamento da AB, tudo com base no trabalho desenvolvido pela consultoria EY- Ernest & Young, que será apresentado no decorrer da assembleia;

 

     2 - Autorizar o Conselho de Administração a contratar leiloeiro oficial para promover a avaliação e a alienação dos bens imóveis, fixando como preço mínimo o valor correspondente a 80% do efetivo valor de mercado de cada um dos bens imóveis.

 

Por esta pauta, o movimento sindical entende que todos os imóveis da associação estão passíveis de serem colocados à venda, através da realização desta assembleia. Por isso, entendemos que precisam ser especificados, antes de serem submetidos à apreciação da assembleias, quais os núcleos que estarão sendo colocados à venda.

 

Os diretores do Sindicato, Janilson Aparecido Santana e Carlos Antônio da Silva, participarão da assembleia, representando os associados de Maringá e região. Para tanto, estamos solicitando a outorga de procurações em favor dos mesmos.

 

Solicitamos entrar em contato com os diretores Janilson (98828-2230) e Carlos (99952-1259) para coleta das procurações.

 

Confira edital completo no endereço: http://associacaobrasil.com.br/index.php?system=news&action=read&id=318


FOTO: imagem de um dos imóveis da AB



03/04/2017

Bancos lucram quase R$ 50 bilhões em 2016 e são o melhor setor da Bolsa


Apesar de ainda registrarem os melhores resultados, o lucro somado do setor teve queda de 13% entre 2015 e 2016

Apesar de ter uma queda de 13%, os bancos brasileiros conseguiram se manter como o setor que mais lucrou no País em 2016, segundo levantamento feito pela consultoria Economatica com as empresas listadas na Bolsa. Com 23 instituições, o bancos conseguiram lucrar R$ 48,595 bilhões no ano passado.

O Itau Unibanco e o Bradesco lideraram a lista das empresas mais lucrativas, porém com queda nos seus resultados de 2016 com relação ao ano anterior. O primeiro lucrou R$ 21,639 bilhões - uma queda de R$ 1,720 bilhão -, enquanto o Bradesco teve resultado positivo de R$ 15,083 bilhões, ante R$ 17,189 bilhões no ano anterior.

Entre os 20 maiores lucros do Brasil, aparecem ainda o Banco do Brasil (R$ 8,033 bilhões), Santander (R$ 5,532 bilhões), BB Seguridade (R$ 4,013 bilhões) e BTG Pactual (R$ 3,408 bilhões). Confira a lista: (Fonte: InfoMoney)



03/04/2017

Caixa pode fechar 120 agências do banco em todo


A instituição financeira ainda não tem dados para Sergipe


Em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta última terça-feira, 28/03, em São Paulo, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, informou que a Caixa poderá fechar até 120 agências em 2017. Segundo ele, a intervenção será em agências deficitárias e entre as alternativas há possibilidade de fechamento, fusão, diminuição de estrutura ou remanejamento de agências para outro local. 




O presidente da Caixa apresentou que a instituição teve redução de 42% nos lucros em relação ao ano de 2015, o que está interferindo no pagamento da PLR [Participação dos Lucros e Resultado] dos funcionários, pois nem todos vão receber agora. Mas, mesmo assim, a Caixa teve um lucro de R$ 4,1 bilhões em 2016, segundo ele mesmo informou.

(fonte: Infonet)




03/04/2017

Menos de 20% dos acordos salariais têm aumento acima da inflação


Resultado de 2016 foi o pior em 20 anos, aponta o Dieese
Os efeitos da crise, que já tinham influenciado as campanhas salariais em 2015, foram sentidos com mais intensidade no passado, quando apenas 18,9% dos acordos analisados pelo Dieese tiveram aumento real (acima da inflação, medida pelo INPC-IBGE).

O resultado, equivalente a 2003, foi o pior da série histórica, iniciada em 1996. Foram 36,7% de acordos com índices inferiores à inflação, quase o dobro do ano anterior (19%). Os demais 44,4% foram equivalentes ao INPC.

Com o resultado negativo, a variação média dos reajustes ficou abaixo do índice de inflação: -0,52%. O instituto analisou 714 negociações, na indústria, no comércio e no setor de serviços.

"O quadro das negociações salariais analisado revela o agravamento da situação captada no balanço dos reajustes de 2015", diz o Dieese. Naquele ano, os reajustes acima da inflação foram pouco mais da metade (51%) do total.

Entre 2005 ​e 2014, as negociações com ganho real nunca foram menos do que 70% do total. Com exceção de 005, 2008 e 2009, foram de no mínimo 86%. Em dois anos, 2012 e 2014, superou os 90%. A situação piora em 2015, quando os acordos acima da inflação somaram 50,7%.

O Dieese apurou ainda aumento no número de reajustes salariais parcelados, o que já havia acontecido no ano anterior. Em 2016, 29,6% dos acordos tiveram parcelamento, ante 13,7% em 2015. De 2008 a 2013, a proporção ficava entre 4% e 5% do total.

Entre os setores, o de serviços teve a maior proporção de reajustes abaixo da inflação: 49%. Outros 20,6% ficaram acima do INPC, índice maior que a média geral.

Na indústria, foram 16,9% de acordos com reajuste superior à variação do INPC e 30,6% abaixo, com 52,6% equivalente ao índice usado como referência nas negociações. O comércio teve 21,4% acima e 29,1% abaixo, com praticamente metade (49,6%) iguais ao INPC. (Fonte: RedeBrasilAtual)



31/03/2017

Relator da reforma da Previdência diz que proposta será flexibilizada


De acordo com Arthur Maia, todos os pontos da refoma são suscetíveis de mudanças, por serem os mais demandados pelos deputados (Alessandra Azevedo)

O relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA), admitiu nesta quinta-feira (30/3) que a proposta poderá ser flexibilizada em cinco pontos: a equiparação das regras de aposentadoria para trabalhadores rurais e urbanos, a regra de transição, a retirada da previsão de aposentadorias especiais, a impossibilidade de acumular pensão e aposentadoria e, por fim, quanto às mudanças propostas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), devido a idosos e deficientes de baixa renda.

De acordo com Arthur Maia, todos esses pontos são suscetíveis de mudanças, por serem os mais demandados pelos deputados. Ele não sinalizou, no entanto, quais serão as alterações incluídas no parecer da comissão especial, que pretende apresentar no início de abril. "É muito prematuro, neste momento, dizer o que será flexibilizado e o que não será. Se eu já tivesse isso na cabeça, não precisaria conversar com ninguém, eu apresentaria hoje meu parecer, o que não e o caso", afirmou.

A última audiência pública da comissão, realizada nesta quinta, durou cerca de seis horas e contou com a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que discorreu sobre os números que explicam a necessidade da reforma, e do secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano. Terminadas as audiências, o relator pode apresentar o parecer quando achar conveniente. A intenção é elaborar um relatório "que seja a síntese do sentimento dos deputados que apoiam o governo aqui na Câmara", disse. Mudança de planos

O deputado Arthur Maia afirmou que o relatório poderá ser apresentado apenas na segunda semana de abril, contrariando a previsão de finalizá-lo na semana que vem. O motivo seria a necessidade de conversar com os deputados antes de concluí-lo.

Desde quarta-feira (29/3), o relator tem se reunido com as bancadas da Câmara para discutir o assunto. “Não apresentarei o parecer enquanto não fizer essa rodada de conversas com os partidos. Na semana que vem, intensificarei isso ao máximo. Tão logo termino de falar com os partidos, procurarei apresentar o parecer”, garantiu.

Na intenção de chegar a um entendimento sobre os pontos de discordância e angariar mais apoio à reforma, o deputado afirma que pretende ouvir também "os partidos da oposição que estiverem dispostos a dialogar". Segundo ele, “existem aqueles que são contra a reforma e outros que são contra a reforma como ela foi apresentada, mas que podem apoiar na medida em que se façam algumas mudanças”. (Fonte: Correio Braziliense)



31/03/2017

Negociado sobre legislado recebe maioria de emendas na reforma trabalhista


A prevalência de acordos e convenções coletivos entre patrões e empregados sobre a legislação, ponto central da chamada reforma trabalhista (PL 6.787/16), foi o principal tema das 842 emendas apresentadas à proposta do governo, anunciou a Agência Câmara.

Essa também é a espinha dorsal do texto enviado pelo Executivo em dezembro do ano passado. Foram 155 emendas sobre o tema, 18,4% do total. 
Pela proposta, o acordo coletivo vai prevalecer para 13 pontos específicos, entre eles plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes. Veja no quadro ao lado os pontos da proposta original.

As emendas tratam de cerca de 110 temas diferentes, desde a proibição de revista íntima dos trabalhadores pela empresa até o trabalho de adolescentes.

Os assuntos que receberam mais sugestões já estão tratados na proposta do Executivo como a duração da jornada de trabalho, o trabalho temporário e o representante dos trabalhadores nas empresas.

A homologação da rescisão do contrato de trabalho, que teve 29 emendas apresentadas, é relacionada a uma das principais fontes de disputas judiciais atualmente no País.

Cerca de 58% dos 10 milhões de processos na Justiça do Trabalho, atualmente, tratam de rescisão do contrato de trabalho, de acordo com o estudo Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2016.

Recorde 
A reforma trabalhista foi a terceira recordista em emendas entre as propostas que já passaram por comissões especiais da Câmara. 
Ela ficou atrás da então proposta do Plano Nacional de Educação (PNE, atual Lei 13.005/14) de 2014 a 2024, com 3.365 emendas; e do Código de Processo Civil (atual Lei 13.105/15), com 900 emendas.

Normalmente, as comissões especiais são criadas quando mais de três comissões temáticas vão discutir um tema, ou em projetos de códigos, por exemplo. 
Para o relator da proposta, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), o número de emendas revela uma “demanda reprimida” em alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-lei 5.452/43).

“Há uma necessidade da sociedade, da economia como um todo, de modernizar essa legislação. Esse é um fato inquestionável demonstrado pelos números”, disse. 
O prazo para apresentação de emendas terminou em 22 de março. Oito delas foram retiradas pelos autores. (Fonte: Diap)



30/03/2017

PREVI tem superávit no exercício de 2016


Ativos do Plano 1 e do PREVI Futuro superaram a meta atuarial.

O presidente da Previ, Gueitiro Genso, acompanhado da Diretora de Administração Cecília Garcez, do Diretor de Investimentos Marcos de Almeida, do Diretor de Seguridade Marcel Barros e do representante do Diretor de Planejamento, apresentaram ontem, a partir das 9 horas, no Auditório Park Cidade Corporate, em Brasília/DF, o resultado do exercício de 2016.

O Plano 1 registrou rentabilidade acumulada de 15,03% em seus investimentos, enquanto o Plano PREVI Futuro teve rentabilidade total de 22,52%. Ambos os desempenhos foram superiores à taxa atuarial de 11,91% acumulada no ano.

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Plano de Benefícios 1

O patrimônio do maior e mais antigo plano de benefícios da PREVI terminou o ano com um patrimônio de R$ 160,6 bilhões, havendo apresentado em 2016 um superávit de R$ 2,19 bilhões.

No fechamento do exercício, 49,08% dos ativos do mencionado Plano estavam alocados em renda variável, 40,33% em renda fixa e 10,59% em outros segmentos, como imóveis e operações com os participantes. Os ativos de renda variável que se destacaram foram Petrobrás PN (121,97%), Brasil ON (98,99%) e CPFL Energia ON (75,23%).

Os resultados alcançados, foram destinados à cobertura do déficit de R$ 2,9 bilhões que precisaria ser equacionado por meio de contribuições extraordinárias, conforme divulgado em matéria publicada pela PREVI sobre o tema em 16/12/2016.

PREVI Futuro

O Plano PREVI Futuro, dos funcionários que tomaram posse no Banco do Brasil a partir de 1998, fechou 2016 com R$ 9,46 bilhões em ativos.

Os principais segmentos de investimento do plano PREVI Futuro apresentaram rentabilidades superiores ao índice de referência em 2016. Ao final do exercício de 2016, 54,95% dos ativos do PREVI Futuro estavam alocados em renda fixa, 28,01% em renda variável e 17,04% em outros segmentos.

Um dos destaques no segmento de renda fixa foi a carteira de Títulos Públicos para Negociação, que rendeu 24,63%.

Veja os números de 2016 no Hotsite Resultado e no Painel Informativo do site http://www.previ.com.br.

Fonte: PREVI



30/03/2017

Trabalhadores pagam por prejuízos, corrupção e má gestão em estatais



Com a situação financeira comprometida por corrupção, loteamento político de cargos e má gestão, empresas do governo federal recorrem à dispensa de empregados para tentar reduzir custos

correios

Correios pretendem cortar até 25 mil funcionários, após registrar perdas de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos

Os prejuízos acumulados pelas empresas estatais nos últimos anos serão pagos com a demissão de milhares de empregados. Os sucessivos casos de corrupção, o loteamento político de cargos e investimentos desastrosos em projetos sem rentabilidade serão cobertos com a redução de gastos com pessoal. Nos Correios, por exemplo, os executivos já estudam dispensar até 25 mil trabalhadores para fechar as contas no azul em 2017, após acumular um rombo de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos. A possibilidade foi antecipada pelo Correio, em janeiro, quando a Vice-Presidência de Recursos Humanos solicitou um parecer ao Departamento Jurídico sobre a possibilidade de demissão motivada.
Empregados de empresas públicas não podem ser demitidos sem justa causa; é necessário que haja motivação. Além disso, é necessário apresentar os critérios para os cortes de pessoal e verificar se os serviços prestados não serão afetados. Pela tese defendida pelo Departamento Jurídico dos Correios, a dispensa seria motivada por questões técnicas, econômicas e financeiras.

Conforme o memorando enviado pela Vice-Presidência de RH, a medida seria adotada caso as ações em curso não sejam suficientes para equilibrar as contas da estatal. O parecer ainda leva em conta dados apresentados pela Vice-Presidência de Finanças e Controle Interno, que mostram um crescimento de R$ 3 bilhões, em 2006, para R$ 7,5 bilhões, em 2015, na folha de pagamento da empresa. Com isso, as despesas com pessoal saltaram de 49% para 62% dos gastos totais da estatal. No mesmo período, o número de empregados passou de 107 mil para 118 mil. Mas o “tráfego de objetos” caiu de 8,6 bilhões para 8,2 bilhões. Além disso, o nível de produtividade diminuiu de 80 para 70 objetos por trabalhador.

No caso na Telebras, os problemas são ainda maiores. A estatal, ressuscitada pelo governo Dilma Rousseff, fechou 2016 com patrimônio negativo R$ 500,1 milhões, mais que o dobro dos R$ 218,8 bilhões registrado no ano anterior. Foi um aumento de 128,5% num buraco que não se sabe onde vai parar. O patrimônio negativo da Telebras cresce por causa dos consecutivos prejuízos acumulados, que saltaram, no ano passado, de R$ 498,7 milhões para R$ 769,6 milhões.

Os gastos com pessoal cresceram 39,5% entre 2015 e 2016, com a fatura pulando de R$ 50,7 milhões para R$ 70,8 milhões. No total, as despesas operacionais da Telebras subiram 18% no ano passado, totalizando R$ 195,2 milhões — sem qualquer justificativa plausível para uma empresa que havia sido praticamente fechada. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 270,9 milhões contra R$ 235,6 milhões em 2015.
Demora

A lista de empresas no vermelho deve ser ainda maior, mas a demora na divulgação das informações mantém os dados escondidos. Segundo o Ministério do Planejamento, as estatais têm até 30 de maio para enviar à pasta os demonstrativos financeiros do ano passado. Antes disso, é impossível saber quantas das 152 companhias federais tiveram prejuízo ou não.

Outra empresa que se mantém deficitária é a Petrobras, vítima do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato. A petroleira teve prejuízo líquido de R$ 14,8 bilhões em 2016, o terceiro consecutivo. Apesar dos números ruins, a companhia reduziu o endividamento em 20%. A dívida líquida, no fim de 2016, estava em R$ 314,12 bilhões, ante R$ 392 bilhões em 2015. Em dólares, o total de débitos recuou 4%, passando de US$ 100,4 bilhões para US$ 96,38 bilhões.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, reconduzido ontem ao cargo até março de 2019, afirmou no começo do ano que a empresa manterá disciplina e acompanhamento mensal de resultados para melhorar o balanço, mas sem reduzir a meta de produção. Segundo ele, o objetivo é reduzir os custos operacionais em 18% em relação ao previsto no cenário básico, além de implantar novos sistemas de gestão. A estatal está concluindo o segundo programa de demissão voluntária, totalizando a adesão de 19 mil colaboradores, o equivalente a 20% do quadro de funcionários diretos da companhia.
Prejuízos acumulados

Rombos sucessivos de estatais prejudicam esforço do governo para recuperar contas públicas

Telebras

» Entre 2015 e 2016, o rombo na Telebras mais que dobrou. O patrimônio líquido negativo saltou de R$ 218,8 milhões para R$ 500,1 milhões, uma piora de 128,5%

» O prejuízo acumulado saltou de R$ 498,7 milhões para R$ 769,6 milhões

» O gasto com pessoal cresceu 39,5%, passou de R$ 50,7 milhões para R$ 70,8 milhões

Correios

» A empresa acumulou rombo de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos e estuda dispensar até 25 mil empregados por meio da demissão motivada

» Pela tese defendida pelo Departamento Jurídico da estatal, essa dispensa seria motivada por questões técnicas, econômicas e financeiras

» Será necessário apresentar previamente os critérios para os cortes de pessoal e se os serviços prestados não serão afetados

Petrobras

» A Petrobras teve prejuízo líquido de 

R$ 14,8 bilhões em 2016, o terceiro ano consecutivo de resultados negativos

» Em 2015, a estatal registrou prejuízo recorde de R$ 34,8 bilhões e em 2014, as perdas somaram R$ 21,6 bilhões

» Em comunicado após a divulgação do balanço, a Petrobras atribuiu o novo prejuízo à reavaliação “de ativos e de investimentos, no total de R$ 20,9 bilhões”

Fonte: Correio Braziliense



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