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Sindicato de Maringá e Região

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30/08/2018

NÃ0 à alteração do Estatuto da Cassi

 

 

 

O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região orienta os funcionários do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, a votarem NÃO à alteração do Estatuto da Cassi, que trará inúmeros prejuízos a todos os seus associados.

 

Na avaliação dos diretores da entidade, a proposta de mudança do Estatuto institui a cobrança de contribuição por dependente, quebrando a solidariedade ao criar contribuições diferenciadas de acordo com as faixas etárias. Além disso, institui um limitador de 7,5% dos proventos totais de cada associado.

 

Esta proposta diferencia os associados com dependentes e os sem dependentes salariais da ativa ou aposentado. Os sem dependentes continuarão contribuindo com os atuais 4% sobre os proventos totais. Já os com dependentes passarão a contribuir, num primeiro momento, com percentuais entre 4 e 7,5%, porém em poucos anos todos passarão a contribuir com 7,5%.

 

Portanto, quando se foca apenas nas questões econômicas, o banco desvia-se a atenção do verdadeiro risco da proposta, que é a total alteração do estatuto. Esta proposta atende exclusivamente aos seus interesses em detrimento dos interesses dos associados.

 

O Banco do Brasil tem feito vistas grossas ao “direito adquirido” garantido na resolução CGPAR 23. O nosso entendimento sobre esta questão é que o BB é responsável pela saúde de seus funcionários da ativa e aposentados e seus dependentes e pensionistas. Esta garantia faz parte do nosso contrato de trabalho.

 

Além do mais esta proposta que será colocada em votação não garante sustentação para a Cassi por muito tempo por conta da gritante defasagem entre os reajustes salariais e a inflação médica.

 

Alertamos aos associados para que não se deixem enganar com o terrorismo que vem sendo feito, principalmente em relação a eventual intervenção da ANS. Mesmo que isso venha a ocorrer, uma intervenção não será mais maléfica que a alteração estatutária.

 

Por conta disso, quando da votação da proposta de alteração estatutária da CASSI que o banco vai submeter ao corpo social, a orientação do Sindicato é pelo voto “NÃO”

 

O voto “NÃO” fará o BB apresentar uma proposta melhor e que garanta a autossuficiência para a Cassi.

 

Fiquemos atentos!  



29/08/2018

PLR VEM ATÉ DIA 20 DE SETEMBRO




Participação nos Lucros e Resultados dos bancários, assim como salários e demais verbas, terá reajuste de 5%, com ganho real de 1,18% nos valores fixos da regra. Proposta da Fenaban prevê ainda manutenção de todos os direitos da CCT


A proposta apresentada pela Fenaban (federação dos bancos) em rodada de negociação no dia 25 /08 prevê reajuste de 5% nos salários, PLR e demais verbas (que corresponde a reposição da inflação mais 1,18% de aumento real) e mantém todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, inclusive a regra da PLR.

Assim, com o reajuste, a parcela fixa da regra básica da PLR passa a R$ 2.355,76 – lembrando que a esse montante é somado 90% do salário base –; e o teto da parcela adicional (distribuição linear de 2,2% do lucro líquido do banco) passa a R$ 4.711,52.

Na antecipação, os bancários recebem 60% da regra básica, ou seja, 54% do salário + R$ 1.413,46; e a parcela adicional: distribuição linear de 2,2% do lucro líquido do semestre, com teto de R$ 2.355,76 (tabela abaixo mostra quanto bancários receberá de acordo com seu salário).

Ficou acordado na mesa de negociação que  a antecipação da PLR será creditada até o dia 20 de setembro.

Confira a regra da PLR

PLR Total: Regra Básica + Parcela Adicional
•  Regra Básica: 90% do salário + valor fixo de R$ 2.355,76. Caso o montante não atinja 5% do lucro líquido dos bancos o valor será elevado até o limite individual de 2,2 salários.
•  Parcela Adicional: Distribuição linear de 2,2% do lucro líquido anual dos bancos, com teto de R$ 4.711,52

Antecipação da PLR
•  60% da regra básica, ou seja, 54% do salário + R$ 1.413,46
• Parcela adicional: Distribuição linear de 2,2% do lucro líquido semestral dos bancos, com teto de R$ 2.355,76 (Fonte: Seeb SP)

Veja quanto receberá de acordo com o salário:




28/08/2018

Assembleia nesta quinta, 30, para deliberar sobre proposta Fenaban

Confira edital!


27/08/2018

BB MANTÉM TODOS OS DIREITOS




O banco propôs, assim como na mesa única, um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de dois anos com reajuste de 5% de 2018 e inflação mais ganho real de 1% em 2019 sobre todas as verbas.

Intervalo de almoço
O intervalo de almoço dos funcionários com  jornada de oito horas poderá ser reduzido para 30 minutos, de forma facultativa. Já para os funcionários de seis horas será mantido o modelo atual, sem registro de ponto. A mudança no intervalo dos funcionários de seis horas será discutida ao longo do processo de negociação permanente até que se tenha um entendimento, inclusive em outros bancos.

No caso de horas extras, o tempo mínimo de intervalo para o funcionário de jornada de seis horas, poderá ser de 30 minutos. Diferente de como acontece atualmente, no qual o funcionário é obrigado a fazer uma hora de intervalo.

 Banco de horas
Os funcionários terão seis meses para a compensação das horas extras com folgas, sendo um dia acumulado para um dia folgado, e caso a compensação não aconteça em até seis meses, o saldo de horas será convertido em espécie e pago no mês subsequente com o devido adicional de hora extra, ou seja, uma hora e meia.

PLR
Está mantido o mesmo modelo de PLR no Banco do Brasil e o pagamento do primeiro semestre, assim como nos anos anteriores, será logo após a assinatura do acordo, caso seja aprovado.

Manutenção das três avaliações
Foi conquistada na última reunião, realizada no dia 22 de agosto, a manutenção da cláusula do Acordo Coletivo que garante a observação de três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios, para efeito de descomissionamento.

Mesas temáticas
O acordo mantém a mesa temática sobre Saúde e Segurança no Trabalho, e acrescenta duas novas mesas temáticas sobre Teletrabalho e Escritórios Digitais e Entidades Patrocinadas de Bancos Incorporados.

A proposta também inclui um dia de luto para falecimento de padrastos e madrastas do funcionário. E o trabalhador poderá optar pelo recebimento do vale-transporte em dinheiro ou em cartão magnético. (FEEB/PR)

 



27/08/2018

PROPOSTA MANTÉM SAÚDE CAIXA E PLR SOCIAL

Proposta veda descomissionamento de gestante; mantém Saúde Caixa nos moldes atuais para empregados e aposentados, PLR social, além de direitos contidos em inúmeras cláusulas do A

 A oitava rodada de negociação com a direção da Caixa resultou na manutenção da cobertura do Saúde Caixa nos moldes atuais, e em outros avanços em relação a proposta apresentada originalmente. Os representantes dos trabalhadores também asseguraram o pagamento da PLR Social.  A negociação se estendeu pela madrugada de domingo 26, em São Paulo e foi realizada após a mesa com a Fenaban.  

Manutenção do Saúde Caixa
As negociações garantiram a manutenção do Saúde Caixa e do modelo de custeio no qual os custos administrativo e fiscal ficarão sob encargo do banco. Além disso, 70% dos custos assistenciais também serão de responsabilidade da Caixa.

Os empregados custerão o convênio através da mensalidade de 2% sobre a remuneração-base e 20% de coparticipação sobre o valor dos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400 ao ano. Com isso, os bancários arcarão com 30% do custeio do Saúde Caixa. Além disso, foi garantido que a implementação do teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos só serão implementadas a partir do exercício de 2021. Os atuais dependentes indiretos com idade de 24 anos ou mais serão mantidos no Saúde Caixa até os 27 anos, com o custo de R$ 110 ao mês. Futuramente a limitação será de 24 anos.

Foi retirada o ponto que condicionava a cobertura do Saúde Caixa aos filhos e enteados dependentes indiretos com renda inferior a R$ 1.800.

Contudo, os empregados admitidos após 31 de agosto de 2018 não terão direito ao Saúde Caixa nos moldes atuais. A Caixa assegurará aos empregados admitidos após 31 de agosto e seus dependentes, assistência à saúde submetido à legislação vigente.

“Manifestamos nosso absoluto repúdio em relação a essa discriminação e vamos construir a luta junto com os futuros trabalhadores, como já fizemos no passado, para inseri-los no Saúde Caixa”, afirma Dionisio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

PLR e PLR Social
Foi garantida a PLR social (4% do lucro líquido apurado no exercício de 2018, distribuído em valores iguais para todos os empregados.

Pagamento da PLR pela regra Fenaban (90% da remuneração-base vigente em primeiro de setembro de 2018 acrescido do valor de R$ 2.355,76, limitado ao valor de R$ 12.637,50) .

Antecipação de 50% do valor da PLR devida a ser paga em 20 de setembro. Pelo acordo atual, a porcentagem da antecipação é de 60%.

CEE Caixa garante  manutenção da função das gestantes
A negociação atual conquistou a manutenção da titularidade da  função gratificada das gestantes e empregadas que usufruem de licença-maternidade. Ou seja, a Caixa não pode descomissioná-las.

Adicional noturno em jornada mista
Está mantida a redação do acordo coletivo atual quanto ao adicional noturno, principalmente quanto a jornada mista, que compreende as que se iniciam entre 22h e 2h30 e se encerram após as 7h do dia seguinte, a chamada jornada mista. Hoje, as horas trabalhadas após as 7h, nesse tipo de jornada, são pagas acrescidas também de adicional noturno.

VA, VR e Cesta Alimentação durante licença médica
Também estão mantidas as garantias do acordo coletivo atual, que garante vale alimentação, vale refeição e cesta alimentação aos empregados em licença médica. A Caixa queria limitar esses auxílios para o período máximo de 180 dias e, no caso de doenças graves, para o período máximo de dois anos.

Isenção de tarifas
As isenções de tarifas para empregados estão mantidas. Outro item que a Caixa queria alterar.

Ausências permitidas
Nas negociações anteriores, a Caixa tentou limitar ausências permitidas garantidas pelo ACT atual.

O banco voltou atrás e  manteve o direito de se ausentar do trabalho para participar de seminários, congressos ou outras atividades, desde que previamente autorizado pelo gestor, e que não implique custos para a empresa.  

Também manteve o direito dos empregados de se ausentarem por até 12 ou 16 horas por ano, conforme a jornada de 6 ou 8 horas, respectivamente, para levar cônjuge, companheiro, pai, mãe, filho, enteado menor de 18 anos ou dependente menor de 18 anos a  consultas e procedimentos médicos.

Entretanto, na proposta mais recente apresentada, a Caixa suprime a ausência permitida de até dois dias por ano para internação hospitalar por motivo de doença de cônjuge ou companheiro, filho, enteado, pai ou mãe.

Intervalo intrajornada
A Caixa voltou atrás na tentativa de estender o intervalo intrajornada para empregados com jornada de até 6 horas para 30 minutos, sendo que 15 minutos ficariam dentro da jornada e outros 15 ficariam fora da jornada. Também recuou na proposta de reduzir redução do intervalo de 1 hora para 30 minutos para empregados com jornada acima de 6 horas.

Mais direitos garantidos
Entre outras clausulas mantidas estão: delegados sindicais, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), descanso adicional em agência barco, grupos de trabalho, incorporação ao REB ao novo plano da Funcef, promoção ano base 2018/2019, qualidade de vida dos empregados, tesoureiro executivo, trabalho da gestante, registro de jornada, 13ª cesta alimentação. (FEEB-PR)


25/08/2018

NESTE SÁBADO, 25, NA 10ª RODADA, BANCOS APRESENTAM PROPOSTA DE REAJUSTE DE 5%

Aumento real de 1,18% e garantia de todos os direitos, inclusive aos hipersuficientes

Foram dez rodadas de negociação e muita pressão do Comando dos Bancários e da categoria sobre os bancos na mesa de negociação.

Finalmente neste sábado (25), a Fenaban apresentou aos trabalhadores uma proposta final, com reajuste de 5% (aumento real de 1,18% sobre uma inflação do INPC projetada em 3,78%) para salários e demais verbas, e garantia de manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida para todos os empregados de bancos públicos e privados em todo o Brasil.

Essa garantia é fundamental diante da lei trabalhista do pós-golpe que ameaça conquistas históricas dos trabalhadores.

Com essa proposta, reajustes e direitos estão garantidos inclusive para os hipersuficientes (bancários com salários superiores a R$ 11.291,60).

A proposta prevê, ainda, acordo com validade de dois anos, já garantida para 2019 a manutenção de todos os direitos, além da reposição total da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para salários e demais verbas.

Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN  se reunirá após as reuniões de Banco do Brasil e Caixa Federal que serão realizadas ainda neste sábado (25).

TODOS OS DIREITOS ESTÃO GARANTIDOS
• Volta a PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente;
• Garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado;
• Mantém todos os direito da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60);
• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias (cláusula 65);
• Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades;
• Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, conquistada pela categoria como forma de reduzir a pressão por metas;
• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;
• Mantém o salário substituto (cláusula 5ª);
• Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria de 4% de desconto sobre o salário base;
• Os bancários e bancarias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;
•Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);
• Horário de almoço poderá ser flexibilizado de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing);
• Mantém o vale-cultura (cláusula 69) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.




24/08/2018

PRESSIONADOS BANCOS RECUAM, NEGOCIAÇÃO CONTINUA NESTA SEXTA (24)

A reunião entre os representantes dos bancários e das instituições financeiras continua nesta sexta-feira (24),  a partir das 10h.

A pressão dos bancários e do comando, na mesa de negociação, surtiu efeito. Em rodada realizada na quinta-feira (23), os bancos recuaram na proposta que pretendia tirar das bancárias em licença-maternidade o pagamento integral da PLR. Também voltaram atrás e não haverá mais retirada de direitos nem supressão de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN/Contec, cobrou o aumento real a ser apresentado aos bancários e a Fenaban pediu uma pausa para consultar os bancos sobre o índice de reajuste que será proposto aos trabalhadores.

BB e Caixa
Portanto, as reuniões previstas para esta noite com a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e o Banco do Brasil também foram transferidas para logo após as negociações com a FENABAN. A expectativa é de que todas ocorram ainda no período da manhã.

Questões centrais para os trabalhadores dos bancos públicos precisam ser resolvidas, como os altos valores cobrados pelo Saúde Caixa, a PLR Social, os ciclos avaliatórios no BB. Os bancários estão mobilizados e já avisaram em assembleias e atos por todo o país que não aceitarão nenhum direito a menos. (FEEB/PR)


23/08/2018

Bancos propõem pagar PLR menor às mães em licença-maternidade


 

Na oitava negociação da Campanha Nacional 2018, além da tentativa de retirar outros direitos dos bancários e da oferta de apenas 0,5% de aumento real, a Fenaban (federação que representa os altamente lucrativos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa e outros bancos) propôs pagar PLR proporcional aos dias trabalhados para as mulheres em licença-maternidade, e não integral como hoje está previsto na CCT.

A ideia causou assombro no Comando Nacional dos Bancários, que representa os trabalhadores na mesa de negociação, e foi prontamente rejeitada. Uma nova rodada com a Fenaban ocorrerá nesta quinta-feira 23.

Obviamente, este item da proposta geral da Fenaban também gerou intensa reação negativa entre as bancárias.

Adoecidos ou acidentados também receberiam PLR menor

A proposta de PLR proporcional, ao invés de integral como prevê hoje a CCT, também é para trabalhadoras e trabalhadores afastados por doença ou acidente.

Mulheres estudam mais e ganham menos

Na categoria bancária, as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho. De acordo com dados do Ministério do Trabalho (Relação Anual de Informações Sociais, Rais), em 2016 elas recebiam, em média, R$ 6.796,47,ou 23% menos do que os homens (R$ 8.772,43).

Essa realidade é ainda mais injusta quando se observa que as mulheres bancárias têm escolaridade maior que a dos bancários. Entre as mulheres, 80% têm nível superior completo, enquanto que entre os homens esse percentual cai para 74%.

Em seus Relatórios Anuais de Sustentabilidade, os bancos apresentam algumas informações que ilustram a desigualdade com a qual as mulheres são tratadas nestas instituições.

No Bradesco, por exemplo, o salário médio das mulheres na gerência representa apenas 85% do salário médio dos homens que trabalham nos mesmos cargos.

Enquanto isso, bancos batem recordes de lucro

A proposta de pagar PLR menor às mulheres em licença-maternidade partiu de um setor cada vez mais lucrativo e que desconhece o significado da palavra dificuldade, mesmo em meio a uma das maiores crises econômicas já atravessadas pelo país.

Em 2017, os cinco maiores bancos que atuam no país (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa), que empregam em torno de 90% da categoria, lucraram juntos R$ 77,4 bilhões, aumento de 33,5% em relação a 2016. Só no primeiro trimestre deste ano, eles já atingiram R$ 20,3 bi em lucro, 18,7% a mais do que no mesmo período de 2017.

E os balanços do semestre já divulgados pelo ItaúBradescoSantanderBB e Caixa apontam que o ritmo de crescimento se manterá. De janeiro a junho, a soma dos lucros dos cinco já alcançou R$ 41,9 bilhões, um crescimento de 17,8% em relação ao primeiro semestre de 2017.

Em 2018, desigualdade persiste e salários são ainda mais baixos

De acordo com o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), as 6.729 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e junho de 2018 receberam, em média, R$ 3.452. Esse valor corresponde a 71% da remuneração média recebida pelos 7.219 homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração entre homens e mulheres também é verificada nas demissões. As 8.338 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.571, o que representou 74% da remuneração média dos 8.456 homens desligados dos bancos. (com informações spbancarios)

 



20/08/2018

Fenaban volta à mesa de negociação nesta terça, 21

Bancos voltam à mesa de negociação nesta terça-feira, 21, em São Paulo. Representando os bancários de Maringá estará presente o vice-presidente do Sindicato, Carlos Roberto Rodrigues.

“A negociação é difícil, mas temos certeza que irá avançar. Os bancos já apresentaram na penúltima rodada uma contraproposta que cobre a inflação do período e renova nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Agora, estamos trabalhando para ir além desta proposta inicial, pressionando, apresentando números, deixando claro que os bancos têm condição de atender às reivindicações da categoria bancária”, frisa Rodrigues.

BB e Caixa
Na sequência acontecerá a negociação com o Banco do Brasil e Caixa.




17/08/2018

Ações doadas não tornam bancário responsável pelo BB


Apesar de parecer simpática, movimento sindical alerta sobre medida da direção do banco: não será tolerada mais pressão sobre funcionários

 

No dia 9 de agosto os bancários do BB receberem três ações do banco. A novidade, anunciada pelo presidente da instituição, Paulo Rogério Cafarelli,  abrangeu todos os 98.416 funcionários da ativa do banco. E, segundo ele, é parte de um plano de incentivo de resultados que representa mais 9,6 milhões de reais em ações.

Na avaliação do Sindicato, é preciso estar atento a este “prêmio” do banco. Afinal, não sabemos o que o BB pretende com isso. Virá maior cobrança por metas? O banco poderá usar isso a seu favor em ações trabalhistas?

Além disso, esse valor é muito pouco, representando pouco mais de 90 reais. E tudo isso ainda permite que o banco propague que o cliente será atendido pelo “dono” do BB.

“Mais do que o valor em si, é que a gente vai poder comunicar que todo empregado é também dono da empresa. Nosso mote agora, nossa campanha é que no Banco do Brasil você é atendido pelo dono”, disse Caffarelli.

E o que é grave também nesta história é que o governo reduziu sua participação no banco ao longo do tempo, vendeu ações do fundo soberano recentemente, e pulverizar mais ações, de certa forma, está valorizando o funcionário, mas também é uma maneira de privatizar mais o banco.

 

Por isso, é preciso ficar muito atento para não levarmos para casa um “presente de grego”.

 



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