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28/04/2017

‘Não podemos aceitar este crime contra os trabalhadores’, aponta presidente

 

 

Em seu discurso à multidão que se concentrou em frente ao INSS, em Maringá, na manhã da sexta-feira, 28/04, em protesto contra as “reformas” do Governo Temer, o presidente Claudecir de Souza, foi enfático: “Não podemos aceitar este crime que estão praticando contra os trabalhadores, contra o povo brasileiro”. Por isso, hoje estamos nas ruas.


Na oportunidade, Claudecir aproveitou para lembrar quem são os “vagabundos” neste país, em alusão às falas de entidades patronais e políticos contra os representantes dos trabalhadores: “Ainda bem que existem vagabundos para defender os seus direitos. E, claro, os meus também. Afinal, os vagabundos tiveram papel importante na construção dos direitos em todo o mundo.”


E prosseguiu: “Foram vagabundos que, com as greves do início dos anos 80, forçaram os grandes empresários a apoiar a luta pela volta da democracia, pondo fim a uma ditadura de 20 anos.”


“Eram também vagabundos aqueles hippies que iniciaram uma revolução cultural nos anos 60 e culminaram na emancipação feminina e no respeito ao direito das minorias.”


“Naquela época, lá nos Estados Unidos, um pastor vagabundo liderou milhares de outros vagabundos pelo reconhecimento dos direitos dos negros e pelo fim do apartheid naquele país”, lembra.


“Por falar em apartheid, quem não se lembra do vagabundo que ficou preso na África do Sul por quase toda sua vida e que acabou derrubando um regime racista com suas greves e boicotes a produtos produzidos pelos brancos?”, questiona o presidente do sindicato.

“Foram também vagabundos que, no início do século XX, iniciaram uma onda de manifestações na Europa e na América pelo reconhecimento dos direitos trabalhistas e pela redução da jornada de trabalho.”

“Assim como as vagabundas que foram queimadas em uma fábrica norte-americana chamaram a atenção do mundo para a equiparação dos direitos femininos àqueles dos homens. Foi em um 8 de março, mais tarde reconhecido como dia internacional da mulher.”


“Se eu fosse lembrar de todos os vagabundos que lutaram e perderam a vida para que eu e você tivéssemos uma vida melhor, não bastaria um textão na internet. Eu precisaria escrever uma enciclopédia.”


“Portanto, termino com uma pequena frase: ainda bem que existem os vagabundos!”, finaliza, em discurso aplaudido por milhares de pessoas presentes ao protesto nesta sexta-feira, em Maringá. 



26/04/2017

Sindicato discute futuro da luta dos trabalhadores em evento nacional da UGT


 

 Evento reitera importância de todos os trabalhadores irem às ruas na próxima sexta-feira, dia 28

 

 

O Sindicato participou do  “IV Seminário 1º de Maio – Os dez anos de luta da UGT e os desafios para superar a crise política e econômica do Brasil”, realizado dias 24 e 25 deste mês.

 

 

O evento ocorreu em São Paulo e reuniu cerca de 900 pessoas, entre presidentes das UGTs estaduais, dirigentes sindicais, representantes políticos e sociedade civil.

 

 

 “Foi um evento muito rico, onde tivemos a oportunidade de promover um debate atual, relevante, sobre os enormes desafios que enfrentam a classe trabalhadora neste momento e sobre a necessidade de irmos à luta contra o desmonte do estado de bem estar social e todos os ataques aos diretos trabalhistas promovidos pelo Governo Temer”, aponta o diretor Carlos Antônio da Silva que esteve representando o Sindicato, juntamente com Francisco Rink, que acrescenta: “Este é o momento de irmos às ruas e vamos fazer isso, com muita força, garra nesta sexta-feira, em Maringá”.

 

 

SEMINÁRIO

 

Ricardo Patah, presidente nacional da Central, abriu o seminário fazendo um alerta: “Estamos vivenciando uma tragédia no direito do trabalhador. Um momento de desesperança. Do ponto de vista sindical, nem na ditadura vivemos algo assim. A Justiça do Trabalho que, assim como o Ministério do Trabalho, veio do sindicalismo, está se distanciando cada vez mais das necessidades dos trabalhadores”.

 

 

Segundo o presidente, a reforma trabalhista, por exemplo, quer permitir até que mulheres grávidas trabalhem em locais insalubres e determina que o empresário escolha o responsável pelas negociações, sem precisar que este seja sindicalizado.

 

 

“É algo inaceitável. Por isso, precisamos nos unir, sem ter medo de quem quer nos destruir. Temos que mostrar nossa indignação e dar um basta nessas ideias de reformas que retiram tantos direitos do cidadão”, disse Patah. “O movimento sindical não gosta de greves e não admite violência. O que queremos é ir para as ruas mostrar unidade e conscientizar a população sobre a destruição das leis trabalhistas que o governo está tentando nos impor. Daí a importância de as centrais e os trabalhadores se unirem e suspenderem as atividades no dia 28 de abril. Vamos parar. Vamos chamar a atenção. Vamos mostrar que não aceitaremos nenhum direito a menos.”

 

 

Também presente ao evento, Chiquinho Pereira, secretário nacional de Organização e Políticas Sindicais da UGT – departamento responsável pela organização do seminário, afirmou que o 1º de Maio da Central é diferente porque “há alguns anos, temos muito pouco a comemorar. Então, preferimos nos reunir para refletir e encontrar caminhos”.

 

 

Para Chiquinho, “estão acabando com a dignidade do nosso povo. São mais de 13 milhões de desempregados no País e as reformas propostas não se preocupam com isso”.

 

 

“O mundo sindical precisa reagir. Caso contrário, teremos uma escravidão na vida moderna”, afirmou o dirigente.



26/04/2017

Sindicato dos Bancários já está mobilizado para greve geral da sexta-feira

Diretores do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região já estão concentrados, desde a segunda-feira, 24, no centro de Maringá, em protesto contra as “reformas” do Governo Temer e prontos para a greve geral que ocorrerá em todo o país na próxima sexta-feira, dia 28.

 

"Estamos de plantão até o dia da grande manifestação, que acontecerá em frente ao INSS. Este é o momento de reação: vamos à luta agora, ou seremos espoliados de todos os nossos direitos”, aponta o presidente Claudecir de Souza. 

 

O Sindicato montou uma barraca, na avenida Getúlio Vargas, esquina com a Santos Dumont. Ideia é chamar a atenção dos trabalhadores para a importância desta ação, vital para a manutenção de direitos conquistados com décadas de luta. 



24/04/2017

Sindicato participa de Seminário Nacional da UGT nesta segunda e terça

O Sindicato está presente no Seminário 1º de Maio, organizado em São Paulo pela União Geral dos Trabalhadores (UGT). O evento para mais de 1 mil sindicalistas de todo o país começou nesta segunda, 24 de março, e vai esta terça-feira. Neste evento serão discutidos os rumos da luta dos trabalhadores contra o desmonte de direitos trabalhistas alcançados com décadas de lutas e consagrados pela Constituição.

 

“Estamos vivendo um momento de ruptura histórica muito grande, de grande impacto não somente para a nossa, mas para futuras gerações. Todos os direitos, todo o arcabouço de proteção aos trabalhadores existente hoje corre o risco de desaparecer em um curto espaço de tempo”, aponta o presidente Claudecir de Souza.

 

Por isso, segundo ele, este seminário ganha importância histórica. “Precisamos discutir quais os rumos tomar. Ou reagimos agora, ou não sobrará nada. Todas essas reformas que estão em andamento têm como único objetivo acabar com direitos dos trabalhadores, enfraquecer movimento sindical, movimentos sociais e dar todo o poder ao patrão”, explica.

 

“Durante dois dias, representantes de sindicatos de todo o país estarão imersos em profundas discussões acerca do futuro. Estamos no limiar. Espero que saiamos deste grande evento que reúne sindicatos, federações e confederações de todo o país vinculados à UGT imbuídos de um único propósito: ampliar a luta em defesa nossos direitos, preservar a seguridade social e o futuro das próximas gerações”, finaliza.



24/04/2017

Sindicato inicia nesta segunda protesto contra

O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região inicia nesta segunda-feira, 24, mais uma etapa da luta contra as "reformas" que estão em discussão no Congresso Nacional. "Esta é uma luta que acontece hoje, neste período histórico conturbado em que estamos vivendo, mas diz respeito ao futuro das próximas gerações. O que estão querendo é acabar com todos os direitos trabalhistas e o estado de bem estar social conquistado com tanta luta nas últimas décadas", aponta o presidente Claudecir de Souza.

Durante toda a semana o Sindicato estará denunciando essa situação com uma barraca montada na avenida Getúlio Vargas, esquina com a Santos Dumont. "De hoje (dia 24) a quinta-feira estaremos aqui. E na sexta-feira marcharemos para o grande protesto que acontece em frente ao INSS, nos reunindo a trabalhadores de outras categorias. Maringá estará firme, participando desta greve geral organizado pelo movimento sindical", aponta.


19/04/2017

Presidente da Contec critica proposta de Reformas Trabalhista e Previdenciária na Câmara dos Deputados


Em audiência pública conjunta das comissões de Legislação Participativa; e de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, o presidente da CONTEC, Lourenço Prado criticou diversos pontos do projeto de reforma trabalhista (PL 6787/16), em tramitação em comissão especial daquela casa legislativa.

 

A proposta, apresentada pelo relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), permite, entre outras medidas, que a negociação entre empresas e trabalhadores prevaleça sobre a lei em pontos como parcelamento das férias em até três vezes, jornada de trabalho de até 12 horas diárias, plano de cargos e salários, banco de horas e trabalho remoto. "São reformas absurdas que em nada contribuem para o trabalhador brasileiro. Estamos retrocedendo, tirando direitos, enfraquecendo as leis trabalhistas e aumentando o subemprego", ponderou Prado.

 

Diretoria Executiva da CONTEC



19/04/2017

PF faz operação para apurar fraude em compra de ações do Banco Panamericano pela Caixa



Segundo corporação, a transação tem 'potencialmente causado expressivos prejuízos ao erário federal'. Inquérito investiga se houve gestão fraudulenta e danos a correntistas e clientes. (Gabriel Luiz, Camila Bomfim e Ana Paula Andreolla)

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (19) uma operação para apurar se houve fraude na aquisição de ações do Banco Panamericano pela Caixa. Segundo a corporação, a transação tem "potencialmente causado expressivos prejuízos ao erário federal". O inquérito investiga se houve gestão fraudulenta e prejuízo a correntistas e clientes.

Ao todo, são cumpridos 46 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília. As ações ocorrem de forma simultânea em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Paraná, em Pernambuco, Minas Gerais e no Distrito Federal. Na capital federal, há buscas na sede da Caixa e no Banco Central.

A Justiça também determinou a indisponibilidade e bloqueio de valores de contas bancárias dos alvos. Ao todo, o montante congelado chega a R$ 1,5 bilhão. O G1 não recebeu retorno da Caixa nem do Banco Panamericano.

De acordo com a PF, foram identificados três núcleos criminosos:

 - o de agentes públicos: "responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e demais documentos que culminaram com a compra e venda de ações do Banco Panamericano pela Caixa e com a posterior compra e venda de ações significativas do Banco Panamericano pelo Banco BTG Pactual S/A"; 

 - o de consultorias: "contratadas para emitir pareceres a legitimar os negócios realizados"; 

 - o de empresários: "conhecedores das situações de suas empresas e da necessidade de dar aparência de legitimidade aos negócios, contribuíram para os crimes em apuração".

Ainda segundo a corporação, os investigados devem responder por gestão temerária ou fraudulenta. As penas para esses crimes podem chegar a 12 anos de reclusão.

Batizada de "Conclave", a operação remete ao ritual que ocorre a portas fechadas para escolher o Papa, maior representante da Igreja Católica. Segundo a PF, neste caso investigado, as negociações entre o Banco Panamericano e a Caixa também ocorreram de forma sigilosa.

Veja onde acontece a operação

 - 30 mandados em São Paulo 
 - 6 no Rio de Janeiro 
 - 6 em Brasília 
 - 1 em Belo Horizonte 
 - 1 em Recife 
 - 2 em Londrina

Relembre 
Em novembro de 2009, o banco Panamericano recebeu um aporte de R$ 2,5 bilhões, com recursos obtidos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tendo os bens do grupo Silvio Santos como garantia, depois que o Banco Central identificou um rombo nas contas da instituição. O objetivo era reforçar o balanço do Panamericano e evitar uma corrida aos depósitos.

De acordo com a autoridade monetária, o Panamericano mantinha em seu balanço, como ativos, carteiras de crédito que já haviam sido vendidas a outros bancos. Também houve duplicação de registros de venda de carteiras. Com isso, o resultado do banco era inflado.

A venda do Panamericano ocorreu em 2011. Venda foi acertada com o BTG Pactual, por R$ 450 milhões. Com o acordo, a instituição passou a deter 34,64% do Panamericano, com 51% das ações ordinárias – o que garante o controle do banco – e 21,97% das preferenciais. Por outro lado, a Caixa manteve a participação de 36,56% no capital social total do banco.

Especializado nos segmentos de leasing e financiamento de automóveis, o Panamericano teve 49% do capital votante e 35% do capital total vendido para o banco estatal Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. 

Fonte: G1

Diretoria Executiva da CONTEC



19/04/2017

Os cinco maiores bancos do Brasil fecharam 2016 com R$ 6,1 trilhões em ativos


Esse é um dos destaques da 11ª edição do estudo Desempenho dos Bancos, do Dieese


Os cinco maiores bancos do Brasil fecharam 2016 com R$ 6,1 trilhões em ativos, uma evolução média de 6,2% em relação a 2015. Esse é um dos destaques da 11ª edição do estudo Desempenho dos Bancos, produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e divulgado nesta segunda-feira (17).

Clique  aqui e leia o destaque completo.


Os bons resultados auferidos pelos cinco maiores bancos se devem, entre outros fatos, ao aumento do resultado de seguros, previdência e capitalização e à elevação das receitas com tarifas e serviços, mas, especialmente, à queda nas despesas com empréstimos e repasses, em função da relativa valorização do real frente ao dólar, o que barateou os recursos captados pelos bancos no exterior.


As despesas com impostos (IR e CSLL) tiveram forte impacto negativo sobre o resultado de 2016. Todavia, isso se deve ao fato de que, em 2015, os bancos utilizaram alto montante em créditos tributários, o que elevou os resultados obtidos no ano, o que não se repetiu em 2016, com reflexos nos números finais, ainda que o resultado bruto da intermediação financeira e o resultado operacional (antes, portanto, da contabilização dos impostos) tenham se elevado substancialmente.


Entre os grandes bancos, o Bradesco apresentou o maior crescimento do ativo, que teve alta de 19,8% e atingiu, aproximadamente, R$ 1,3 trilhão. Todavia, essa alta deveu-se, principalmente, à incorporação dos ativos do HSBC Brasil. O ativo do Banco do Brasil se manteve estável, com um total de R$ 1,4 trilhão, fazendo com que o banco perdesse a 1ª posição no ranking dos maiores bancos por esse critério.


O Itaú Unibanco tornou-se o maior banco do país, com Ativo Total da ordem de R$ 1,426 trilhão. Uma das razões para o crescimento do ativo do Itaú foi a aquisição do banco chileno CorpBanca. Já os ativos do Santander cresceram 3,6%, chegando a R$ 701,7 milhões.


O patrimônio líquido dos cinco maiores bancos apresentou crescimento mais expressivo que o total de ativos, em média 8,3%, atingindo montante de R$ 422,5 bilhões. E, mais uma vez, o maior crescimento observado foi no Bradesco (13,0%), cujo patrimônio líquido alcançou R$ 100,0 bilhões devido à aquisição realizada.


O saldo das carteiras de crédito dos cinco maiores bancos, em termos nominais, caiu, em média, 3,4% no período, e chegou a R$ 2,9 trilhões. As únicas instituições com crescimento da carteira no período foram o Bradesco (alta de 8,6%, totalizando R$ 515 bilhões), devido à aquisição do HSBC e a Caixa, que teve crescimento de 4,4%, totalizando R$ 709,3 bilhões na carteira de crédito.

Fonte: Dieese

 




17/04/2017

Dieese analisa impacto de ataque a direitos trabalhistas

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou nota técnica sobre os impactos da reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer sobre a classe trabalhadora do Brasil. Nela, afirma que “a lei do contrato temporário e da terceirização, ao contrário do que deveria, não garante a segurança jurídica tão almejada pelas empresas e poderá levar ao aumento de conflitos e à judicialização dessas formas de contratação, trazendo para os trabalhadores maior insegurança, instabilidade e  precarização das condições de trabalho”.

O documento, divulgado para servir de subsídio ao movimento sindical, diz ainda que a aprovação da lei do contrato temporário e da terceirização, combinada a propostas como a da alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a da reforma da Previdência, representa um dos maiores retrocessos sociais em relação aos direitos conquistados pelos trabalhadores em toda sua história. Essas medidas, segundo o Dieese, afetam drasticamente para pior as condições de vida dos trabalhadores e mudam a estrutura do mercado de trabalho, aprofundando a heterogeneidade, a rotatividade e as desigualdades já existentes.

Em sua nota técnica, o Dieese deixa claro que não há como comprovar de que a flexibilização ou redução da proteção trabalhista tenham sido capazes de gerar empregos em qualquer país espalhado pelo mundo, como mostra estudo recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Portanto, o efeito pretendido pelo governo com a lei 13.429 e também com a reforma trabalhista, de estímulo a novas contratações, não se efetivará e ainda poderá resultar em queda na arrecadação fiscal e previdenciária, aumento da sonegação e da dificuldade de fiscalização, ao estimular a excessiva fragmentação dos processos produtivos entre inúmeras prestadoras de serviços, podendo levar também ao crescimento das despesas com seguro-desemprego, ao fomentar a rotatividade”, admite o texto. 

O documento do Dieese lembra que até mesmo órgãos internacionais conservadores, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Fórum Econômico Mundial, têm alertado para os riscos inerentes às novas formas precárias de trabalho, como queda drástica da renda e do consumo, aumento da desigualdade social, evasão fiscal e aumento dos déficits previdenciários, além de impostos socais nefastos com crescimento da pobreza e da criminalidade.

A nota técnica do Dieese revela ainda que a lei do contrato temporário e da terceirização implicará, em curto período de tempo, na perpetuação de um mercado de trabalho sem legislação protetiva, “o que corresponderá a um avanço significativo de doenças ocupacionais, reflexo de uma exploração exagerada do trabalho”.

Sobre o trabalho temporário, o Dieese diz que a lei 13.429 prevê aumento do prazo de 90 para 120 dias, permitindo a prorrogação por igual período. Também fica previsto que o trabalho temporário vai atender acréscimo extraordinário de serviço decorrente de sazonalidade na produção, situação que existe em empresas de todas as atividades da economia. É dito que, pelas novas regras, os trabalhadores poderão ser contratados por até oito meses sem direitos trabalhistas, como seguro-desemprego, estabilidade para gestantes e verbas rescisórias como o aviso prévio e os 40% de multa do FGTS. No caso dos empresários, a nova legislação permite que não mais tenham a obrigação de registrar os trabalhadores, ficando completamente à vontade para não garantir todos os direitos de seus empregados.

Quanto à terceirização, a  nota técnica do Dieese observa que o novo texto legal é muito frágil em relação à garantia dos direitos e à proteção dos trabalhadores terceirizados, aumentando riscos de crescimento de precarização das relações de trabalho e rotatividade.

Segundo o documento, “a permissão da quarteirização e da subcontratação, inclusive por pessoas jurídicas, poderá levar à fragmentação excessiva dos processos produtivos, dificultando a fiscalização pelos órgãos governamentais do cumprimento de obrigações fiscais e previdenciárias de diversas prestadoras de serviços, ficando comprometido o almejado equilíbrio financeiro das contas públicas e da Previdência, já seriamente prejudicado pela queda drástica da arrecadação causada pela grave recessão que o país atravessa”.

Em síntese, a nota técnica do Dieese afirma que o cenário de mudança legislativa não contribui em nada para estabelecer relações de trabalho equilibradas e nem para melhorar o ambiente econômico do país. (SP Bancários)



17/04/2017

Centenas de bancários tomaram vacina contra a gripe no Sindicato


 

Centenas de bancários e dependentes legais receberam a sua dose da vacina contra a gripe, nos dias 10, 11 e 12, na sede administrativa do Sindicato, em mais uma Campanha de Vacinação Antigripal, realizada pela entidade.

 

“Mais uma vez realizamos com muito sucesso nossa campanha de vacinação. Bancários e seus dependentes legais tiveram a comodidade e a segurança de tomar a sua dose em nossa sede, nesses três dias em que montamos uma estrutura para esta finalidade, com profissionais à disposição. A procura foi excelente, dentro das nossas expectativas, o que demonstra a importância desta iniciativa da nossa entidade”, aponta o diretor de Saúde e Condições de Trabalho, José Carlos Leopoldino.

 

A vacina disponibilizada foi a quadrivalente, que possui duas cepas do vírus contra  a gripe sazonal, um contra a gripe A (H1N1)) e outro contra o H3N2. Na rede pública está disponível a vacina trivalente.

 

Quem adquiriu o cupom, mas não tomou a vacina no Sindicato, pode se dirigir até no dia 10 de maio à Casa da Vacina, localizada à Av. Rio Branco, 833 - Zona 05, telefone: (44) 3262-1425.

 

 

 



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