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27/08/2018

PROPOSTA MANTÉM SAÚDE CAIXA E PLR SOCIAL

Proposta veda descomissionamento de gestante; mantém Saúde Caixa nos moldes atuais para empregados e aposentados, PLR social, além de direitos contidos em inúmeras cláusulas do A

 A oitava rodada de negociação com a direção da Caixa resultou na manutenção da cobertura do Saúde Caixa nos moldes atuais, e em outros avanços em relação a proposta apresentada originalmente. Os representantes dos trabalhadores também asseguraram o pagamento da PLR Social.  A negociação se estendeu pela madrugada de domingo 26, em São Paulo e foi realizada após a mesa com a Fenaban.  

Manutenção do Saúde Caixa
As negociações garantiram a manutenção do Saúde Caixa e do modelo de custeio no qual os custos administrativo e fiscal ficarão sob encargo do banco. Além disso, 70% dos custos assistenciais também serão de responsabilidade da Caixa.

Os empregados custerão o convênio através da mensalidade de 2% sobre a remuneração-base e 20% de coparticipação sobre o valor dos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400 ao ano. Com isso, os bancários arcarão com 30% do custeio do Saúde Caixa. Além disso, foi garantido que a implementação do teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos só serão implementadas a partir do exercício de 2021. Os atuais dependentes indiretos com idade de 24 anos ou mais serão mantidos no Saúde Caixa até os 27 anos, com o custo de R$ 110 ao mês. Futuramente a limitação será de 24 anos.

Foi retirada o ponto que condicionava a cobertura do Saúde Caixa aos filhos e enteados dependentes indiretos com renda inferior a R$ 1.800.

Contudo, os empregados admitidos após 31 de agosto de 2018 não terão direito ao Saúde Caixa nos moldes atuais. A Caixa assegurará aos empregados admitidos após 31 de agosto e seus dependentes, assistência à saúde submetido à legislação vigente.

“Manifestamos nosso absoluto repúdio em relação a essa discriminação e vamos construir a luta junto com os futuros trabalhadores, como já fizemos no passado, para inseri-los no Saúde Caixa”, afirma Dionisio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

PLR e PLR Social
Foi garantida a PLR social (4% do lucro líquido apurado no exercício de 2018, distribuído em valores iguais para todos os empregados.

Pagamento da PLR pela regra Fenaban (90% da remuneração-base vigente em primeiro de setembro de 2018 acrescido do valor de R$ 2.355,76, limitado ao valor de R$ 12.637,50) .

Antecipação de 50% do valor da PLR devida a ser paga em 20 de setembro. Pelo acordo atual, a porcentagem da antecipação é de 60%.

CEE Caixa garante  manutenção da função das gestantes
A negociação atual conquistou a manutenção da titularidade da  função gratificada das gestantes e empregadas que usufruem de licença-maternidade. Ou seja, a Caixa não pode descomissioná-las.

Adicional noturno em jornada mista
Está mantida a redação do acordo coletivo atual quanto ao adicional noturno, principalmente quanto a jornada mista, que compreende as que se iniciam entre 22h e 2h30 e se encerram após as 7h do dia seguinte, a chamada jornada mista. Hoje, as horas trabalhadas após as 7h, nesse tipo de jornada, são pagas acrescidas também de adicional noturno.

VA, VR e Cesta Alimentação durante licença médica
Também estão mantidas as garantias do acordo coletivo atual, que garante vale alimentação, vale refeição e cesta alimentação aos empregados em licença médica. A Caixa queria limitar esses auxílios para o período máximo de 180 dias e, no caso de doenças graves, para o período máximo de dois anos.

Isenção de tarifas
As isenções de tarifas para empregados estão mantidas. Outro item que a Caixa queria alterar.

Ausências permitidas
Nas negociações anteriores, a Caixa tentou limitar ausências permitidas garantidas pelo ACT atual.

O banco voltou atrás e  manteve o direito de se ausentar do trabalho para participar de seminários, congressos ou outras atividades, desde que previamente autorizado pelo gestor, e que não implique custos para a empresa.  

Também manteve o direito dos empregados de se ausentarem por até 12 ou 16 horas por ano, conforme a jornada de 6 ou 8 horas, respectivamente, para levar cônjuge, companheiro, pai, mãe, filho, enteado menor de 18 anos ou dependente menor de 18 anos a  consultas e procedimentos médicos.

Entretanto, na proposta mais recente apresentada, a Caixa suprime a ausência permitida de até dois dias por ano para internação hospitalar por motivo de doença de cônjuge ou companheiro, filho, enteado, pai ou mãe.

Intervalo intrajornada
A Caixa voltou atrás na tentativa de estender o intervalo intrajornada para empregados com jornada de até 6 horas para 30 minutos, sendo que 15 minutos ficariam dentro da jornada e outros 15 ficariam fora da jornada. Também recuou na proposta de reduzir redução do intervalo de 1 hora para 30 minutos para empregados com jornada acima de 6 horas.

Mais direitos garantidos
Entre outras clausulas mantidas estão: delegados sindicais, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), descanso adicional em agência barco, grupos de trabalho, incorporação ao REB ao novo plano da Funcef, promoção ano base 2018/2019, qualidade de vida dos empregados, tesoureiro executivo, trabalho da gestante, registro de jornada, 13ª cesta alimentação. (FEEB-PR)


25/08/2018

NESTE SÁBADO, 25, NA 10ª RODADA, BANCOS APRESENTAM PROPOSTA DE REAJUSTE DE 5%

Aumento real de 1,18% e garantia de todos os direitos, inclusive aos hipersuficientes

Foram dez rodadas de negociação e muita pressão do Comando dos Bancários e da categoria sobre os bancos na mesa de negociação.

Finalmente neste sábado (25), a Fenaban apresentou aos trabalhadores uma proposta final, com reajuste de 5% (aumento real de 1,18% sobre uma inflação do INPC projetada em 3,78%) para salários e demais verbas, e garantia de manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) válida para todos os empregados de bancos públicos e privados em todo o Brasil.

Essa garantia é fundamental diante da lei trabalhista do pós-golpe que ameaça conquistas históricas dos trabalhadores.

Com essa proposta, reajustes e direitos estão garantidos inclusive para os hipersuficientes (bancários com salários superiores a R$ 11.291,60).

A proposta prevê, ainda, acordo com validade de dois anos, já garantida para 2019 a manutenção de todos os direitos, além da reposição total da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para salários e demais verbas.

Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN  se reunirá após as reuniões de Banco do Brasil e Caixa Federal que serão realizadas ainda neste sábado (25).

TODOS OS DIREITOS ESTÃO GARANTIDOS
• Volta a PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente;
• Garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado;
• Mantém todos os direito da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60);
• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias (cláusula 65);
• Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades;
• Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, conquistada pela categoria como forma de reduzir a pressão por metas;
• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;
• Mantém o salário substituto (cláusula 5ª);
• Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria de 4% de desconto sobre o salário base;
• Os bancários e bancarias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;
•Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);
• Horário de almoço poderá ser flexibilizado de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing);
• Mantém o vale-cultura (cláusula 69) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.




24/08/2018

PRESSIONADOS BANCOS RECUAM, NEGOCIAÇÃO CONTINUA NESTA SEXTA (24)

A reunião entre os representantes dos bancários e das instituições financeiras continua nesta sexta-feira (24),  a partir das 10h.

A pressão dos bancários e do comando, na mesa de negociação, surtiu efeito. Em rodada realizada na quinta-feira (23), os bancos recuaram na proposta que pretendia tirar das bancárias em licença-maternidade o pagamento integral da PLR. Também voltaram atrás e não haverá mais retirada de direitos nem supressão de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN/Contec, cobrou o aumento real a ser apresentado aos bancários e a Fenaban pediu uma pausa para consultar os bancos sobre o índice de reajuste que será proposto aos trabalhadores.

BB e Caixa
Portanto, as reuniões previstas para esta noite com a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e o Banco do Brasil também foram transferidas para logo após as negociações com a FENABAN. A expectativa é de que todas ocorram ainda no período da manhã.

Questões centrais para os trabalhadores dos bancos públicos precisam ser resolvidas, como os altos valores cobrados pelo Saúde Caixa, a PLR Social, os ciclos avaliatórios no BB. Os bancários estão mobilizados e já avisaram em assembleias e atos por todo o país que não aceitarão nenhum direito a menos. (FEEB/PR)


23/08/2018

Bancos propõem pagar PLR menor às mães em licença-maternidade


 

Na oitava negociação da Campanha Nacional 2018, além da tentativa de retirar outros direitos dos bancários e da oferta de apenas 0,5% de aumento real, a Fenaban (federação que representa os altamente lucrativos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa e outros bancos) propôs pagar PLR proporcional aos dias trabalhados para as mulheres em licença-maternidade, e não integral como hoje está previsto na CCT.

A ideia causou assombro no Comando Nacional dos Bancários, que representa os trabalhadores na mesa de negociação, e foi prontamente rejeitada. Uma nova rodada com a Fenaban ocorrerá nesta quinta-feira 23.

Obviamente, este item da proposta geral da Fenaban também gerou intensa reação negativa entre as bancárias.

Adoecidos ou acidentados também receberiam PLR menor

A proposta de PLR proporcional, ao invés de integral como prevê hoje a CCT, também é para trabalhadoras e trabalhadores afastados por doença ou acidente.

Mulheres estudam mais e ganham menos

Na categoria bancária, as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho. De acordo com dados do Ministério do Trabalho (Relação Anual de Informações Sociais, Rais), em 2016 elas recebiam, em média, R$ 6.796,47,ou 23% menos do que os homens (R$ 8.772,43).

Essa realidade é ainda mais injusta quando se observa que as mulheres bancárias têm escolaridade maior que a dos bancários. Entre as mulheres, 80% têm nível superior completo, enquanto que entre os homens esse percentual cai para 74%.

Em seus Relatórios Anuais de Sustentabilidade, os bancos apresentam algumas informações que ilustram a desigualdade com a qual as mulheres são tratadas nestas instituições.

No Bradesco, por exemplo, o salário médio das mulheres na gerência representa apenas 85% do salário médio dos homens que trabalham nos mesmos cargos.

Enquanto isso, bancos batem recordes de lucro

A proposta de pagar PLR menor às mulheres em licença-maternidade partiu de um setor cada vez mais lucrativo e que desconhece o significado da palavra dificuldade, mesmo em meio a uma das maiores crises econômicas já atravessadas pelo país.

Em 2017, os cinco maiores bancos que atuam no país (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa), que empregam em torno de 90% da categoria, lucraram juntos R$ 77,4 bilhões, aumento de 33,5% em relação a 2016. Só no primeiro trimestre deste ano, eles já atingiram R$ 20,3 bi em lucro, 18,7% a mais do que no mesmo período de 2017.

E os balanços do semestre já divulgados pelo ItaúBradescoSantanderBB e Caixa apontam que o ritmo de crescimento se manterá. De janeiro a junho, a soma dos lucros dos cinco já alcançou R$ 41,9 bilhões, um crescimento de 17,8% em relação ao primeiro semestre de 2017.

Em 2018, desigualdade persiste e salários são ainda mais baixos

De acordo com o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), as 6.729 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e junho de 2018 receberam, em média, R$ 3.452. Esse valor corresponde a 71% da remuneração média recebida pelos 7.219 homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração entre homens e mulheres também é verificada nas demissões. As 8.338 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.571, o que representou 74% da remuneração média dos 8.456 homens desligados dos bancos. (com informações spbancarios)

 



20/08/2018

Fenaban volta à mesa de negociação nesta terça, 21

Bancos voltam à mesa de negociação nesta terça-feira, 21, em São Paulo. Representando os bancários de Maringá estará presente o vice-presidente do Sindicato, Carlos Roberto Rodrigues.

“A negociação é difícil, mas temos certeza que irá avançar. Os bancos já apresentaram na penúltima rodada uma contraproposta que cobre a inflação do período e renova nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Agora, estamos trabalhando para ir além desta proposta inicial, pressionando, apresentando números, deixando claro que os bancos têm condição de atender às reivindicações da categoria bancária”, frisa Rodrigues.

BB e Caixa
Na sequência acontecerá a negociação com o Banco do Brasil e Caixa.




17/08/2018

Ações doadas não tornam bancário responsável pelo BB


Apesar de parecer simpática, movimento sindical alerta sobre medida da direção do banco: não será tolerada mais pressão sobre funcionários

 

No dia 9 de agosto os bancários do BB receberem três ações do banco. A novidade, anunciada pelo presidente da instituição, Paulo Rogério Cafarelli,  abrangeu todos os 98.416 funcionários da ativa do banco. E, segundo ele, é parte de um plano de incentivo de resultados que representa mais 9,6 milhões de reais em ações.

Na avaliação do Sindicato, é preciso estar atento a este “prêmio” do banco. Afinal, não sabemos o que o BB pretende com isso. Virá maior cobrança por metas? O banco poderá usar isso a seu favor em ações trabalhistas?

Além disso, esse valor é muito pouco, representando pouco mais de 90 reais. E tudo isso ainda permite que o banco propague que o cliente será atendido pelo “dono” do BB.

“Mais do que o valor em si, é que a gente vai poder comunicar que todo empregado é também dono da empresa. Nosso mote agora, nossa campanha é que no Banco do Brasil você é atendido pelo dono”, disse Caffarelli.

E o que é grave também nesta história é que o governo reduziu sua participação no banco ao longo do tempo, vendeu ações do fundo soberano recentemente, e pulverizar mais ações, de certa forma, está valorizando o funcionário, mas também é uma maneira de privatizar mais o banco.

 

Por isso, é preciso ficar muito atento para não levarmos para casa um “presente de grego”.

 



17/08/2018

Reunião de negociação da CAIXA e do BB nesta sexta-feira (17/08)



 Haverá reunião de negociação entre a Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN/Contec e a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e, também com o BANCO DO BRASIL nesta sexta-feira (17/08), logo após o término da reunião com a FENABANM, que será realizada no Maksoud Plaza, em São Paulo. Carlos Roberto Rodrigues, vice-presidente do Sindicato, estará presente. 



17/08/2018

Fenaban: negociações terminam sem nova proposta. Nova rodada dia 21

 

Nesta sexta-feira durante o dia todo aconteceu mais uma rodada de negociação com a Fenaban, que terminou sem a apresentação de uma nova proposta por parte dos bancos.


De acordo com o vice-presidente do nosso Sindicato, Carlos Roberto Rodrigues, que representa os bancários de Maringá na mesa de negociação, está agendada uma nova rodada para o próximo dia 21, terça-feira, com a promessa de continuar até o esgotamento das negociações.


“A negociação é difícil, mas temos certeza que irá avançar. Os bancos já apresentaram na penúltima rodada uma contraproposta que cobre a inflação do período e renova nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Agora, estamos trabalhando para ir além desta proposta inicial, pressionando, apresentando números, deixando claro que os bancos têm condição de atender às reivindicações da categoria bancária”, frisa Rodrigues.


Após a rodada com a Fenaban, tiveram início as negociações com o Banco do Brasil. 



16/08/2018

Nesta sexta-feira, 17/8, acontecerá 7ª rodada de negociação com a Fenaban



A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – CEBNN – da Contec (Confederação Nacional dos Bancários) e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) realizam nesta sexta-feira (17), a partir das 14 horas, em São Paulo, a sétima rodada de negociação desta campanha salarial. Logo após a reunião da Fenaban, haverá rodadas de negociação do comando nacional dos bancários com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O Paraná estará representado nessas reuniões pelo presidente da Federação dos Bancários do Paraná e do Sindicato de Cascavel e Região, Gladir Basso; Carlos Roberto Rodrigues, vice-presidente do Seeb de Maringá, e Gilberto Lopez Leite, presidente do Seeb de Ponta Grossa.

De acordo com Gladir, nesta nova reunião estarão novamente na mesa de negociação as cláusulas econômicas, já que na sexta rodada, realizada dia 7, a contraproposta da Fenaban foi rejeitada na mesa pelo comando nacional, posição essa ratificada pelas assembleias de bancários por todo País. 

A proposta patronal prevê apenas a reposição da inflação medida pelo INPC dos últimos doze meses, sendo que a categoria reivindica mais 5% de aumento real.

“Vamos insistir nesse ganho real na próxima rodada de negociação. Sabemos que, mesmo diante das sucessivas crises econômicas enfrentadas pelo País, que atualmente provoca mais de 12 milhões de desempregos, os bancos continuam obtendo lucros recordes e promovendo demissões. Por isso, é inaceitável essa proposta patronal, que não assegura os empregos dos bancários, não oferece nada de aumento real e não dá resposta a outras reivindicações”, avaliou Gladir Basso.

Ele observa ainda que a contraproposta apresentada pela Fenaban dia 7, também não contempla reivindicações importantes, como a não substituição de bancários por terceirizados, a não adoção das novas formas de contratação previstas na reforma trabalhista e o combate às metas abusivas que adoecem grande número de bancários.



16/08/2018

Mais de 34 mil autorizam ANABB a ajuizar ação por Resolução CGPAR

 

Mais de 34 mil associados enviaram autorizações para que a ANABB (Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil) possa ajuizar ação coletiva contra a União para impugnar a  Resolução CGPAR nº 23/2018.

Com isso, já foi atingido o quórum mínimo de assinaturas exigido pelo STF. Até a amanhã desta quinta-feira (16/8), 34.292 associados encaminharam o Termo de Consulta para a ANABB.

O prazo termina dia 17 de agosto.

 

O QUE DIZ A RESOLUÇÃO CGPAR

Em 22 de janeiro de 2007, o ”Presidente da República”, Sr, Luiz Inácio Lula da Silva<<< no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea "a", da Constituição Federal, publicou o Decreto n. 6.021 criando a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) com a finalidade de tratar de matérias relacionadas com a governança corporativa das empresas estatais federais e da administração de participações societárias da União.

Em síntese, o Presidente da República conferiu à CGPAR o poder de traçar diretrizes para atuação dos gestores das empresas estatais federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Eletrobrás, etc.), tudo com intuito de defender os interesses da União.

Ocorre que a CGPAR, sob o argumento de utilizar as atribuições conferidas pelo Decreto Presidencial nº. 6.021/2007, emitiu a Resolução nº 23, de 18 de janeiro de 2018, que estabelece uma série de imposições e parâmetros a serem seguidos pelas empresas estatais no tocante ao custeio dos benefícios de assistência à saúde de seus empregados.

Dentre as várias imposições destacam-se as seguintes:

a) a contribuição da empresa estatal federal para o custeio do benefício de assistência à saúde não poderá exceder a contribuição dos empregados. (Art. 3º, § 3º);

b) a oferta de benefício de assistência à saúde, na modalidade autogestão, será permitida, desde que haja cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e/ou renda e limitação da inscrição, como beneficiários dependentes de seus empregados, a cônjuge e filhos (Art. 9º);

c) os editais de processos seletivos para admissão de empregados das empresas estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde (Art. 11);

d) as empresas estatais federais que possuam o benefício de assistência à saúde previsto em Acordos Coletivos de Trabalho ACT deverão tomar as providências necessárias para que, nas futuras negociações, a previsão constante no ACT se limite à garantia do benefício de assistência à saúde, sem previsão de qualquer detalhamento do mesmo (Art. 15).

Da análise das disposições contidas na referida Resolução, verifica-se um enorme prejuízo aos planos de saúde dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, pois em resumo:

a) diminui a participação das empresas no custeio dos planos de saúde dos empregados;

b) aumenta a contribuição dos empregados;

c) retira o plano de saúde para os novos funcionários e para os futuros aposentados;

d) estabelece a cobrança de contribuição para dependentes;

e) reduz os benefícios oferecidos pelos planos (redução da cobertura).

 

O Diretor Odilon Carlos de Oliveira diz que apesar de tudo a referida resolução garante o direito adquirido dos funcionários que já fazem parte do quadro das empresas estatais mas, o Banco do Brasil e a Caixa ignoram a referida garantia. Veja o que diz a resolução em seu artigo 16 e 17:

Art. 16. Respeitado o direito adquirido, as empresas estatais federais deverão adequar seus normativos internos, de forma a deixá-­los em conformidade com esta Resolução.

Art. 17. As empresas que estiverem operando seus benefícios de assistência à saúde em desacordo com o previsto nesta Resolução deverão se adequar em até quarenta e oito meses, a contar da data da vigência desta Resolução.

Por conta disso, quando da votação da proposta para a CASSI que o banco vai submeter ao corpo social, a orientação do Sindicato é de voto “NÃO”.

 



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