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28/07/2017

Santander tem lucro de R$ 2,33 bilhões no 2º trimestre de 2017


Alta é de 2,4% em relação ao lucro de R$ 2,280 bilhões no primeiro trimestre
O Santander Brasil, maior banco estrangeiro do país, teve lucro líquido de R$ 2,335 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 2,4% em relação ao lucro de R$ 2,280 bilhões no primeiro trimestre.

No mesmo período de 2016, o banco havia registrado lucro líquido de R$ 1,806 bilhão.

No balanço divulgado nesta sexta-feira (28), o Santander Brasil informou ainda que o lucro no primeiro semestre deste ano foi de R$ 4,615 bilhões, alta de 33,1% em relação ao primeiro trimestre de 2016 (R$ 3,466 bilhões).

Espanha 
O espanhol Banco Santander obteve um lucro líquido de 3,616 bilhões de euros até junho, 24% mais que um ano antes, devido, em sua maioria, ao aumento dos investimentos, ao controle de custos e à melhora das provisões para insolvências.

Segundo a entidade informou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CMVM), regulador da bolsa espanhol, o valor inclui uma contribuição de 11 milhões de euros procedentes do Banco Popular, que o Santander adquiriu recentemente, pelo que o seu impacto no Grupo é ainda pouco significativo.

"Continuamos cumprindo os nossos compromissos, com crescimento rentável e um aumento na qualidade dos nossos resultados em todo o Grupo", explicou a presidente do Santander, Ana Botín, acrescentando que o negócio "mostrou tendências positivas em todos os mercados", sobretudo na América Latina, e melhorou muito na Espanha e no Reino Unido "apesar do ambiente". (Fonte: G1)



27/07/2017

Bradesco tem lucro líquido de R$ 3,91 bilhões no 2º trimestre


Queda é de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,9% ante o trimestre anterior
O lucro líquido ajustado do Bradesco totalizou R$ 4,704 bilhões no segundo trimestre, incremento de 13,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 4,161 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 4,648 bilhões, foi identificada elevação de 1,2%.

O Bradesco explica, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que, em relação ao trimestre anterior, o resultado de abril a junho foi impulsionado, em boa parte, pelo maior resultado com operações de seguros, previdência e capitalização e prestação de serviços. Foi compensado, entretanto, por maiores despesas de pessoal, menor resultado com a margem financeira e leve aumento da despesa com provisão para devedores duvidosos, as chamadas PDDs.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado do Bradesco totalizou R$ 9,352 bilhões, aumento de 13,0% em um ano, quando o resultado ficou em R$ 8,274 bilhões. O Bradesco destaca que todas as linhas de resultado, no comparativo semestral, foram impactadas pelo efeito da consolidação do HSBC Brasil, ocorrida a partir do terceiro trimestre de 2016.

A carteira de crédito do Bradesco registrou R$ 493,566 bilhões ao final de junho, montante 1,8% inferior em relação ao final ao término de março, de R$ 502,714 bilhões. Em um ano, porém, quando o saldo foi de R$ 447,492 bilhões, foi vista expansão de 10,3%.

O impulso do período veio da pessoa física, cujos empréstimos subiram 15,5% de abril a junho ante um ano, para R$ 172,045 bilhões. Em relação com o primeiro trimestre, foi identificada leve alta de 0,1%. O crédito à pessoa jurídica apresentou alta de 7,7% em um ano, mas encolheu 2,8% no comparativo trimestral, para R$ 321,521 bilhões.

O Bradesco fechou junho com R$ 1,291 trilhão em ativos totais no primeiro trimestre, expansão de 16,8% ante um ano, de R$ 1,105 trilhão. Em relação aos três meses anteriores, foi vista redução de 0,2%.

O patrimônio líquido do banco foi a R$ 106,807 bilhões no segundo trimestre, aumento de 10,8% em um ano, de R$ 96,358 bilhões. Em relação ao primeiro, cresceu 2,2%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado(ROE, na sigla em inglês) do Bradesco foi a 18,2% ao final de junho contra 18,3% em março e 17,4% um ano antes.

Contábil e ajustado. O lucro líquido contábil do Bradesco somou R$ 3,911 bilhões no segundo trimestre, declínio de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de R$ 4,134 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 4,071 bilhões, a queda foi de 3,9%.

A diferença entre o resultado ajustado e o contábil se dá, conforme explica o Bradesco, pela amortização de ágio por conta da aquisição do HSBC, no montante de R$ 565 milhões, R$ 210 milhões por conta de mudança regulatória na Cielo, que passou a ser regulada pelo Banco Central e outros ativos contingentes.

No primeiro semestre, o lucro líquido contábil do Bradesco somou R$ 7,982 bilhões, recuo de 3,31% em relação a idêntico intervalo de 2016, de R$ 8,255 bilhões. (Fonte: Estadão)



26/07/2017

Unidas, centrais querem alterar reforma


A União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com a Força Sindical, Nova Central, CSB, CTB e CSP Conlutas realizaram uma reunião, na tarde desta segunda-feira (24), para deliberar quais ações as entidades fariam a partir de agora que a proposta de reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado Federal e sancionada pelo presidente Michel Temer.

Os sindicalistas reforçaram a necessidade de ampliação da unidade das entidades para construírem e defenderem juntas uma proposta de medida provisória modificando pontos da reforma trabalhista.

Durante o encontro foi pontuado os temas que as centrais defenderão mudança na reforma trabalhista, entre elas a contribuição de negociação coletiva, contrato de trabalho intermitente, homologação de rescisão do contrato de trabalho, jornada 12×36, trabalho de gestante e lactante em locais insalubres, trabalho autônomo e salvaguarda de trabalhador terceirizado.

Para Chiquinho Pereira, secretário de Organização e Política Sindical da UGT não adianta chorar o leite derramado a proposta já foi aprovada e agora é preciso fortalecer a unidade das Centrais em causas comuns.

“Não adianta a gente firmar um compromisso aqui e logo em seguida fazer reunião em separado com parlamentares ou o presidente, precisamos trilhar um caminho único.”

O dirigente fez um relato de como foi a reunião com o presidente Temer, que aconteceu no dia 20 e disse que essa questão da reforma trabalhista ainda não acabou. “Agora temos que conversar com a sociedade, com o congresso e com a Casa Civil para que a Medida Provisória seja aprovada”, disse Chiquinho.

Canindé Pegado, secretário Geral da UGT também defendeu a maior unidade das centrais, realinhando as ações de luta para que a organização da classe trabalhadora possa se reestruturar depois da aprovação da reforma trabalhista. “Fizemos de tudo para negociar as reformas, fizemos mobilizações, mas a luta foi desigual, pois o congresso foi todo intransigente e aprovou leis que interessavam somente o setor patronal.”

“Por mais que se tivesse um projeto de reforma, em algum momento abre-se espaço para negociação, que é o que acontece numa democracia, mas dessa vez não, todos os poderes se juntaram e todos estavam fechados pela reforma trabalhista, isso foi uma luta desigual”, explicou Pegado. (Fonte: UGT)



26/07/2017

Bancário do HSBC tem período de estágio reconhecido como de emprego


Um bancário do HSBC Bank Brasil S.A. - Banco Múltiplo obteve na Justiça do Trabalho o reconhecimento, como emprego, do período de dois anos em que foi contratado como estagiário de economia. O banco recorreu da condenação, mas a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu do recurso.

O trabalhador trabalhou no HSBC de 2002 a 2008. Entre 2002 e 2004, quando cursava economia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), seu contrato se deu por meio do CIEE - Centro de Integração Empresa-Escola do estado. Na reclamação trabalhista, ajuizada após seu desligamento, ele alegou que, durante o estágio, exercia, de fato, funções típicas de bancário, e pediu a integração desse tempo a seu contrato de trabalho.

O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), ao condenar o banco ao reconhecimento do vínculo no período, destacou que o estágio não era supervisionado pela instituição de ensino, condição para sua validade.

Segundo os depoimentos, o estagiário desempenhava tarefas como atendimento a clientes, em igualdade de condições com os demais empregados e sem qualquer correlação específica com sua área de formação. “Apesar da regularidade formal do estágio, a situação deve ser analisada em termos fáticos, para investigar possível desvirtuamento da sua real finalidade”, assinalou o Regional.

Em recurso para o TST, o banco alegou que observou os requisitos caracterizadores do contrato de estágio, e que os depoimentos das testemunhas demonstraram que as atividades exercidas pelo trabalhador, enquanto estagiário, eram distintas daquelas realizadas pelos outros empregados.

Mas no exame do apelo, o relator, ministro Cláudio Brandão, assinalou que a conclusão regional se baseou nos documentos e depoimentos contidos nos autos. “O exame da tese recursal do HSBC, em sentido contrário, esbarra no teor da Súmula 126 do TST, pois demandaria o revolvimento dos fatos e provas”, concluiu.

A decisão foi unânime. (Mário Correia/CF) Processo: RR-1150400-96.2009.5.09.0008 (Fonte: SCS/TST)



24/07/2017

Mantida condenação do Bradesco por assédio moral de gerente a bancária gestante


A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de uma bancária que pretendia aumentar o valor de R$ 10 mil a ser pago pelo Banco Bradesco S. A. pelo assédio praticado contra ela, durante a gravidez, por dois gerentes. Para os ministros, a fixação da indenização considerou a gravidade do dano, o grau de culpa e capacidade econômica do banco, e observou os critérios da proporcionalidade e razoabilidade.

Na reclamação trabalhista, a bancária pediu a rescisão indireta do contrato de trabalho e indenização por dano moral. Entre outros fatos, narrou que, ao pedir que a faxineira não lavasse o piso com determinado produto que lhe causava enjoos durante a gravidez, um dos gerentes da agência de Arapoti (PR), onde trabalhava, respondeu que “um pouquinho de ácido não lhe faria mal”.

Ele também pedia para cancelar consultas médicas alegando que as reuniões eram mais importantes, e chegou a pegar sua bolsa para obter número do telefone do médico. Ainda conforme seu relato, o mesmo gerente falava mal do seu serviço perante colegas e clientes.

O juízo da Vara do Trabalho de Jaguaraíva (PR), com base em depoimentos de testemunhas, considerou configurado o assédio moral, sobretudo pelo estado gestacional. A sentença julgou procedentes os pedidos e, além de deferir a rescisão indireta, arbitrou a indenização por dano moral em R$ 50 mil. O valor, no entanto, foi reduzido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) para R$ 10 mil.

Em recurso ao TST, a bancária pretendia majorar o valor com base no porte econômico do banco. Mas o relator, desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, observou que, na ausência de critérios objetivos para fixação da quantia, o julgador deve se pautar, entre outros, nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

O relator assinalou que o exame da prova produzida nos autos é atribuição exclusiva das instâncias ordinárias, e a Súmula 126 do TST veda seu reexame.

“A proximidade do julgador, em sede ordinária, com a realidade cotidiana em que contextualizada a controvérsia habilita-o a equacionar o litígio com maior precisão, sobretudo no que diz respeito à aferição de elementos de fato sujeitos a avaliação subjetiva, necessária à estipulação do valor da indenização”. explicou. A decisão foi unânime (Lourdes Côrtes/CF) Processo: RR-2-18.2012.5.09.0666 (Fonte: SCS/TST)




24/07/2017

Bancários do BB sentem o drama do desmonte


Com fechamento de agências, trabalhadores relatam problemas como unidades lotadas e muita reclamação de clientes, que chegam a esperar duas horas pelo atendimento

Agências lotadas, comprometimento do atendimento, desgaste dos trabalhadores. Estes são alguns dos relatos de bancários do Banco do Brasil sobre a reestruturação implementada no banco desde o final de 2016.

Um levantamento do Dieese aponta que o número de reclamações sobre o BB no Banco Central vem crescendo, ao passo que a média semestral de agências está diminuindo. Os dados mostram que a queixa mais recorrente é a de “insatisfação com o atendimento prestado por agências”.

Com a divulgação do levantamento, bancários de várias agências entraram em contato com o movimento sindical relatando problemas em seus locais de trabalho. Uma funcionária, cuja identidade será preservada, contou que em sua agência é recorrente ver longas filas de clientes para o atendimento.

“Estamos desesperados. Os clientes estão aguardando mais de duas horas no atendimento, o que para mim é uma falta de respeito total e absoluta por parte do banco. E nós, funcionários, somos afetados drasticamente com o estresse da sobrecarga de trabalho e dos ‘esculachos’ dos clientes que recaem sobre nós”, desabafou.

"Todo esse cenário é consequência da falta de funcionários nas agências e transformação de muitas em Posto de Atendimento. Isso vem comprometendo o trabalho dos bancários que atuam no atendimento, prejudicando até mesmo sua saúde", destaca João Fukunaga, diretor executivo do Sindicato de SP e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Um outro bancário disse estar preocupado com o futuro do banco público. “Trabalho em uma agência em que houve fechamento de duas de menor porte nas proximidades, e boa parte foi direcionada para a minha unidade. A situação é desconfortante, pra não dizer desesperadora. Todo dia tem bate boca com o pessoal no atendimento, espera de duas, três horas. Creio que está havendo um desmonte horrendo do banco para futura privatização definitiva”, afirmou.

O funcionário do BB explica que à dificuldade no atendimento se soma a cobrança exaustiva de metas, o que causa um desgaste ainda maior nos trabalhadores.

“Sofremos pressão por parte dos clientes e usuários insatisfeitos na forma de reclamações, brigas, gritos, ofensas. E por parte da instituição, que impõe cada vez mais metas, podendo tirar sua comissão a qualquer momento com essas reestruturações. E a perspectiva de crescimento só reduz – ou por desestímulo, ou por redução cada vez maior de vagas. Enfim, o horizonte está cinza pros bancários do BB”, completou o bancário. (Fonte: Seeb SP)



21/07/2017

Sindicatos cobram do Bradesco respeito aos bancários no PDVE


Em reunião com a direção do Bradesco, Comissão de Organização dos Empregados reforça que nenhum bancário deve ser obrigado a aderir ao PDVE

Os sindicatos querem respeito aos empregos e que nenhum bancário seja obrigado a aderir ao Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) instalado pelo Bradesco. Também que nenhum bancário seja demitido no período que vai durar o PDVE (até 31 de agosto de 2017).

Esses foram alguns dos posicionamentos registrados pela Comissão de Organização dos Empregados (COE), em reunião com a direção do banco na manhã da quinta-feira 20. Os dirigentes sindicais cobraram, ainda, a instalação, pelo banco, do centro de realocação e requalificação conquistado na Campanha 2016.

“No entendimento do movimento sindical, esse PDVE só está acontecendo porque sofremos no Brasil um golpe que aprofundou a crise econômica e cujo principal objetivo era atacar os direitos sociais e trabalhistas, como vem acontecendo”, afirma Sandra Regina, diretora do Sindicato de SP, que participou da reunião.

“Apresentamos esse posicionamento ao banco, ressaltando que os sindicatos defendem os empregos e que não aceitaremos qualquer tipo de pressão para que os façam adesão ao PDVE. Também cobramos informações sobre o fechamento de agências no país: queremos saber quantas são no total, se são só as anunciadas via imprensa e o que ocorrerá com os funcionários dessas unidades.”

A COE informou à direção do Bradesco que os sindicatos não aceitaram demissões de bancários para contratar terceirizados ou trabalhadores precarizados. “Cobramos uma reunião para discutir com o banco essas mudanças na legislação trabalhista”, relata Sandra.

Respostas
Diante dos questionamentos dos representantes dos trabalhadores, o Bradesco informou que, ao contrário do que foi divulgado pela imprensa comercial, não há uma meta de saída de trabalhadores no PDVE: nem mínimo, nem máximo.

Também foram feitos uma série de questionamentos para esclarecer dúvidas dos bancários. O movimento sindical manterá plantão a partir da segunda-feira 24, para atender os trabalhadores.

“Alguns bancários foram demitidos ou pediram pra sair dias antes de o plano ser lançado e fazem parte do público alvo. Então solicitamos que eles também sejam incluídos e garantido o pacote que está sendo oferecido aos demais. O banco ficou de analisar e marcar uma outra reunião para responder.

A COE solicitou ao Bradesco que informe claramente aos bancários que, quem aderir ao PDVE após 2 de agosto, terá direito à PLR proporcional. E que, quem já aderiu, pode desistir até cinco dias depois e fazer nova adesão após 2 de agosto para não perder o direito à PLR.

Plano de saúde 
O plano de saúde será mantido por até 18 meses após a demissão ser efetivada aos funcionários que fizeram a adesão. Conforme previsto no regulamento do PDVE que pode ser acessado pela intranet do banco.

Outras dúvidas
Muitos bancários têm dúvida sobre os critérios para poder acessar o plano. O banco esclareceu que têm direito todos os aposentados ou em condições de se aposentar até 31 de agosto de 2017, tanto da rede de agências quanto dos departamentos. E que o critério de mais de 10 anos de casa não vale pra quem está na rede de agências, mas apenas para os empregados de alguns departamentos.

Outra explicação: os valores pagos no PDVE (de 0,6 a 12 salários) são verba indenizatória, ou seja, sem incidência de encargos (como aviso prévio da legislação ou da CCT, 13º salário, férias, FGTS.) “Além disso, como se trata de um plano de demissão voluntário, é importante o bancário saber que não fará jus ao seguro-desemprego”, avisa Sandra. (Fonte: Seeb SP)



21/07/2017

Com reforma, trabalhador pode ter que pagar custos de processos atuais


Os trabalhadores que hoje têm processos na Justiça contra empregadores podem ter que pagar as custas da causa e os honorários do advogado da empresa caso percam total ou parcialmente a ação. (Laís Alegretti)

A nova regra foi estabelecida pela reforma trabalhista e entrará em vigor em novembro, mas pode ser aplicada pelos juízes nas sentenças relativas aos casos que tramitam atualmente, afirmam o governo, o Ministério Público e a principal associação da magistratura do trabalho.

A Justiça do Trabalho tem 2,4 milhões de processos ainda não julgados, dos quais 1,9 milhão estão na primeira instância. As pessoas envolvidas nessas ações dependerão da decisão do juiz para saber se terão custos extras.

"Estará na mão do juiz. A ação estando em curso, ele a principio deverá aplicar a lei. Mas é a autonomia dele de como aplicar", afirmou Admilson Moreira, assessor especial do Ministério do Trabalho.

De acordo com as regras atuais, os trabalhadores não pagam despesas processuais e tampouco honorários dos advogados dos empregadores.

O presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Guilherme Feliciano, concorda. Segundo ele, a cobrança desses novos custos "vai depender da cabeça e do entendimento de cada juiz".

Na opinião de Feliciano, seria "extremamente injusta" a cobrança de novos custos nos processos em andamento. "Quem ingressou com a ação nem sequer imaginava essa novidade", disse. "Eu diria que resta às pessoas confiarem no juiz do trabalho e na interpretação que fará disso."

MUDANÇAS 
Com a reforma, só poderá pedir o benefício da Justiça gratuita e se livrar do pagamento das custas do processo quem tiver salário equivalente a no máximo 40% do teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que hoje corresponde a R$ 2.212.

Mesmo quem tiver direito a Justiça gratuita, entretanto, terá que pagar o valor da perícia, se for necessária. A realização de perícia é obrigatória, por exemplo, quando um trabalhador alega que adquiriu uma doença por causa do trabalho. O custo de uma perícia médica em São Paulo hoje fica em torno de R$ 5.000, segundo Feliciano.

O trabalhador também pode ficar responsável pelos chamados honorários de sucumbência, o valor pago pela parte que perde a ação ao advogado de quem vencer. 
O MPT (Ministério Público do Trabalho) entende que essas mudanças são inconstitucionais e vai trabalhar para derrubá-las no STF (Supremo Tribunal Federal).

"A reforma veio com o argumento de reduzir insegurança jurídica e reduzir o numero de ações trabalhistas, mas é recheada de normas de aplicação que suscitam duvidas quanto à constitucionalidade", disse o procurador do Trabalho Rafael Marques.

Essa mudança relativa aos custos da ação é o que os especialistas chamam de mudança "processual". Esse tipo de alteração na lei deve ter aplicação imediata, de acordo com o MPT e a Anamatra.

Há um entendimento, no entanto, de que as leis processuais com "efeitos materiais" podem ter um tratamento diferente. "É isso que será objeto de discussão nos vários juízos trabalhistas", afirmou o juiz Feliciano.

A reforma trabalhista, que altera mais de cem pontos da atual lei, foi sancionada pelo presidente Michel Temer na semana passada. O governo defende as mudanças argumentando que elas vão modernizar o mercado de trabalho e impulsionar a criação de empregos formais no país. Para os críticos da reforma, as novas regras precarizam as relações de trabalho. (Fonte: Folha.com)



20/07/2017

Campeonato Suíço




18/07/2017

Caixa lidera ranking de reclamações do BC no 2º trimestre


Entre as principais queixas estavam assuntos relacionados a integridade, segurança, sigilo e legitimidade das operações e serviços 
A Caixa Econômica Federal liderou o ranking de reclamações de clientes de grandes bancos do Brasil no segundo trimestre deste ano, segundo informações do Banco Central divulgadas nesta segunda-feira.

No período, o banco teve 2.488 reclamações consideradas procedentes – maior número absoluto entre os bancos -, levando o índice de reclamações para 29,11, também o maior entre os bancos.

Entre as principais queixas estavam assuntos relacionados a integridade, segurança, sigilo e legitimidade das operações e serviços, inclusive com cartões, e débito em conta não autorizado pelo cliente.

O Santanter Brasil ficou em segundo lugar no ranking de reclamações do BC, com índice 28,58, seguido por Bradesco (24,45), Banco do Brasil (21,71) e Itaú Unibanco (21,33).

índice do BC é obtido a partir da divisão do número de reclamações em relação ao número de clientes, multiplicado por 1 milhão. 
No primeiro trimestre, o Banco do Brasil liderou o ranking de reclamações, após ter anunciado no fim do ano passado o fechamento de cerca de 400 agências e a conversão de outras quase 400 em postos de atendimento, dentro de um plano de corte de custos para recuperar rentabilidade.

Outro lado 
A Caixa Econômica Federal informa que “faz revisão permanente de seus serviços, produtos e atendimento e que utiliza as informações e reclamações dos clientes para melhoria e modernização de todos os seus processos”. “Informa ainda que realiza constantes investimos em infraestrutura, em capacitação de empregados e em soluções tecnológicas para promover qualidade no serviço prestado e garantir a satisfação dos clientes”.

O banco abriu hoje um novo programa de demissão voluntária (PDV) para demitir 5.500 trabalhadores. Na semana passada, foi o Bradesco que anunciou a abertura de um PDV.

O Banco do Brasil diz que adota “ações de aprimoramento para que a melhora no atendimento e a adequação de produtos e serviços”. “No decorrer de 2017, o banco segue com a expansão do atendimento digital e com a modernização dos processos de atendimento, para melhorar ainda mais a experiência dos clientes”.

Em nota, o Santander informa que “tem trabalhado continuamente no aprimoramento dos seus processos, ofertas e atendimento, tornando-os mais simples e ágeis, a fim de melhorar a satisfação e a experiência dos consumidores com o banco. ”

Para o Itaú, seus esforços estão dando resultado.“Nossos esforços em alavancar a satisfação dos nossos clientes garantindo a solução rápida e definitiva das suas demandas nos canais internos são constantes e têm se mostrado eficazes.” (Fonte: Veja.com)



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