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08/01/2018

Lucrão para poucos, demissão para muitos


Esse é o modus operandi dos bancos no Brasil: trabalho dos bancários resultou em crescimento de 20,4% nos ganhos dos cinco maiores, mas mais de 17 mil perderam seus empregos

Muito trabalho, resultados excelentes e, no final de tudo, demissão. Assim atuam os bancos no Brasil. De acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgada na terça-feira 2, pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as instituições financeiras fecharam 17.711 postos de trabalho no país entre janeiro e novembro de 2017. O saldo negativo foi 53,7% superior em relação ao mesmo período em 2016.

O balanço dos cinco maiores bancos, no entanto, aponta que entre janeiro e setembro de 2017, o lucro de BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander foi da ordem de R$ 54,1bilhões, aumento de 20,4% em relação ao mesmo período de 2016.

“Esses mesmos bancos que extinguiram milhares de postos de trabalho e fecharam de 1.188 agências entre janeiro a setembro de 2017 acumularam ganhos absurdos em 2017. Ou seja, poucos seguem ganhando muito à custa de milhões de trabalhadores”, critica a presidenta do Sindicato de SP, Ivone Silva.

“Mais do que nunca os bancários precisam saber que só a luta vai garantir empregos e direitos. Os bancos apoiaram o golpe e não foi à toa. O desmonte trabalhista veio para facilitar a vida dos maus empregadores. Só mobilizados e unidos, SindicatoS e bancários conseguirão resistir”, convoca a dirigente.

Maiores impactos
São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 5.186, 2.965 e 1.969 postos, respectivamente. Apenas a Paraíba apresentou saldo positivo no emprego bancário, com 74 postos abertos no período. O Acre teve o saldo zerado e os demais estados apresentaram saldo negativo no período.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba instituições como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 10.541 postos entre janeiro e novembro de 2017. A Caixa respondeu pelo fechamento de 6.878 postos no mesmo período, em função de novo PADV implantado em julho de 2017.

Faixa etária
A extinção de postos de trabalho nos bancos atingiu, principalmente, trabalhadores na faixa etária entre 50 a 64 anos, com fechamento de 15.101 postos de trabalho.

Esse dado é indicativo do resultado dos PADV, anunciados em julho pela Caixa e pelo Bradesco por se destinarem a bancários aposentados ou em vias de se aposentar. Os bancários mais jovens - faixa etária entre 18 a 24 anos – representam a maioria dos postos de trabalho criados (7.317 postos).

Desigualdade
As 11.412 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e novembro de 2017 receberam, em média, R$ 3.460,78. Esse valor correspondeu a 71,8% da remuneração média auferida pelos 11.763 homens contratados no período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos.

As 21.071 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 6.525,09, o que representou 76,9% da remuneração média dos 19.815 homens desligados dos bancos no período. (Fonte: Seeb SP)



08/01/2018

Trabalhadora que não comprovou acidente pagará custas e honorários


Trabalhadora que não conseguiu provar acidente de trabalho e foi dispensada 3 meses depois teve negado o pedido de reintegração e a indenização substitutiva equivalente. Pela nova legislação trabalhista, ela terá de arcar com honorários sucumbenciais e custas processuais, totalizando cerca de R$ 15 mil. Decisão é do juiz do Trabalho Francisco Pedro Jucá, da 14ª vara de SP. No portal Migalhas

A mulher trabalhava em empresa de armazenamento e transporte e afirmou que sofreu acidente de trabalho em março de 2017, quando estava em hotel e escorregou em piso molhado, sofrendo ruptura muscular.

Foi deferido o auxílio doença pelo INSS até maio, e ela foi dispensada sem justo motivo em junho. Pelos fatos, requereu a reintegração aos quadros da empresa, ou indenização substitutiva equivalente pela estabilidade acidentária. A empresa, por sua vez, alega que a ex-funcionária não sofreu acidente de trabalho.

Ao analisar, o magistrado destacou que a demandante não produziu quaisquer provas que formassem o convencimento do juízo acerca da ocorrência do acidente de trabalho. Por entender que a autora não tem direito à reintegração ou à indenização, foram indeferidos os pedidos.

O magistrado destacou que, pelo CPC/15, art. 14, aplicável em seara trabalhista, "a norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada".

Ele observou que, com relação aos honorários de sucumbência, o marco temporal que determina o regramento jurídico aplicável para fixá-los é a data da prolatação (proclamação) da sentença, e não por ocasião da propositura da demanda.

Assim, seguindo a nova legislação trabalhista, determinou que a autora arque com honorários de sucumbência, fixados em 10% do valor da causa, calculada em mais de R$ 127 mil. Como teve negado o pedido de Justiça gratuita, ela também terá de pagar custas no importe de R$ 2.550. Processo: 10001279-87.2017.5.02.0014. Veja a sentença. (Fonte: Diap)



03/01/2018

Bancos fecham 17,711 postos de trabalho de janeiro a novembro de 2017


São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados com maior incidência de saldos negativos

De acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgada nesta terça-feira (2), pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os bancos fecharam 17.711 postos de trabalho no país entre janeiro e novembro de 2017. O saldo negativo foi 53,7% superior em relação ao mesmo período em 2016.

O saldo do mês de novembro foi resultado de 2.611 admissões e 2.521 desligamentos. Em novembro de 2017 registrou-se saldo positivo de 90 postos no setor bancário, sendo o segundo saldo positivo do ano (o primeiro foi em julho). Grande parte deste saldo foi resultante dos Planos de Aposentadoria e Desligamento Voluntários (PADV) - implementados pela Caixa e pelo Bradesco em julho de 2017.

São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro foram os estados mais impactados pelos cortes, com fechamento de 5.186, 2.965 e 1.969 postos, respectivamente. Apenas a Paraíba apresentou saldo positivo no emprego bancário, com 74 postos abertos no período. O Acre teve o saldo zerado e os demais estados apresentaram saldo negativo no período.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba instituições como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 10.541 postos entre janeiro e novembro de 2017. A Caixa respondeu pelo fechamento de 6.878 postos no mesmo período, em função de novo PADV implantado em julho de 2017.

Faixa Etária

A extinção de postos de trabalho nos bancos atingiu, principalmente, trabalhadores na faixa etária entre 50 a 64 anos, com fechamento de 15.101 postos de trabalho. Esse dado é indicativo do resultado dos PADV, anunciados em julho pela Caixa e pelo Bradesco por se destinarem a bancários aposentados ou em vias de se aposentar. Os bancários mais jovens - faixa etária entre 18 a 24 anos – representam a maioria dos postos de trabalho criados (7.317 postos).

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 11.412 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e novembro de 2017 receberam, em média, R$ 3.460,78. Esse valor correspondeu a 71,8% da remuneração média auferida pelos 11.763 homens contratados no período. Constata-se a diferença de remuneração entre homens e mulheres também nos desligamentos. As 21.071 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 6.525,09, o que representou 76,9% da remuneração média dos 19.815 homens desligados dos bancos no período. (Fonte: Dieese)



03/01/2018

Caffarelli muda regras para descomissionamento de afastados


Banco baixou norma que torna opcional bancário afastado continuar com a comissão ou não após CAT emitida pela empresa; porém o BB não reconhece doença ocupacional e não emite CAT

Após passar por uma saia justa no evento Inspira BB quando um bancário contou que perdeu a comissão ao se afastar para tratar um câncer, agora o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, baixou uma norma alegando que a partir de 4 de novembro de 2017 “é facultado ao funcionário que retornar da QS Licença Saúde afastado com diagnóstico de neoplasia maligna ou por doença ocupacional com CAT emitida pelo banco, solicitar análise para concessão do benefício de nomeação na função gratificada ou de confiança que exercia antes do afastamento ou em função equivalente”.

O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato de SP, João Fukunaga, está questionando esse normativo, pois banco nenhum reconhece e nem emite CAT por doença ocupacional. “Protocolamos um ofício e solicitamos esclarecimentos. Há uma ilegalidade e não podemos permitir retrocessos para os trabalhadores adoecidos”, reforça.

Ainda segundo Fukunaga, além da alteração da instrução do normativo, o presidente do BB mostrou-se incapaz de dialogar com os legítimos representantes dos trabalhadores. Consta na minuta de reivindicação dos bancários, a regularização da licença-saúde para que o funcionário não perca a comissão.

"Não podemos fazer as coisas apenas por egolatria de quem ocupa um espaço de poder em uma instituição tradicional como o BB. Conhecer as reivindicações dos trabalhadores, assim como a situação dos adoecidos, é de suma importância para ocupar tal cargo. Não basta apenas indicação política de um governo golpista, mas para quem diz que fez carreira no banco, conhecer esses por meandros acaba sendo fundamental”, critica Fukunaga.

O secretário de Saúde do Sindicato de SP, Carlos Damarindo, lembra que as doenças ocupacionais sempre foram tema de discussão na mesa de negociação. “Nenhum banco emite a CAT por doença ocupacional. Pela legislação, ela tem de ser feita pelo empregador, mas se o empregador se recusar, ela pode ser feita pelo CRST - Centro de Referência em Saúde do Trabalhador ou pelo Sindicato”, explica o dirigente. (Fonte: Seeb SP)



29/12/2017

PCS 2008 da Caixa, conquista da luta!

                         


Atual formato do Plano de Cargos e Salários, de 2008, que trouxe a promoção por mérito, além da por antiguidade, foi conquistado na greve de 2007

O processo que a gestão da Caixa chama de sistemática, conhecido entre os empregados como promoção por mérito, se encerrou na quarta-feira 20. Assim como a promoção por antiguidade, o processo está inserido dentro do Plano de Cargos e Salários (PCS) definido em 2008, uma conquista dos empregados, arrancada na greve de 2007.

Na promoção por mérito, o bancário pode receber 2 deltas, 1 delta ou 0 delta. A cada 1 delta recebido, que é concedido de acordo com critérios como frequência, horas de capacitação, iniciativas de autodesenvolvimento, entre outros, recebe percentual de 2,33% de aumento salarial. Na promoção por antiguidade, o empregado ganha 1 delta a cada dois anos. “Hoje só os critérios objetivos garantem 1 delta para todos empregados" lembra o diretor do Sindicato de SP Dionísio Reis.

"A construção do PCS - no qual estão inseridas as promoções por mérito, cujo método é discutido em grupo de trabalho da Contraf-CUT e aperfeiçoado todos os anos, e antiguidade - é uma conquista da nossa mobilização, das nossas greves, dos nossos grupos de trabalho, da nossa luta de décadas em favor dos empregados da Caixa.

É sempre válido ressaltar que o banco não dá nada de graça. Tudo é conquistado com muita união, dedicação e firmeza nas negociações”, enfatiza o dirigente. “Foi com muita luta que revertemos a retirada de inúmeros direitos dos empregados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assegurando isonomia entre os contratados antes e depois de 1998 no PCS”, acrescenta.

Dionísio lembra ainda que esse ano a Caixa unilateralmente alterou o RH 176, normativo que trata da sistemática da promoção por mérito, colocando restrição para trabalhadores com duas faltas injustificadas. O movimento sindical protestou e o banco admitiu o erro em promover alterações unilaterais em normativos negociados. Apesar de não voltar atrás, reverteu reflexos na carreira para os trabalhadores que participaram das greves gerais e estavam com a rubrica "falta injustificada" por esse motivo.

O dirigente ressalta também que, assim como a mobilização e luta reverteram o corte de direitos promovido por FHC e os reflexos na carreira dos empregados que participaram das greves gerais deste ano, a mesma unidade dos bancários, será capaz de barrar o processo de desmonte do banco e os ataques aos empregados promovidos pelo governo Temer.

“Não foram poucos os momentos da história da Caixa nos quais os empregados demonstraram grande unidade e força para lutar por seus direitos, empregos e pelo país, através da defesa da Caixa 100% Pública e da sua função social. O PCS 2008 é um exemplo de conquista que contrariou o desmonte imposto pelos governos neoliberais dos anos 90. Hoje, com o desmonte promovido por Temer, temos que nos unir mais do que nunca e intensificar cada vez mais a nossa resistência.

O PCS 2008, o Saúde Caixa 2004, o novo plano da Funcef 2006, a PLR, do começo dos anos 2000, e a PLR Social, de 2010, são conquistas que vão exigir muita mobilização dos empregados em 2018 para que sejam mantidas. Mais do que ninguém, nós, empregados da Caixa, sabemos que só a luta nos garante”, conclui o diretor do Sindicato de SP. (Fonte: Seeb SP)



26/12/2017

Feliz 2018 a todos os bancários




22/12/2017

TRT-4 derruba reforma trabalhista e proíbe demissões em universidade gaúcha


A desembargadora Beatriz Renck, do TRF-4, de Porto Alegre, derrubou a reforma trabalhista e impediu a demissão de 120 professores da universidade UniRitter.

A reforma trabalhista descarta negociações com sindicatos antes de dispensa coletiva, mas, o TRF-4 entendeu que esse diálogo entre empregador e categoria precisa existir para cumprir a Constituição.

A instituição tentava cassar liminar da juíza Tatyanna Barbosa Santos Kircheim, da 26ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, que suspendeu dispensa em massa na terça-feira (19/12).

Beatriz Renck concordou com a liminar ao afastar artigo 477-A da CLT, criado com a Lei 13.467/2017. De acordo com o novo dispositivo, em demissões coletivas não é mais obrigatória a negociação com o sindicato da categoria.

Para a desembargadora, é “inviável cogitar-se da ausência de assistência do sindicato da categoria em processos de despedidas em massa, na medida em que o art. 8º, inciso III, da Constituição Federal, atribui ao sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas”.

Beatriz ainda disse que a doutrina e a jurisprudência da área do Trabalho sempre consideraram necessária a intervenção sindical nesse tipo de situação. “Os princípios constitucionais que sempre autorizaram a adoção desse entendimento permanecem vigentes, a despeito da regra introduzida pelo artigo 477-A da CLT alterada pela Lei 13.467/17”, escreveu em decisão proferida na noite desta quarta-feira (20/12).

As rescisões na UniRitter devem ficar suspensas até 8 de fevereiro, data em que está marcada audiência de conciliação entre as partes, ou até que seja firmado acordo entre o sindicato e a universidade perante o Ministério Público do Trabalho. Em caso de descumprimento da ordem judicial, ficou estabelecida multa diária no valor de R$ 20 mil.

A demissão em massa de professores ganhou repercussão no país quando a Estácio decidiu demitir 1.200 docentes. Pelo menos duas liminares suspenderam a medida, mas foram derrubadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ). Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-4. (Fonte: Com informações do CONJUR)



21/12/2017

Veja como ficará o funcionamento dos bancos neste final de ano

Com a proximidade das festas de final de ano, a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos esclarece o funcionamento dos bancos no período. 
 

As agências bancárias abrem normalmente para atendimento ao público no dia 22/12 (sexta-feira). 
 
O dia 28/12 (quinta-feira) será o último dia do ano para atendimento ao público, com expediente normal para a realização de todas as operações bancárias solicitadas pelos clientes. Já no dia 29 de dezembro (sexta-feira), as instituições financeiras não abrem para atendimento ao público.
 
Pagamento de contas de consumo
A FEBRABAN ressalta que as contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo), bem como os carnês que estiverem com vencimento nas datas em que as agências estiverem fechadas, poderão ser pagos no primeiro dia útil seguinte aos feriados (26/12/2017 e 02/01/2018), sem a incidência de multa por atraso. 
 
Vale lembrar que os tributos já vêm com data ajustada em relação ao calendário de feriados (federais estaduais e municipais).
 
Canais de atendimento 
O público pode utilizar os caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking, banco por telefone e correspondentes (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados) para realizar operações bancárias. Além disso, as contas que possuem código de barra poderão ser pagas nos próprios caixas automáticos. 
 
Já em relação aos boletos bancários, os clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão fazer o agendamento pelos canais eletrônicos ou pagá-los por meio do Débito Direto Autorizado – DDA. (Fenaban)



21/12/2017

PCS 2008 da Caixa, conquista da luta!


Atual formato do Plano de Cargos e Salários, de 2008, que trouxe a promoção por mérito, além da por antiguidade, foi conquistado na greve de 2007

O processo que a gestão da Caixa chama de sistemática, conhecido entre os empregados como promoção por mérito, se encerrou na quarta-feira 20. Assim como a promoção por antiguidade, o processo está inserido dentro do Plano de Cargos e Salários (PCS) definido em 2008, uma conquista dos empregados, arrancada na greve de 2007.

Na promoção por mérito, o bancário pode receber 2 deltas, 1 delta ou 0 delta. A cada 1 delta recebido, que é concedido de acordo com critérios como frequência, horas de capacitação, iniciativas de autodesenvolvimento, entre outros, recebe percentual de 2,33% de aumento salarial. Na promoção por antiguidade, o empregado ganha 1 delta a cada dois anos. “Hoje só os critérios objetivos garantem 1 delta para todos empregados" lembra o diretor do Sindicato de SP Dionísio Reis.

"A construção do PCS - no qual estão inseridas as promoções por mérito, cujo método é discutido em grupo de trabalho da Contraf-CUT e aperfeiçoado todos os anos, e antiguidade - é uma conquista da nossa mobilização, das nossas greves, dos nossos grupos de trabalho, da nossa luta de décadas em favor dos empregados da Caixa.

É sempre válido ressaltar que o banco não dá nada de graça. Tudo é conquistado com muita união, dedicação e firmeza nas negociações”, enfatiza o dirigente. “Foi com muita luta que revertemos a retirada de inúmeros direitos dos empregados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assegurando isonomia entre os contratados antes e depois de 1998 no PCS”, acrescenta.

Dionísio lembra ainda que esse ano a Caixa unilateralmente alterou o RH 176, normativo que trata da sistemática da promoção por mérito, colocando restrição para trabalhadores com duas faltas injustificadas. O movimento sindical protestou e o banco admitiu o erro em promover alterações unilaterais em normativos negociados. Apesar de não voltar atrás, reverteu reflexos na carreira para os trabalhadores que participaram das greves gerais e estavam com a rubrica "falta injustificada" por esse motivo.

O dirigente ressalta também que, assim como a mobilização e luta reverteram o corte de direitos promovido por FHC e os reflexos na carreira dos empregados que participaram das greves gerais deste ano, a mesma unidade dos bancários, será capaz de barrar o processo de desmonte do banco e os ataques aos empregados promovidos pelo governo Temer.

“Não foram poucos os momentos da história da Caixa nos quais os empregados demonstraram grande unidade e força para lutar por seus direitos, empregos e pelo país, através da defesa da Caixa 100% Pública e da sua função social. O PCS 2008 é um exemplo de conquista que contrariou o desmonte imposto pelos governos neoliberais dos anos 90. Hoje, com o desmonte promovido por Temer, temos que nos unir mais do que nunca e intensificar cada vez mais a nossa resistência.

O PCS 2008, o Saúde Caixa 2004, o novo plano da Funcef 2006, a PLR, do começo dos anos 2000, e a PLR Social, de 2010, são conquistas que vão exigir muita mobilização dos empregados em 2018 para que sejam mantidas. Mais do que ninguém, nós, empregados da Caixa, sabemos que só a luta nos garante”, conclui o diretor do Sindicato de SP. (Fonte: Seeb SP)



15/12/2017

Veja o que o governo não conta sobre a reforma da Previdência


Reunimos algumas das maiores patifarias que o governo Temer e sua base aliada no Congresso escondem sobre a PEC 287, e de todos esses fatos resta uma certeza: as altas aposentadoria continuarão intocadas, os bancos vão aumentar seus lucros e os prejudicados serão os trabalhadores e os mais pobres

Ao contrário do que diz a turma de Temer, a PEC 287 não vai mexer nas altíssimas aposentadorias do Judiciário e do Legislativo, nem dos militares. Querem acabar com a sua, mas a deles continuará intocada.

Você sabia que a dívida de grandes empresas, principalmente dos bancos, é maior do que o "rombo" que o governo alega existir na Previdência? Aliás, o cálculo do suposto déficit da Previdência é outro embuste deslavado.

Confira abaixo (em arte feita para a Folha Bancária) essas e outras patifarias do governo e sua base aliada no Congresso e se junte à mobilização contra o fim da sua aposentadoria.

O governo está com dificuldade de conseguir os 308 votos necessários na Câmara para aprovar a PEC, pois os deputados, de olho nas eleições de 2018, sabem que podem não se reeleger com medida tão impopular. Então não perca tempo e mande um claro recado aos parlamentares pelo site Na Pressão: se votar, não volta! (Fonte: Seeb SP)



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