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NOSSA HISTÓRIA

O Sindicato dos Bancários de Maringá e Região tem uma história de lutas constantes na defesa dos bancários. São mais de 50 anos de um trabalho que resultou em conquistas históricas, somando dezenas de direitos, que torna nossa Convenção Coletiva de Trabalho uma das melhores em comparação a outras categorias profissionais.

Tudo isso teve início no dia 21 de novembro de 1957, quando, após os trâmites legais, a primeira diretoria tomou posse. Começou aí a estruturação do nosso Sindicato, que foi se alicerçando, ano a ano, sempre com a atuação vibrante das diretorias, transformando-se em uma instituição de reconhecido valor em nível local e nacional, por sua defesa intransigente dos interesses da categoria bancária.

Ainda muito jovem, o nosso Sindicato enfrentou as turbulências do Golpe Militar de 1964, que, a todo custo e na base da repressão, desarticulava o movimento sindical.

Sem nunca desistir, em 1968 a diretoria do nosso Sindicato mobilizou a categoria para uma greve, que não prosperou devido a forte repressão militar, com ameaças de enquadramento dos grevistas na lei de segurança nacional. Ocorreram muitas demissões, redução de bancários filiados ao Sindicato e o esfacelamento da diretoria.

Quando tudo parecida perdido, eis que em 1970 um novo grupo de aguerridos companheiros bancários retomou o sindicato e deu início a um trabalho hercúleo de muita paciência e, de tijolo em tijolo, foi reconstruindo o nosso Sindicato, ainda sob a austeridade do regime militar.

Sem se curvar, e através de boletins e pequenas reuniões, foram fortalecendo o Sindicato, cada vez mais, com maior participação dos bancários. No início da década de 1980, com a abertura política, os trabalhadores ficaram mais à vontade para protestar.

Em 1983, as assembleias já eram representativas e vislumbravam uma grande disposição de lutas na defesa dos nossos interesses. Em agosto de 1984, os bancários de Maringá e Região lotaram o auditório D. Guilhermina e estavam preparados para a greve, o que não se concretizou devido a pequena mobilização em outros sindicatos, principalmente nas capitais.

Em 1985, foi deflagrada a primeira grande greve dos bancários a nível nacional após o golpe militar de 1964, que durou três dias.Nos anos seguintes, até os dias de hoje, muitas lutas se sucederam e os bancários de Maringá e região sempre estiveram na linha de frente, na busca constante de melhores condições de trabalho e de salários.

A partir daí, os movimentos ganharam força, o que consolidou a luta e ampliou as conquistas, que vieram em seguida.

Os anos de 1990 foram muito difíceis, quando os bancários enfrentaram os anos da Era FHC, em que Governo e patrões tentavam impor perdas salariais. Foi preciso muita luta, muita pressão, para continuar avançando.

Durante o Governo Lula e Dilma, foram períodos de greves praticamente todos os anos e um dos períodos de recuperação de salário, com ganho real  em praticamente todos os anos e  incorporação de novos direitos.

Nos Governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, iniciou-se um projeto de desmonte da CLT, reforçando  a necessidade da luta e da resistência do movimento sindical bancário nacional.

Neste documentário histórico, fizemos uma breve retrospectiva das lutas do nosso Sindicato, exclusivamente em homenagem à classe bancária de Maringá e região.

História das greves dos bancários no Brasil

1932 – A história de greve dos bancári-os começou em 1932, mas não ganhou dimensão nacional. Em 18 de abril, os funcionários do Banespa de Santos ini-ciaram o movimento em protesto contra quatro decisões dos banqueiros: o fim da gratificação semestral, o fim do abono de 5% depois de cinco anos de serviço, as demissões e o valor das horas-extras noturnas. Os bancários de Santos ganharam o apoio dos colegas da matriz do banco em São Paulo e um dia depois os banqueiros aceitaram todas as reivindicações.

1934 – O movimento de 1932 foi um aquecimento para a primeira greve nacional, que ocorreria dois anos depois. Nos dias 5, 6 e 7 de julho de 1934, bancários de norte a sul do país cruzaram os braços em favor da aposentadoria com 30 anos de serviço e 50 de idade, estabilidade no emprego e pela criação de uma caixa única de aposentadorias e pensão para a categoria. O movimento conquistou a adesão de oito dos dez sindicatos de bancários e a greve foi vitoriosa, com todas as reivindicações atendidas.

1946 – Depois de um período de 12 anos os bancários voltaram com tudo, para fazer o que seria a maior greve nacional da categoria até aqui. Em 1946, após a eleição de Eurico Gaspar Dutra (PSD) para a presidência da República, pipocou uma série de manifestações por todo o país. Só nos dois primeiros meses estouram sessenta paralisações, que culminaram com a fundação de uniões sindicais municipais, sob a liderança dos bancários.

A principal reivindicação da categoria era o salário mínimo profissional, já concedido pelo governo a outros setores. No dia 23 de janeiro, o Rio de Janeiro entra em assembleia permanente para aguardar uma resposta do governo. O ministro do Trabalho, Roberto Carneiro Mendonça, ameaça então retirar a proposta se os bancários entrarem em greve. No dia seguinte a categoria parou na capital carioca e o movimento se espalhou por todo o país. A segunda greve nacional parou mais de 40 mil bancários por dezenove dias. Em 11 de fevereiro, os banqueiros oferecem uma trégua: garantiram que os grevistas não seriam punidos e que receberiam pelos dias parados. Já o governo disse que continuaria analisando o projeto. A categoria volta ao trabalho no dia seguinte.

1961 – Quinze anos depois os bancários partiam para sua 3ª greve nacional. No dia 21 de outubro de 1961, a Campanha Salarial entrava num impasse: os bancários reivindicavam 60% de reajuste e os banqueiros negavam. A greve começou pelos bancos públicos, já que os privados ainda negociavam no TRT. O primeiro-ministro, Tancredo Neves, e o ministro do Trabalho, Franco Montoro, intermediaram as negociações e conseguiram arrancar do governo federal um reajuste de 40%. A greve termina em uma semana, com o pagamento dos dias parados, mas a Campanha continuava nos bancos privados. Em 7 de novembro os funcionários repetem o feito dos colegas do setor público e param contra o reajuste escalonado de 30 a 50%. Dois dias depois, o TRT oferece 60% de aumento e a greve acaba.

1963 – Em 1963, apesar do governo democrático e popular do presidente João Goulart, o país continuava passando por graves problemas, como a inflação. Entre várias greves, os bancários paulistas pararam em 21 de janeiro para reivindicar o pagamento das gratificações de balanço, o 13º sem compensação e o fim dos 30 minutos a mais na jornada para compensar o sábado. Os banqueiros endurecem e os bancários decidem esperar a Campanha Salarial, avaliando que o movimento não tinha força. A Campanha começou, mas a situação não mudou. Sem avanços, os bancários decidem parar por 24 no dia 17 de setembro. A greve se prolonga por sete dias em todo país e termina com os banqueiros pagando acordos superiores aos determinados pela Justiça do Trabalho.

1933 – Seis horas – A pressão dos bancários, que começavam a se organizar em todo país, conquistou a jornada de 6 horas, uma vitória inédita para o movimento dos trabalhadores bancários até então. Foi um grande salto para os trabalhadores, mas, como as conquistas se alcançam passo a passo, os bancários ainda eram obrigados a trabalhar aos sábados.

1934 – IAPB – A categoria conquista o Instituito de Aposentadoria e Pensão dos Bancários. Na época não havia uma instituição de aposentadoria para todos os trabalhadores, como funciona hoje o INSS, e cada categoria possuía seu próprio instituto de aposentadoria. Era uma época perigosa para os trabalhadores, porque, ao entrar em greve, o governo poderia decretar uma intervenção no Sindicato e praticamente acabar com a mobilização dos empregados. Ainda assim, em 6 de julho de 1934 os bancários entram em greve e somente três dias depois, através de um decreto, o governo criou o IAPB, com administração e controle dos sindicatos de bancários.

1961 – Gratificação de caixa

1982 – Ajuda transporte e ajuda alimentação

1986 – Adicional noturno

1986 – Auxílio-creche por 60 meses

1988 – Auxílio para filhos excepcionais ou portadores de deficiência

1992 – Primeira Convenção Coletiva Nacional – Pela primeira vez na história sindical do Brasil, uma categoria conquista um acordo único para todo país, que fortaleceu a nossa luta e permitiu a unificação do piso salarial. A conquista ainda é uma exclusividade dos bancários, única categoria a ter um acordo desse tipo.

1992 – Auxílio Creche/Babá – O benefício, conquistado em 1986, foi ampliado em 1992 para todos os bancários e bancárias com filhos até 6 anos e 11 meses.

1994 – Cesta-alimentação – Mais de dois meses de mobilização foram necessários para a conquista desse direito, que passou a integrar todas as convenções coletivas a partir de então.

1995 – PLR Os bancários também foram os primeiros trabalhadores a conquistarem o direito à PLR, que é aperfeiçoada a cada ano.

1997 – Complemento para afastados – Na campanha salarial de 1997 os bancários conquistaram a complementação salarial para afastados por doença ou acidentes por um período de 24 meses. Até então era de 18 meses. Também conquistamos a estabilidade de um ano após o afastamento para lesionados.

2004 – Aumento Real e retomada das grandes mobilizações – Após anos de reajustes abaixo da inflação (que os banqueiros tentavam compensar com o abono), os bancários retomam fortemente as mobilizações nacionais e, através da maior greve da categoria, conquistam um aumento acima da inflação. Ainda é muito aquém das possibilidades dos bancos e da reposição das perdas de anos anteriores, mas é um começo para a reconquista do poder aquisitivo da categoria.

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