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Itaú planejava demitir o dobro de funcionários por home office

O Itaú Unibanco planejava demitir, inicialmente, quase o dobro de funcionários por considerar baixa a produtividade no home office. De acordo com apurações feitas pela Folha de S. Paulo, quase 2 mil funcionários tiveram o trabalho em casa considerado improdutivo após um monitoramento feito por quatro meses pela empresa. No dia 8 de setembro, cerca de mil trabalhadores foram desligados.

Ainda conforme a Folha, os funcionários em regime híbrido ou totalmente remoto foram monitorados por meio de softwares como o xOne. A ferramenta coleta métricas como tempo de login, períodos de inatividade, utilização de sistemas corporativos e acesso a sites definidos previamente pelo empregador.

Após cruzar dados do xOne com o registro de ponto eletrônico, o Itaú identificou o que considera inconsistências entre o saldo positivo do banco de horas e a jornada efetivamente trabalhada.

O banco ainda afirmou, em um email enviado aos funcionários, no qual a Folha teve acesso, que em “alguns desses casos, os mais críticos, chegaram a patamares de 20% de atividade digital no dia e ainda assim registraram horas extras naquele mesmo dia, sem que houvesse causa que justificasse”.

Um levantamento com cerca de 2 mil nomes foi repassado aos gestores responsáveis, que justificaram os números de cerca de metade dos nomes listados. Os responsáveis alegaram que a natureza de trabalho desse funcionários não requer o uso contínuo do computador ou que utilizavam outra máquina ou ainda que estavam passando por alguma questão de saúde. Mesmo sem ser desligados, os trabalhadores foram advertidos.

Os demais foram dispensados nesta segunda-feira, independentemente de sua performance. Muitos dos demitidos haviam batido metas e recebido promoções.

Cerca de 1,75% dos funcionários do Itaú foram demitidos

Os funcionários avaliados representam cerca de 60% dos 95 mil funcionários que trabalham no banco, de acordo com o último balanço. Do total, cerca de 1,75% foram demitidos.

Em entrevista a Folha de S. Paulo, alguns funcionários desligados pelo banco nesta segunda-feira relataram que não estavam com demandas atrasadas. Eles também contaram que comunicavam os superiores quando estavam livres para novos serviços, mas que ouviram da chefia que era necessário esperar que demandas entrassem no sistema.

O movimento sindical solicita explicações do banco, além de denunciar abusividades na conduta do banco.

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