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Retrospectiva 2021: reajuste salarial de 10,97% no ano da pandemia; valeu a luta!

Em 2021, os bancários tiveram reajuste salarial de 10,97%, extensivo a demais verbas. Além de cobrir
a inflação medida pelo INPC, que fechou em 10,42%, a categoria contou com 0,5% de ganho real.

Essa foi uma grande conquista para este ano, quando comparada aos reajustes de outros setores. Mais de 50% das categorias de trabalhadores que realizaram suas negociações coletivas em 2021 tiveram reajustes abaixo da inflação. Apenas 30% tiveram reposição do INPC.

ACORDO POR DOIS ANOS
O reajuste salarial de 2021 foi conquista da campanha salarial de 2020, em que fechamos acordo por dois anos.

O presidente Claudecir de Souza, que participou das negociações, ao lado de outros diretores, avalia aquela campanha: “Foi uma negociação difícil. Estávamos no primeiro ano da pandemia, os bancos tiveram queda de receita, e usaram essa argumentação até às últimas rodadas.”

Para os bancos, não seria possível sequer repor a inflação. “Foram necessárias mais de 17 rodadas, a maioria adentrando madrugada, muita negociação, muita pressão, mas ao final saímos com este índice.”

O vice-presidente Carlos Rodrigues acrescente que os bancos vieram para a mesa também com a intenção de cortar conquistas antigas da categoria, incorporadas em nossa CCT. “Nos bancos públicos, por exemplo, corríamos ainda o sério risco de perder o plano de saúde. Ao final, mantivemos a integralidade de nossos direitos”, afirma.

PLR FAZ A DIFERENÇA!
Além disso, diferentemente da maioria dos trabalhadores, a PLR dos bancários faz a diferença. Nesse ano, foi reajustada também em 10,97%.

Um bancário do Itaú, por exemplo, que recebe R$ 5.451 de salário, sua participação nos lucros e resultados do banco (somando regra básica mais PCR) foi de R$ 8.838 (referente somente à primeira parcela paga em setembro). Ou seja, mais que o salário do mês.

MAIORIA PERDEU PARA INFLAÇÃO
Mais da metade dos reajustes salariais (52,3%) negociados por dezenas de categorias no primeiro semestre deste neste ano ficou abaixo da inflação (INPC-IBGE), segundo o Dieese, com base em dados do Ministério da Economia. Só 16,5% tiveram ganhos reais, enquanto 31,2% dos reajustes foram equivalentes à variação da inflação.

Entre os setores, a indústria teve 24,9% dos reajustes acima do INPC. O pior resultado foi nos serviços, com 65,3% perdendo para o INPC acumulado e apenas 12% com aumento real. No comércio, menos ainda: só 11,9% com ganho acima da inflação. Mas a maioria (54,5%) foi equivalente ao INPC.

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