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1º de Maio: dia de reconhecimento àqueles que movem o mundo

Claudecir de Souza, presidente

Primeiro de Maio é a data mais importante para a classe trabalhadora. Não somente porque comemoramos o Dia dos Trabalhadores, profissionais que movem o mundo, que edificam, que transformam, que produzem. Mas também porque trata-se de um marco na luta por direitos, por igualdade, por dignidade e respeito.

Esta data rememora o primeiro grande protesto contra o capitalismo moderno nos Estados Unidos. Foi em 1886, onde milhares de trabalhadores foram às ruas nas principais cidades. Viviam praticamente uma situação de escravidão e, mesmo em uma época em que qualquer protesto era violentamente combatido pelo sistema, arriscaram suas vidas para exigir dignidade.

E aqui lembro a frase do filósofo George Satayama: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.” Não podemos jamais esquecer deste marco. Comemorar o Dia do Trabalhador não é ficar em casa de folga ou mesmo ganhar um brinde na empresa. Mas é um dia para rememorarmos nosso passado de lutas, de resistência, de enfrentamento.

De lá para cá, muita coisa mudou. Não por vontade dos governos de plantão ou da benevolência dos donos do poder e do capital, mas pela pressão exercida pela classe trabalhadora, que não deu tréguas na luta por direitos.

Houve ainda a organização do movimento sindical, que cumpre um papel fundamental, essencial, na defesa dos trabalhadores. Ora avançando, ora abrindo uma trincheira de resistência contra as reincidentes investidas para se acabar com todos e quaisquer direitos.

Sabemos que se dependesse unicamente da vontade de governos e patrões os trabalhadores ainda estariam cumprindo 16 horas diárias, seis dias por semana. Se fôssemos depender dos detentores do capital e do poder o “filho do porteiro jamais poderia chegar a uma faculdade”, como afirmou um ministro nesta semana.

CATEGORIA DE LUTA

Entre os bancários, a luta sempre foi e continua intensa. Foi graça a greves, lutas, enfrentamentos que nossa categoria arrancou, ano após ano, inúmeros direitos.

Nosso Sindicato dos Bancários de Maringá, por exemplo, mantém hasteada de 1957 a bandeira da defesa dos trabalhadores. Fomos um dos sindicatos a sofrer intervenção militar nos anos de chumbo, lutamos pela redemocratização, realizando em 1985 uma das primeiras mobilizações, e assim seguimos até os dias de hoje.

Lutamos ao lado de uma categoria aguerrida, que tem pleno conhecimento de seus direitos e do importante e fundamental papel que desempenham na economia do país, no atendimento às pessoas e empresas.

E que, nesta pandemia, demonstrou novamente sua importância, ao se posicionar na linha de frente, mesmo arriscando suas vidas, para atender à população, sendo, em muitas situações, a única esperança de tanta gente.

Por tudo isso, neste dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, queremos prestar nossa mais justa, sincera e merecida homenagem a todos os trabalhadores e trabalhadoras, esta força que move o mundo e que merece todo o respeito e reconhecimento.

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