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José Marco Barbizan – Presidente de 1997 a 2004

ANO DIFÍCIL: “Assumi o Sindicato dos Bancários numa época muito difícil. Era início do Plano Cruzado, e a transição econômica causava instabilidades. Mudou a forma dos bancos trabalharem e negociarem, principalmente os bancos públicos, que passaram a atuar como comerciais. Uma mudança drástica também atingiu o funcionalismo, neste caso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Ainda nesta época, vieram as privatizações do Banestado e Banespa.

As greves na época eram paralisações pontuais, como atraso na abertura de agências. Greve geral no Brasil não teve neste período, eram os próprios diretores que paralisavam as agências e faziam assembleias em frente aos bancos. No último ano de minha gestão houve estabilidade do Plano Real e aí começamos reivindicações e paralisações. A agência do Banco do Brasil em Maringá foi a primeira a parar suas atividades na época. No primeiro ano do Governo Lula, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), propôs ao Sindicato aceitar a proposta durante as negociações. Optamos então por resistir, porque tínhamos certeza que poderíamos avançar. As opiniões ficaram divididas e onde não aceitaram a proposta aderiram à greve no dia seguinte, dando força ao movimento. Se não fosse o sindicato, teria ficado por aquilo mesmo. Na época, a paralisação começou na segunda-feira em Maringá, a única cidade do país a iniciar greve.”

CONQUISTAS: “A maior conquista durante a gestão foi a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que antigamente não existia. Hoje, os funcionários ganham praticamente mais dois salários por ano em PLR. Quanto a melhoria de infraestrutura, houve naquela época a construção do quiosque, jardinagem e construção de arquibancadas na sede campestre. Já na sede administrativa foram poucas as reformas. Um marco também foi a criação da página na Internet, registrando o endereço www.bancarios.org.br.”

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